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A Economia do Propósito e o mercado de trabalho

A economia do propósito é o tema central do trabalho do consultor americano Aaron Hurst. Autor do livro “The Purpose Economy”, Hurst prevê um cenário no qual a economia evoluirá para um modelo de criação de propósito – e não mais pela obtenção de lucro. Tal mudança vem fazendo da inovação social um grande negócio, incentivando empresas de diversos setores a criarem soluções que melhorem a vida das pessoas.

Os efeitos da economia do propósito também podem ser observados no ambiente corporativo. A nova geração de profissionais vem buscando trabalhos relacionados a valores pessoais e ao bem-estar coletivo. Na visão de Hurst, a adoção desse mindset será decisiva para o sucesso de uma corporação nos próximos anos.

Alguns estudos corroboram o cenário previsto pelo autor. É o caso da pesquisa Crenças e Cultura da Deloitte, que aponta a relação entre propósito e atração de investimentos em novos negócios.

Segundo o estudo, 91% dos executivos entrevistados afirmaram que o senso de propósito influencia diretamente no desempenho financeiro da organização. Nesse sentido, o propósito se tornou um requisito essencial para atrair e reter talentos. A construção de relacionamentos positivos, o desenvolvimento de projetos de impacto social e os ambientes que incentivam o desenvolvimento pessoal estão entre as características mais valorizadas por esse novo perfil de profissional.

Hurst ainda complementa que “todas as mudanças que estamos tentando implantar no local de trabalho, como as coisas que o Google está fazendo, acontecem porque há uma nova geração de profissionais que está exigindo trabalhar com um propósito”. Ele deixa um alerta: quem não entender o impacto desse movimento irá ficar para trás, assim como aconteceu com muitas organizações que não souberam aproveitar a curva das tecnologias exponenciais.

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Grilo Falante: como anda sua consciência social?

Quem se lembra da história do Pinóquio, aquele boneco de pau construído com tanto amor e carinho que ganha vida, vai se recordar do Grilo Falante: a consciência do personagem. Na literatura, sempre que o personagem cai em tentação, o Grilo Falante aparece para fazer as piores perguntas e confrontar o boneco.

Trazendo a história para os dias atuais, em parceria com a especialista em comunicação, que se tornou uma querida amiga, Luciana Branco, criamos com o HSM este canal “Grilo Falante”, com o objetivo de, assim como o personagem do conto de fadas, fazer as perguntas mais incômodas para grandes empresários, alto executivos e suas organizações.

É evidente que simples existência de uma pessoa ou empresa impacta o mundo. Com o Grilo Falante queremos jogar luz e refletir sobre o tipo de impacto sócio ambiental que nossa atuação no planeta causa. A partir dessa consciência, fazer escolhas. Sim, são escolhas. Inspirados pela literatura de Carlo Collodi, ousamos aqui contar uma história:

A BALEIA MORREU


Dirigindo para casa, o celular da CEO começa a tocar daquele jeito insistente que dá arrepio da espinha. Ligação convencional (vixe, algo de grave aconteceu), mensagens de WhatsApp, textos, áudios. Enquanto dirige, de soslaio, lê: “A baleia morreu!”. “Imprensa inteira ligando!”. “O que faremos???”.

Meio atordoada com aquelas mensagens que não faziam sentido para uma CEO de empresa de refrigerantes, ela chega em casa, liga a TV e começa a entender a história que parecia ficção. O jornalismo de todas as emissoras mostrava imagens de um filhote de baleia encontrado morto em Ipanema… no estômago do animal, quilos das embalagens da principal marca do grupo que lidera.

Os milhões investidos em design da embalagem e marketing deixavam a presença marca inequívoca aos olhos de todo o mundo. Em segundos, o assunto era trending topics. #abaleiamorreu. E ela só pensava: #pqp.

QUALQUER SEMELHANÇA


Infelizmente, essa ficção está mais próxima da realidade de muitas marcas de consumo do que possamos imaginar. Estima-se que 14 milhões de toneladas de lixo são jogadas nos oceanos todos os anos. A bioacumulação de plásticos em seres humanos, em decorrência da ingestão de peixes que ingenuamente alimentam-se dos lixos jogados nos oceanos, já é realidade registrada em estudos científicos.

O fato é que a maior parte das grandes organizações, ainda neste 2019, discute impacto social em pequenos departamentos, dissociados dos departamentos que discutem investimentos em P&D, fusão, aquisição, margem de contribuição, retorno de investimentos, marketing… São departamentos batizados de “sustentabilidade”, mas que ainda são negligenciados para a própria sustentabilidade das empresas e marcas.

O ser humano costuma reagir mais do que se prevenir e, naturalmente, as empresas seguem esse modus operandi. Claro que as grandes corporações têm comitês de crise prontos para as crises, porém é hora de ampliar o olhar para crises que são eminentes e ainda não estão previstas pelos comitês. Crises que surgem do impacto negativo ainda invisível causados por seus produtos ou serviços.

