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A nova série da HBO tem deixado alguns espectadores alarmados com o futuro da humanidade. A trama foi elaborada pelo roteirista britânico Russell T. Davies, conhecido pelo trabalho em Dr.Who. Em entrevista à BBC, o autor definiu a história como “um drama épico que segue uma família durante mais de 15 anos de mudanças políticas, econômicas e tecnológicas.”

A história gira em torno da família Lyons, composta por membros de diferentes posições políticas, idades, estilos de vida, etnias e orientações sexuais (e, que ainda assim, tentam se entender da melhor forma possível). “Years & Years” revela um futuro completamente diferente de outras séries futuristas. Davies retrata um cenário próximo – datado entre os anos 2019 e 2024 – e bastante verossímil em relação ao contexto cultural e político atual. A identificação com alguns dos personagens pode acontecer facilmente.

Eis o contexto geral: um nacionalismo de direita está em ascensão global, o presidente Donald Trump segue firme em seu segundo mandato, a guerra comercial entre China e EUA resulta em explosões nucleares e a população sofre uma grande crise econômica com a falência de grandes bancos. Isso sem contar os impactos das mudanças climáticas e os problemas com os refugiados ucranianos que não são aceitos na Europa…

A protagonista Viv Rook é interpretada pela atriz Emma Thompson. Ela vive uma empresária sem escrúpulos, famosa por falar barbaridades na TV, que decide se candidatar ao cargo de primeira-ministra do Reino Unido (com uma campanha baseada em fake news, obviamente).

“Years and Years” também exibe uma perspectiva ambivalente sobre os avanços tecnológicos. Em um primeiro momento, a tecnologia é apresentada como um incentivo para manter a estrutura de famílias tradicionais. Os encontros entre as pessoas seriam facilitados por reuniões virtuais, feitas por um dispositivo que lembra bastante o Amazon Echo.

O lado mais sombrio é projetado no transumanismo, movimento que permite a expansão de habilidades humanas com a ajuda da tecnologia – a um ponto em que seria possível transferir toda mente de uma pessoa para um cérebro na nuvem. Assim como no mundo de hoje, o acesso a essas novas tecnologias não é para todos. Está aberta uma temporada marcada pelo abismo de exclusão econômica e social.

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