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O que vai mudar com o 5G

A chegada do 5G deve se consolidar como um dos principais avanços tecnológicos da década. Além da velocidade de conexão de smartphones – até 20 vezes mais rápida que o 4G – os benefícios devem se estender ao desenvolvimento exponencial da indústria de IoT e ao surgimento de novos modelos de negócio na indústria audiovisual, incluindo as plataformas de streaming.

Ferramentas de realidade virtual e aumentada também tendem a ser impulsionada pelo 5G, assim como os setores de veículos autônomos e robótica. Tais movimentos devem apresentar desdobramentos promissores na área aplicações urbanas, revolucionando o conceito de smart cities em diversos países, com destaque para China e Estados Unidos

De acordo com o Gartner, o uso da tecnologia deve ser focado no desenvolvimento de novos serviços e na criação de soluções de redução de custos. Nesse cenário, sairá na frente quem se movimentar com velocidade e foco em resultados concretos para empresas e consumidores.

Por Natália Fazenda

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RH Ágil: o design thinking na resolução de problemas

O último encontro da 2ª turma de 2019 do RH Ágil – uma parceria entre a HSM e o GPTW – foi orientado pelo tema “O Design Thinking na resolução de problemas”. A programação foi aberta por Guta Orofino, consultora especializada em projetos de inovação e transformação digital. A sessão abrigou uma dinâmica na qual os participantes puderam compartilhar o que aprenderam durante os últimos meses de RH Ágil, incluindo aplicações práticas nos desafios de suas empresas.

Segundo Orofino, a eficiência do Design Thinking é resultado da formação de times diversos e interdisciplinares. “É importante promover ideias que possam colidir entre si. Não há mais espaço para quem ainda tenta ir contra essa corrente”, afirma. O impacto positivo na vida dos colaboradores também foi ressaltado pela consultora.

Na segunda parte do encontro, Roberto Mosquera, economista e especialista em inovação, apresentou um workshop de aplicação da metodologia Scrum em diversos tipos de organizações. As atividades foram conduzidas a partir de uma abordagem “mão na massa” e abordaram metodologias e conceitos como sprint, princípios de Lean Startup e acompanhamento de objetivos e resultados-chave (OKR, na sigla em inglês).

Ao final do encontro, o ator e consultor Ricardo Vandré fechou a programação com uma apresentação baseada na relação entre a história do cinema e o mindset de crescimento. Assim como as estrelas do cinema mudo que precisaram se adaptar para lidar com a evolução da indústria audiovisual, ele fechou o RH Ágil 2019 com uma mensagem importante sobre o papel do aprendizado em processos de inovação. “O mindset de crescimento nada mais é que estar aberto às transformações”.

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O segredo da mentalidade digital, por Charlene Li

A americana Charlene Li é considerada uma das mulheres mais influentes do Vale do Silício. Especialista em transformação digital e estratégias de crescimento disruptivo, Li se tornou mundialmente conhecida por suas abordagens inovadoras em temas como liderança, estratégia e marketing.

No início de novembro, a consultora compartilhou a sua visão sobre mindset digital e liderança disruptiva com o público da HSM Expo 2019, realizada entre os dias 4, 5 e 6 de novembro, em São Paulo.

Durante sua apresentação, Charlene Li falou sobre a importância de refletir sobre o próprio conceito de disrupção, uma buzzword cada vez mais desgastada. “Para ser disruptivo é preciso ser capaz de desafiar o status quo e mudar qualquer situação. Um líder disruptivo é aquele que cria a mudança”, afirmou.

De acordo com a especialista, ser disruptivo é, acima de tudo, sair da sua zona de conforto e ter coragem de arriscar. Grandes ideias nasceram dessa maneira. Profissionais em posição de liderança têm um papel ainda mais importante nesse sentido: eles precisam servir de exemplo e inspirar seus times a seguir esse caminho.

Assim como defende boa parte dos especialistas em transformação digital, Li afirmou que as ferramentas de tecnologia, embora sejam fantásticas, não geram resultados sem uma cultura organizacional igualmente inovadora. Os pilares dessa mentalidade: liberdade, autonomia e empatia. Esta última, particularmente importante para entender e mapear as necessidades de clientes.

Desenvolver um sentimento de colaboração e confiança entre equipes, empresas e clientes. Eis o segredo, segundo Charlene Li, da inovação nas empresas.

