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Bem-estar corporativo e produtividade

Segundo uma pesquisa realizada pelo ISMA em nove países do mundo, o Brasil foi apontado como o segundo país com maior nível de estresse, cerca de 70% dos brasileiros sofrem deste mal. Normalmente o estresse leva a consequências como exaustão física e emocional, alinhadas ao sentimento de falta de realização profissional.

Desta forma, os programas de bem-estar corporativo devem fazer parte das organizações, pois colaboradores motivados e engajados proporcionam resultados melhores e aumentam a produtividade. Os colaboradores precisam se sentir parte da organização e caminhar junto com ela.

É neste ponto que os programas de bem-estar corporativo entram em cena, proporcionando mudanças positivas dentro do ambiente organizacional, gerando maior assertividade e melhorando o desempenho dos funcionários. Além disso, empresas que promovem o bem-estar reduzem custos com a saúde e auxiliam na prevenção de doenças crônicas.

As empresas devem direcionar seus esforços para a prevenção, e aplicar métodos adequados à cada realidade, alinhados aos valores e missão. Vemos um aumento significativo na pressão por resultados, tornando a saúde mental e física de todos os envolvidos um foco de atenção.

Os gestores devem aproveitar as novas tecnologias para criar uma cultura organizacional de bem-estar, incentivando hábitos saudáveis. Uma pesquisa da Sodexo, feita em sete países, revelou que as ações relacionadas à qualidade de vida implementadas nas organizações melhoraram o clima no trabalho para 91% delas, ocasionaram mais atração de talentos para 76%, e geraram mais produtividade para 86% e mais rentabilidade para 70%.

Os benefícios que uma rotina de atividades físicas e cuidados com a saúde trazem aos colaboradores dão um impulso fundamental para que as empresas possam se reinventar e enfrentar os desafios impostos pelo mercado, sem deixar de ser lado o fator humano.

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Arianna Huffington: a terceira medida do sucesso

A saúde mental passou a ser um dos temas mais discutidos do mundo corporativo. A preocupação com essa questão pode ser observada no aumento da procura por programas de mindfulness e sessões de terapia nas empresas .

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é líder mundial em transtornos de ansiedade, ocupando o quinto lugar em taxas de depressão. As causas podem ser provocadas por vários fatores. Entre eles, estão o esgotamento e o estresse gerados em um ambiente de trabalho tóxico. .

No Brasil, cerca de 32% dos profissionais sofrem com problemas do gênero. Em 2017, a Previdência Social apontou que os transtornos mentais ficaram entre as 10 principais causas de afastamento do trabalho (cerca de 43,3 mil). Os transtornos ansiosos apareceram na 15ª posição da lista.

Nessa busca desenfreada pelo sucesso, muitos profissionais deixam a sua saúde de lado e ficam mais suscetíveis a esse tipo de transtornos. Foi o caso de Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post e CEO da Thrive Global. Eleita pela Revista Time como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo, ela afirma que a cultura do excesso de trabalhar se tornou um problema global. Após sofrer um burnout, ela passou a enxergar o bem-estar dos colaboradores como a maior vantagem competitiva de uma organuzação.

Em suas palavras, “quando cuidamos de nós mesmos, somos mais eficazes, somos mais criativos e temos mais sucesso em uma definição ampla do que isso realmente significa”. Talvez realmente seja a hora de redefinirmos o conceito de sucesso para algo que se aproxime mais do equilíbrio entre prosperidade, propósito, bem-estar e saúde.

Nos dias 4, 5 e 6 de novembro acontecerá em São Paulo a HSM Expo ’19, e Arianna Huffington é uma das palestrantes principais. Garanta sua inscrição no site oficial do evento!

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Um olhar sobre a saúde mental nas empresas

As relações e a dinâmica de funcionamento das pessoas com e nas empresas estão sendo radiografadas por novos estudos de psicossociologia, psicologia organizacional e do trabalho, psiquiatria social entre outros. São temas de estudo que as escolas de management não enfocam ou não pretendem enfocar: a saúde mental de profissionais nas empresas.

Esta é uma questão que está cada vez mais séria hoje. As estatísticas revelam um quadro preocupante quando apontam a doença mental como o terceiro maior motivo de afastamento do trabalho aqui no Brasil. Na Europa a preocupação dos estudiosos está se concentrando cada vez mais no suicídio no trabalho. São indicadores alarmantes que não podem ser ignorados. O tema obviamente incomoda, e sua discussão e enfrentamento vem sendo algumas vezes adiados ou delegados exclusivamente à área médica das empresas.

