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Polimatia: como ser o profissional pós-digital que o mundo precisa

Entre os meus jovens alunos (principalmente aqueles entre 18 e 72 anos) já há algum tempo me deparo com as dúvidas aflitas calcadas na percepção que estão inundados ao mesmo tempo por um mar de possibilidade infinitas, interesses loucos e variados por muitas coisas e um sentimento agudo de impotência – de ter que seguir um caminho só pra poder focar, “se dar bem”. Ao mesmo tempo, eles também recebem a informação que no mundo complexo e interconectado de hoje é importante que indivíduos e profissionais desenvolvam múltiplas habilidades e sejam versáteis e capazes de se adaptar a diferentes situações. Como se fossem feitos daquela geleca, meus alunos sentem a obrigação de amoldar-se a um mundo líquido, dando um jeito se fazer isso perder sua essência, autenticidade ou qualquer outra palavra da moda. 

A enorme parte desse pessoal é composta de gente que se identifica capaz de ser múltipla, variada e competente em mais de um campo de conhecimento e domínio; são interessadas, capazes, aprendem rápido e aplicam bem o que sabem. No entanto, observo que as pessoas que de fato detém tais características têm encontrado diversas barreiras para exercê-las em sua vida. Assim, existe uma ruptura entre o desejo de exercitar múltiplas potencialidades e a realidade do mundo do trabalho, da faculdade ou das rodas sociais no qual a maioria dos empregos, conversas ou projetos disponíveis não parece atender a tais necessidades. Desta forma, muitos não conseguem nem ao menos vislumbrar uma vida na qual suas múltiplas potencialidades sejam efetivamente exercidas, gerando uma série de efeitos negativos e bastante duráveis na psique humana, tal como frustração, depressão e ansiedade.

Mas, por outro lado, o mundo atual não pede por uma vida menos maniqueísta e menos desperdiçada em ações infrutíferas? Mais autorizadora e menos autoritária? E, consequentemente, mais feliz e criativa? 

Talvez por conta disso, o interesse pela polimatia disparou nos dois últimos anos; de ser um tema abstrato, de ser uma palavra esquisita, surgiu um lindo conceito que rege vidas, e proporciona alívio e reconciliação consigo mesmo.

Polimatia ainda é um termo um pouco obscuro e tem sido vinculado a uma miríade de outros conceitos, desde a multipotencialidade até transdisciplinaridade, passando por holismo e por outros conceitos que podem confundir ainda mais a nossa cabeça. Assim, o primeiro esforço é de definir com mais clareza do que se trata a tal polimatia. O termo polimatia vem do grego clássico e é a junção de poli, que significa muitos ou vários, e math, que é a raiz tanto de manthanein (o verbo aprender) e mathema (algo que é aprendido, especialmente através da reflexão).

Assim o polímata é alguém que vai pela vida exercitando a capacidade de desenvolver múltiplos conhecimentos simultaneamente em três dimensões: abrangência, profundidade e conectividade. O seu pilar de especialização é profundo, lastreia o leque de outros interesses, mas o mais importante é a característica de integrar e unificar suas diversas atividades e interesses como parte de um todo cognitivo, afetivo e conativo. A polimatia é mais que um projeto profissional, ela é a base de um projeto de vida, permeando carreira, corpo, mente.

Existem aspectos metodológicos extensos que não abordaremos aqui – a jornada do aprendizado, os tipos de polímatas, os campos do conhecimento, perfis psicológicos na relação com o conhecimento e criatividade – mas a pergunta mais frequente dá sim para responder: qualquer um pode ser um polímata?

Eu defendo que a polimatia pode ser vista como uma visão de mundo, ou mais precisamente, como uma característica de personalidade unificadora e latente que tem o poder de explicar muita coisa sobre o comportamento de uma pessoa. Essa ideia, ou o construto que ela representa, foi batizada de traço polimata. Se você quer saber se detém ou não o traço da polimatia, eu proponho que você responda a essas duas perguntas:

1) Você possui uma variedade de interesses que é desconcertante para as outras pessoas?

2) Você imagina, no seu íntimo, que poderia ter um grande impacto na vida de várias pessoas caso você consiga se engajar profundamente numa área por algum tempo?

Essas duas perguntas procuram capturar da forma mais parcimoniosa possível uma constelação de características pessoas que compõem o traço da polimatia e, principalmente, qual o seu comportamento em relação aos três pilares da polimatia: a abrangência, a profundidade e a integração.

Podemos avançar mais um pouquinho no tema e talvez lembrar que a polimatia, mais que um projeto profissional, um projeto de vida, comporta focos diferentes dependendo de como é a sua relação com o conhecimento. Citando alguns desdobramentos (que nunca são caixinhas separadas mas uma combinação possível) é possível detectar outros componentes dessa salada psicológica – além do traço , a filosofia de vida com o qual um se enxerga, a polimatia profissional e aplicada ou mesmo a busca pela eminência, reconhecimento e glória pelo conhecimento acumulado e aplicado.