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RH Ágil: sobre humanos e tecnologia

O terceiro encontro do RH Ágil aconteceu nesta segunda-feira (dia 21) e contou com a presença da especialista em transformação digital Martha Gabriel. Responsável pela condução de processos de inovação em empresas de diversos setores, ela ressaltou a importância da gestão de pessoas em movimentos de renovação. “Nenhuma transformação acontece da noite para o dia. Todos são responsáveis por esse tipo de mudança, principalmente os profissionais de recursos humanos”, diz.

Embora seja defensora da complementaridade entre a força de trabalho humano e as novas tecnologias, Martha acredita na futura substituição de algumas profissões pela inteligência artificial. Por essa mesma razão, ela defende a importância de desenvolver uma mentalidade digital e explorar a tecnologia para ampliar as capacidades humanas. “A gente precisa continuar sendo relevante dentro dessa equação”, afirma.

O encontro ainda abrigou um painel que reuniu Patrícia Araújo e Cláudia Soller, Head de RH e Gerente de Recompensa e Análise do Mercado Livre, respectivamente. Em uma conversa mediada por Martha, elas compartilharam os desafios e as oportunidades de atrair, engajar e reter talentos em ambientes de alto crescimento e cultura digital. “O maior desafio é manter o espírito empreendedor e ao mesmo tempo ser grande. É importante manter o desejo de fazer coisas diferentes o tempo todo”, diz Patricia.

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A Transformação Digital Exponencial Ágil Lean e pirlimpimpim

Convenhamos: trabalho é chato.

Por isso palestras são legais. Elas distraem. A gente vai lá, tem música empolgante, telas empolgantes, estandes empolgantes, speakers empolgantes, cases empolgantes e a gente sai de lá transbordando empolgação até voltarmos pra firma e nos enroscarmos de novo no cipoal dos perrengues. Quando é a próxima palestra mesmo? Céus.

Palestra boa é aquela que aponta um paraíso reluzente num futuro indefinido e que enche de esperança os fiéis cansados desse mundo de picuinhas e falta de budget, aí sim a gente sai renovado e feliz por ter gasto um dinheirão para ouvir os palestrantes pop stars do mundo dos eventos.

E os lugares, então? CUBOs, Habitats, Google Campus, tudo tinindo, tudo lindo, gente jovem preparada, bem-vestida, chopp grátis, wifi grátis, food trucks… melhor que Disneylândia. Dá até vontade de embarcar num tour pelas maravilhas do Vale do Silício e seus rios de leite e mel e dinheiro infinito.

O Excel desses caras deve ser diferente, a planilha deles não dá problemas quando a conta não fecha ou quando o dinheiro acaba, deve ser uma versão cornucópica de abundância e generosidade que a Microsoft reserva apenas para alguns eleitos, um Celestial Office onde todo o PPT é lindo, todos os contratos já vêm assinados e a matemática é magnânima.

O caminho para esse paraíso deve passar então pelos profetas do futuro, essas figuras tão carismáticas que a gente nem se pergunta o que faziam da vida ou de onde tiram certezas tão definitivas. Mortais como nós têm que ter currículo, experiência concreta, têm que provar por A + B que nossas ideias têm fundamento…

Profetas não precisam de nada disso, são portadores da mensagem divina powered by o dom da palavra empolgante (visuais exóticos ajudam). Racionalidade é para os fracos, os eleitos se embriagam de fé e mergulham de olhos fechados em blue oceans de unicórnios.

Claro, os caras mostram números, sempre mostram, mas os números são tão empolgantes que a gente nem se pergunta de onde vieram, mais ou menos como penetras de festa tão sexys que o segurança deixa entrar sem checar se têm nome na lista. Se fizerem um infográfico bacana, ou um vídeo empolgante então… dane-se o pedigree dos números, vale tudo.

Claro, o Uber pecou, WeWork pecou, a Theranos pecou mas seus CEO’s já caíram dos céus como aquele outro ex-anjo igualmente sedutor e nada disso abala a fé do entusiasta roots, aquele que não se abala com os sinais claros de que o abuso da privacidade, a concentração de poder e renda, a gentrificação das cidades e a precarização do trabalho dos bilhões de não-eleitos estão fazendo do mundo um inferno e que o apocalipse ambiental está próximo.

Isso tudo é um preço baixo a pagar pela ascensão aos céus da meia-dúzia de empreendedores que deram certo enquanto 95% dos outros capotam, tudo isso faz parte dessa roleta reluzente no cassino esfuziante de ideias caça-níquel.

