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PLAN100, o programa global de desenvolvimento de talentos da AstraZeneca

No último ano, a gigante biofarmacêutica AstraZeneca ganhou as manchetes dos noticiários pela sua posição de destaque na corrida pela vacina do Covid-19. Mas a empresa britânica já possui um longo histórico no desenvolvimento e comercialização de medicamentos de prescrição desde 1999, com presença em cerca de 100 países.

E como uma organização global com mais de 70 mil funcionários retém e desenvolve seus talentos, fazendo a triagem e implementação dos projetos de inovação propostos pelos times? Bem, essa é uma dúvida que ressoou na companhia até 2017, quando foi lançado o PLAN100.

O projeto nasceu com o objetivo de combinar cem funcionários de alto potencial com cem projetos, promovendo o intercâmbio cultural de diferentes nacionalidades dentro da empresa. Rumo ao quarto ano e com 300 iniciativas implementadas em diversas partes do mundo, o programa da AstraZeneca já incorporou 10 propostas de lideranças brasileiras às suas operações.

“Para expandir as fronteiras da ciência, precisamos expandir as fronteiras geográficas e inovar em nossa forma de trabalhar. Vemos a diversidade cultural como um catalisador estratégico. As melhores ideias não acontecem em isolamento, então promover o intercâmbio de experiências e a troca de boas práticas é uma forma de aproveitarmos a inteligência coletiva da nossa rede de funcionários”, afirma Rafaella Lopes – Diretora de Recursos Humanos da AstraZeneca no Brasil.

A biofarmacêutica aposta no lifelong learning para incentivar seus funcionários a seguirem suas próprias carreiras mas sem deixarem de aprender com os colegas de outras áreas. Antes da pandemia, essa troca se dava através do intercâmbio de talentos, visando a aceleração do desenvolvimento dos times. Mas isso foi modificado no último ano.

“Até 2020, os funcionários viajavam ou, até mesmo, se transferiam temporariamente a outro país. Com os aprendizados trazidos pela pandemia ampliou-se a possiblidade de dedicação part-time com a contribuição nos projetos de forma remota“, ressalta Bruna Farinelli, Gerente de Treinamento e Desenvolvimento da empresa.

O incentivo à difusão das melhores práticas organizacionais entre os países leva à oportunidade de desenvolvimento global aos funcionários. Um cenário impactante para os que chegam entre os cem escolhidos. E é o caso da especialista em Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social, Ana Luisa Zainaghi.

“Assim que surgiu uma vaga que ia ao encontro do que eu gostaria de desenvolver e que eu poderia contribuir, me inscrevi e passei no processo. Tive oportunidade de trabalhar com pessoas de outras culturas, olhar as necessidades de outros mercados, e sair da minha zona de conforto ao ser desafiada a pensar de maneira mais ampla e estratégica. A diversidade de pessoas faz com que ideias surpreendentes surjam a partir das nossas diferenças. O programa me possibilita ter mais exposição a líderes de fora do meu mercado, além de aprender mais sobre novas áreas e novas realidades, uma bagagem essencial para ascender na carreira“, conta Zainaghi.

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A importância da acessibilidade em treinamentos corporativos

Quero acreditar que as empresas já entenderam a real importância de se investir em um treinamento corporativo, para capacitação de colaboradores. Por isso, tem sido cada vez mais comum que elas busquem por métodos diferentes para engajar, de verdade, seus funcionários. Para isso, muitos gestores fazem uso de gamificação, microlearning, realidade virtual, realidade aumentada, entre outros. Recursos. Porém, é preciso ir além para atender todas as possibilidades e oferecer treinamentos efetivos em todas as esferas de um negócio.

Uma recente pesquisa da Gartner, empresa de consultoria, prevê que o número de pessoas com deficiência nas empresas triplicará até 2023. Esse dado só mostra o quanto é essencial que as organizações apostem em variados métodos de gerenciamento de talentos e aprendizado, para o processo de inclusão desses funcionários.

Além disso, é de suma importância entender que é preciso sempre pensar fora da caixa para engajar e estimular o conhecimento dos colaboradores de maneira mais leve e para que se sintam parte da empresa. Vou dar um exemplo para ficar mais claro. Se estamos falando de um deficiente visual, é imprescindível investir em ferramentas de áudio. Mas o desafio para o gestor, em um caso como esse, é: como tornar essas ferramentas mais atraentes do que um áudio simples, onde o interlocutor fala sem parar?! A resposta é relativamente simples: é preciso de mais interação, para transformar aquele material, que seria morno, em um conteúdo mais rico.

O Google, por exemplo, lançou recentemente três soluções bem interessantes para deficientes visuais e com perda auditiva – o Google Lockout, o Live Transcribe e Soud Amplifier. O primeiro, trata-se de um aplicativo que usa inteligência artificial para identificar objetos e o ambiente, e descrevê-los. Além da proposta ser um recurso de inclusão, esse app pode contribuir com atividades rotineiras como cozinhar, limpar e fazer compras.

O segundo é um aplicativo que transforma as falas em legendas em tempo real na tela do smartphone, disponível em mais de 70 idiomas. Já o terceiro, ajuda a remover os ruídos de externos de áudios que podem prejudicar o entendimento. Além disso, ele possui uma funcionalidade de aumentar ou amplificar o som, melhorando a clareza do conteúdo e diminuindo barulhos de forma personalizada para se adaptar a necessidade de cada pessoa.

Ou seja, a tecnologia auxilia, cada vez mais, as pessoas no dia a dia. Sendo assim, por que não pensar nela também como solução de inclusão em treinamentos corporativos?! Em vez de continuar batendo nos mesmos métodos tradicionais é essencial que façamos uso de todos os recursos e inovações que temos acesso da maneira mais positiva possível. Pense nisso.

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Blog Liderança & Pessoas

Como estruturar uma linha de aprendizado para atingir seus objetivos

Se antigamente o acesso à informação era limitado, hoje em dia o problema é justamente o oposto. Temos acesso irrestrito e em tempo real a um volume de conteúdo que nunca seremos capazes de consumir, mesmo que passássemos toda a vida dedicada apenas a essa tarefa. Além disso, vivemos na era da atenção rara, onde convivemos com distrações a todo o momento e manter o foco se torna um grande desafio.

Dentro desse contexto, precisamos ter bastante clareza da trilha de aprendizado que nos propomos a seguir. Este caminho é fundamental para atingirmos um determinado objetivo, seja profissional, pessoal ou puramente filosófico. De outra forma, o que naturalmente tende a acontecer é nos perdermos em meio às distrações. E o pior: podemos perder o ritmo e o hábito do aprendizado ao sentirmos que estamos sem rumo certo ou que não estamos evoluindo.

Então, como estruturar a própria trilha de aprendizado baseada nos seus interesses e objetivos de vida? Como saber selecionar o que aprender e não se perder em meio à infinidade de distrações que acabam minando nosso tempo? Infelizmente, o aprendizado por conta própria ainda não é difundido na escola ou mesmo no ensino superior, por isso precisamos “aprender a aprender” por conta própria, o que pode ser bastante desafiador.

Vivendo todos os dias o desafio de empreender em um negócio que vem crescendo em ritmo acelerado, eu me sinto sempre defasado quanto ao que deveria saber. O desafio é permanecer aprendendo e evoluindo constantemente, sabendo priorizar o que vai trazer mais impacto e sem me desesperar com o que ainda não sei. Até porque a verdade é que quanto mais eu aprender e evoluir, mais aprendizado e evolução serão necessários. Que assim seja.

Em termos práticos, o que tem funcionado bastante bem na minha rotina é definir objetivos, entender o que é necessário para que eles sejam alcançados e praticar uma “engenharia reversa”, quebrando os objetivos maiores numa linha temporal e, então, definindo minhas prioridades de trabalho e aprendizado. Funciona assim:

1. Definir os objetivos de médio prazo: pode destrinchar o desafio de um ano e dividi-lo por trimestre ou um trimestre que será dividido em 7 turnos;

2. Entender as inerências: o que é fundamental para que o objetivo seja cumprido? O que não pode deixar de acontecer para que o plano seja bem sucedido? Quais são as expectativas dos envolvidos com a realização deste plano que começa a se formar?

3. Engenharia reversa: visualizar o objetivo concluído e estruturar uma linha do tempo “de trás para frente”, dividida em blocos. Uma sugestão é dividir o planejamento em sete tempos, onde o “tempo 7” é o objetivo concluído com sucesso.

Como as inerências são tudo o que é fundamental para que o objetivo seja concluído, são elas que vão compor cada bloco de tempo. A ideia da engenharia reversa é entender em que tempo cada uma delas deve ser cumprida para que o plano se desdobre da forma mais fluida possível. Vale ressaltar que todas as inerências devem ser cumpridas nessa linha do tempo.

4. Definição de aprendizados: Agora já temos mais clareza sobre como nosso objetivo será alcançado, sabemos o que precisamos fazer para que ele seja concluído e definimos a linha do tempo ideal para isto. Neste ponto, vamos perceber que, na maioria das vezes, não sabemos tudo o que precisamos para que o plano seja bem sucedido. É aqui que entendemos o gap de aprendizado que precisa ser suprido.

Graças à linha do tempo, temos certa clareza sobre como priorizar o que precisamos aprender. Uma dica importante aqui é retornar às necessidades que o projeto impõe e também à linha do tempo, formalizando o que precisa ser aprendido como inerência e contemplando esse aprendizado na linha do tempo. Com isso, temos tudo pronto para estruturar nossa trilha de aprendizado.

Por fim, agora que já sabemos o que aprender, o desafio passa a ser como. A própria internet é uma ferramenta magnífica, quando sabemos exatamente o que estamos procurando. Procure entender quem são as referências naquilo que você deseja, busque se conectar com pessoas que já passaram pelos mesmos desafios e talvez pela mesma trilha de aprendizado.

Valide as referências que encontrar com mentores e, o principal, beba dessa fonte. Abra os desafios e absorva o ponto de vista dos mentores. Entenda como eles observam os obstáculos e análise como reagiriam no seu lugar. Depois de absorver o conteúdo das diversas fontes, tire as suas conclusões e parta pra ação. Depois comece tudo de novo.

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Yuval Harari: os desafios do futuro e a importância do reaprendizado

Organizada pela HSM, a primeira passagem de Yuval Harari pelo Brasil deixou uma reflexão importante sobre os caminhos de uma sociedade cada vez mais impactada pela revolução de dados e algoritmos. As projeções de um futuro nem tão otimista – mas bastante realista – foram compartilhadas no palco principal da HSM Expo ’19, que aconteceu nos dias 4, 5 e 6 de novembro, em São Paulo.

Em um cenário marcado pela evolução exponencial da inteligência artificial, Harari destacou a importância da reinvenção das capacidades humanas para enfrentar os desafios dos próximos anos. “Ninguém sabe como o mundo vai estar em 2050. O ser humano precisará se reinventar a cada nova década”, afirma. Na visão de Harari, existem três pontos cruciais que devem começar a ser discutido a partir desses desdobramentos.

O retorno das guerras
Segundo o historiador, a engenhosidade humana não pode ser ofuscada por nossa capacidade de estupidez. E, neste, momento, parece existir um desequilíbrio para o lado das decisões equivocadas da balança. Em um cenário onde o poder de comunicação e destruição ganhou proporções inimagináveis, podemos estar a poucas decisões individuais de iniciar guerras sangrentas.

O colapso ecológico
As mudanças climáticas já são uma realidade e estão acontecendo ao nosso redor. E, sim, elas são resultado do crescimento econômico desordenado. Investir em tecnologias que não destruam o meio-ambiente deveria ser uma prioridade mundial para evitar esse colapso.

Disrupção tecnológica
Estamos falando de um movimento que já pode ser observado em todos os recortes econômicos, geográficos e culturais da sociedade. O potencial da revolução tecnológica é enorme – desde que elas usadas para expandir nossas capacidades (e não como ferramentas de controle social).

Em um futuro cada vez incerto, Harari deixa o Brasil com uma mensagem poderosa: aqueles que acham que já sabem o suficiente (ou que não têm acesso ao aprendizado) terão um papel cada vez mais na sociedade. Nesse cenário dominado pela inteligência artificial e algoritmos enviesados, o “aprender a reaprender” deverá surgir como uma mentalidade cada vez mais essencial.

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Como podcasts impulsionam o microlearning

Em uma analogia barata, os ônibus são filas que funcionam em movimento. Ao passo que o crescimento dos bancos digitais torna os afileiramentos tradicionais cada vez mais obsoletos, o transporte público continua cumprindo bem a função de te conseguir um período ocioso na correria do dia a dia. Esses momentos podem ser extensos e, muitas vezes, cansativos. Mas podem, também, ser uma bela desculpa para aprender algo novo.

Quem vive em uma cidade grande sabe o quão complicado é depender do transporte público em horários de pico. Certos ambientes são tão cheios que até pegar um livro para ler parece ser uma tarefa impossível.

Sorte nossa que, de tantos anos para se viver, estamos justamente na época em que os fones de ouvido existem. Com eles, é possível habitar um universo completamente novo ao entrar no vagão lotado. Os podcasts entregam experiências inéditas e extraordinárias. Por meio deles, é possível recompensar o tempo perdido nos micro-momentos do dia a dia.

Há quem use os podcasts de notícias diárias para começar seus dias e antes de chegar no trabalho já está a par do que está acontecendo no mundo. Alguns programas oferecidos pela CBN e Globo, por exemplo, apresentam profissionais qualificados comentando o que de mais importante é necessário saber naquele dia.

Na minha opinião, porém, a melhor forma de aproveitar a ferramenta é consumindo os episódios com o intuito de aprender uma coisa nova ou se inspirar para se tornar uma pessoa melhor.

Diversos podcasts apresentam conteúdos originais e extremamente engenhosos sobre assuntos de diferentes motes que ajudam a aprimorar skills fundamentais para o mercado de trabalho e até para a vida pessoal.

Alinhado ao fato da maioria deles ser gratuita para escutar, a ferramenta é uma tendência consolidada e vai gerar cada vez mais impacto na sociedade. Com a crescente demanda, o surgimento de inúmeros podcasts dos mais variados tipos e temáticas permitiu que qualquer pessoa possa encontrar o que mais lhe agrada.

A constância e qualidade do CBN Professional, Masters of Scale, Kwik Brain e Meditative Story são particularmente incríveis e os participantes conhecem muito o tema que abordam nos episódios.

Foi natural, portanto, que a prática de ouvir podcast diariamente se tornasse quase parte do meu cotidiano. O podcast transforma trajetos, filas e o famoso “tempo perdido” em momentos mais agradáveis e menos ociosos.

Além disso, saber aproveitar esses pequenos períodos para aprender algo novo subverte todo o prejuízo imaginado em ganhos reais.

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Microlearning: o início de uma nova era

Com a democratização da internet, o mundo mudou. As pessoas se adaptaram, as relações foram alteradas, a sociedade se transformou. Quem nasceu nos últimos 20 anos provavelmente cresceu imerso nas inovações proporcionadas pela revolução digital, mas não se limita aí. Até gerações que antecederam esse movimento já se acostumaram com as interações nas redes sociais e a “perguntar pro Google” sobre qualquer coisa.

Hoje, quase todos têm acesso ilimitado à informação. Os smartphones potencializam esse efeito. O impacto é maravilhoso. O aprendizado na palma da mão abre portas, descortina possibilidades, facilita o acesso ao conhecimento e traz uma nova forma de aprender. Agora é viável buscar um assunto específico, sanar uma dúvida urgente, desvendar uma curiosidade específica etc.

No entanto, com nossas horas livres se tornando cada vez mais escassas e com tantos gargalos de tempo disponíveis, o período para realizar essas pesquisas se limitam a pequenas doses entre um compromisso e outro. O trânsito, enquanto aguardamos um compromisso que atrasou ou na fila do banco. Foi assim que nasceu o microlearning, pequenas doses de aprendizado no dia a dia, direto ao ponto, entre uma tarefa e outra.

Por outro lado, ao mesmo tempo que trouxe esses benefícios, a internet impulsionou a propagação das chamadas fake news e criou um novo problema. Muitas vezes, o excesso de informação sobre qualquer tema pode sobrecarregar e até mesmo desestimular quem está buscando se aprofundar. Além de dificultar a filtragem do que poderia se considerar dados falsos ou errados.

Nesta nova era, a do microlearning, o grande desafio é ter plena consciência do que se quer aprender e como realizar a curadoria para o melhor aproveitamento disso. O que se deve priorizar nesse processo de estudos, como priorizar e selecionar as melhores fontes, qual direcionamento levar em conta para criar uma trilha de aprendizado e quais caminhos seguir para não se perder ou acabar perdendo tempo atoa.

Não é novidade que, com tantas tecnologias surgindo a todo momento, o aprendizado estaria se transformando. O caminho é sem volta e a sociedade terá de se adaptar para não ser engolida pelas mudanças. Neste cenário, o microlearning se apresenta como uma metodologia produtiva e solução imediata para quem, no meio de tantas demandas cotidianas, precisa se aperfeiçoar e reforçar seus conhecimentos. O segredo está em saber onde se quer chegar e na transformação do microlearning em um hábito diário.

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Lifelong Learning: construindo carreira através do aprendizado constante

Manter-se em constante aprendizado nunca foi tão importante quanto nos tempos atuais. A concorrência do mercado de trabalho somada à crise econômica que o Brasil atravessa faz com que os profissionais precisem estar continuamente atualizados e melhorando seu desempenho, para não fazerem parte do índice de desempregados do país que, de acordo com o IBGE, está na casa dos 11%.

Para se destacarem e se manterem empregados, os profissionais devem assumir que os estudos nunca cessam. Foi-se o tempo que graduação e pós-graduação garantiam o sucesso profissional. É preciso trabalhar constantemente na aprendizagem ao longo da vida: ler, pesquisar, consultar seus pares, ter a curiosidade aguçada, participar de eventos, workshops, fazer cursos, networking, e nunca parar.

A aprendizagem ao longo da vida – em inglês, Lifelong Learning – deve ser enxergada como uma responsabilidade compartilhada. Governos e organizações devem criar contextos onde o aprendizado seja fácil, acessível e seguro. As escolas devem se concentrar em habilidades de aprendizagem. Em contrapartida, os indivíduos precisam dedicar tempo pessoal ao aprendizado e serem proativos.

Autoconhecimento

Tão importante quanto estar em um processo contínuo de aprendizagem, é saber onde investir seu tempo e dinheiro. Ou seja, buscar conhecimento de forma aleatória, sem conhecer suas deficiências e sem direcionamento para a sua carreira, pode ser pouco produtivo para um real crescimento profissional. Por exemplo, alguém que vê sucessivas oportunidades de promoção sendo passadas para colegas, pode achar que o problema está em alguma habilidade técnica, enquanto, na verdade, a fragilidade dele pode estar na falta de autoconhecimento para assim conseguir liderar melhor.

Por isso, é muito importante que o profissional se conheça profundamente, para saber quais são, realmente, os pontos que ele precisa fortalecer ao longo da carreira. Para isso, muitos gestores estão usando a ferramenta DOM, feita para atender as necessidades de executivos com visão estratégica que valorizam a gestão de Recursos Humanos com foco em resultados. Através dela, os líderes têm a oportunidade de conduzir diagnósticos de comportamentos de profissionais, suas competências e educação, estabelecendo o perfil profissional e a aderência à vaga pretendida.

O laudo é obtido através da análise detalhada do teste de múltipla escolha realizado pelo candidato – o algoritmo analisa a combinação dos fatores e faz uma relação com o cargo. Além disso, também analisa dados situacionais, que demonstram o momento que o profissional está vivendo.

De forma geral, são avaliadas 15 competências em escala de 1 a 5, que são capazes de apresentar onde o profissional está em cada uma delas. A partir disso, é possível criar um cenário, avaliar potenciais e fragilidades, e construir um plano de ação de aprendizado, para que seja possível atingir resultados através do planejamento estratégico humano.

Cada vez mais, as carreiras precisam ser construídas no dia a dia. Buscar conhecimento é fundamental, mas direcionar esse conhecimento pode ser decisivo para o sucesso.

Dados: De acordo com o último Censo EAD Brasil, realizado em 2015 pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), há no Brasil mais de 1,5 milhão de estudantes matriculados em cursos EAD no país. Recentemente, uma pesquisa conduzida pelo CONECTAí Express (uma iniciativa do IBOPE), mostrou que os cursos livres lideram a preferência dentre os cursos online: do total de entrevistados que já fizeram algum curso online, 56% fizeram cursos livres.

TOPdesk Multinacional, fundada há 25 anos na Holanda, está há 5 anos no Brasil e desenvolve uma ferramenta de Servicedesk que trabalha com sistema de gestão de serviços internos que pode ser utilizado para integrar a comunicação entre departamentos como TI, Facilities, RH e outros. Na ferramenta, os usuários têm a visão completa dos serviços disponíveis, desde o registro e acompanhamento de solicitações de incidentes até a gestão do processo de mudança na companhia.

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Blog Liderança & Pessoas

Não basta aprender, é preciso fazer da prática um hábito

Na maioria das organizações, uma das habilidades mais requisitadas do século XXI é a aprendizagem. Com as tecnologias evoluindo cada vez mais rápido e mudando as condições de negócios, os funcionários devem permanecer no modo de aprendizado para que suas habilidades não fiquem engessadas.

Devido a isso, é importante para o crescimento das empresas ter uma liderança que se preocupe em incentivar seu colaborador a sempre aprender novas técnicas e habilidades, oferecendo cursos, treinamentos ou até algumas especializações, a fim de aprimorar as competências e o conhecimento geral de sua equipe, além de transformá-la em um time de alta performance. Entretanto, muitas vezes, o que falta é tempo, disposição e espaço para colocar em prática todo o conhecimento que você absorve no seu dia a dia.

Por isso, tornar a execução dos processos um hábito dentro das tarefas do seu cotidiano pode ajudar tanto você quanto sua equipe a alcançar o progresso desejado.

Fazer da prática um hábito leva à perfeição e traz bons resultados

Durante toda a nossa vida, estamos cercados de conhecimento, seja quando lemos um livro, vemos um filme, assistimos a uma peça de teatro ou nos matriculamos em algum curso. Porém, com tanto conhecimento acessível ao nosso redor ultimamente – devido à Era da Informação, onde somos o tempo todo bombardeados com novas informações e aprendizados –, muitas vezes não encontramos maneiras de aproveitar essa enorme quantidade de conhecimento por completo. Contudo, alguns estudos afirmam que a melhor forma de absorver um aprendizado é colocando-o em prática.

Segundo Eduardo Tevah, Diretor-presidente da DE Consultores Associados do Sul do pais, “Estamos vivendo um momento diferente, em que já se deixou para trás a “Era da Informação”. “Hoje estamos no que se pode classificar como a Era da Atitude. Vive-se uma época da hipercompetição, onde existe muito de tudo. Muitos profissionais, muitos médicos, muitos enfermeiros, muitos gerentes, muitos advogados, muitas lojas, muitas indústrias, e por isso o que faz a diferença em relação ao mercado não é mais o conhecimento, é a atitude.”

Ele ainda afirma que conhecimento hoje todos têm, e se não tiver basta digitar na internet que a resposta surge em segundos. “Mas a atitude é atributo de poucos, e o mercado está buscando e remunerando atitudes, encerra.”

Quando aprendemos uma nova habilidade, seja na área de programação ou até em um jogo de xadrez, estamos mudando a forma como nosso cérebro se comporta. No início, a nova habilidade pode parecer rígida e desajeitada. Mas, à medida que praticamos, fica mais suave, natural e confortável para que assimile essa nova informação. Por isso, praticar o que aprendeu ajuda o cérebro a otimizar esse conjunto de atividades coordenadas, através de um processo chamado mielinização.

Mas, colocar em prática todo conhecimento e informação que você consome diariamente precisa se tornar um hábito, mesmo que hábitos sejam difíceis de mudar ou desenvolver. De acordo com pesquisadores da Duke University, os hábitos são responsáveis por cerca de 40% do nosso comportamento em um determinado dia. Entender como construir novos hábitos (e como os seus atuais funcionam) é essencial para progredir e alcançar o sucesso.

Apesar de parecer um desafio, o especialista em hábitos, James Clear, também autor do livro Atomic Habits: Pequenas Mudanças, Notáveis Resultados, aponta que é preciso apenas um aumento de 1% a cada dia para obter uma melhoria de 37x até o final do ano. Ele afirma: “Hábitos são o interesse composto do auto aperfeiçoamento, você é o que você repete”.