Em última instância são pessoas sofrendo no trabalho, portanto tema de interesse de todos que trabalham no desenvolvimento e no bem-estar delas no seu dia-a-dia. Não é uma questão de encontrar culpados ou causas impossíveis de serem trabalhadas.

Por outro lado, sabemos que o sofrimento mental não tem sido denunciado pelos que são acometidos por ele exatamente por medo do preconceito e ainda, pela pessoa não saber qual será a reação da empresa, do seu gestor imediato ou da equipe na qual trabalha. Poucos estão dispostos a dividir seu sofrimento com algum colega temendo não ser compreendido, quer dizer, além de sofrer as pessoas sofrem sozinhas e caladas.

É claro que muitas empresas têm feito esforços e apresentado algumas alternativas de solução e encaminhamento para o problema. Programas e campanhas de saúde, de qualidade de vida no trabalho, flexibilidade de horário e folgas são alguns exemplos específicos. No entanto é possível se fazer muito mais, desde que se recorra aos tais estudos e às ferramentas e ações que propõem para enfrentar a questão.

O mobbing por exemplo (toda e qualquer conduta abusiva, manifestando-se, sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pondo em perigo seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho Hirigoyen, 2000), ficou conhecido também como assédio moral, virou caso de justiça, de reclamação trabalhista.

Na verdade, poderia ser encarado como uma questão de clima, de ambiente de trabalho, de desenvolvimento de gestores ou de team building que são as velhas e conhecidas ferramentas de intervenção no espaço organizacional. Ou, se quisermos recorrer às novas ferramentas disponíveis, as clínicas do trabalho.

Outro exemplo o coping (estratégias de coping são esforços cognitivos e comportamentais para lidar com situações de dano, de ameaça ou de desafio quando o indivíduo não tem disponível no seu repertório uma rotina ou uma resposta automática para confrontar a situação Monat e Lazarus 1985), estudado pelas escolas citadas no início, indica a reação de pessoas saudáveis às pressões cotidianas e que poderiam ser desenvolvidas e fortalecidas com intervenções de caráter preventivo, sem recorrer ao “conceito” da “resiliência”.

Outra contribuição destas escolas teóricas e de investigação são os estudos de Fatores de Risco Psicossocial no ambiente de trabalho (características das condições de trabalho e, sobretudo, da sua organização que afetam a saúde das pessoas através de mecanismos psicológicos e fisiológicos a que também podemos chamar de fatores de stress) que podem ser utilizados como ferramenta de prospecção de problemas e consequentemente intervenções de caráter preventivo.

Os Fatores de Risco Psicossocial, como o próprio nome indica, enfocam aspectos específicos da organização e do ambiente de trabalho tais como: carga de trabalho excessiva, exigências contraditórias e falta de clareza na definição das funções e papéis, falta de participação na tomada de decisões que afetam o empregado, falta de controle sobre a forma como executa o trabalho, má gestão de mudanças organizacionais, insegurança laboral, comunicação ineficaz, falta de apoio da parte de chefias e colegas, assédio moral ou sexual, etc…

Estes são apenas alguns exemplos que indicam um “novo” olhar para o sofrimento humano nas empresas e sugerem uma mudança na forma de encará-lo. A complexidade da vida organizacional contemporânea nos impõe uma nova forma de entendê-la e abordá-la. Mais do que isso, já sabemos que a saúde mental nas empresas tem etiologia multicausal e se manifesta de diversas formas em cada indivíduo, grupo ou empresa.

Não será possível enfrentar esta realidade sem uma visão multidisciplinar que ajude a dar abrangência e peso ao tratamento e a prevenção destas doenças no trabalho. Diante deste tema sério e complexo parece não haver outra forma de tratá-lo senão com coragem e transparência. Até porque, sabe-se que sua manifestação no ambiente organizacional deve piorar se nada for feito, pois as pressões e as exigências feitas às pessoas no trabalho não devem diminuir nos próximos tempos.

