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PLAN100, o programa global de desenvolvimento de talentos da AstraZeneca

No último ano, a gigante biofarmacêutica AstraZeneca ganhou as manchetes dos noticiários pela sua posição de destaque na corrida pela vacina do Covid-19. Mas a empresa britânica já possui um longo histórico no desenvolvimento e comercialização de medicamentos de prescrição desde 1999, com presença em cerca de 100 países.

E como uma organização global com mais de 70 mil funcionários retém e desenvolve seus talentos, fazendo a triagem e implementação dos projetos de inovação propostos pelos times? Bem, essa é uma dúvida que ressoou na companhia até 2017, quando foi lançado o PLAN100.

O projeto nasceu com o objetivo de combinar cem funcionários de alto potencial com cem projetos, promovendo o intercâmbio cultural de diferentes nacionalidades dentro da empresa. Rumo ao quarto ano e com 300 iniciativas implementadas em diversas partes do mundo, o programa da AstraZeneca já incorporou 10 propostas de lideranças brasileiras às suas operações.

“Para expandir as fronteiras da ciência, precisamos expandir as fronteiras geográficas e inovar em nossa forma de trabalhar. Vemos a diversidade cultural como um catalisador estratégico. As melhores ideias não acontecem em isolamento, então promover o intercâmbio de experiências e a troca de boas práticas é uma forma de aproveitarmos a inteligência coletiva da nossa rede de funcionários”, afirma Rafaella Lopes – Diretora de Recursos Humanos da AstraZeneca no Brasil.

A biofarmacêutica aposta no lifelong learning para incentivar seus funcionários a seguirem suas próprias carreiras mas sem deixarem de aprender com os colegas de outras áreas. Antes da pandemia, essa troca se dava através do intercâmbio de talentos, visando a aceleração do desenvolvimento dos times. Mas isso foi modificado no último ano.

“Até 2020, os funcionários viajavam ou, até mesmo, se transferiam temporariamente a outro país. Com os aprendizados trazidos pela pandemia ampliou-se a possiblidade de dedicação part-time com a contribuição nos projetos de forma remota“, ressalta Bruna Farinelli, Gerente de Treinamento e Desenvolvimento da empresa.

O incentivo à difusão das melhores práticas organizacionais entre os países leva à oportunidade de desenvolvimento global aos funcionários. Um cenário impactante para os que chegam entre os cem escolhidos. E é o caso da especialista em Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social, Ana Luisa Zainaghi.

“Assim que surgiu uma vaga que ia ao encontro do que eu gostaria de desenvolver e que eu poderia contribuir, me inscrevi e passei no processo. Tive oportunidade de trabalhar com pessoas de outras culturas, olhar as necessidades de outros mercados, e sair da minha zona de conforto ao ser desafiada a pensar de maneira mais ampla e estratégica. A diversidade de pessoas faz com que ideias surpreendentes surjam a partir das nossas diferenças. O programa me possibilita ter mais exposição a líderes de fora do meu mercado, além de aprender mais sobre novas áreas e novas realidades, uma bagagem essencial para ascender na carreira“, conta Zainaghi.

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O trabalho e o profissional pós-pandemia: reflexões dos impactos da crise

Muito tem se falado/escrito sobre as competências necessárias para os líderes durante a crise atual, mas pouco se tem discutido sobre o futuro das competências do profissional pós-pandemia. Nossa proposta neste artigo é estimular essa reflexão.

Não abordaremos a difusão do home office e outras tecnologias que se mostraram alternativas eficientes para aproximar as pessoas fisicamente distantes, mas sim, os possíveis impactos dessas transformações na relação com o emprego.

A sociedade que, há não muito tempo, vivia momentos de polarização (sobretudo no contexto político), foi exposta ao mesmo vírus, enfrentando o mesmo “inimigo”. Assim, o fato de todos estarmos confrontando desafios que possuem a mesma causa raiz, nos faz, em escalas diferentes, exercitar nossa empatia.

Hoje, muito mais do que ontem, há certa compreensão de dilemas e dificuldades que transcendem nossa individualidade. Temos agora, de forma latente, a oportunidade de nos projetarmos no lugar do outro, ampliando assim, nossas perspectivas.

