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O reconhecimento segue sendo um clássico insubstituível

Trabalhar de casa, embora em alguns casos torne os funcionários mais produtivos, não permite interações casuais que vêm com o bate-papo do escritório. A Fast Company publicou um artigo trazendo o que se perde com a ausência desse contato entre funcionários e gestores, e nós trazemos os principais pontos para você.

Para melhor ou pior, essas interações casuais eram muitas vezes o cenário para um feedback positivo espontâneo, demonstrado por um rápido, “Ei, ótimo trabalho nessa apresentação!” no corredor. Como disse um diretor sênior a Sabina Nawaz da Harvard Business Review: “Estou parado porque não sei como me conectar com meu gerente nas coisas menos formais – como costumava fazer.”

É um paradoxo que, conforme estamos nos comunicando mais do que nunca pelo Slack e por e-mail, estamos nos sentindo cada vez menos conectados. Criar uma cultura de feedback positivo é crucial e deve ser uma parte regular da comunicação dos funcionários.

FAÇA DISSO UM HÁBITO
Há uma diferença entre o feedback que é dado como parte integrante da cultura da empresa e o feedback que é dado apenas quando um gerente precisa marcar uma lista de tarefas a cada trimestre. O primeiro cria um ambiente voltado para o crescimento, o que equivale a maior produtividade e funcionários que se sentem valorizados.

Transmitir sua gratidão aos funcionários sempre foi importante, agora mais que nunca, já que o trabalho remoto se tornou a norma. Ainda estamos no meio de uma pandemia global e as pessoas precisam de reconhecimento e afirmação de que estão bem. Reservar um tempo no final de cada dia para fornecer feedback específico e atencioso ajudará muito a melhorar o clima.

Coffee breaks virtuais com os membros da equipe para dar a eles a chance de dizerem como estão indo e também para reforçar o quanto ​​seus esforços são valorizados é algo mais que positivo. Expressar apreço por um trabalho sólido e bem executado é tão importante quanto comemorar uma grande vitória.

A psicóloga de Stanford, Carol Dweck, diz que elogiar o esforço – mesmo as tentativas fracassadas – cria um senso de resiliência. A pesquisa mostra que as equipes de melhor desempenho têm uma proporção de elogios e críticas de 5: 1. Portanto, o feedback positivo é entregue cinco vezes mais frequentemente do que a crítica. Isso cria uma espécie de almofada de bem-estar, de modo que, quando o feedback crítico for entregue, não será tão difícil.

GANHAR CONFIANÇA
Mesmo o feedback mais bem-intencionado soará vazio se não for um produto da cultura da empresa. Para construir essa cultura, as pessoas devem ter uma sensação de segurança e confiança. Como aponta a neurologista e educadora Judy Willis, isso não significa evitar o confronto ou oferecer apenas apoio: significa estar em sintonia com a prontidão das pessoas para um desafio e como elas se sentem em uma determinada interação.

Para fazer isso, você precisa conhecer essas pessoas. Não precisa ser muito pessoal, mas reserve um tempo para perguntar sobre o fim de semana ou compartilhar histórias sobre você. Uma pesquisa recente da Culture Amp descobriu que durante o COVID-19, as pessoas têm um forte desejo de “parar de falar sobre o trabalho por um momento”. Steven Huang, chefe de design e impacto equitativos da Culture Amp, compartilha que se os gerentes fizerem check-ins regulares com os funcionários sobre atividades não relacionadas ao trabalho, os funcionários terão 35% mais probabilidade de se adaptar às mudanças nas condições de trabalho. Sem esse apoio, apenas 26% dos colaboradores sentiram que poderiam se adaptar às mudanças nas condições de trabalho.

Relações fortes entre gerentes e funcionários são um fator de diferenciação chave na capacidade das equipes de se adaptarem”, diz Huang. “Os gerentes que antes haviam dedicado tempo para conhecer seus funcionários ‘fora do trabalho’ estão colhendo os benefícios porque já sabem como ajudar seus funcionários em tempos difíceis.”

No escritório, esse tipo de interação costumava ocorrer informalmente. É importante mantê-la, mesmo sem o providencial cafezinho.