A polimatia filosófica se refere ao desenvolvimento de diversos e profundos conhecimentos numa esfera social restrita. Ou seja, a polimatia filosófica é uma condição almejada e desenvolvida por indivíduos, porém seu alcance está restrito à esfera pessoal e familiar dessa pessoa. Isto é, um polímata amador pode ser um contador profissional, apreciador de arte e músico, que é o “Beethoven” da sua esfera familiar.

A polimatia profissional se refere ao desenvolvimento de conhecimentos e habilidades num nível profissional envolvendo mais de um domínio. Isso é, um polímata profissional é capaz de prover produtos e serviços úteis à sociedade em diferentes áreas e/ou conectando domínios diversos. É importante salientar que o polímata profissional, para assim ser considerado, deve satisfazer certo grau em duas dimensões da polimatia: profundidade e abrangência. Uma forma de se medir a polimatia profissional seria verificar o nível de profundidade das criações de um indivíduo.

Finalmente, a polimatia eminente se refere a uma condição de projeção notória devido a conhecimentos, habilidades e obras que sobrepujaram de alguma forma a fronteira do estabelecido, avançando o conhecimento em determinada área.

O fato de muitos textos retratarem apenas figuras muito eminentes como os típicos (ou únicos) representantes da polimatia pode ter levado à ideia de que a polimatia no geral é algo muito raro, quando, na verdade, se considerarmos todos os casos que apresentei, a polimatia pode ser bastante comum.

Como se tornar um polímata, então?

Isso é conteúdo para outro texto enorme – mas resumindo o que dá, a primeira dica diz respeito à autenticidade, à construção da identidade, e ao estabelecimento corajoso da sua postura no mundo. Há muitas pressões sociais para uma pessoa se tornar um especialista o breve possível. Elas incluem pressões que ensejam um lado positivo — as recompensas auferidas aos especialistas são maiores (um cardiologista ganha mais do que um clínico geral que ganha mais do que um mero interessado em medicina); e pressões que evocam um futuro negativo para o não-especialista — uma vida ausente de uma carreira bem definida, o não pertencimento a um grupo profissional, etc. Tais pressões fazem com que o detentor de traço polimatia se sinta mal, ansioso e “errado” por não ter conseguido decidir qual caminho seguir. E isso não precisa ser assim, te garanto. Falo por experiência própria – de quem seguiu esse caminho, passou por muitíssimas áreas diferentes e projetos divergentes e nunca se arrependeu, nem uma única vez.

Entender a polimatia, acima de tudo, é fundamental para desenvolver equipes de pessoas múltiplas e talentosas. Daquelas que batem um bolão em posições distintas. Quer saber mais sobre como fazer isso? Fale com a HSM e vamos conversar.

Assinatura

Anna Flávia Ribeiro é fundadora da Tribo Polímata, coletivo que reúne mais de 600 cabeças pensantes para discussão de tendencias de futuro e inovação. Desde 2018 lidera estudos nos campos da filosofia, ficção científica, IA, neurociência, genética, relação cérebro/máquina, criatividade e aprendizado polímata

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A importância da acessibilidade em treinamentos corporativos

Quero acreditar que as empresas já entenderam a real importância de se investir em um treinamento corporativo, para capacitação de colaboradores. Por isso, tem sido cada vez mais comum que elas busquem por métodos diferentes para engajar, de verdade, seus funcionários. Para isso, muitos gestores fazem uso de gamificação, microlearning, realidade virtual, realidade aumentada, entre outros. Recursos. Porém, é preciso ir além para atender todas as possibilidades e oferecer treinamentos efetivos em todas as esferas de um negócio.

Uma recente pesquisa da Gartner, empresa de consultoria, prevê que o número de pessoas com deficiência nas empresas triplicará até 2023. Esse dado só mostra o quanto é essencial que as organizações apostem em variados métodos de gerenciamento de talentos e aprendizado, para o processo de inclusão desses funcionários.

Além disso, é de suma importância entender que é preciso sempre pensar fora da caixa para engajar e estimular o conhecimento dos colaboradores de maneira mais leve e para que se sintam parte da empresa. Vou dar um exemplo para ficar mais claro. Se estamos falando de um deficiente visual, é imprescindível investir em ferramentas de áudio. Mas o desafio para o gestor, em um caso como esse, é: como tornar essas ferramentas mais atraentes do que um áudio simples, onde o interlocutor fala sem parar?! A resposta é relativamente simples: é preciso de mais interação, para transformar aquele material, que seria morno, em um conteúdo mais rico.