Já faz quatro anos que a ONU organizou para a sociedade global os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, que devem ser perseguidos até 2030 para a garantia da manutenção de vida saudável neste planeta. Em nossos contatos diários com lideranças de grandes corporações no Brasil, poucos altos executivos conhecem esses objetivos. Larry Fink, CEO da Black Rock, escreveu carta aos CEOs do mundo, no início do ano, com mensagem retumbante: “Não se trata de escolher entre lucro ou propósito e sim lucro com propósito”. #ficaadica

A consciência acorda executivos do mundo todo no meio da madrugada. Dá indigestão, frio na espinha, vergonha dos filhos. A voz do Grilo Falante fala baixo, mas é contundente. Aos atuais CEOs há uma oportunidade enorme de liderar as transformações necessárias no pensamento das grandes corporações para que, assim como são capazes de construir marcas, passem a construir comportamentos saudáveis e que garantam a vida no planeta sem a desigualdade social vexaminosa atual e de forma responsável ambientalmente.

Há muitos excelentes exemplos de startups a serem seguidos, a ganharem investimentos, a darem um novo gás de desafios às já cansadas corporações. É inspirador, é rejuvenescedor, atualizar padrões e conceitos, aprender com os novos comportamentos.

O Civi-co, onde trabalhamos, é o maior hub de negócios de Impacto Social da América Latina, onde se criam pontes entre negócios de impacto e grandes organizações, por meio da plataforma Plug & Play, com criação, gestão e comunicação de projetos para grandes empresas e marcas.

Antes de ser tomado de susto com a sua versão de “a baleia morreu!”, vamos nos conectar?
Vem tomar um café conosco!

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Afinal, como encontrar o tal do propósito?

Faz parte da natureza humana a busca pelo “como” e o “porquê” das coisas. Quando o tema em questão é a nossa existência, responder a esta indagação se torna ainda mais desafiante. Precisamos nos lembrar e nos reconectar com a nossa essência. Por isso, para facilitar o processo desta busca pelo nosso propósito de vida, é necessário aprender a entender os nossos porquês, a partir das perguntas certas.

Para apoiar esta busca pelo propósito, no Impulso Emerge desenvolvemos e utilizamos a Mandala da Vida que Emerge. Trata-se de uma ferramenta que auxilia nas reflexões durante o programa Emerge Você e que funciona como uma espécie de bússola, nos apoiando na investigação das diferentes dimensões de nossas vidas.

Poder pessoal e essência
Essa dimensão ajuda a identificar quais são os seus reais talentos e paixões e como eles potencializam seu poder pessoal. Tem relação direta com a essência do seu “EU” e com a sua forma de se expressar no mundo. O lugar da sua maior potência está no encontro e convergência desses elementos únicos, ancorados pelos seus valores e crenças.

Essa tomada de consciência é fundamental para entender e honrar as bases da sua vida e para moldar o futuro que quer construir. Também ajuda a identificar e entender os medos e barreiras que impedem a expansão do seu potencial. É por isso que identificar crenças limitantes é o primeiro passo para começar a quebrar a casca e forjar a expressão da sua essência. Essas crenças, em sua maioria, vêm de fora, de outras pessoas próximas ou da sociedade e, no processo de adultificação, incorporamos como nossas. Romper com essas convicções, aceitando as crenças que vêm de dentro e que revelam sua forma única de ver o mundo, é uma forma de cortar os cordões umbilicais invisíveis que ainda temos com os nossos familiares, mas que são fundamentais para a construção da nossa individualidade.

Nossa vida é essa redescoberta de quem “Eu Verdadeiramente Sou”.

• Quais são seus verdadeiros talentos? Quais são suas paixões?
• Onde seus talentos encontram suas paixões?
• Quais são os seus valores?
• Quais são as suas crenças limitantes?

Necessidades do mundo
As necessidades do mundo apontam o nosso campo de atuação, no qual podemos efetivamente contribuir para as questões mais sensíveis do planeta, em toda e qualquer dimensão, local ou globalmente. Vale lembrar que quando falamos em propósito, ele existe para alguma coisa, nunca é ensimesmado. E essa coisa é justamente o campo das necessidades do mundo, que, ao serem trabalhadas, podem gerar as transformações necessárias que possibilitam a evolução da humanidade e o aumento de consciência das pessoas. Quando nos conectamos com nosso poder pessoal e o colocamos a serviço das necessidades do mundo, tudo flui e nada nos bloqueia, pois este é o nosso lugar. E o melhor é que, quando isso acontece, podemos começar a construir o nosso legado.

O trabalho com significado é o encontro do poder pessoal e da essência com as necessidades do mundo.