Eu me empolguei, desculpe. Eu me empolguei tanto que voltar pra minha ideia inicial, tão sóbria, tão modesta e tão pé-no-chão fica difícil, o contraste é muito grande e chamar a atenção para a realidade imediata contraria a nossa natureza humana sonhadora.

Como eu faço agora para conversar sobre aquilo que você pode fazer imediatamente, sobre aquilo que está ao seu redor, sobre aquilo que todos nós sentamos em cima? Como trazer você de um sonho made in USA para as mil particularidades dos teus desafios? Como desembaçar seus olhos enevoados de fumaças e vapores de siglas, buzzwords e hype vazio?

Outro dia palestrei para uma turma de estudantes numa escola técnica em Taboão, a ETEC Uirapuru, acho que já contei essa história. Encerrei minha fala plantando uma semente poderosa, pois eu queria que a garotada saísse de lá e mudasse o mundo. O que eu falei? Eu disse que eles, nascidos longe da Vila Olímpia, longe de Palo Alto, tinham nas mãos um tesouro: problemas pra resolver, problemas que eles conheciam de perto, conheciam de dentro, conheciam desde crianças.

Se eles abrissem os olhos para os problemas à sua volta, se eles articulassem seus talentos, sua garra e os corações e mentes de mais rapaziada com fome de mudança, aí sim eles criariam um mundo melhor… à sua imagem e semelhança, amém. #Ficaadica. E não se espante se a disrupção mais espetacular e humana e brasileira vier de onde você menos espera.


* Um de seus projetos pessoais preferidos são as dicas de leitura no Leia, Vale a Pena: http://leiavaleapena.tumblr.com

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“A tecnologia sem mudança de mindset não traz resultados”

Mudança de mindset, experiência do cliente, princípios da agilidade, DNA digital e pensamento estratégico foram alguns dos principais pontos que tiveram destaque durante mais uma edição do RH Ágil. Realizado na última sexta-feira (dia 27), o programa foi conduzido por Luis Lobão, especialista em planejamento estratégico e transformação digital.

Durante a sessão, ele apresentou quais são os passos mais relevantes que uma organização deve seguir para se preparar para os desafios do futuro. A sessão também contou com a presença dos consultores educacionais Guta Orofino e Roberto Mosquera.

“Não há um jeito certo de seguir os passos. O importante é que os profissionais responsáveis pelos processos de mudança tenham uma visão integrada do todo. Ser digital é muito mais sobre pessoas do que tecnologia”, afirmou.

Propósito como o norte do processo


Um mundo acelerado e cada vez mais automatizado pede atenção especial para uma abordagem de negócios mais humana. Engajar e reter seus colaboradores se tornou mais importante – e difícil – do que nunca. Encontrar um propósito claro e transparente pode ser o início para adotar tal posicionamento.

“O sentido do propósito é o que orienta as organizações. Não adianta criar um propósito e não praticar, não o praticar é faltar de caráter organizacional”, afirmou Lobão.

A confiança foi apontada como outro elemento extremamente importante para que agilidade das empresas. “A ideia de que eu posso ser eu mesmo e mostrar minhas dificuldades sem ninguém usar isso contra mim mesmo é o que forma uma equipe de alta performance”, ressaltou.

Entrega de valor contínua


A construção de valor também deve se estender aos clientes. Mas, além de atrair o público, é preciso entregar valor de forma contínua.

Nesse cenário, conhecer os modelos de empresas exponenciais, analisar a jornada do cliente e trazer os princípios da agilidade se tornarão cada vez mais essenciais para lidar com os desafios que o mercado deverá apresentar nos próximos anos.

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RH ágil: protagonismo pessoal e transformação digital

A combinação entre contexto e mindset orientou a terceira edição do RH Ágil, projeto que tem como objetivo preparar executivos e líderes corporativos para os desafios de um mercado cada vez mais veloz e conectado. Resultado de uma parceria entre a HSM e o GPTW, o programa reuniu sessões com Pedro Mello e Mauro Peres, cofundadores do Open Leaders Organization, e Ricardo Vandré, ator e diretor e produtor artístico, além dos consultores Guta Orofino e Roberto Mosqueira, especialistas em metodologias ágeis.

