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A Google é uma das empresas de inovação do Vale do Silício que conta com uma cultura organizacional que virou referência para outras muitas empresas. Não é à toa que, em 2017, foi eleita pela Comparably como a empresa de tecnologia com a melhor cultura corporativa. Mas não são só os lanches gratuitos, nem o ambiente divertido, que fazem com que seus funcionários amem trabalhar lá.

Segundo a Revista Forbes, que entrevistou alguns colaboradores dessa gigante da inovação, alguns dos motivos que deixam seus colaboradores mais felizes e produtivos podem ser resumidos em 5 tópicos:

•Verdadeira flexibilidade para trabalhar;
•Liberdade para ser criativo e trabalhar em suas ideias;
•Desenvolvimento de habilidades;
•Confiança em seus colaboradores;
•Valores gerados entre líderes e funcionários.

Este último tópico recebe atenção especial e pode se tornar a grande vantagem competitiva dos próximos anos. Com o movimento cada vez mais forte do capitalismo consciente, tanto os consumidores quanto os funcionários já não mais admitem trabalhar em um lugar com uma cultura onde a ética e os valores da empresa não estão de acordo com os aceitos pela sociedade.

Louis Gagnon escreveu em matéria para a Forbes que essa nova geração de consumidores e colaboradores – os famosos millenials – querem ensinar as empresas e seus líderes a serem parte da solução dos problemas que afetam o mundo, devido ao capitalismo desenfreado dos aos 80/90. “Eles querem que nos tornemos mais conscientes, inclusivos, que pensemos a longo prazo. Eles querem que tenhamos a coragem de incentivar essa consciência nas empresas e em seus empresários.”

Trabalhar com princípios

Nos últimos anos, houve uma grande mudança no comportamento do consumidor. Atualmente, eles se importam em saber a procedência de tudo aquilo que estão consumindo, seja um prato de comida livre de agrotóxicos ou uma marca de roupa sustentável. Toda empresa que não trabalhe de forma transparente e de acordo com estes princípios ou valores está perdendo espaço no mercado.

Da mesma maneira, tem funcionado com os colaboradores das organizações. Hoje, para o candidato aceitar uma vaga em determinado local, ele leva em consideração não só as condições de trabalho e os benefícios, mas principalmente os valores da empresa. E devido à autonomia oferecida a eles, são os primeiros a se manifestar publicamente contra algumas regras da empresa se perceberem que ela não está trabalhando com ética e transparência.

É o caso, por exemplo, do que aconteceu recentemente na própria Google, onde mais de 1.000 funcionários assinaram uma carta pedindo aos executivos que revisassem os valores da empresa antes de lançar um aplicativo de busca na China. Seus serviços foram censurados no país oriental há 8 anos e, em 2018, começaram os rumores de que a Google trabalhava secretamente neste projeto chamado Dragonfly, que tinha como objetivo desenvolver um buscador para o mercado chinês em conformidade com a censura do governo local. Entretanto, a submissão à censura não foi bem recebida pelas organizações de defesa de direitos humanos e pelos funcionários da empresa, que alegaram uma grande preocupação com a maneira com que essa tecnologia poderia ser usada.

Em documento publicado no site Medium, colaboradores afirmaram “Nossa oposição à Dragonfly não é sobre a China: nos opomos às tecnologias que ajudam os poderosos a oprimir os vulneráveis, onde quer que eles estejam.” E então pediram por maior postura ética e políticas mais transparentes nas tomadas de decisões da empresa. Entretanto, os executivos não comentaram muito sobre o caso e apenas disseram que era um projeto “exploratório”.

Apesar disso, essa não foi a única vez em que os funcionários de uma das maiores empresas de inovação se manifestaram. No início deste ano, outra petição ajudou a pressionar a empresa a cancelar um contrato militar.
Todos esses pontos só provam a importância de construir uma cultura organizacional cada vez mais transparente e ética para que, desta forma, sua empresa não só se destaque dentro do mercado, mas também consiga conquistar consumidores e reter talentos.

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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