• Do que o mundo precisa hoje e que você sente que pode contribuir com os seus dons e talentos?
• Qual é a necessidade do mundo que você está ajudando a resolver a partir do seu trabalho? E da sua vida pessoal?
• Qual é o legado que você gostaria de construir a partir da sua vida?

Estilo de vida
Para viver todo o seu potencial humano, toda a sua essência e contribuir efetivamente para a construção de um mundo mais sustentável, é fundamental ter um estilo de vida equilibrado. É preciso buscar uma relação harmônica com o mundo.

Precisamos mergulhar em todas as esferas, tanto pessoal quanto profissional, principalmente no que se refere ao nosso equilíbrio e à nossa harmonia. Aspectos como saúde, espiritualidade, vida em família, amigos, lazer, trabalho, cultura, educação, dentre outros, precisam ser explorados. Além disso, precisamos avaliar como equilibrar a nossa individualidade com a vida em comunidade. A configuração da sua vida hoje está favorável às condições que potencializam a vida que te faz feliz?

• Como está o equilíbrio da sua vida pessoal e da vida profissional?
• O que você tem feito na sua vida que te traz diversão, saúde, espiritualidade, conhecimento e outras coisas que considera fundamental?

Fluxo financeiro
Para tudo o que foi dito acima funcionar é imperativo que a vida seja equilibrada e viável, o que significa que precisamos ter um fluxo financeiro próspero. Para falarmos de prosperidade, precisamos começar entendendo a nossa relação com recursos e dinheiro. É necessário falar sobre a mentalidade da escassez e da abundância.

Devemos lembrar que dinheiro é energia. Esta dimensão diz muito sobre como você tem usado a sua energia e, principalmente, como você tem se relacionado com o dinheiro e qual é a sua serventia.

• Quanto o dinheiro está te impedindo de realizar seus verdadeiros sonhos?
• Se você não dependesse do dinheiro para realizá-los, qual seria o seu primeiro passo?

Espero que tenham gostado e que as reflexões lhes sejam úteis. Para terminar, quero deixar uma frase de Brené Brown, que eu adoro: “A vulnerabilidade é a nossa medida mais precisa da coragem”.
Desejo a vocês coragem na vida.

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Afinal, o que é e para que serve esse tal de PROPÓSITO?

Você já se perguntou por que falamos tanto em propósito hoje em dia? Por que tantas pessoas tem buscado entender o seu propósito de vida? Por que as organizações têm se questionado sobre o seu propósito e sua essência? Por que tantos cursos, palestras e programas sobre esse assunto?

Chegamos a um momento da nossa vida em sociedade em que precisamos nos reconectar com a essência da vida. Precisamos reaprender a ser simples, a partir de toda a evolução que conquistamos. Temos que simplificar a sofisticação. Temos que silenciar o barulho. Temos que acalmar o caos. Temos que ser verdadeiros conosco e com o mundo. Temos que aprender a ser livres e, principalmente, temos que exercitar o amor altruísta.

As novas gerações têm uma nova consciência de propósito, significado e essência. Isso tem pautado e influenciado as nossas práticas nos últimos tempos. Nunca antes na história houve tanto questionamento sobre a nossa forma de viver. Já chegamos no limite, precisamos ressignificar a vida

Não tenho dúvida de que a chave para o desenvolvimento humano está na reconexão de tudo e de todos com o seu significado, com os seus reais motivos, com a verdadeira necessidade. Não dá mais para existir sem consciência, sem pensar nas consequências e com responsabilidade.

Propósito é a real expressão de quem EU sou no mundo. Significa me importar com os outros e medir as consequências do que faço, além das portas da minha casa. Significa contribuir efetivamente para um mundo melhor. É ser exemplo e ser autêntico. É honrar a minha biografia e o legado da minha família.

Sabe o que é mais interessante? Todos nós nascemos com um propósito de vida! Quando somos crianças sabemos o nosso propósito, mas não temos consciência sobre ele. O propósito está nas nossas brincadeiras de criança, na forma como interagimos com o mundo nos primeiros anos de nossa vida. Quando chegamos à vida adulta, nossa tarefa mais nobre é, ou deveria ser, redescobri-lo, só que dessa vez com consciência. Por isso é tão importante o autoconhecimento.

Viver o propósito é criar e inovar. É tornar viável. Romper com o lugar comum. Viver com toda a plenitude do meu ser. Influenciar as pessoas a serem melhores. Espiritualizar-me e amar profundamente. Acreditar.

O propósito sempre evolui. É busca constante. É movimento. Não é algo estagnado, parado, que uma vez que você descobre, fica satisfeito. Propósito é um questionamento que não para nunca. Quando você o encontra, ele evolui. Novas questões surgem. Ele fica mais complexo. E é assim que deve ser.

Quanto mais eu vivo meu propósito, mas eu sei sobre mim, sobre as pessoas, sobre as organizações e sobre o planeta, e de repente, eu descubro que nada sei sobre mim, sobre as pessoas, sobre as organizações e sobre o planeta, e começo tudo de novo. Não do zero, mas do cem, do mil, do milhão e nunca acaba. E é aí que está a graça. Que está a vida. Que está o motor que move tudo. Que transforma e cuida ao mesmo tempo.

Propósito tem a ver com doação. Um exercício de acalmar o EGO e colocá-lo no seu devido lugar. Precisamos aprender a ser coletivos e individuais ao mesmo tempo e com equilíbrio. Propósito é essência.

Às vezes pergunto para as pessoas: Qual é o seu propósito? Ouço respostas como: ser feliz, criar meus filhos, cuidar da minha família e fazer o bem. Isso não é propósito. Sem dúvida são objetivos nobres e necessários, mas tem um quê de EGO muito forte. Precisamos ir além. Ter propósito comigo mesmo não é propósito. O propósito é maior e específico. O propósito é para o mundo.

Propósito pressupõe o EU consciente. A relação profunda com os outros “EUs”. A real expressão de talentos e paixões, e o cuidado com o planeta em todos os aspectos (econômicos, sociais, ecológicos, culturais, etc). Para viver o propósito deve-se buscar um estilo de vida equilibrado que te harmonize e que te coloque em harmonia com os outros e com o planeta. É necessário um fluxo financeiro próspero, onde haja equilíbrio entre as necessidades individuais e a viabilidade coletiva.

Reconheço! Fazer tudo isso é muito difícil, mas vale a pena cada gota de suor. Para mim nunca fez sentido viver sem propósito e sem significado. E para você?

Raphael Rodrigues, consultor com foco no desenvolvimento organizacional e humano, cofundador e facilitador do Impulso Emerge e dono da Pharrel Consultoria

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12 caminhos para inspirar e direcionar a busca pelo propósito

“Onde meus talentos e paixões encontram as necessidades do mundo, lá está meu caminho, meu lugar.” Aristóteles (384 – 322 AC)

Essa frase acima tem me inspirado e ajudado nas reflexões sobre a vida nos últimos 15 anos. Acredito que a única forma de vivermos a plenitude do SER é nos conhecermos profundamente, observando e aprendendo sobre a complexidade e a simplicidade do mundo, e assim nos tornando conscientes sobre a nossa evolução para contribuir com o planeta. Agir fazendo a nossa existência ter sentido, para que deixemos o nosso legado para a humanidade.

Os reais talentos possibilitam que nos expressemos de forma potente, colocando a nossa essência no universo. Com isso, transformamos quem somos em verdadeiras obras, que fazem diferença para pessoas, organizações e sociedades.

Quais são os seus talentos? O que você faz realmente bem?

As verdadeiras paixões expandem o nosso significado sobre o mundo: como interpretamos e internalizamos o mundo, o que ressoa com força dentro de nós e dá sentido à vida. Nossas paixões são como chamas que mantêm o fogo da nossa existência. Sem paixões, a vida não tem brilho, não tem essência.

Quais são as suas paixões? O que você gosta profundamente de fazer?

Quando conseguimos conectar nossos talentos com nossas paixões, a mágica começa a acontecer. O nosso poder pessoal é experimentado com toda a sua força, atraímos as pessoas para perto e estamos conectados com o nosso propósito. Temos a sensação de sermos únicos, de que toda a nossa existência vale a pena, brilhamos intensamente e expressamos a nossa luz no mundo. Nesse momento, temos a chance de fazer com que talentos e paixões se conectem com as necessidades do planeta e, com isso, possamos cooperar para a sua evolução.

Vivemos em tempos desafiadores para a evolução da humanidade. Tempos em que o individual e o coletivo estão em conflito tentando encontrar o seu ponto de convergência e assim, elevar a nossa condição humana para adquirirmos novas capacidades. Muitas vezes esse conflito é completamente desarmônico e pende para o lado do individualismo. Egoísmo, incapacidade de respeitar o outro, solidão, ganância, medo, falta de convivência em grupos, violência e guerra são algumas das características e consequências que podemos observar no mundo atual e no comportamento das pessoas.

São duas forças antagônicas e harmônicas ao mesmo tempo fazendo o que parece ser um cabo de guerra ou a construção de uma lemniscata com infinitas possibilidades. A questão que se apresenta é a seguinte: “Vamos deixar a corda arrebentar e nos dividirmos em dois ou mais mundos e sentirmos as consequências negativas disso?”, ou “Vamos encontrar novas possibilidades, onde a tensão da corda possa inspirar, transformar e experimentar caminhos que nunca foram desbravados? Onde a harmonia entre o individual e o coletivo exista? Onde possamos nos elevar a uma oitava acima experimentando novos tempos e inclusive vivendo novos desafios?”.

Nos tempos atuais, muitas pessoas têm buscado entender e vivenciar o real propósito de suas vidas, o significado e o sentido das suas atividades laborais e o estilo de viver que traga harmonia, equilíbrio, paz e felicidade. A cada dia, mais pessoas têm vivido seus talentos e paixões de forma intensa, muitas vezes transformando-os em trabalho, equilibrando o SER e o TER.

Elas estão buscando tomar as rédeas das suas vidas. Têm buscado ter mais controle sobre seus destinos ou, como se diz, tomar o destino em suas próprias mãos. Parece haver uma busca por aprender a ser individual e ao mesmo tempo coletivo, ser um indivíduo integrado ao todo. Integrado no sentido de, além de atingir a plenitude do ser, contribuir positivamente para a sociedade. O que antes era privilégio de poucos, agora tem sido a busca de muitos. A questão é: “Isso é possível para todos?”

Há uma notável intensificação dos questionamentos com relação às formas e dinâmicas de trabalho. De como encontrar o propósito no que se faz. As empresas têm tido grandes desafios em atrair, reter e motivar talentos, não só das novas gerações, mas também de pessoas experientes. Talvez seja por isso que o fenômeno do empreendedorismo esteja crescendo tanto.

Aproveito para deixar alguns caminhos possíveis que me inspiram na direção de encontrar o próprio propósito e assim viver com significado e plenitude:

1) Desenvolva a sua espiritualidade;
2) Não tenha medo de intuir, mas se torne consciente desse processo e capacidade;
3) Crie e proponha novas possibilidades e cenários, mostre caminhos diferentes, desafie e questione o status quo;
4) Compartilhe experiências e vivências;
5) Seja artista, viva a arte em todas as suas formas e possibilidades, amplie seus horizontes internos e externos;
6) Busque autoconhecimento e autodesenvolvimento e entenda o seu papel no mundo;
7) Aprenda a aprender com o mundo e com as pessoas;
8) Seja proativo, faça as coisas acontecerem, tome o seu destino nas suas mãos, seja líder da sua própria vida;
9) Explore o mundo e as possibilidades da vida, busque novas paixões;
10) Desenvolva seus talentos naturais, cerque-se de pessoas que possam complementá-los e adquira novos em sintonia com as suas paixões;
11) Faça tudo com excelência e humildade;
12) Use os recursos financeiros como meios e não como a finalidade única de sua vida.

Permita-se, entregue-se e integre-se. Temos que deixar que nossos potenciais explodam na nossa cara e na cara do mundo. Temos que desafiar o nosso SER. Não tenhamos medo de saber quem realmente somos. “Se joga!”

Raphael Rodrigues Consultor com foco no desenvolvimento organizacional e humano, cofundador e facilitador do Impulso Emerge e dono da Pharrel Consultoria

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Visões do futuro: a liderança do propósito

O futuro está batendo a nossa porta, trazendo com ele anseios e receios, mas acima de tudo, mudanças. Tentar prever o que irá acontecer com o mundo daqui alguns anos é o que todo empreendedor almeja para tentar obter sucesso nos negócios e adiantar tendências.

Entretanto, com as tecnologias ágeis transformando comportamentos e hábitos, tentar entender o cenário mundial daqui a 5 anos pode ser um caminho meio nebuloso. Por isso, para falar sobre as visões de futuro e tentar entender o que deve acontecer daqui pra frente, iremos dividir esse artigo em 4 partes. Esta primeira irá falar sobre o conceito de liderança do futuro.

Gestão com propósito

Fazendo um grande paradoxo com a Era digital, o futuro terá como foco o ser humano. Esqueça as máquinas e a inteligência artificial, ou melhor, use essas tecnologias como aliadas para aproximar sua marca das pessoas.

Nos próximos anos, gerar valor será essencial para se sobressair no mercado. Com o crescimento do capitalismo consciente, empresas com crescimento exponencial serão aquelas guiadas por um conjunto de valores e que buscam atingir metas de maneira justa e equilibrada, com foco principal em resolver as dores do consumidor.

A tendência é que cada vez mais a marcas deixem de dar tanta importância para o produto e comecem a se questionar: como posso melhorar a vida dessa pessoa? Promover uma experiência única desde o começo da jornada do seu cliente até a hora de receber um feedback é um dos primeiros passos para alcançar essa meta. É por isso que o conceito de Customer Centricity tem sido cada vez mais abordado pelas empresas. E a gente já falou disso por aqui neste post.

Valorização do ser humano
O ser humano é cheio de falhas. A gente sempre soube disso, entretanto, durante muitos anos os trabalhadores e empresas sofreram muito com a herança que o Fordismo – sistema de produção em massa e gestão idealizado em 1913 por Henry Ford – deixou para a cultura organizacional. Criando ambientes de trabalho sistemáticos, onde havia uma forte desvalorização do lado humano.

Atualmente, graças a empresas como a Netflix, que tem um documento sobre cultura criado por Patty Mccord, este cenário tem mudado dentro de muitas organizações e startups que buscam inovação. Líderes focados em construir equipes de alta performance entendem que pessoas são falhas e que é preciso lidar com alguns fracassos para chegar ao sucesso.

Além disso, esse modelo de gestão mostra grande importância a transparência, em envolver toda sua equipe em estratégias e resultados, discutir ideias e aceitar críticas de igual para igual. Todos esses comportamentos já estão transformando o mercado e espera-se que no futuro o lucro seja apenas a consequência de um trabalho que gere valor, tanto para quem faz quanto para quem consome!

Área de Conteúdo HSM.

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3 lições para aprender com o filme “Estrelas além do tempo”

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A história quase desconhecida das mulheres negras que trabalhavam na Nasa e revolucionaram seu ambiente de trabalho virou filme e chegou a concorrer ao Oscar em 2017. Apesar de não ter levado nenhuma estatueta, a trama foi amplamente aplaudida e exaltada pela crítica e pelo público.

O drama conta a trajetória de transformação e inovação de três negras que, na época da guerra fria, ajudaram os Estados Unidos a levar o homem para o espaço. O tema central do filme traz a quebra de barreiras que elas enfrentaram bravamente contra o machismo e o preconceito racial daquela época, na década de 1960.

Conhecidas como “computadores humanos”, Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson foram as responsáveis pelos cálculos que levaram o astronauta John Glenn a orbitar em redor da Terra, em 1962. A contribuição de cada uma delas foi fundamental na corrida espacial americana.

É impossível assistir ao filme e não admirar a garra e a força de vontade dessas mulheres em vencer os desafios que encontravam todos os dias no trabalho. Confira três lições inspiradoras que todos deveríamos aprender!

1ª lição: Encontre seu propósito.

Não há nada pior nesta vida do que uma vida sem propósito. É ele que nos impulsiona a seguir em frente e batalhar para obter o melhor sempre. Essas três cientistas tinham propósitos bem claros na vida, por isso conseguiram chegar tão longe.

Mary Jackson, por exemplo, cultivava um amor grandioso pela ciência e tinha como propósito conseguir mudar a vida das pessoas a seu redor. Foi assim que ela se tornou a primeira engenheira mulher da Nasa. Movida por sua paixão, não permitiu que a segregação da época a impedisse de realizar seus sonhos. Mary ganhou na Justiça o direito de ser a primeira mulher negra a cursar pós-graduação na Universidade da Virgínia.

2ª lição: Não desista pelo caminho.

Desafios existem para nos fazer melhores. Por isso, é preciso muita determinação para no meio do caminho não desistir daquilo que se quer. Katherine Johnson teve de lidar com as barreiras do preconceito que ainda estavam enraizadas na sociedade americana na década de 1960. Talento surpreendente em matemática, ela foi convidada a se juntar a uma equipe composta apenas por homens, para ajudar numa pesquisa de voo.

Mesmo que chamando a atenção de seus colegas e supervisores por sua excelência na arte de fazer cálculos, Katherine muitas vezes teve de sair com seu caderno lotado de cálculos, embaixo de chuva, para ir ao banheiro feminino feito para negros que ficava a 40 minutos de distância de onde ela trabalhava. Mas nada disso fez com que Katherine desistisse do trabalho.

3ª lição: Não se intimide pelas mudanças e inovações, aprenda com elas.

Com tantas transformações digitais acontecendo nos dias de hoje, muita gente teme que as mudanças acabem prejudicando seu trabalho, quando, na maioria das vezes, a inovação vem para trazer melhorias. Dorothy Vaughan tinha um dom peculiar para liderança e se tornou a primeira mulher negra supervisora de departamento na Nasa. Como líder, ela incentivava sua equipe a estudar e se atualizar, além de desenvolver o clima de união e confiança entre seus membros. Quando descobriu que um computador da IBM seria implementado para a realização de inúmeros cálculos em fração de segundos, podendo substituir o trabalho de sua equipe, ela não se sentiu ameaçada. Pelo contrário, começou a estudar programação e ensinou seu grupo a fazer o mesmo. Assim, sua equipe estava preparada para lidar com as mudanças que chegaram com a inovação!

O filme ainda mostra como essas mulheres deram um salto enorme na luta pela igualdade de gênero e nos faz perceber que todos os dias também nós precisamos fazer a diferença em nosso ambiente de trabalho.

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Liderança & Pessoas

5 razões pelas quais a maioria das pessoas nunca descobre seu propósito

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Editado por Claudia Lisboa – sócia diretora da Eleve Consulting.

Recentemente li esse artigo via Facebook do meu amigo Rodrigo Carneiro, e não poderia deixar de divulgar.

Propósito é um tema que atualmente vem sendo muito discutido entre as pessoas e dentro das organizações. Você já sabe qual é o seu propósito? Se sim, ótimo! Se não, convido-o a descobrir, pois é algo muito importante para que coloquemos sentido em nossa existência.

“A mais profunda forma de desespero é escolher ser outro que não si mesmo.”
Soren Kierkegaard (1813-1855)

A psicóloga Shelley Prevost, terapeuta do Lamp Post Group, listou cinco razões pelas quais “nos perdemos” no caminho e entramos nessa crise de não enxergar mais sentido ou propósito, num post publicado na revista Inc intitulado 5 Razões Pelas Quais A Maioria das Pessoas Nunca Descobre Seu Propósito (5 Reasons Why Most People Never Discover Their Purpose, 29/08/2013).

A maior parte do texto está traduzido abaixo, com observações, comentários e links a respeito de cada item. Vamos conferir?

1. Você vive de fora pra dentro e não de dentro pra fora. 

Esse é o primeiro e o principal de todos eles. Os outros praticamente decorrem desse. Aqui está o conceito de Matrix, do filme de 1999. “Quem olha pra fora, sonha; quem olha pra dentro, acorda”, já disse Carl G. Jung.

Diz a Shelley Prevost no seu artigo:

“Desde a infância as pessoas são ensinadas a procurar outras pessoas para se guiarem. As normas sociais são uma parte importante da infância – você imagina como deve agir em relação aos outros — mas o problema começa quando você estende esse processo e inclui algo tão pessoal quanto o propósito da sua vida. Algumas pessoas tem nossa confiança e a capacidade de nos ajudar a encontrar nosso real propósito único. Se você é uma dessas pessoas que tem essas companhias, você tem sorte! Mas a maioria das pessoas, mesmo as bem intencionadas, escolhem nos colocar dentro de compartimentos que fazem mais sentido pra elas. Para ganhar a aprovação delas, você se dispõe a entrar dentro do compartimento. Para manter a aprovação delas, você aprende a negar seguidamente quem você é. Em situações demais você vive num roteiro de outra pessoa”. (Shelley Prevost)

2. Você procura uma carreira antes de ouvir seu chamado.

Esse na verdade é uma consequência do primeiro. No caso do propósito de vida, essa é a pior (consequência). Isso já foi muito bem tratado num vídeo do psiquiatra chileno Claudio Naranjo, onde ele diz que “É normal não encontrar sentido na vida quando se está muito condicionado pelo mundo” (22/09/2011). Já com 15, 16 ou 17 anos você já está sofrendo toda a pressão dos pais, amigos e da sociedade inteira por uma carreira definida e que, de preferência, dê um longo e financeiramente estável futuro.

Como diz o filósofo zen-budista Alan Watts (1915-1973) em um outro vídeo, “E se o dinheiro não fosse a finalidade?” (17/01/2013).

Diz a Shelley no artigo dela:

“Nossa sociedade reduziu o sucesso a uma lista de itens a serem preenchidos: formar-se no colégio, conseguir um(a) companheiro(a), ter filhos, sossegar num caminho profissional bem definido e ficar ali até que os cheques da aposentadoria comecem a chegar. Esse caminho bem costurado coloca as pessoas na direção do conformismo, não do propósito. Estamos tão ocupados evitando medos auto-impostos de não sermos suficientemente (preencha aqui alguma qualidade) – espertos o suficiente, criativos o suficiente, bonitos o suficiente – que raramente paramos e nos perguntamos “Estou feliz e satisfeito? E se não, o que eu deveria mudar?”

Encontrar seu propósito tem a ver com ouvir essa vontade interior. No livro Deixe Sua Vida Falar (Let Your Life Speak), Parker Palmer diz que deveríamos deixar nossa vida falar a nós, e não dizer à vida o que vamos fazer com ela. Um chamado é apaixonado e compulsivo. Começa com uma curiosidade (“Eu gostaria de tentar isso”) e então se transforma num mandato que você simplesmente não pode mudar. Um chamado não é um caminho fácil, e é por isso que a maioria de nós nunca o conhece. Tememos o esforço, a idiotice, o risco e o desconhecido. Então escolhemos uma carreira porque preenche os itens que fomos convencidos a preencher.” (Shelley Prevost)

3. Você odeia o silêncio.

Bom, não conheço muitas pessoas que realmente odeiam o silêncio, mas conheço muitas que “não suportam”. A justificativa geralmente é que o silêncio ou é angustiante ou uma perda de tempo. Aqui não há muita discussão, pois apenas no silêncio de si mesmo é que se descobre a essência da vida, e por mais subjetivo e deconhecido que isso possa parecer para um novato no mundo do silêncio, se não houver isso, não há muito o que fazer a respeito do aprofundamento em si mesmo. Apesar de algumas pessoas parecerem irem bem em suas carreiras sem silêncio, se você prestar atenção vai perceber que muitas delas cultivam o silêncio e os longos momentos contemplativos pessoais com bastante frequência, à sua maneira. A experiência de estar sentindo seu próprio propósito é calmante e satisfatória, inclui e se deleita no silêncio, enquanto que a experiência (ainda que externamente bem sucedida) de estar fora do seu caminho traz angústia e inquietação, coisa que o silêncio acentua e que, por isso, é rejeitada.

No texto da Shelley:

“Vivemos numa sociedade que não valoriza o silêncio. Valoriza a ação. Mas viver sem silêncio é perigoso. Sem ele, você acaba acreditando que seu ego – e tudo que ele quer – é seu propósito. Se você imaginar bem esse cenário, sabe que ele não termina bem. Viva uma vida onde o Ego está no comando e você se encontrará o esgotamento – e uma questão esgotante: “Eu tenho uma ótima vida. Porque não estou satisfeito?”. O silêncio abafa o barulho e cria um espaço para a autenticidade aparecer. Em silêncio, você pode se perguntar como sua vida ou seu trabalho realmente está indo e pausar para esperar a resposta. Em silêncio, você dá tempo para que as informações da sua vida convirjam em algumas lições. Geralmente, entretanto, antes que as lições tenham tempo para penetrar você já foi para a próxima distração.” (Shelley Prevost)

4. Você não gosta do lado sombrio de si mesmo.

A não ser que você tenha nascido um iluminado, o que neste caso não estaria lendo esse blog (rs), as chances de você não gostar ou não ter gostado da sua sombra são de 100%. O trabalho de conhecer e aceitar e crescer com o próprio lado sombrio é geralmente uma consequência do trabalho esmerado e profundo sobre si mesmo, seja em terapia, em meditação, em outras práticas, ou tudo isso junto. Aqui, de novo, aparece nossa cultura que não vê nenhum valor em não rejeitar ou em aceitar algo “ruim”, “negativo”, traços de fraqueza ou maldade ou escuridão. É a sombra, como definiu Carl G Jung.

“A sombra é o lado da sua personalidade que você não quer que os outros vejam. Representa suas deficiências, suas falhas, suas motivações egoístas. A maioria de nós evita isso antes que qualquer um possa ver. Mas há uma coisa: a parte de você que é a mais escura tem a maior quantidade de coisas para lhe ensinar sobre seu propósito. Se descobrir seu propósito é realmente sobre autoconhecimento, sua escuridão lhe mostra onde você mais precisa crescer. Mais importante ainda, mostra de quem você mais precisa aprender. É das pessoas que você menos gosta que você tem mais a aprender sobre si mesmo. Mas a maioria ignora o lado sombrio. Em vez disso, você busca relacionamentos confortáveis que reforcem as imagens gastas e obsoletas de si mesmo.” (Shelley Prevost)

5. Você ignora a mente inconsciente.

Diz a Shelley:

“No livro The Social Animal, David Brooks fala sobre o preconceito de nossa cultura que diz que “a mente consciente escreve a autobiografia da nossa espécie”. Assim como Brooks, acredito que nossa cultura tem um relativo desdém pela mente inconsciente e tudo que ela representa – emoções, intuição, impulsos e sensibilidades. Para descobrir nosso propósito, temos que estar confortáveis com nossa mente não-lógica. Você deve se acostumar em não ter as respostas. Você deve tolerar a ambiguidade e aceitar as lutas. Deve se permitir sentir – profundamente sentir. Planejar intelectualmente seu caminho em direção a uma vida com propósito não funcionará nunca. Mas isso é pedir demais para a maioria das pessoas. Elas vão negar, despistar, ridicularizar ou simplesmente ignorar. E essa é a razão pela qual a maioria de nós viverá sem saber qual o verdadeiro propósito.” (Shelley Prevost)

Parece lógico e sensato que deveríamos ter o controle de tudo (ou da maioria das coisas) e estarmos plenamente conscientes de todos os nossos passos e não sofrermos com fraquezas nem obstáculos. Mas a vida simplesmente não é assim. “Há muito mais coisa entre o céu e a Terra, Horácio, do que imagina vossa vã filosofia”, já dizia Shakespeare. E a mesma coisa vale nosso universo interior. O ser humano é uma manifestação da forças e energias múltiplas, dinâmicas e inteligentes, e reconhecer e viver isso é apenas um dos passos no caminho do autoconhecimento e do próprio propósito. Não é a toa que várias técnicas terapêuticas levam em conta todo esse compêndio que a vida humana expressa, e é assim que entendem e curam e integram o ser em si mesmo.

Texto extraído do artigo original: http://dharmalog.com/2013/12/12/5-razoes-que-impedem-pessoas-de-descobrirem-sentido-maior-na-vida/[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]