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Millennial burnout: a geração mais afetada pelo esgotamento mental

De acordo com o último levantamento da Associação Internacional de Gestão de Estresse (ISMABR, na sigla em inglês), a síndrome de burnout afeta até 30% dos profissionais brasileiros. No recorte mundial, outros estudos apontam que os millennials são o público que mais sofre com episódios de esgotamento mental. Uma pesquisa divulgada pela Yellow Brick Program, por exemplo, aponta que cerca de 90% dos profissionais dessa geração já passaram por algum tipo de burnout.

O relatório também apontou que 31% dos entrevistados sentem dores físicas causadas pela doença. Ansiedade, cansaço, palpitações, insônia e dificuldade de concentração foram alguns dos sintomas citados pelos entrevistados. Nenhum dos estudos aponta motivos diretos que relacionem o burnout à faixa etária dos millennials.

Mesmo sem dados concretos, alguns especialistas acreditam que o crescimento em uma época marcada pela disrupção e pela quebra de paradigmas influencia na formação de uma atitude mais otimista e idealista. Tais características tendem a aumentar as expectativas desses profissionais em relação a suas carreiras. O relatório The Millennial Mindset, realizado pela Deloitte, por exemplo, aponta que a realização e a felicidade no trabalho são metas essenciais para eles.

Um exemplo prático do choque entre sonho e realidade: a jornalista Anne Helen Petersen entrevistou millennials que sofreram algum tipo de burnout para o BuzzFeed News. Durante as conversas, ela descobriu que muitos deles buscavam os mesmos ícones de estabilidade financeira que seus pais já haviam conquistado quando tinham suas idades, como carros próprios e carreiras consolidadas. Existe um paradoxo, portanto, entre o que os millennials querem, o que recebem e o que idealizam. O equilíbrio entre trabalho e vida pessoal parece ser uma prioridade inquestionável. Por outro lado, o sentimento de culpa por trabalhar – e receber – pouco está igualmente presente em suas rotinas.

Obviamente, as causas do burnout não podem ser simplificadas pela quebra de expectativas. O desgaste e a pressão resultantes de ambientes de trabalho tóxico também são fatores cruciais para a escalada da síndrome. A saúde mental está cada vez mais presente na pauta corporativa. Já existem diversos movimentos de gestão que valorizam modelos flexíveis, acolhedores e que valorizam a saúde mental dos colaboradores.

Mas, ao que parece, ainda há um longo caminho para atender os anseios de uma geração cada vez mais conectada e imediatista. Nesse novo cenário, o desafio é encontrar caminhos para que as próximas gerações de profissionais alcancem o equilíbrio entre saúde, felicidade e produtividade.

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24/7: capitalismo tardio e os fins do sono

A evolução tecnológica resultou em um mundo cada vez mais acelerado – e, na opinião de algumas pessoas, cada vez mais insano. Em meio a uma economia que precisa continuar girando em alta velocidade, estamos perdendo horas preciosas de sono. Os defensores dessa tese incluem Matt Walker, professor de neurociência e psicologia da Universidade da Califórnia. Em entrevista à BBC, Walker aponta indícios que ligam a privação de descanso a doenças como obesidade, diabetes e depressão.

O desequilíbrio entre produtividade e horas de sono é o ponto central de “24/7: capitalismo tardio e os fins do sono”, livro de Jonathan Crary, professor da Universidade de Columbia. A obra é baseada numa crítica à economia que explora o uso de novas tecnologias para manter o mercado funcionando 24 horas por dia, 7 dias por semana. Nesse cenário, o sono surge como a última barreira para controlar a expansão capitalista desenfreada.

Na visão de Crary, a indústria passou a cultivar uma filosofia que liga a produtividade e o sucesso ao excesso de trabalho. Algumas empresas já estão tentando reverter essa mentalidade, mas ainda há uma cultura muito forte a ser superada. Responder e-mails e resolver problemas pelo celular na cama, é apenas um exemplo de como ainda confundimos eficiência com atitudes que apenas geram redução de nossa capacidade de concentração e aumentam nossos níveis de estresse.

Obviamente, a tecnologia é uma grande aliada na otimização de processos. Os benefícios da revolução digital no ambiente de trabalho são evidentes. O que 24/7 traz, na verdade, é mostrar como a internet e as redes sociais podem acabar consumindo mais o nosso tempo do que pensamos. Os riscos de distúrbios mentais ocasionadas pelo uso excessivo de tecnologia são outro alerta presente na obra. Uma reflexão importante para que a sociedade não se torne refém de suas próprias inovações.