O Google, por exemplo, lançou recentemente três soluções bem interessantes para deficientes visuais e com perda auditiva – o Google Lockout, o Live Transcribe e Soud Amplifier. O primeiro, trata-se de um aplicativo que usa inteligência artificial para identificar objetos e o ambiente, e descrevê-los. Além da proposta ser um recurso de inclusão, esse app pode contribuir com atividades rotineiras como cozinhar, limpar e fazer compras.

O segundo é um aplicativo que transforma as falas em legendas em tempo real na tela do smartphone, disponível em mais de 70 idiomas. Já o terceiro, ajuda a remover os ruídos de externos de áudios que podem prejudicar o entendimento. Além disso, ele possui uma funcionalidade de aumentar ou amplificar o som, melhorando a clareza do conteúdo e diminuindo barulhos de forma personalizada para se adaptar a necessidade de cada pessoa.

Ou seja, a tecnologia auxilia, cada vez mais, as pessoas no dia a dia. Sendo assim, por que não pensar nela também como solução de inclusão em treinamentos corporativos?! Em vez de continuar batendo nos mesmos métodos tradicionais é essencial que façamos uso de todos os recursos e inovações que temos acesso da maneira mais positiva possível. Pense nisso.

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Como estruturar uma linha de aprendizado para atingir seus objetivos

Se antigamente o acesso à informação era limitado, hoje em dia o problema é justamente o oposto. Temos acesso irrestrito e em tempo real a um volume de conteúdo que nunca seremos capazes de consumir, mesmo que passássemos toda a vida dedicada apenas a essa tarefa. Além disso, vivemos na era da atenção rara, onde convivemos com distrações a todo o momento e manter o foco se torna um grande desafio.

Dentro desse contexto, precisamos ter bastante clareza da trilha de aprendizado que nos propomos a seguir. Este caminho é fundamental para atingirmos um determinado objetivo, seja profissional, pessoal ou puramente filosófico. De outra forma, o que naturalmente tende a acontecer é nos perdermos em meio às distrações. E o pior: podemos perder o ritmo e o hábito do aprendizado ao sentirmos que estamos sem rumo certo ou que não estamos evoluindo.

Então, como estruturar a própria trilha de aprendizado baseada nos seus interesses e objetivos de vida? Como saber selecionar o que aprender e não se perder em meio à infinidade de distrações que acabam minando nosso tempo? Infelizmente, o aprendizado por conta própria ainda não é difundido na escola ou mesmo no ensino superior, por isso precisamos “aprender a aprender” por conta própria, o que pode ser bastante desafiador.

Vivendo todos os dias o desafio de empreender em um negócio que vem crescendo em ritmo acelerado, eu me sinto sempre defasado quanto ao que deveria saber. O desafio é permanecer aprendendo e evoluindo constantemente, sabendo priorizar o que vai trazer mais impacto e sem me desesperar com o que ainda não sei. Até porque a verdade é que quanto mais eu aprender e evoluir, mais aprendizado e evolução serão necessários. Que assim seja.

Em termos práticos, o que tem funcionado bastante bem na minha rotina é definir objetivos, entender o que é necessário para que eles sejam alcançados e praticar uma “engenharia reversa”, quebrando os objetivos maiores numa linha temporal e, então, definindo minhas prioridades de trabalho e aprendizado. Funciona assim:

1. Definir os objetivos de médio prazo: pode destrinchar o desafio de um ano e dividi-lo por trimestre ou um trimestre que será dividido em 7 turnos;

2. Entender as inerências: o que é fundamental para que o objetivo seja cumprido? O que não pode deixar de acontecer para que o plano seja bem sucedido? Quais são as expectativas dos envolvidos com a realização deste plano que começa a se formar?

3. Engenharia reversa: visualizar o objetivo concluído e estruturar uma linha do tempo “de trás para frente”, dividida em blocos. Uma sugestão é dividir o planejamento em sete tempos, onde o “tempo 7” é o objetivo concluído com sucesso.

Como as inerências são tudo o que é fundamental para que o objetivo seja concluído, são elas que vão compor cada bloco de tempo. A ideia da engenharia reversa é entender em que tempo cada uma delas deve ser cumprida para que o plano se desdobre da forma mais fluida possível. Vale ressaltar que todas as inerências devem ser cumpridas nessa linha do tempo.

4. Definição de aprendizados: Agora já temos mais clareza sobre como nosso objetivo será alcançado, sabemos o que precisamos fazer para que ele seja concluído e definimos a linha do tempo ideal para isto. Neste ponto, vamos perceber que, na maioria das vezes, não sabemos tudo o que precisamos para que o plano seja bem sucedido. É aqui que entendemos o gap de aprendizado que precisa ser suprido.

Graças à linha do tempo, temos certa clareza sobre como priorizar o que precisamos aprender. Uma dica importante aqui é retornar às necessidades que o projeto impõe e também à linha do tempo, formalizando o que precisa ser aprendido como inerência e contemplando esse aprendizado na linha do tempo. Com isso, temos tudo pronto para estruturar nossa trilha de aprendizado.