Em um dia orientado pela construção de elos de confiança e colaboração, a programação ressaltou um dos pontos mais importantes de processos de inovação: a formação de uma cultura corporativa baseada em um mindset ágil. Veja abaixo os principais aprendizados e questionamentos levantados pelos participantes. Spoiler: todos eles têm a ver com tornar as pessoas protagonistas de suas próprias jornadas.

O que é esse tal de mindset ágil (e o que isso tem a ver com colaboração)?
O mindset ágil é uma nova maneira de enxergar o mundo e as relações de trabalho. É preciso incentivar equipes a adotarem essa mentalidade em todas as áreas da empresa. Nesse novo cenário, o topdown dá lugar a decisões colaborativas. De acordo com Pedro Mello, da Open Leaders, tudo começa pela quebra de barreira do individualismo. “Quando a gente começa a trabalhar coletivamente tudo se transforma”, afirma.

Colaboração e confiança
Antes de tudo, dinâmicas de colaboração são resultados de ambientes de confiança. Essa é uma das teorias centrais do trabalho de Ricardo Vandré. Durante seu workshop, ele ressaltou a importância da comunicação nesse processo. “A gente sabe que uma conversa olho no olho funciona melhor do que um e-mail. Um ambiente seguro começa pela comunicação transparente sobre as intenções e os propósitos das pessoas.”

O fim do mito do herói
O arquétipo do herói intocável e infálivel está com os dias contados. Em seu lugar, ganha espaço um personagem marcado pela abertura, empatia e vulnerabilidade. “Quanto mais herói e centralizador for o líder, menor é o engajamento dos colaboradores”, afirma Mauro Peres. Na opinião do consultor, os ruídos de comunicação são os principais desafios de desconstrução dessa imagem. “Trata-se de um mindset de liderança antigo, que precisa ser deixado para trás.”

Distância zero do cliente
Colocar o cliente no centro de tudo é essencial para engajar equipes. “As empresas de inovação devem ser obcecadas em eliminar atritos de jornadas do cliente”, afirma Peres. O consultor também destaca a importância de saber ouvir e reagir rapidamente às opiniões de consumidores – algo diretamente relacionado a abrir mão do controle. Times diversos e engajados têm maiores chances de desenvolver essa intimidade com o público digital.

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Como as HR Techs estão mudando o setor de Recursos Humanos?

Para começar, vamos explicar o que HR Tech significa! A sigla HR é a abreviação em inglês do termo Human Resources (ou Recursos Humanos). Já o termo tech é a abreviação de technology. Ou seja, HR Techs são empresas focadas em tecnologia para a área de recursos humanos.

As HR Techs são empresas que têm como propósito transformar a vida do RH. Em linhas gerais, o objetivo dessas iniciativas é facilitar, melhorar ou transformar positivamente os processos da área por meio de softwares e tecnologias inovadoras que automatizam os processos, melhoram a gestão de tempo, diminuem custos e mão de obra ou, no nosso caso, trazem maior assertividade para escolha de talentos.

As startups desse segmento podem seguir demandas de diferentes verticais, como talent acquisition, employee engagement, treinamento & desenvolvimento e muitos outros aspectos que envolvem esse universo de recursos humanos. Falando nos benefícios trazidos por startups desse meio, encontramos entre eles, a análise de dados, o que faz com que o RH tome decisões mais assertivas baseados em dados reais e relevantes para a empresa. Também podemos citar a agilidade no recrutamento & seleção e no acesso a informações.

Na outra ponta, temos os candidatos. Com a chegada das novas gerações ao mercado de trabalho, as empresas tiveram que se moldar e aplicar novos formatos de recrutamento & seleção. Mas, para responder melhor esse ponto, vamos começar pelo processo de inscrição. Quando falamos em formulários de inscrição muito extensos, a pesquisa HR Thinking 2019, descobriu que 61% dos talentos desistem de se inscrever para a vaga por conta disso. Já 55% dos candidatos, deram nota 9 ou 10 para inscrições feitas por meio de chatbot. Ou seja, os próprios candidatos estão abertos para o novo.

Voltando aos desafios internos do RH, podemos citar também a automatização de processos como uma evolução trazida por HR Techs. E essa evolução, gerou um ganho de tempo para o RH que hoje pode se concentrar em outras atividades importantes, que muitas vezes acabam se perdendo na loucura do dia a dia.

Por fim, uma HR Tech traz em si não só as facilidades que as tecnologias nos proporcionam, mas também um novo modelo de cultura dentro das empresas, fazendo com que a área consiga se destacar sendo mais inovadora, e muito mais estratégica.