ELOGIOS EM PÚBLICO
Obviamente, certas conversas devem ser individuais, mas ao fornecer feedback positivo, tente uma abordagem aberta e pública. A maioria das pessoas gosta de se sentir apreciada na frente de seus colegas e supervisores: uma pesquisa Gallup de 2016 descobriu que receber publicamente um prêmio, certificado ou elogio era uma das formas mais memoráveis ​​de reconhecimento para os entrevistados.

Bob Nelson, autor de 1001 Ways to Reward Employees, diz que reconhecer os funcionários de forma visível pode variar de elogios informais à criação de prêmios especiais – o que mais importa é que seja genuíno e proporcional ao tamanho da realização.

“Embora o dinheiro seja importante para os funcionários, o que tende a motivá-los a desempenhar e ter resultados em níveis mais elevados é o tipo de reconhecimento atencioso e pessoal que significam uma verdadeira apreciação pelo trabalho bem executado”, escreve. Isso pode ser feito de várias maneiras e ajuda a conhecer as preferências de seus funcionários.

As pessoas tendem a ter um melhor desempenho quando existe uma cultura de reconhecimento. Em uma época em que os funcionários podem se sentir mais à deriva do que nunca, lembre-os de que você vê suas contribuições e que elas são importantes.

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Zoom: o antes, durante e depois da pandemia (que não durará para sempre)

Rápido, qual é o produto de tecnologia mais associado ao trabalho remoto durante a pandemia? Sem contestação: é o Zoom. O serviço de videoconferência se tornou sinônimo de produtividade home office. Pensando nisso, a Fast Company fez uma análise da empresa que mais ganhou destaque no último ano, avaliando o antes, durante e depois da pandemia.

Levantamos os principais pontos do artigo que demonstra como antecipar necessidades pode ser determinante no sucesso de uma organização.

Nos anos anteriores ao coronavírus transformar as salas de conferências em cidades fantasmas, o Zoom prestou muita atenção à experiência de reuniões no escritório. No início de sua história, a empresa criou o Zoom Rooms, focado em ajudar com as reuniões virtuais e gerenciar a disponibilidade de salas de conferência. A empresa também trabalhou com fabricantes de hardware para oferecer equipamentos como webcams projetadas para capturar uma sala inteira, em vez de uma única pessoa sentada na frente de um laptop.

Avançando para fevereiro de 2021, as pessoas ainda não estão voltando ao escritório; uma porcentagem significativa pode nunca voltar. Mas com as vacinas COVID-19, não é completamente irracional pensar em um futuro com salas de conferência novamente repletas de pessoas.

“A grande notícia é que, ao olharmos para 2021, estamos começando a nos preparar para voltar ao trabalho”, disse Harry Moseley, CIO do Zoom a Fast Company. “Mas o fato é que quando você olha para qualquer dado de pesquisa que está sendo feito por organizações internas ou externas, o consenso é que 20% das pessoas estão dispostas a estar em um escritório cinco dias por semana, 20% de as pessoas querem trabalhar em qualquer lugar cinco dias por semana, e 60% das pessoas preferem ir ao escritório dois a três dias por semana.”

Então, o Zoom está pensando em uma nova era de trabalho híbrido – um período em que as pessoas que passarão algum tempo no escritório estarão compreensivelmente sensíveis à sensação de insegurança quanto ao vírus.

Os usuários das salas de zoom poderão gerenciar uma reunião tocando em seus próprios dispositivos, em vez de em uma tela compartilhada (Zoom).

Pensando nisso, a empresa contará, em breve, com a possibilidade dos usuários emparelharem o sistema Zoom Room com seus próprios dispositivos móveis iOS ou Android. Isso permite que eles controlem a experiência em uma tela que apenas eles tocam. Com determinados hardwares de câmera de sala de conferência, a empresa também está adicionando um recurso de contagem que reportará o número de pessoas em uma reunião física com o objetivo de garantir que as diretrizes de distanciamento social sejam atendidas. Um aparelho de câmera de sala de conferência Zoom chamado Neat Bar monitorará e detalhará a qualidade do ar de uma sala, umidade, CO₂ e compostos orgânicos voláteis.

Alguns hardwares do Zoom agora são capazes de contar os participantes da reunião em uma sala e alertar outras pessoas antes que elas entrem.