Como implementar sua aprendizagem dentro da organização

Mesmo que você se comprometa a executar todo o aprendizado que obteve e fazer disso um hábito, é normal encontrar dificuldade no início. Por isso, um grupo de especialistas em coaching da Revista Forbes listou algumas estratégias que podem ajudar nesse processo de aprendizagem:

1. Identifique seus principais pontos fortes: para aplicar o que você aprendeu em etapas práticas, é importante começar pelos seus pontos fortes. Todos nós temos nossos pontos fortes que ajudam a completar nossas tarefas com satisfação e excelência.

2. Tenha um parceiro de feedback: dois componentes essenciais e eficazes de aprendizado são a responsabilidade e o feedback para garantir que todo o conhecimento esteja sendo implementado. Compartilhar suas metas de aprendizagem e escutar os que os outros têm a dizer pode ajudar no seu progresso e de sua equipe.

3. Descobrir o seu ‘porquê’: antes de aprender, deve-se perguntar: “Qual é o problema atual que estou tentando resolver através do meu aprendizado? Qual é o ‘porquê’ por trás do que preciso aprender?” Qualquer aprendizado não se traduz em ação sem uma grande necessidade.

4. Crie métricas para aprender: uma nova habilidade não é nada enquanto não for implementada na sua rotina. Por isso, crie sua própria métrica para incorporá-la em seus hábitos.

5. Estabelecer um plano de ação e rever seus objetivos: você deve estabelecer um plano de ação para criar hábitos. Nada jamais se tornará parte de quem somos até que se torne parte da nossa rotina diária.

6. Preste atenção às mudanças no seu comportamento: à medida que você aprende, não importa o que seja, como você implementa os pontos altos do que aprendeu? Você os coloca em prática? Isso sempre leva a uma mudança no comportamento, seja ela positiva ou negativa.

Portanto, para obter melhores resultados em sua organização e em sua equipe é preciso criar meios de colocar sempre todos os aprendizados em prática, e fazer desse comportamento um hábito!

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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Liderança & Pessoas

Engajar, competir e ter sucesso: conheça a estratégia que promete fazer a diferença na sua empresa e no seu RH

Engajar, competir e ter sucesso: conheça a estratégia que promete fazer a diferença na sua empresa e no seu RH

Quais as competências que a sua empresa precisará para ter sucesso no futuro? Kelly Palmer, que já foi diretora de aprendizagem do Linkedin e do Yahoo, faz essa pergunta com certa regularidade a CEOs e executivos de empresas de diferentes portes e segmentos. Como na maioria das vezes a resposta é “não sei”, ela decidiu, junto com David Blake, escrever o livro “The Expertise Economy: how the smartest companies use learning to engaje, compete and succeed”.

Na visão dos autores, as empresas que possuem uma cultura de aprendizagem já estão preparadas para esse futuro que, apesar de incerto, oferece uma boa dose de certeza de que aprimorar-se (upskilling) e requalificar-se (reskilling) será mandatório para quem deseja ter sucesso.

“As pessoas ainda têm uma visão míope sobre o que é aprender, pois conectam o tema do aprendizado com matricular-se em um curso ou frequentar sala de aula”, afirma Kelly Palmer em uma entrevista para um canal de TV americano. Segundo a autora, as pessoas precisam olhar para aprendizagem como parte do dia a dia, pois é possível aprender lendo notícias, vendo vídeos curtos, ouvindo podcast, fazendo mais perguntas em reuniões, entre outras tarefas que trazem novos insights.

Uma empresa que possui uma cultura de aprendizagem atende as necessidades de todos os stakeholders:

• Funcionários: o aprendizado é um bom caminho para o desenvolvimento e crescimento profissional. Colaboradores que estão aprendendo tendem a se engajar mais em seus desafios;
• Clientes: as necessidades do mercado vão mudando com o tempo e a empresa disposta a aprender consegue não só captar essas mudanças, mas também adquirir novas competências para atender melhor seus clientes;
• Empresa: custa menos e é mais humano oferecer ao time atual condições de aprimoramento de competências do que dispensar parte do time e contratar pessoas que já as possuem;
• Acionistas: empresas que estão à frente da concorrência geram mais valor e mais retorno ao acionista.