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Burnout: a síndrome que tem atingido grande parte dos colaboradores no Brasil

Burnout: a síndrome que tem atingido grande parte dos colaboradores no Brasil

Todo mundo, pelo menos uma vez na vida, já passou por um momento na carreira em que se sentiu totalmente desmotivado ao ter de se levantar da cama para enfrentar mais um dia de trabalho. Isso pode ser normal quando acontece um dia ou outro. Entretanto, se passar a ocorrer com mais frequência, praticamente todos os dias, e se os sintomas começarem como pequena desmotivação e avançarem para estresse e exaustão física total, é bom procurar um médico. Você pode estar sofrendo de burnout.

Esse esgotamento físico e emocional, em geral, é causado por estresse no ambiente de trabalho. Muitas vezes é confundido com depressão, porém, apesar de não o ser, pode desencadeá-la, se a pessoa não for tratada com urgência e da maneira correta.

O grande problema é que, assim como depressão, síndrome do pânico, crise de ansiedade e outras doenças psicológicas, burnout muitas vezes não é visto como doença — para algumas pessoas e empresas, é até considerado cansaço ou frescura! —, o que impede que a pessoa procure ajuda.

Entretanto, problemas associados à saúde mental no trabalho, além de levarem a uma queda da produtividade, resultam na perda de US$ 1 trilhão por ano no mundo todo, segundo a OMS. No Brasil, a depressão faz o país perder cerca de US$ 63,3 bilhões anualmente, atingindo a marca de segundo lugar no ranking em que o estresse no trabalho é considerado problema de saúde pública; nessa estatística, nosso país perde apenas para os Estados Unidos.

Segundo a Associação Internacional de Gestão de Estresse, estima-se que 32% dos profissionais brasileiros sofram com esse esgotamento no ambiente corporativo. Em 2016, a Previdência Social registrou 75,3 mil afastamentos por esse tipo de doença.

Quais os sintomas de quem sofre de burnout e como o RH das empresas deve agir?

Se você não está motivado em seu trabalho, sente-se exausto na maior parte do tempo, não tem vontade de sair com os amigos nas horas vagas, não vê propósito naquilo que está fazendo, fica deprimido e sobrecarregado com a quantidade de tarefas que precisa executar, além disso, sofre de sintomas físicos como dores no peito, falta de ar e palpitação, tome cuidado! Tudo isso pode indicar que você está sofrendo de burnout.

Segundo o dr. Wagner Gattaz, diretor do Laboratório de Neurociências, professor titular e presidente do conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP: “Ainda se acredita muito que a doença mental não é uma doença em si, mas que é falta de caráter, falta de força de vontade, falta de capacidade de reagir”.

Para Gattaz, o profissional do RH tem grande importância não só para evitar que isso aconteça no ambiente de trabalho, como também para conseguir detectar os sintomas desse esgotamento em seus colaboradores.

“Os profissionais de Recursos Humanos não precisam diagnosticar seus colaboradores, isso é tarefa para um especialista, mas eles podem ser capacitados para detectar quando uma pessoa apresenta sinais de ansiedade, depressão e outros sintomas que caracterizam uma doença mental”, completa Gattaz.

Quando é a hora de mudar de empresa?

Na maioria das vezes, um ambiente organizacional tóxico, onde os colaboradores são muito pressionados, sofrem com longas jornadas de trabalho, são diariamente cobrados por resultados melhores, não têm autonomia e não se sentem seguros, pode se tornar a grande causa da maioria das doenças mentais.

Por isso, hoje se fala tanto da importância de desenvolver um mindset de liderança transformador da cultura organizacional de muitas empresas. Entender que os colaboradores precisam desse cuidado mental é essencial não só para o bem-estar deles, mas também para a produtividade de toda sua equipe.

“Numa instituição onde há muita gente com burnout, a produção diminui e os funcionários podem realizar a mesma atividade duas, três vezes por dia. O burnout é algo compartilhado, atinge grande massa do trabalho”, diz Ricardo Monezi, especialista em medicina comportamental da Unifesp.

Se você sente algum desses sintomas e percebe que sua empresa não está disposta a auxiliar você nem a tornar o ambiente de trabalho um lugar mais leve e inspiracional, talvez seja melhor para você e sua saúde mudar de trabalho. Além de, é claro, procurar tratamento com um profissional especializado.

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