Zoom Rooms também está adicionando um recurso de recepcionista virtual que permitirá que as empresas coloquem um tablet em um saguão, permitindo que os visitantes façam check-in por vídeo com um recepcionista humano trabalhando remotamente, em vez de estar atrás de um escudo de vidro. “Você não precisa ter cinco recepcionistas em cinco andares”, diz Moseley. “Você poderia ter uma única recepcionista cobrindo todos os cinco andares.”

De maneiras que vão além dos detalhes básicos de conduzir reuniões, o Zoom sairá da pandemia como uma empresa diferente. No início de 2020, quando novos usuários invadiram a plataforma, as medidas de privacidade e segurança da empresa foram repentinamente criticadas. Em seguida, fez dezenas de ajustes para proteger melhor os usuários e evitar os riscos da era COVID-19, como o Zoombombing. No final, recebeu o crédito pela velocidade e eficácia de sua resposta.

“Em abril passado, assumimos o compromisso de não apenas elevar o nível de privacidade e segurança da perspectiva do Zoom, mas também para a indústria”, diz Moseley. “E acho que estamos permanecendo fiéis a esse credo.” Ele aponta para a nova criptografia ponta a ponta para reuniões, que suportava um máximo de apenas 200 participantes quando foi lançada em outubro passado, mas agora atinge a capacidade máxima de 1.000 pessoas.

Outra coisa que mudou no Zoom: além de ser uma ferramenta útil para a realização de reuniões de negócios, também pode abranger encontros virtuais de todos os tipos, seus usuários provaram que a ferramenta é capaz de muito mais. Eles têm feito tudo através do Zoom, desde colaborações musicais a serviços religiosos, acampamentos de verão a visitas ao Papai Noel.

Quando essas atividades puderem ser vivenciadas pessoalmente com segurança, o Zoom voltará às suas raízes corporativas? Moseley não espera isso.

O que o Zoom da era pandêmica fez foi achatar o mundo e torná-lo muito menor”, diz ele. “Eu estava conversando com uma cliente em Madrid e ela me contou como estava animada por ter feito uma aula de ioga com um instrutor em Bangalore. Ok! Por que não? Então, sim, acho que muito disso vai persistir.

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Como manter as áreas alinhadas durante o trabalho remoto?

Em São Paulo, assim como em centenas de cidade ao redor do globo, o período de quarentena foi prorrogado. Para cumprir a recomendação da OMS de manter o distanciamento social, o mundo corporativo precisou se adaptar à nova realidade sem que houvesse tido tempo para se preparar.

Nesse cenário, o departamento de Recursos Humanos despontou como um dos principais gabinetes de crise para acalmar os ânimos das equipes e auxiliar as lideranças na tarefa de manter os times engajados e alinhados. Mas como garantir resultados de um cenário pré-pandemia enquanto todos navegamos por um mar de incertezas nas áreas da saúde, política e economia? Muitas organizações apostaram em duas estratégias básicas para tentar preservar um clima de diálogo aberto e serenidade.

Em constante contato – Reuniões semanais de check-in, com metas e prazos sendo apresentados e o andamento das tarefas sendo verificados são um bom ponto de partida. Além disso, é necessário verificar aspectos sobre bem-estar e eventuais dificuldades e problemas que os colaboradores podem estar sentindo.

Aquele tempo que nunca foi criado, chegou – O momento de reclusão forçada pode ser uma oportunidade para investir na qualificação à distância, investindo em cursos de acordo com as habilidades que a empresa deseja potencializar. Na China, por exemplo, onde a pandemia de Covid-19 teve origem, o ensino a distância cresceu 20% nos últimos meses, já que cada vez mais pessoas estão buscando a tecnologia para estudar por conta própria.

A AMARO, marca pioneira do modelo majoritariamente virtual, no Brasil, se viu em posição vantajosa enquanto outras empresas do ramo da moda ainda se adaptavam ao e-commerce. Entrevistamos Susana Lisboa, líder de treinamento e desenvolvimento da marca para saber como o atual cenário foi contornado pela varejista futurística.