Por fim, agora que já sabemos o que aprender, o desafio passa a ser como. A própria internet é uma ferramenta magnífica, quando sabemos exatamente o que estamos procurando. Procure entender quem são as referências naquilo que você deseja, busque se conectar com pessoas que já passaram pelos mesmos desafios e talvez pela mesma trilha de aprendizado.

Valide as referências que encontrar com mentores e, o principal, beba dessa fonte. Abra os desafios e absorva o ponto de vista dos mentores. Entenda como eles observam os obstáculos e análise como reagiriam no seu lugar. Depois de absorver o conteúdo das diversas fontes, tire as suas conclusões e parta pra ação. Depois comece tudo de novo.

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Ensino à distância e a tecnologia na jornada do aprendizado

Normalmente, quando as pessoas pensam em ensino à distância, é comum que logo imaginem aulas gravadas em vídeos, materiais em PPT e às vezes aquela visita mensal ao professor responsável, certo? Porém, o mundo tem passado por muitas transformações tecnológicas e é essencial que as jornadas de aprendizado sejam revisitadas para que fiquem mais atrativas e engajem efetivamente os estudantes, principalmente se levarmos em consideração que as novas gerações têm uma relação bem diferente com a maneira de aprender com a tecnologia.

Os nascidos a partir de 2010, ou geração Alpha como são conhecidos, por exemplo, são nativos digitais. Aliás, o uso do smartphone para esse grupo de pessoas foi algo natural como andar. Sendo assim, não é mais possível utilizar com eles os mesmos recursos que antes eram utilizados pelas antigas gerações.

Uma pesquisa realizada pelo Canal Gloob, canal por assinatura da Globoplay, em parceria com a Play Conteúdo Inteligente, empresa de pesquisa e conteúdo, mostrou que esse novo grupo anseia por novidades. Dessa maneira, acontecerão muitas mudanças nas relações sociais e, principalmente, um aumento no surgimento de inovações tecnológicas para atendê-los. Além disso, os brinquedos para essas crianças precisam ter foco na experiência e no conteúdo e não mais na estética.

Em relação aos estudos não seria diferente, né? Para eles, o mais importante é aprender, se comprometendo muito mais com o conhecimento do que com diplomas. Até porque eles entendem que o mercado de trabalho também mudou e as exigências são diferentes. Se antes, era preciso estar formado para ingressar ter um emprego, hoje isso não é mais essencial desde que se tenha conhecimento de fato.

Além disso, o relatório “Emprego dos Sonhos?”, apresentado pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, durante o Fórum Econômico Mundial, revelou que, atualmente, os jovens do mundo todo passam mais anos estudando do que qualquer outra geração anterior e, mesmo assim, tem grande dificuldade em encontrar um emprego e conciliar o que é aprendido na escola com o que se é exigido no ambiente profissional. Tais dados nos mostram o quanto a metodologia de ensino tem que se atualizar para oferecer aquilo que as próximas gerações realmente necessitam.

Sendo assim, como deixar o aprendizado ainda mais atraente e “engajante”? Para mim, a resposta está na mistura de diversas tecnologias e muita personalização, afinal, cada um adquire conhecimento a sua maneira. Em vez de ficarmos focados em apresentações de Power Point, vídeos, aulas presenciais mensais, por que não fazer dessa experiência o mais interessante possível, reunindo vários elementos tecnológicos para entregar conteúdos relevantes em diferentes formatos?

Podemos usar um mix de tecnologias diferentes, por exemplo, a realidade virtual que dará ao estudante a sensação de que o material que ele está tendo acesso em realidade ou então, realidade aumentada, que une o mundo virtual ao real e proporciona uma interação capaz de entusiasmar os estudantes. Para que tudo fique ainda mais interessante, vale adicionar a gamificação, que nada mais é que uso da dinâmica dos jogos para ensinar; microlerning, um formato de estudo online e de curta duração onde os cursos são mais focados e com atividades mais rápidas; chatbots, um programa que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas; entre muitas outras opções.

Todos esses recursos podem auxiliar para que a jornada de aprendizado possa fluir de maneira ainda mais eficaz do que somente por meio de vídeo aulas, apresentações e provas de múltipla escolha. O mais importante é pensar diferente do convencional para alcançar a atenção desses estudantes de maneira efetiva.

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O poder de se ver como um aprendiz

Por incrível que pareça, a escola não nos ensina a aprender por conta própria, a descobrir que somos capazes de aprender sobre qualquer coisa que nos interesse. Aprendemos o que está no plano de aula, a matéria que é dada na sala, revista nos livros e lições de casa e cobrada nas provas. Claro que precisamos aprender determinadas coisas como português, matemática e ciências sociais, e a escola cumpre papel fundamental nesse aspecto. Porém, aprender algo determinado por uma ementa e descobrir que somos capazes de aprender o que quisermos são coisas bem diferentes.

