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É possível bater metas sem gestão?

É bem aceita a ideia de que uma boa gestão é essencial para o desenvolvimento e crescimento de organizações em qualquer área. O processo de traçar um plano de ação, definir objetivos e acompanhar sua trajetória rumo a esses objetivos é uma das ferramentas mais eficazes para, justamente, atingir esses objetivos.

Por isso, faz sentido que a questão das “metas” apareça com tanta frequência na literatura sobre gestão. As metas são parte essencial desse processo.

Ainda que não sejam tão bem definidas, elas oferecem um parâmetro de comparação, com base no qual é possível avaliar o desempenho da equipe rumo ao seu objetivo. Nesse contexto, um método de gestão é uma espécie de “meio” para que as metas sejam atingidas.

No entanto, uma pergunta bastante comum é:
É possível bater metas sem um processo de gestão bem definido? Ou mesmo sem qualquer tipo de gestão?

A resposta honesta é que sim.

Mesmo sem ter qualquer processo bem definido, é possível que uma organização consiga bater suas metas. Isso não significa, no entanto, que um bom método de gestão seja desnecessário. Para ilustrar esse ponto, gosto de pensar em uma comparação inusitada, mas bastante útil: o voo da galinha vs. o voo da águia.

A galinha e a águia

Comparando a galinha e a águia:
As duas têm asas? Sim
As duas voam? Sim
Em teoria, as duas conseguem voar longas distâncias? Sim também.

No entanto, se você já viu essas duas aves voando, sabe que o simples fato de que as duas voam não é suficiente para igualá-las.
Por mais que uma galinha consiga voar, seu voo não é, nem de longe, tão elegante, eficiente e tranquilo quanto o da águia. No longo prazo, uma águia, por ser mais eficiente no seu voo, consegue chegar muito mais longe.

O processo de gestão, nessa analogia, é o que leva as organizações do “voo de galinha” para o “voo de águia”. Ele não é mágico e não é rápido, mas permite que você atinja resultados cada vez melhores com um esforço cada vez menor.

Conforme você for se capacitando em técnicas, hábitos e ferramentas de gestão (não necessariamente nessa ordem), essa mudança vai ficar cada vez mais clara.

Você vai sair de um contexto de “bater desesperadamente as asas” para atingir uma meta, para chegar num cenário em que, com poucos movimentos, consegue voar para mais longe.

O que tirar dessa situação

O importante, aqui, é perceber que a gestão não é exatamente essencial para bater metas. No entanto, ela ajuda demais a acelerar o trabalho da organização. Por isso que ela é tão discutida.

Sem dúvida existem negócios que funcionam há bastante tempo sem aplicar técnicas de gestão. É possível até mesmo que eles sejam relativamente prósperos.

Porém, o mais provável é que mesmo esses negócios prósperos estejam perdendo oportunidades ao não trabalhar de maneira mais organizada. Ou, no mínimo, que sua prosperidade esteja custando mais caro do que precisaria.

Ferramentas e metodologias de gestão, nessa perspectiva, são também um investimento no seu bem-estar. Afinal, a chance de trabalhar de modo mais tranquilo, sem precisar apagar incêndios a todo momento, é algo que vale muito.

Fica então a reflexão: atualmente, o voo da sua empresa é de galinha ou de águia?

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Como sofrer menos com a pressão do trabalho (e fazer pequenas mudanças para tornar o dia mais leve)

Determinar nosso valor a partir de como os outros nos enxergam sempre foi, na maioria das pessoas, uma grande causa de aflição. Nos dias de hoje, é possível traçar um paralelo com pessoas que passam a determinar seu valor a partir do desempenho no trabalho. Sentindo-se bem quando o dia é produtivo e ficando mal quando não é. A sensação pode ser perturbadora e causar até mesmo crises de ansiedade e depressão, mas é possível aprender a tratar dessas questões de forma mais leve e saudável.

Não me entenda mal: questionar-se se o dia foi produtivo, se os resultados desejados foram alcançados e se o checklist está preenchido é necessário para atingir um alto nível de produtividade. Isso se torna um problema quando passamos a determinar nosso valor como pessoa a partir da nossa produtividade ou dos resultados. Aquela sensação de se sentir inferior ou descartável quando as expectativas não são alcançadas não é necessária nem saudável.

Normalmente, isso acontece quando nos vemos totalmente imersos no trabalho, ou em qualquer outra coisa, trazendo a sensação de que a atividade nos define como pessoas e determina nosso valor. Estar completamente mergulhado em algo, deixando de lado qualquer outra coisa, provoca uma espécie de simbiose. Como se aquilo em que estamos dando nosso máximo e nós mesmos fossemos uma coisa só. Desnecessário ressaltar o quanto isso pode ser perigoso para nossa saúde e bem-estar.

Preocupar-se é importante, a pressão é necessária para a performance atingir o máximo, mas, em excesso, ela se torna pânico e paralisa. Importar-se com os resultados é uma coisa. Achar que somos pessoas menos competentes por causa deles, é outra.

Falando dessa forma pode parecer que sou imune a isso, mas essa percepção não poderia ser mais distante da realidade. Lutei com essa questão por anos e, para ser sincero, ainda preciso me policiar bastante para não cair nessa armadilha. Em conversa com um amigo e mentor, um empreendedor que é uma grande inspiração para mim, ouvi que deveria colocar mais leveza na forma como desempenho minhas funções. Ele disse para enxergar a empresa como um esporte. Tenho que dar o meu melhor todos os dias, mas o mundo não acaba se eu perder o jogo.

Quando um grande jogador perde uma disputa ou o campeonato, ele fica chateado, claro, mas sabe que pode transformar essa derrota em motivação para treinar mais forte e ganhar no próximo jogo ou, quem sabe, na próxima temporada. Uma outra analogia que ele me trouxe nessa conversa foi “Se o cardiologista estiver sentindo a dor do infarto no momento da cirurgia, ele não vai conseguir operar o coração do enfermo”. Não sentir do paciente não significa que o médico não se importa.

O segredo para começar a se dissociar desses sentimentos que tentam tomar sua vida e diminuir seu valor como ser humano é abrir novas frentes, ter outras pequenas conquistas no dia a dia. Desde olhar no olho e estar realmente presente para uma pessoa querida, ao invés de escutar artificialmente por estar com a cabeça no trabalho, até a criação de um hábito diário de aprendizado ou a prática de um esporte.

O exercício de aprender um pouco nos pequenos momentos, além de contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional, traz pequenas vitórias mensuráveis para o seu cotidiano. Ouvir um podcast na fila do banco, ler algumas páginas de um livro divertido, assistir a um vídeo depois do almoço ou escutar um microbook na ida para o trabalho já podem melhorar seu dia.

Quando você diversifica a atenção e cria pequenas conquistas em outras áreas da vida, fica mais fácil perceber que sua existência não se resume ao trabalho. Que você tem muitas facetas, como todo ser humano. E que, por si só, já é repleto de essência, aptidões e qualidades. Na complexidade da vida humana, é fundamental lembrar de dar amor para o trabalho, mas antes disso para outras pessoas e, em primeiro lugar, para nós mesmos.

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O que uma Cultura de Resultados pode fazer pela sua empresa

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Laura Lopes, gerente de marketing da Runrun.it, é jornalista de formação e passou por inúmeras redações antes de mergulhar no mundo corporativo e na pesquisa sobre a eficiência das equipes

A preocupação com o desempenho das pessoas deixou de ser papel da área de Recursos Humanos faz algum tempo. Porque, no fim das contas, o maior impacto da performance de um colaborador é em sua área. É justo, portanto, que seu gestor direto seja o profissional mais indicado tanto para reconhecer os melhores talentos para quanto a identificar formas de melhorar o desempenho mediano. E se este gestor trabalhar em uma empresa que fomente uma Cultura de Resultados, sua vida será muito mais fácil – além da empresa ter muito mais chance de ter sucesso nos negócios.

Antonio Carlos Soares, CEO e co-fundador do Runrun.it, um software de gestão de projetos e desempenho, costuma dizer que “Sem controlar o tempo, você não controla os prazos. Sem prazos, você não controla sua credibilidade. Sem controlar o tempo, você não controla os custos. Sem custos, você não controla sua lucratividade. E se você não está controlando nem sua credibilidade nem sua lucratividade, afinal, o que está gerenciando?”. O raciocínio é simples: se você não tem visão das métricas mais básicas, provavelmente sua empresa está no meio da bagunça – e está sobrevivendo por puro instinto.

Ao implementar uma Cultura de Resultados em sua empresa, você dá o primeiro passo para fazer a gestão mais completa em todas as pontas do seu negócio: da operação (melhorando a produtividade geral das áreas), dos resultados (mapeando custos e entendendo melhor as métricas a serem olhadas) e da estratégia (desenvolvendo projetos que realmente coloquem a estratégia na prática).

Quando as pessoas estão olhando para um mesmo fim ao realizar suas pequenas tarefas do dia a dia, fica mais fácil entender o valor que suas entregas têm dentro da organização. Ao divulgar de forma clara as metas e os objetivos, e possibilidades de alcançá-los, a diretoria de uma empresa começa a incutir nos colaboradores a necessidade de associar o seu trabalho a resultados. No mundo ideal, cada colaborador terá que se perguntar qual número (ou objetivo, ou meta) cada tarefa executada por ele está sendo impactado. Nenhum? Então não há motivo para ela ser feita. Este mindset é o primeiro passo para implementar uma Cultura de resultados em sua empresa.

Se quiser saber mais sobre o assunto, seguem alguns conteúdos:

Ebook: Cultura de Resultados – Só se gerencia o que se mede

Artigo: People Analytics – A tendência que está transformando a gestão de pessoas

Artigo: Conheça a metodologia de pilha, em que as tarefas são organizadas conforme sua importância

Se você tem alguma dúvida sobre Cultura e Resultados, ou quiser falar sobre outros assuntos ligados à gestão, entre em contato comigo no press@runrun.it.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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Melhores práticas para obter excelente desempenho no trabalho

[vc_row][vc_column][vc_column_text]A diferença entre ter desempenho ordinário ou extraordinário no trabalho reside justamente no que significa esse “extra”.

Para Jeff Boss, especialista em liderança e performance organizacional, esse “extra” representa o tempo extra, os recursos extras e os esforços extras que o funcionário emprega tendo em vista obter uma performance extraordinária.

Em artigo na Forbes, Boss aponta algumas das melhores práticas que precisam ser adotadas pelos funcionários que desejam saltar de um desempenho medíocre para uma performance superior.

A primeira delas é focar o que é essencial, isto é, saber muito bem o básico. É preciso conhecer o fundamental para superar a distância entre o pensar e o agir de forma rápida e precisa. Entre esses fundamentos que são decisivos para os resultados dos negócios estão o engajamento emocional, o pensamento focado e os hábitos individuais e organizacionais.

A segunda prática é encontrar um parceiro confiável e responsável. “Se você promete a seu vizinho levar o cachorro dele para passear diariamente durante as férias, a expectativa é que isso aconteça, pois ele confia em você”, afirma Boss. “A confiança entre parceiros no trabalho funciona da mesma forma, pois ninguém gosta de decepcionar alguém.”

Dar 1% a mais é outra prática que faz grande diferença na performance no trabalho. Parece pouco, mas é esse o percentual que distingue um atleta olímpico de outro. Além disso, agregar um ganho marginal no desempenho ao longo do tempo tem o mesmo impacto nos resultados do trabalho que as taxas de juros compostos têm para a lucratividade de um banco.

Adaptar-se rapidamente é outra sugestão de Boss. “Não é segredo que aqueles que aprendem mais rapidamente conquistam uma vantagem competitiva”, escreve Boss. “Mas conhecimento sem ação não significa nada, então é preciso juntar as habilidades de aprender com a coragem de agir e aplicar imediatamente os novos conhecimentos, apesar das incertezas dos resultados.”

Uma quinta prática apontada por Boss é ter um “guru”. O funcionário não deve se restringir a seus pensamentos. É importante encontrar um mentor ou um coach que desafie suas ideias e forneça um espaço mental de crescimento e fonte de sabedoria.

Por fim, tomar uma decisão é uma das práticas mais importantes. As boas decisões dependem de maturidade emocional e de tranquilidade mental que somente são obtidas à medida que o funcionário é exposto a situações que exigem decisões em condições de pressão e estresse.

Para Boss, há um longo caminho para se alcançar desempenho excelente e sustentável no trabalho. Esse percurso, no entanto, é feito de pequenos passos, dados todos os dias.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]