Em tempos como este que estamos vivendo, qual foi a maneira encontrada pela AMARO para manter as equipes das diversas áreas da empresa na mesma página?
Susana Lisboa – O papel dos líderes foi fundamental nessa fase, mantendo proximidade com os times, fazendo reuniões diárias, ajudando a passar a visão e alinhando estratégia e propósito da empresa com cada funcionário. Como a AMARO já nasceu em ambiente digital, ferramentas como Slack, Asana, Workplace e Google Meets já faziam parte da rotina da equipe. Mas, com a pandemia, criamos uma estrutura de planejamento com tudo que precisa ser comunicado, para não pequemos por excesso e nem por falta de informação; escolhendo com cuidado o que e quando comunicar em cada canal. Na primeira semana da implementação do regime de homeoffice pós-pandemia, o uso destes canais aumentou em 98%. Isso provou que o time soube rapidamente direcionar as interações pessoais para os canais digitais já existentes.

O trabalho remoto universal traz consigo desafios mas também oportunidades. Como o RH da AMARO agiu para manter o engajamento dos colaboradores?
Nosso plano de engajamento é fundamentado em 5 pilares: informação institucional, saúde e bem estar, cultura, desenvolvimento e integração e diversão.
– Informação Institucional: posts recorrentes dos fundadores e heads, updates do plano de ação para toda a empresa e pesquisas semanais com os funcionários sobre infraestrutura e percepção sobre como estamos lidando com a crise.
– Saúde & Bem estar: enviamos aos funcionários kits de tela, teclado, headset e mouse para que tenham em casa uma estrutura tão boa quanto no escritório. Disponibilizamos apps para a realização de exercícios, ginástica laboral e um tool kit com conteúdos de prevenção, saúde mental, atividades para os filhos e boas notícias sobre a crise.
– Cultura: conteúdos semanais acerca de liderança remota, adaptação de programas da cultura já existentes para o modo on-line, tais como o Scale Me (Inovação), o Canal de Reconhecimento Público no Slack e divulgação de todos os ativos digitais como Vídeo do Manifesto e Cards da Cultura.
– Desenvolvimento: diversos programas de desenvolvimento já ocorriam online, mas estamos trabalhando para que programas pensados para o presencial também sejam praticados em regime de trabalho remoto. Alguns exemplos: Programa de Onboarding, Knowledge Hub (treinamentos com especialistas internos), Plataforma de aprendizado de Idiomas e demais parcerias educacionais. Também criamos um handbook de como ser produtivo em Home Office e um guia de Cyber Security.
– Integração & Diversão: criamos a #RemoteAndTogether e temos posts diários fomentando a interação. As equipes compartilham seus espaços de home office, apresentam os pets, participam do Happy Hour Virtual com aula de drinks e recebem dicas do que fazer no tempo livre. Criamos um espaço colaborativo aberto onde fomentamos temas e todos são bem vindos a construir conteúdo.

A mudança do comportamento dos consumidores traz também uma mudança no modelo de gestão ou reforça a implementação dos valores já definidos pela marca?
No nosso caso o cenário reforçou a adoção de valores que já fazem parte do nosso DNA. Esta situação tem nos mostrado na prática como um time com propósito claro, alinhado com os valores da empresa, é capaz de superar obstáculos e encontrar soluções e oportunidades. Mas houveram algumas adaptações, sem dúvidas. Por exemplo, implementamos a retirada das peças nas residências das clientes em casos de troca, frete grátis para todas as compras e uma ampliação do prazo de devolução – de 30 para 60 dias. Todo esse trabalho vem sendo percebido de forma positiva pelo time. Na pesquisa que fizemos sobre como os colaboradores percebem a maneira com que estamos lidando com a crise, tivemos um indicador de 92% de favorabilidade. E eles também informam estar se sentindo mais produtivos nesse período. É muito gratificante saber que estamos gerando este impacto positivo nas pessoas e no negócio.

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Home Office: como fica o senso de comunidade na era do trabalho remoto

As novas tecnologias impactaram o mercado, os negócios e o ambiente de trabalho, de várias formas possíveis. Por meio delas, a maioria dos processos e das tarefas que envolvem o dia a dia de qualquer empresa foram simplificados, tornando-se mais integrados e eficientes.