Aos líderes de Recursos Humanos fica a provocação de repensarem seus modelos tradicionais de universidades corporativas, pois no mundo ágil em que vivemos o aprendizado precisa estar incorporado ao dia a dia da organização. Isso não significa “matar” o modelo, consolidado especialmente em grandes organizações, mas sim adicionar a cultura da sua empresa (que pode ser definida como o conjunto de símbolos, sistemas e rituais) incentivos para que as pessoas busquem o autodesenvolvimento.

“Antes de dizer para as pessoas o que elas devem aprender, precisamos empoderá-las para que elas aprendam mais sobre aquilo que verdadeiramente amam. Depois, como empresa, podemos dar dicas de quais skills a nossa organização precisará no futuro e oferecer condições para que elas possam se desenvolver”, comenta Kelly Palmer.

Que saber mais? Kelly Palmers estará no Brasil no dia 19 de março de 2019 no HR Conference, evento promovido pela HSM, e certamente terá muito mais cases e experiências para compartilhar. Te vejo lá?

Gabrielle Teco, Head of Marketing & People at GESTO Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam: de alimentação saudável a empreendedorismo, pois essa diversidade me instiga e diz muito sobre mim. Técnica em nutrição, pós-graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Desde 2017 assumi novos desafios na GESTO, uma scale up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

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Tecnologia & Inovação

4 Podcasts sobre negócios e empreendedorismo que você precisa ouvir

Hoje o que não falta são informações espalhadas entre as inúmeras mídias que surgiram nos últimos anos e que se reinventam com o avanço tecnológico. O podcast começou meio tímido durante o boom da internet, mas já se mostra como mídia consolidada e atrai jovens e adultos interessados em obter conteúdo relevante de modo mais dinâmico e leve.

Para quem tem vida intensa e corrida e lida com os vários afazeres do dia a dia, o podcast é ótima saída para ouvir no transporte público ou durante o trânsito parado.

Além de podcasts que podem variar de cultura pop a mundo nerd, há também os que debatem excelentes tópicos sobre mercado e empreendedorismo. Confira 4 podcasts sobre negócios que você precisa ouvir! (Spoiler: dois deles são produzidos em parceria com a HSM).

CBN PROFESSIONAL

Para promover discussões profundas sobre liderança, transformações digitais e cultura organizacional, o CBN Professional, em parceria com a HSM Educação Executiva, reúne líderes de grandes empresas e especialistas em negócios. Em toda edição há convidados especiais. O podcast conta com a apresentação de Thiago Barbosa e Adriana Salles Gomes, editora-chefe da revista HSM Management.

Ouça: http://audioglobo.globo.com/cbn/podcast/feed/343/cbn-professional

LIKE A BOSS

Dividido em temporadas, como se fosse uma série, o podcast Like a Boss convida líderes e fundadores de startups que andam impactando o mercado brasileiro de tecnologia. Eles dão sua visão sobre o negócio e contam suas experiências como empreendedores. Cada convidado expõe de maneira aberta os desafios que enfrenta no mercado, o crescimento das empresas de tecnologia e também fala sobre a cultura organizacional na qual está inserido. O primeiro episódio contou com a participação especial do CEO do Nubank.

Ouça: https://www.likeaboss.com.br/

CÓDIGO ABERTO

Para quem não sabe, o Portal B9 tem um podcast excelente sobre o mercado de comunicação no Brasil. Em Código Aberto, grandes nomes da publicidade são entrevistados por Juliana Wallauer e Carlos Merigo. Em um papo superinformativo e descontraído, os convidados discutem sobre como surgem grandes ideias e também o futuro das mídias e da comunicação sob o impacto das tecnologias digitais.

Ouça: https://www.b9.com.br/podcasts/codigoaberto/

SALVO MELHOR JUÍZO

Apesar de sair um pouco da temática de gestão de negócios e empreendedorismo, neste podcast discutem-se ótimos temas relacionados ao direito. Em linguagem leve, bem acessível e precisa (até para quem não entende nada de juridiquês), o Salvo Melhor Juízo é ótimo para estudantes e profissionais que curtem debates sobre os assuntos mais relevantes da atualidade.

Ouça: http://salvomelhorjuizo.com/

Agora é só separar seu headphone e apertar o play!

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