Todas essas transformações fazem parte do mundo digital que vivemos e está em constante evolução. São muitos os setores que têm sofrido com isso e o RH não poderia ficar de fora!

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Transformação Ágil e Digital com a 4ª Revolução Industrial. Mistura possível?

Muito tem se falado a respeito da 4ª Revolução Industrial e seus impactos na sociedade em geral. Sobretudo, nas drásticas mudanças que ela poderá causar nas profissões e na oferta de emprego, impactando a forma como trabalhamos e, com isso, como vivemos. Vários documentos têm apontado que a Indústria 4.0 teve início no ano de 2010, a partir de um projeto estratégico de alta tecnologia do governo alemão.

O projeto tinha o objetivo de promover a informatização da manufatura, devido ao aumento expressivo na demanda por produtos personalizados. Inicialmente usado para englobar algumas tecnologias para automação e troca de dados no ambiente industrial, o termo Indústria 4.0 foi aumentando sua abrangência ao longo dos anos, até se chegar aos nove pilares atuais, sendo eles:

Robôs autônomos – substituição de todas as operações repetitivas e mecanizadas, e que oferecem riscos à saúde ou segurança dos humanos.

Big Data – grandes volumes de dados armazenados em conjunto, possibilitado análises complexas, com o intuito de auxiliar a tomada de decisão.

Realidade Aumentada – interligação do ambiente real ao virtual, possibilitando um aumento de eficiência e ajudando a prever diversos problemas.

Impressão 3D – ou manufatura aditiva, aplicada na fabricação de peças para manutenção e produção, acelerando o tempo de reposição e, consequentemente, reduzindo o tempo de parada.

Computação em Nuvem – um dos pilares fundamentais, pois permite que todos os dados coletados sejam armazenados em servidores na nuvem, garantindo escalabilidade e baixo custo.

Cibersegurança – com toda essa gama de informações, é preciso garantir a segurança dos dados coletados, que contêm informações sigilosas.

Internet das coisas (IoT) – interconexão digital de objetos com a internet, usando sensores que ficam colhendo dados de tudo o que acontece e transmitindo em tempo real para nuvem.

Integração de sistemas – tem o objetivo de centralizar todas as informações dos diversos sistemas para facilitar sua análise posterior.

Simulação – realizar antecipadamente alguns testes para otimizar processos e produtos ainda na concepção, reduzindo custos e tempo de fabricação.

Basicamente, todos os pontos mencionados até aqui se referem a avanços que são permitidos pela transformação digital, ou com muito foco tecnológico e de sistemas.

Transformação Digital

A transformação digital é o que acontece com as organizações quando elas adotam formas novas e inovadoras de fazer negócios com base em avanços tecnológicos, aplicando-a a todo tipo de organização, inclusive na indústria. Isso fez com que houvesse uma revolução no ciclo de vida da produção, uma vez que os mundos digitais e físicos se fundiram. Tudo dentro e ao redor de uma planta operacional passam a estar conectados em uma cadeia de valor integrada e digital.

Uma mudança de era

Olhando por uma ótica mais ampliada, é possível identificar que a digitalização possibilitou um crescimento sem precedentes ao conhecimento humano. Por outro lado, a economia colaborativa começou a ganhar cada vez mais espaço com o uso compartilhado dos recursos e uma valorização cada vez maior daquilo que é intangível. Passamos não só por uma era de mudanças, mas, sim, por uma mudança de era, onde modelos de negócio se liquefazem e surgem as organizações exponenciais. E é nesse sentido que os conceitos sobre essas mudanças se misturam. Poderíamos, dessa forma, dizer que a sentença abaixo é verdadeira?
Indústria 4.0 = Transformação Digital = Transformação Ágil

Foco nas Pessoas

Todas essas inovações mencionadas e que já fazem parte da realidade de uma parcela da população e de algumas empresas jamais trarão resultados de forma plena sem um componente essencial: as pessoas! E a transformação ágil fala justamente dessa mudança de mindset para um foco cada vez maior no cliente e na colaboração nas equipes. Sem isso, de nada adianta a tecnologia! Essa mudança de enfoque nas organizações passa por uma série de conceitos que não se referem unicamente ao uso de métodos, mas, sim, ao uso de abordagens que requerem uma nova forma de pensar e agir.