Além disso, a tecnologia mudou a maneira como as pessoas se comunicam no local de trabalho. A chegada dos smartphones, das redes sociais e dos aplicativos de mensagens instantâneas levou a comunicação entre os colegas de trabalho a um outro nível, e até videoconferências já são comuns em reuniões quando alguém da equipe não está presente na empresa.

Entre todos os benefícios implementados na cultura organizacional de muitas empresas devido às inovações tecnológicas, o trabalho remoto talvez seja um dos fatores que mais chama a atenção, além de ser um indicativo de como será o trabalho do futuro.

Mas já houve um tempo em que trabalhar em casa não era nem sequer cogitado. Se seus colegas quisessem entrar em contato com você fora do escritório, não conseguiriam te enviar e-mails nem mensagens instantâneas. O que tornou o trabalho remoto uma realidade – além da mudança comportamental e cultural encabeçada pelas startups de inovação – foi a popularização da banda larga e da internet sem fio.

Apesar de ainda não ter 100% de aprovação em muitos lugares, o trabalho remoto – também conhecido como home office – traz benefícios tanto para a empresa quanto para o funcionário. De acordo com a Global Workplace Analytics, colaboradores que trabalham de forma remota, em tempo integral, podem reduzir em US $ 10.000 os custos da organização, por funcionário, durante 1 ano.

E não é só a empresa que sai ganhando! O home office incentiva uma maior produtividade, a criatividade e o bem-estar de seus colaboradores. Um relatório da Owl Labs revelou que os funcionários americanos que trabalhavam de forma remota pelo menos uma vez por mês eram 24% mais propensos a se sentirem mais felizes e mais produtivos em comparação àqueles que não tinham essa opção.

Se os números continuarem a crescer, pesquisas indicam que o trabalho remoto poderá ser igual – se não ultrapassar – a quantidade de escritórios fixos até o ano de 2025. Entretanto, essa possibilidade de conseguir trabalhar de casa, longe dos colegas do escritório, está levantando alguns questionamentos com relação ao senso de comunidade, que acaba ficando em falta nestes ambientes.

Se na sua época de colégio, sair para tomar uma água era sinônimo de aproveitar para interagir com os colegas de classe, nas organizações, tirar cinco minutos para tomar um café equivale a mesma coisa. Além disso, muitas ideias costumam surgir dessas conversas despretensiosas que acontecem na hora do café. Porém, com os colaboradores trabalhando de casa, esse bate-papo acaba se tornando cada vez menos frequente.

Para ir mais a fundo nessa discussão, Pedro Nascimento, que faz parte da área de Desenvolvimento Organizacional no Grupo Anga, contou um pouco sobre os pontos positivos e negativos que envolvem trabalhar remotamente. Com uma cultura que incentiva a autonomia e a autogestão, no grupo – onde trabalham cerca de 60 pessoas -, a maior parte delas realiza suas tarefas de forma remota, todos os dias da semana. “Não acho que se perde o senso de comunidade, ele só precisa ser construído de outras formas e, especialmente, de forma consciente, com processos e rituais para tal”, afirmou Pedro. Segundo ele, apesar da distância e da falta de contato no dia a dia, a vontade de se socializar não se perdeu e os colegas de trabalho costumam se encontrar presencialmente com alguma frequência, a fim de sanar essa necessidade da conversa informal.

Pedro completa dizendo que há pontos positivos e negativos no trabalho remoto, que podem depender de pessoa para pessoa e da cultura organizacional de cada empresa. De forma geral, há algumas desvantagens. São elas:

• Menos conversas informais para gerar laços de amizade;
• A colaboração para a construção coletiva é mais difícil;
• É mais complicado utilizar práticas tradicionais de gestão para engajar o time;
• Os líderes têm menos controle sobre as atividades.

Mas para cada desvantagem, há um benefício que torna o home office mais atraente, afinal, por meio dele, os colaboradores podem:

• Ter mais qualidade de vida;
• Maior flexibilidade no trabalho;
• Maior senso de autonomia e responsabilização;
• Menor gasto com custos fixos.

Em suma, podemos concluir que o trabalho remoto tem todos os atrativos para ser adotado cada vez mais pelas empresas do futuro, mas também é preciso que elas criem políticas e ações entre seus colaboradores para evitar essa sensação de isolamento que o home office pode promover.

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM