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RH Ágil: sobre humanos e tecnologia

O terceiro encontro do RH Ágil aconteceu nesta segunda-feira (dia 21) e contou com a presença da especialista em transformação digital Martha Gabriel. Responsável pela condução de processos de inovação em empresas de diversos setores, ela ressaltou a importância da gestão de pessoas em movimentos de renovação. “Nenhuma transformação acontece da noite para o dia. Todos são responsáveis por esse tipo de mudança, principalmente os profissionais de recursos humanos”, diz.

Embora seja defensora da complementaridade entre a força de trabalho humano e as novas tecnologias, Martha acredita na futura substituição de algumas profissões pela inteligência artificial. Por essa mesma razão, ela defende a importância de desenvolver uma mentalidade digital e explorar a tecnologia para ampliar as capacidades humanas. “A gente precisa continuar sendo relevante dentro dessa equação”, afirma.

O encontro ainda abrigou um painel que reuniu Patrícia Araújo e Cláudia Soller, Head de RH e Gerente de Recompensa e Análise do Mercado Livre, respectivamente. Em uma conversa mediada por Martha, elas compartilharam os desafios e as oportunidades de atrair, engajar e reter talentos em ambientes de alto crescimento e cultura digital. “O maior desafio é manter o espírito empreendedor e ao mesmo tempo ser grande. É importante manter o desejo de fazer coisas diferentes o tempo todo”, diz Patricia.

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Como utilizar o Big Data no varejo?

O uso intensivo de dados é uma das principais características dos negócios digitais. O mercado lida, hoje, com uma quantidade enorme de informações e isso só tende a aumentar no futuro. Afinal, quanto mais os consumidores estão conectados online e se relacionam com as empresas por diversos pontos de contato, mais elementos sobre o seu comportamento passam a ser registrados.

Com isso em mãos, os varejistas podem compartilhá-los com a sua equipe, fornecedores e parceiros para acelerar seus negócios e, com o uso de Big Data e inteligência artificial, as companhias conseguem analisar e melhorar o relacionamento das marcas com o público. Mas, para que a sua aplicação seja correta é preciso que haja uma estratégia e esta vai muito além do omnichannel.

Não se trata somente da integração dos canais, mas sim colocar o cliente no centro dos negócios e desenvolver, a partir das suas informações, novas maneiras de se relacionar com os consumidores. Por isso, existem vários benefícios da utilização de big data no varejo, como:

. Previsão da demanda – A partir da análise do comportamento de consumo e de tendências macroeconômicas, meteorológicas e sazonais, é possível definir com grau elevado de assertividade sobre o sortimento de cada loja e a sua quantidade;

. Melhor alocação de recursos – Ao entender o fluxo de pessoas na loja física e sua interação com os canais online, damos ao lojista a possibilidade de utilizar com mais eficiência seus recursos, e, a partir disso, processos podem ser ajustados para lidar da melhor forma com o dia a dia da operação;

. Reação rápida às mudanças do mercado – Se, por algum motivo, a previsão de demanda não coincidir com a realidade, identificando rapidamente quando algo não está de acordo com o planejado, para que sejam realizadas correções da rota de forma rápida, quando necessário. Isso acontece porque o uso da tecnologia no varejo permite medir o andamento das operações em tempo real. O uso do big data também viabiliza a análise completa do que ocorre em cada ponto de contato com o cliente e qual seu reflexo em toda a cadeia de suprimentos, uma preocupação constante das grandes redes varejistas, que não conseguem obter uma visão completa do que está acontecendo na operação;

. Maior conhecimento dos clientes – Nesse caso, o uso de big data é essencial para a coleta e o processamento de dados reais, permitindo conhecer melhor o público alvo para desenvolver estratégias de negócios altamente assertivas;

. Monitoramento de indicadores – Uma grande vantagem do uso dessa tecnologia é a possibilidade de criar uma série de indicadores e deixá-los visíveis para todos em uma organização, direcionando todas as áreas para um mesmo foco. O monitoramento dos indicadores-chave do negócio (KPIs) é também uma forma de entender o que acontece na concorrência e, com isso, obter novos insights de como melhorar sua própria operação.

Podemos concluir que os dados estão se tornando ferramentas essenciais para o desenvolvimento de operações lucrativas e eficientes no varejo. A atração, conquista e retenção de clientes depende do entendimento das demandas, desejos e necessidades reais dos consumidores, o que só é possível a partir da coleta e processamento de grandes quantidades de informações. Por isso, sem big data, nenhuma empresa estará preparada para o futuro dos negócios. E você, está preparado?

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The Big Nine: os perigos do monopólio da inteligência artificial

Considerada uma das principais analistas de tendências do mundo, a americana Amy Webb voltou o seu radar para a relação entre inteligência artificial e conglomerados digitais. Em “The Big Nine”, seu livro mais recente, ela discute como as maiores empresas de tecnologia da atualidade – Amazon, Google, Facebook, Tencent, Baidu, Alibaba, Microsoft, IBM e Apple – são responsáveis pelos avanços em IA. E como essa concentração de poder pode moldar o futuro da humanidade.

Assim como costuma fazer em suas apresentações, Webb divide os seus prognósticos em três categorias de cenário: otimista, pragmático e catastrófico. No panorama mais otimista – e ainda assim preocupante – a autora explica como a pressão pela liderança tem levado esse grupo de empresas a focar apenas na inovação tecnológica de mercado, sem construir nenhuma solução com origem na criação de algum benefício real para a sociedade.

A autora ainda alerta para o fato de que a inteligência artificial nunca terá a mesma diversidade e flexibilidade da mente humana. Isso poderia resultar na criação de uma geração de máquinas propensas a tomar decisões precipitadas sobre questões cruciais para a humanidade. Além disso, os algoritmos estariam sujeitos aos mesmos valores das empresas e programadores que os desenvolvem, dando abertura para análises enviesadas e até preconceituosas.

Os benefícios da inteligência artificial para setores como saúde, infraestrutura e gestão pública são evidentes. Para que esse potencial seja completamente explorado, no entanto, é preciso que as plataformas sejam desenvolvidas em projetos que priorizem valores humanos e consciência social. Lançado em março nos Estados Unidos, o livro ainda não tem previsão de tradução para o português.

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Residência 4.0: como a tecnologia pode melhorar sua relação com sua própria casa

Você já pensou em ter uma casa que se adeque totalmente às suas necessidades? Esse é o principal conceito das residências 4.0, que já começam a se tornar uma realidade e já são uma tendência em muitos países. Uma enquete feita pelo Techaeris, site americano focado em notícias tecnológicas, apontou que 70% dos americanos imaginam que em 10 anos, as “smart houses” serão tão populares quanto os smartphones.

Falando em mercado, a área de automação residencial tem crescido exponencialmente. A Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (AURESIDE) indicou que esse setor terá um crescimento anual de mais de 11% ao ano até 2020. Ainda de acordo com a entidade, existem hoje, no Brasil, mais de 300 mil casas com esse tipo de tecnologia, e, dentre as empresas de construção, 84% entendem que incorporar tecnologia às residências é um diferencial importante no mercado.

A residência 4.0 veio para dar segurança, conforto, facilidade e para adequar a forma em que utilizamos nossa própria residência, adequando-a às necessidades, rotina e formato de vida do proprietário, unindo diversas facilidades. Nesse sentido, um conceito muito importante quando falamos no assunto é o “pay per use”, pague pelo uso em inglês, que terceiriza tarefas como limpeza e arrumação de casas, recreação infantil, entre outras.

É possível contratar diaristas, encanadores, eletricistas e outras comodidades que antes não estavam disponíveis facilmente no mundo digital, apenas com um clique no smartphone, tablet ou tela do computador. Integrar a vida online e offline é um dos principais benefícios desse tipo de inovação, que, sem dúvidas, veio para ficar!

Outra preocupação dessas casas é agregar equipamentos mais inteligentes, que passam a ser parte intrínseca a vida do morador graças ao auxílio de assistentes virtuais inteligentes, que nada mais são do que softwares que podem realizar tarefas ou serviços para um indivíduo. Segundo o Brazil Digital Report, divulgado pela McKinsey, empresa de consultoria empresarial americana, 20% dos entrevistados já usam esse tipo de tecnologia em algum momento da vida.

Nas casas, as assistentes virtuais podem ser responsáveis por apagar e acender as luzes, autorizar e monitorar a entrada e saída de pessoas, e personalizar atividades rotineiras para facilitar a vida do usuário, como ativar e desativar alarmes e ler as notícias. Se trata de otimização e personalização adequadas a vida de cada consumidor.

As casas 4.0 também vêm para mudar a relação com a segurança nas residências e condomínios. E, quando falamos de segurança, não falamos apenas de proteção física, mas também do que chamamos de “peace of mind”, de estar tranquilo, de ter uma experiência digital confortável. A ideia é que os moradores se sintam não apenas mais seguros, mas também mais bem informados sobre a sua própria casa e sobre as pessoas que as frequentam, e tudo isso, com o mínimo de trabalho possível.

A tecnologia pode agregar positivamente no dia a dia desses moradores, mostrando 24 horas qualquer movimentação de dentro ou fora da residência e, até mesmo, fazer uma ligação para a polícia ou para a segurança interna do condomínio caso algo fuja da normalidade. Melhor impossível, não?

Em resumo, a residência 4.0 surgiu para entregar comodidade, tranquilidade, segurança e praticidade, colocando no celular tudo o que ele precisa para gerir a própria casa, e isso só tende a crescer e desenvolver. O futuro já chegou nas residências. E ele é digital!