Lean e Agile

Há muitas similaridades entre o Pensamento Lean e a Abordagem Ágil, pois ambos focam em alguns aspectos principais em comum, como por exemplo: entregas rápidas, produtos de valor, melhoria contínua, construir com qualidade e no respeito às pessoas. Entretanto, o Lean teve sua origem justamente no ambiente fabril, buscando uma maior eficácia na operação, com fluxo contínuo e eliminação de desperdício, itens indispensáveis a qualquer empresa.
Já o Agile, nasceu do desenvolvimento de software, visando a adoção de formas de trabalhar mais adequadas ao ambiente intrinsecamente incerto de execução. Com isso, a adaptação constante em detrimento de um plano inicial, bem como um fomento à colaboração interna (equipe) e externa (cliente), se tornam pontos essenciais ao sucesso do negócio.
Lean – construir a coisa certa (eficácia)
Agile – construir do jeito certo (eficiência)
Lean + Agile = Efetividade
Para desenvolver o produto certo é preciso que se identifique o problema que se quer resolver de forma correta. Isso só é possível quando se tem um foco no cliente e na experiência que este terá com o resultado do seu trabalho. De igual forma, um desempenho superior de uma equipe só é alcançado quando as pessoas que dela fazem parte são colocadas em primeiro plano, garantindo um maior engajamento e, consequentemente, uma execução mais eficiente. Veja que as abordagens se complementam de forma efetiva para apoiar uma poderosa transformação nas organizações, dando-lhes a capacidade necessária para enfrentar a complexidade do mundo atual e futuro.

Aprendizagem Escalável

Um ponto comum e super importante entre ambas é a entrega antecipada de valor, a qual permite que se obtenha um feedback rápido dos usuários por meio de ciclos curtos de interação. E isso é extremamente valioso para as organizações, pois possibilita um aprendizado mais acelerado acerca das necessidades dos clientes e se elas estão sendo atendidas pela solução proposta. Essa capacidade de se criar produtos de valor será tão maior quanto a habilidade das empresas em inovar. E isso só é possível em ambientes onde as equipes tenham a chance de experimentar. E a experimentação é que irá permitir a descoberta de soluções inovadoras. É preciso errar para acertar! E quanto mais rápido você erra, mais rápido você aprende, garantindo uma aprendizagem escalável à organização!

Fail Fast, Learn Faster! So, ACT and ADAPT quickly!

Empresas que entendem essa necessidade e se especializam nessa capacidade de ter uma ideia, obter feedback dos usuários e aprender de forma rápida com eles, tomando ações imediatas para corrigir o rumo são as que conseguem alcançar um crescimento exponencial.

Escalando o negócio

Quando falamos de soluções escaláveis e negócios exponenciais, é impossível que se alcance uma quantidade enorme de usuários (na casa de milhões) sem o uso de tecnologias. Muito menos que se identifique corretamente quais são as suas necessidades específicas, para que se desenvolva o produto adequado para cada um, de forma personalizada. A isso, chamamos de Massificação da Personalização. Em contrapartida, a imensa massa de informações e soluções disponibilizadas ao público consumidor, possibilita o conhecimento aprofundado e facilitado sobre produtos e serviços. Essa via de mão dupla exige das empresas da era digital uma melhoria contínua de suas soluções e do relacionamento com os seus clientes, a fim de que se mantenha o diferencial competitivo.

Massificação da Personalização

Em contrapartida, a imensa massa de informações e soluções disponibilizadas ao público consumidor possibilita o conhecimento aprofundado e facilitado sobre produtos e serviços. Essa via de mão dupla exige das empresas da era digital uma melhoria contínua de suas soluções e do relacionamento com os seus clientes, a fim de que se mantenha o diferencial competitivo.

Juntos e misturados

E é aí que os pilares de Indústria 4.0, essencialmente tecnológicos como Big Data, Nuvem, Integração e Segurança de Sistemas, surgem com a transformação digital, misturando-se os conceitos. Só com soluções como essas é possível garantir o tratamento do montante de dados que são gerados de forma segura e eficaz, permitindo a tomada de decisão baseada em informações corretas acerca dos usuários.

Em adição, elementos como IoT, Realidade Aumentada e Robôs Autônomos não somente aumentam a produtividade na indústria, como são também objetos de desenvolvimento de soluções para os usuários finais. Além do uso eficiente desses recursos na produção, eles permitem uma maior capacidade das empresas se adaptarem de forma rápida às mudanças nas necessidades dos seus clientes, garantido um time-to-market diferenciado frente à concorrência.