Fui extremamente impactado por um caso que ouvi numa palestra. O palestrante era o Roman Romancini, Vice-Presidente Regional da Salesforce e um dos primeiros brasileiros a chegar ao cume do Everest e voltar para contar a história. Na palestra, ele conta que era uma criança extremamente agitada. Um dia, seu pai colocou duas enciclopédias na frente dele e disse “todo o conhecimento da humanidade está contido nesses livros”.

Muitos de nós já ganhamos uma enciclopédia na infância, mas poucos receberam uma provocação como essa. O então menino Roman descobriu ali que o potencial do aprendizado é ilimitado, que podemos sonhar com o que quisermos e, com a devida determinação, somos capazes de alcançar o que quisermos. Na letra “E”, ainda criança ele se encantou com o Everest, e, em 2019 – décadas depois – , fincou nossa bandeira no cume e voltou para casa com segurança.

É extremamente empoderador entender essa dinâmica entre o aprendizado e a construção da nossa realidade. Compreender que nossa capacidade de aprender é ilimitada nos mostra que somos capazes de realizar qualquer coisa desde que estejamos dispostos a fazer o que for necessário para “chegar lá”. Da mesma forma, podemos ter alcançado o objetivo que for na vida, se acreditarmos que chegamos no topo, num ponto onde não é mais possível evoluir, perdemos nossa capacidade de de dar um próximo passo, e teremos entrado numa cinzenta zona de conforto.
Nos identificarmos com a posição de aprendiz muda a nossa perspectiva.

Viver dessa premissa nos faz perceber que qualquer coisa pode ser aprendida, desde que estejamos dispostos. Nos estimula a não abdicar da busca constante pelo conhecimento e nos faz enxergar que todas as situações cotidianas podem se tornar oportunidades de aprendizado. Encontros, bate-papos despretensiosos e curiosidades frugais passam a ser melhor aproveitadas com esta mentalidade. E assim passamos a arriscar mais, a viver experiências mais prazerosas e significativas Dessa forma, paramos de nos limitar e de deixar de fazer algo que temos vontade por acreditar que não somos capazes.

É neste contexto que naturalmente nasce o hábito de explorar o conceito do microaprendizado. Percebemos que o aprendizado tem o poder de transformar nossas vidas e dessa forma passamos a aproveitar pequenas brechas de tempo para investir no nosso desenvolvimento. Seja utilizando pequenas brechas da rotina para ler algumas páginas de uma obra literária ou consumindo conteúdos curtos, como as notícias do dia, podcasts ou o resumo de um livro.

A humildade de entender que nunca teremos todo o conhecimento existente, mas que podemos focar no que nos interessa e aprender sobre o que quer que seja, desde que estejamos dispostos e determinados, é engrandecedor. Perceber que nossa capacidade de aprender não tem limites é algo muito poderoso. A razão é simples: ao tomarmos consciência de que somos capazes de aprender qualquer coisa, seja cozinhar um macarrão, aprender a surfar ou gerir uma empresa, entendemos que nosso potencial também é ilimitado. Basta nos mantermos humildes para aprender e determinados para realizar nossos sonhos.

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7 competências de um líder de sucesso

“Todo líder deve ser flexível, podendo inclusive mudar de opinião”

“Todo líder deve estar aberto e receptivo às tentativas de inovação, mesmo sabendo que isso pode ocasionar erros.”

O que essas duas afirmações têm em comum? Responda a primeira coisa que vier à sua mente!

Elas têm em comum o seguinte aspecto: se o líder tem essas duas características marcantes em sua condução, ele incentiva o aprendizado e o crescimento contínuo de sua equipe; se não as tem, provavelmente é um líder ultrapassado e com conceitos antigos e inadequados para os dias atuais.

Admitir erros nunca foi e nunca será uma tarefa das mais fáceis, mas posso afirmar que o líder que consegue lidar de maneira mais equilibrada com os erros, tem uma maior vantagem competitiva sobre outras empresas que não aplicam o mesmo conceito.

Para assegurar e encorajar essa postura de aprendizado e evolução dentro de sua equipe, os líderes devem garantir, de todas as maneiras, que estão abertos e sempre dispostos a aprender e mudar.

Na maioria dos casos, onde vemos que empresas, empreendedores e organizações conseguiram implementar mudanças que trouxeram grandes frutos, foram mudanças que surgiram após algum tipo de fracasso que ocorreu na própria organização ou com algum player do mercado, ou seja, na maioria das vezes, o resultado não tão bom é essencial para o aprendizado.

2 – Gerar conexão e pertencimento

Não preciso nem dizer que nós, humanos, somos uma espécie altamente sociável. Claro que uns mais, outros menos, mas afirmo com convicção que nascemos com a necessidade básica de pertencer aos mais diversos grupos sociais, seja no seu ambiente de trabalho, familiar, onde pratica algum hobby ou em qualquer outro lugar.

E onde você, como líder, consegue imaginar que pode potencializar seus resultados sabendo dessa informação?

Líderes que se comunicam abertamente, com frequência e que conseguem, de alguma maneira, criar sentimentos positivos em sua equipe conseguem construir uma base muito forte para a conexão e a interação entre seus colaboradores.

Sabemos hoje, através de estudos liderados pela Psicologia Positiva, que um profissional satisfeito e feliz pode render até 40% mais em seu trabalho e, se ele tiver um grande amigo dentro do ambiente de trabalho, pode render até 30% mais, ou seja, é cientificamente comprovado que gerar conexão e um senso de pertencimento na sua equipe irá alavancar seus resultados.

Dica de ouro:

Identifique de maneira singular que medidas podem ser tomadas para estabelecer conexão, como por exemplo:
• Sorrir
• Chamar a pessoa pelo nome
• Lembrar de seus interesses
• Perguntar sobre os membros de sua família

E se por acaso você é líder de uma equipe muito grande, e não consiga ter um contato diário com todos, foque sua atenção nos formadores de opinião, que serão seus embaixadores quando precisar desenvolver algum novo projeto ou mudança estratégica.

3 – Senso de ética e clareza

Nossa terceira competência combina dois atributos que costumo ouvir muito quando estou aplicando algum treinamento dentro das organizações. Liderados exigem ética de seus líderes, assim como a comunicação de expectativas e cobranças de forma clara e objetiva.

Juntas, essas competências têm a capacidade de criar um ambiente seguro e de alta confiança para todos. Afinal, a equipe é o reflexo do seu líder, não é verdade?

Portanto, se você conseguir manter seus padrões éticos claros, e comunicar suas metas e exigências de maneira objetiva, tenha certeza que seus colaboradores sentirão a confiança necessária para honrar todas as regras durante o processo.

4 – Inteligência emocional

Existe uma teoria, do escritor americano Stephen Covey, que vai de encontro ao que hoje chamamos de Inteligência Emocional.

Covey deu o nome de 90/10 para essa teoria. Ela nos ensina, basicamente, que 10% do que acontece com todos no decorrer de suas vidas realmente são obra do acaso ou do destino, mas que 90% de tudo o que acontece com cada um está diretamente relacionado às atitudes e aos comportamentos que temos quando somos impactados pelos 10% que não temos controle.

Ou seja, temos um alto nível de responsabilidade em relação a tudo o que acontece conosco. Trazendo isso para o ambiente de trabalho, quero te fazer algumas perguntas:

Alguma vez você já tomou alguma decisão precipitada por estar desequilibrado? Suponhamos que algo que te marcou de forma negativa no passado acontecesse novamente agora, você teria uma reação diferente? Qual seria essa reação?

O que estou tentando te dizer é o seguinte: você não tem como controlar todos os problemas que acontecem com você, mas pode, de maneira consciente, melhorar a maneira como reage a eles.

Ter sabedoria e autonomia, mesmo que de forma parcial, sobre seus sentimentos faz parte do processo de amadurecimento da inteligência emocional e, com toda certeza, isso te ajudará a potencializar seus resultados.

5 – Comprometimento e Execução

Eu diria que é praticamente impossível uma pessoa que deixa tarefas para a última hora e não consegue pensar nos resultados chegar ao topo em sua carreira. Muitas vezes, é extremamente complicado manter seu desempenho consistente, porque isso exige clareza total e absoluta sobre seus objetivos, o que para muitos é extremamente difícil.

Posso te afirmar que uma maneira de facilitar esse processo é justamente quando você enxerga no trabalho, na sua função, um meio para atingir um fim que te dê prazer e satisfação, e assim é mais fácil ter comprometimento. Se você não está cumprindo seus prazos com a eficiência e a rapidez que são necessárias, reavalie o que te impede de se envolver com aquela tarefa de maneira mais profunda e consistente.

Aplique o mesmo comprometimento para tudo na vida. Não se atrase para encontros e cumpra sua palavra, fazendo disso um hábito regular em sua vida. Como qualquer hábito, o senso de urgência funciona melhor quando entra na rotina de maneira natural.

6 – Relacionamento e Networking

Saber trabalhar em equipe, em busca de um objetivo comum, é requisito básico, não importa a sua posição atual. Se você não faz ideia de como o que você fala pode ser recebido pelos outros, tenho uma notícia para te dar: com certeza, isso é um é mau sinal para o bom desenvolvimento da sua carreira.

Quem tem uma boa capacidade de relacionamento não faz discriminação e trata todos os membros da organização do mesmo modo, do estagiário ao presidente, mantendo uma relação de respeito, atenção e empatia. Se você não está convencido sobre isso, pense também que as posições podem rapidamente se inverter, pois vivemos em um mercado altamente dinâmico. É de suma importância perceber o impacto que suas ações e seus comportamentos causam nas pessoas, e não buscar somente que o seu desejo prevaleça a todo momento.

Networking não está ligado diretamente a quantas pessoas estratégicas você conhece ou se coleciona cartões, mas quantas dessas pessoas reconhecem em você um profissional que realmente pode fazer a diferença.

7 – Propósito e Missão

Em qualquer área de atuação, é de suma importância ter clareza do que a equipe está buscando, entender com perfeição e de forma detalhada qual é o resultado ideal que estão buscando é muito importante para elevar os níveis de engajamento da empresa.

Podemos imaginar que a empresa é um barco e que cada colaborador pode pegar seu remo e forçar para que a embarcação vá para um lado diferente. Portanto, a função de um líder de sucesso é fazer com que todos entendam a missão e qual é o resultado que todos devem alcançar, fazendo com que todos remem para o mesmo lado.

Vinicius Lopes, Treinador Comportamental e formado em Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Pós-graduado em Psicologia Positiva e Master Coach certificado pelo Instituto Brasileiro de Coaching. Conta com diversas formações na área comercial, técnicas de negociação avançada e PNL.

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Não basta aprender, é preciso fazer da prática um hábito

Na maioria das organizações, uma das habilidades mais requisitadas do século XXI é a aprendizagem. Com as tecnologias evoluindo cada vez mais rápido e mudando as condições de negócios, os funcionários devem permanecer no modo de aprendizado para que suas habilidades não fiquem engessadas.

Devido a isso, é importante para o crescimento das empresas ter uma liderança que se preocupe em incentivar seu colaborador a sempre aprender novas técnicas e habilidades, oferecendo cursos, treinamentos ou até algumas especializações, a fim de aprimorar as competências e o conhecimento geral de sua equipe, além de transformá-la em um time de alta performance. Entretanto, muitas vezes, o que falta é tempo, disposição e espaço para colocar em prática todo o conhecimento que você absorve no seu dia a dia.

Por isso, tornar a execução dos processos um hábito dentro das tarefas do seu cotidiano pode ajudar tanto você quanto sua equipe a alcançar o progresso desejado.

Fazer da prática um hábito leva à perfeição e traz bons resultados

Durante toda a nossa vida, estamos cercados de conhecimento, seja quando lemos um livro, vemos um filme, assistimos a uma peça de teatro ou nos matriculamos em algum curso. Porém, com tanto conhecimento acessível ao nosso redor ultimamente – devido à Era da Informação, onde somos o tempo todo bombardeados com novas informações e aprendizados –, muitas vezes não encontramos maneiras de aproveitar essa enorme quantidade de conhecimento por completo. Contudo, alguns estudos afirmam que a melhor forma de absorver um aprendizado é colocando-o em prática.

Segundo Eduardo Tevah, Diretor-presidente da DE Consultores Associados do Sul do pais, “Estamos vivendo um momento diferente, em que já se deixou para trás a “Era da Informação”. “Hoje estamos no que se pode classificar como a Era da Atitude. Vive-se uma época da hipercompetição, onde existe muito de tudo. Muitos profissionais, muitos médicos, muitos enfermeiros, muitos gerentes, muitos advogados, muitas lojas, muitas indústrias, e por isso o que faz a diferença em relação ao mercado não é mais o conhecimento, é a atitude.”

Ele ainda afirma que conhecimento hoje todos têm, e se não tiver basta digitar na internet que a resposta surge em segundos. “Mas a atitude é atributo de poucos, e o mercado está buscando e remunerando atitudes, encerra.”

Quando aprendemos uma nova habilidade, seja na área de programação ou até em um jogo de xadrez, estamos mudando a forma como nosso cérebro se comporta. No início, a nova habilidade pode parecer rígida e desajeitada. Mas, à medida que praticamos, fica mais suave, natural e confortável para que assimile essa nova informação. Por isso, praticar o que aprendeu ajuda o cérebro a otimizar esse conjunto de atividades coordenadas, através de um processo chamado mielinização.

Mas, colocar em prática todo conhecimento e informação que você consome diariamente precisa se tornar um hábito, mesmo que hábitos sejam difíceis de mudar ou desenvolver. De acordo com pesquisadores da Duke University, os hábitos são responsáveis por cerca de 40% do nosso comportamento em um determinado dia. Entender como construir novos hábitos (e como os seus atuais funcionam) é essencial para progredir e alcançar o sucesso.

Apesar de parecer um desafio, o especialista em hábitos, James Clear, também autor do livro Atomic Habits: Pequenas Mudanças, Notáveis Resultados, aponta que é preciso apenas um aumento de 1% a cada dia para obter uma melhoria de 37x até o final do ano. Ele afirma: “Hábitos são o interesse composto do auto aperfeiçoamento, você é o que você repete”.

Como implementar sua aprendizagem dentro da organização

Mesmo que você se comprometa a executar todo o aprendizado que obteve e fazer disso um hábito, é normal encontrar dificuldade no início. Por isso, um grupo de especialistas em coaching da Revista Forbes listou algumas estratégias que podem ajudar nesse processo de aprendizagem:

1. Identifique seus principais pontos fortes: para aplicar o que você aprendeu em etapas práticas, é importante começar pelos seus pontos fortes. Todos nós temos nossos pontos fortes que ajudam a completar nossas tarefas com satisfação e excelência.

2. Tenha um parceiro de feedback: dois componentes essenciais e eficazes de aprendizado são a responsabilidade e o feedback para garantir que todo o conhecimento esteja sendo implementado. Compartilhar suas metas de aprendizagem e escutar os que os outros têm a dizer pode ajudar no seu progresso e de sua equipe.

3. Descobrir o seu ‘porquê’: antes de aprender, deve-se perguntar: “Qual é o problema atual que estou tentando resolver através do meu aprendizado? Qual é o ‘porquê’ por trás do que preciso aprender?” Qualquer aprendizado não se traduz em ação sem uma grande necessidade.

4. Crie métricas para aprender: uma nova habilidade não é nada enquanto não for implementada na sua rotina. Por isso, crie sua própria métrica para incorporá-la em seus hábitos.

5. Estabelecer um plano de ação e rever seus objetivos: você deve estabelecer um plano de ação para criar hábitos. Nada jamais se tornará parte de quem somos até que se torne parte da nossa rotina diária.

6. Preste atenção às mudanças no seu comportamento: à medida que você aprende, não importa o que seja, como você implementa os pontos altos do que aprendeu? Você os coloca em prática? Isso sempre leva a uma mudança no comportamento, seja ela positiva ou negativa.

Portanto, para obter melhores resultados em sua organização e em sua equipe é preciso criar meios de colocar sempre todos os aprendizados em prática, e fazer desse comportamento um hábito!

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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3 aprendizados valiosos sobre empreendedorismo com o filme “Um senhor estagiário”

Robert de Niro é conhecido por filmes como “Táxi Driver” e “O poderoso chefão”, quando interpretava mafioso, gângster ou qualquer personagem que carregasse uma cara meio amarrada.

Agora que atingiu a senioridade, fica meio difícil — ainda que não impossível — interpretar papéis sisudos com esse jeitinho de avô fofo que os cabelos brancos lhe proporcionaram.

É justamente nesse estilo que ele interpreta o avô Ben Whittaker: viúvo de 70 anos, cansado do estilo de vida sem graça que a aposentadoria lhe trouxe, que procura meios de ainda se sentir útil. E qual a melhor maneira que ele escolhe para fazer isso? Tornando-se estagiário!

Contratado num programa de estágio sênior por Jules Ostin, interpretada por Anne Hathaway, Ben espera não só aprender coisas novas, assim como também poder passar sua experiência para os jovens que estão à frente dos negócios atuais.

A partir disso, o filme mostra o dia a dia da startup comandada por Jules e os desafios que ambos enfrentam nesse ambiente cheio de inovação. As duas personagens têm personalidades bem diferentes, mas lutam pelo crescimento da empresa. Veja algumas dicas valiosas que você pode aprender com “Um senhor estagiário”!

1ª – Sempre há algo novo para aprender com os outros

Independentemente da faixa etária, muitos líderes acabam tendo o pensamento de que, porque ocuparam cargo de gerência, precisam saber de tudo. Hoje, muitas empresas já lutam para mudar esse mindset.

[Cuidado! Spoiler à frente] Você pode perceber como esse comportamento fica bem claro no filme, com uma cena em que Jules se permite conhecer melhor Ben e percebe que, apesar de conservador, a experiência dele com vendas pode ajudar mais no negócio do que ela imaginava.

2ª – Celebre suas conquistas com sua equipe

Nem todas as organizações têm o hábito de celebrar suas conquistas com festa e agitação. Mas isso pode fazer uma diferença e tanto em sua equipe, além de contribuir para que cada colaborador se sinta parte importante dessa vitória.

No filme, há um sino no centro do escritório justamente com esse objetivo, ele é tocado para celebrar qualquer meta atingida, mesmo que seja apenas um número recorde de likes no Instagram. #Comemorepequenasvitórias

3ª – Estar sempre ocupado nem sempre é sinal de eficiência

Jules vive uma rotina estressante, cheia de compromissos, ela não consegue nem dormir, nem se alimentar direito e muito menos ter tempo para a família.

Esse é outro hábito de liderança que tem ficado para trás, principalmente, com o surgimento da nova geração de líderes que prezam maior qualidade de vida, além de terem uma perspectiva de que longas jornadas de trabalho não são garantia de bons resultados.

Agora você pode aproveitar o fim de semana para assistir ao filme em boa companhia!

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