A pandemia também expos a vulnerabilidade de nossa sociedade e algumas de nossas fragilidades como indivíduos. Antes havia, no mundo corporativo, grande esforço para esconder tais vulnerabilidades, sendo vistas como fraquezas que poderiam “derrubar” ou “interromper” a progressão linear da carreira.

Essa fórmula: empatia + vulnerabilidade é poderosa. Colocando na base da relação de trabalho a transparência e a confiança, independentemente do nível hierárquico do profissional, tem-se como possível resultado a formação e destaque de profissionais mais humanos.

Na nossa visão, este potencial resultado representa uma quebra de paradigma versus o colaborador pré-pandemia. Sujeito que, em apertada suma, colocava o resultado acima de tudo e, algumas vezes, de todos. A mudança já vinha acontecendo paulatinamente, porém, a pandemia acelera essa transformação de forma abrupta e, quase que, compulsória.

As características pré-pandemia criavam ambientes altamente competitivos, ditos meritocráticos. Porém, a flexibilidade trazida pela pandemia exaltará aqueles que, de fato, produzem mais. Fatores objetivos tendem a ter maior importância do que a computação dos “desk hours” ou “show face” e outros elementos subjetivos que, algumas vezes, são inseridos no contexto da avaliação de performance.

Portanto, vemos todos os ingredientes para a construção de relações mais empáticas, transparentes, flexíveis e com muita confiança resultando, ironicamente, em um ambiente mais produtivo.

João Victor Guedes dos Santos é head de Johnnie Walker para Paraguai, Uruguai e Brasil

Paulo Bivar é managing partner na Kinp

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Empreendedorismo Liderança & Pessoas

A importância do treinamento corporativo a distância em tempos de isolamento social

Nas últimas semanas temos sido bombardeados por inúmeras notícias sobre a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), no Brasil e no mundo. Diversas medidas foram tomadas para evitar a disseminação da doença e conter o aumento dos infectados. Desde então, as cidades têm se tornado um caos e essas mudanças mexeram completamente com a rotina da população.

Em quarentena por tempo indeterminado, diversas empresas tiveram que aderir ao sistema home office e acabaram suspendendo reuniões e eventos, alterando completamente as atividades de seus colaboradores e clientes. Nesse cenário totalmente conturbado e cheio de incertezas, a tecnologia tem sido grande aliada para encurtar o distanciamento, garantir que as entregas sejam feitas e até mesmo ajudar a organizar – mesmo que remotamente – o trabalho com a equipe.

Para se ter uma ideia, os treinamentos corporativos à distância, têm sido essenciais nessa “nova rotina”, não só para aproximar todo o time, mas também para garantir que o fluxo de trabalho continue normalmente. Se pararmos para fazer uma análise, é um movimento de mercado que já estava acontecendo – lentamente – mas algumas empresas já haviam começado a migrar treinamentos presenciais para os digitais.

Os benefícios dessa mudança de comportamento são inúmeros e vão desde redução de custos até acompanhar mais de perto a performance do colaborador. O LinkedIn, por exemplo, já mostrou isso no começo do ano passado quando realizou um levantamento com 5 mil profissionais da área de talentos, de 35 países, entre eles o Brasil, para entender o impacto que a transformação digital proporcionava na gestão de pessoas. Tal estudo mostrou que 80% dos profissionais de Recursos Humanos acreditam que as habilidades comportamentais são importantes para que as empresas alcancem o sucesso.

Infelizmente, muitos empreendedores só puderam entender o potencial que algumas soluções tecnológicas têm, quando se viram “obrigados” a utilizar dessas ferramentas para manter a operação em andamento. Por meio delas, agora é possível implementar treinamentos corporativos, cursos e recursos para facilitar, engajar e aproximar de alguma forma sua equipe e clientes. Empresas como Bradesco, Grupo Fleury e Farmacêutica Eli Lilly já atuavam com esses sistemas à distância, com sucesso, e outras empresas também começaram a trilhar por esse caminho.
Por inúmeros motivos que listei nesse material, querido gestor, nesse momento é preciso pensar fora da caixa para deixar o clima mais leve e, ao mesmo tempo, tornar o aprendizado divertido para que os colaboradores se sintam mais acolhidos e mantenham a produtividade. Entenda que a tecnologia não foi desenvolvida para ocupar o lugar de ninguém e sim para auxiliar e melhorar o fluxo de trabalho, ou em suma, a razão de existir da tecnologia é melhorar a qualidade de vida.