Ainda, soluções como Simulação e Impressão 3D podem ajudar nessas adaptações, bem como em testes e na manutenção aditiva, garantindo uma maior taxa de disponibilidade da planta produtiva. Dessa forma, a combinação da tecnologia com as necessidades dos usuários finais e, consequentemente, da adoção dessas soluções no ambiente de produção, potencializam o resultado das transformações.

Todavia, a transformação digital e a revolução 4.0 só irão ocorrer, de fato, se tivermos pessoas preparadas para lidar com essas mudanças e capazes de dar o seu melhor, seja em termos de criatividade, seja em produtividade. Sendo assim, só com a transformação ágil será possível extrair o máximo de valor da tecnologia e da capacidade de inovação das equipes, para que se obtenha entregas de produtos de valor e de forma antecipada aos nossos clientes.

Júnior Rodrigues, Diretor Executivo na Gespro Treinamento e Consultoria.
Experiência em Consultorias e Gestão e em Projetos,forte atuação internacional e em áreas multidisciplinares. www.gespro.com.br // jr@gespro.com.br

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Como inovar em apenas 5 dias

Outro dia eu estava lendo notícias sobre inovação e o depoimento de um especialista me chamou muita atenção. Ele dizia: “Brainstormings são divertidos, mas não funcionam”

Como profissional de comunicação, defensora de longas (e quase sempre engraçadas) sessões de brainstorming em grupo, me choquei! Como assim não funciona? Bem, quando descobri que a frase foi atribuída a uma das maiores autoridades mundiais em criatividade e resolução de problemas, achei que valia ao menos investigar.

Descobri que se tratava de Jake Knapp, considerado o criador do Design Sprint, uma metodologia de inovação desenvolvida ao longo dos 10 anos em que ele trabalhou no Google. Na lista de produtos concebidos através do Design Sprint estão Gmail e Chrome. Bora entender?

 

Brainstorming X Design Sprint

O “Toró de palpites”, minha tradução preferida para brainstorming, é um processo desestruturado, que até funcionar em situações mais simples e que envolvem pouco investimento de recursos. O problema do brainstorming é que não vence necessariamente a melhor ideia, e sim aquela que foi vendida ou defendida de uma forma mais eficiente.

Já o Design Sprint é um processo organizado, que privilegia o teste prático das ideias e que envolve o grupo todo em uma jornada de descobertas e priorizações. Ao longo de 5 dias, as ideias são eleitas, desenvolvidas e testadas, e só então uma decisão sobre qual caminho seguir é tomada.

 

Tempo é dinheiro

A maior justificativa para investir em uma metodologia como o Sprint é a escassez de recursos. Equipes de produtos investiam tempo e dinheiro em ideias que não iam pra frente ou, em pouquíssimo tempo, se mostravam inviáveis. Além do desperdício de recursos financeiros, as más ideias faziam as empresas perderem agilidade no lançamento de novidades. A sacada de Jake foi pensar em um método que, em apenas 5 dias, testa e valida a viabilidade das inovações propostas.

 

A estrutura

No Sprint, cada dia é dedicado a uma atividade específica:

Dia 1 :: Entendimento -> momento em que o grupo expressa tudo o que sabe sobre o problema que está sendo apresentado

Dia 2 :: Aprofundamento -> hora de trabalhar individualmente, colocando no papel quais soluções devem ser implementadas para a resolução do problema

Dia 3 :: Priorização ->  muitas ideias surgiram, então é hora de priorizar algumas para então decidir aquela que será testada

Dia 4 :: Prototipação -> nesta etapa, a produtividade é fundamental. O grupo terá apenas um dia para simular na prática a viabilidade da ideia

Dia 5 :: Validação -> com o protótipo em mãos é hora de apresenta-lo a possíveis usuários e coletar feedbacks.

Tentei resumir um pouco do que é o Design Sprint, mas vale destacar que, para cada uma das etapas, há regras e métodos bem definidos. Como quero saber mais, já reservei o meu lugar no Leadership Summit, evento  da HSM que acontecerá em São Paulo nos dias 05 e 06 de junho e que o Jake Knapp vai palestrar.

Te vejo lá?

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia 

Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam. Técnica em nutrição, pós graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Este ano assumi novos desafios na Gesto, uma scale-up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!