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Vinte&Um livros para 2021 desafios

O ano de 2020 será lembrado como um enorme obstáculo que todos tivemos que enfrentar de surpresa. 2021 já dá pistas de que algumas incertezas permanecerão, mas estamos melhor preparados para os desafios.

Prever qualquer coisa tornou-se quase impossível, e os líderes precisarão estar atentos aos movimentos dos negócios e, principalmente, de suas equipes. A leitura é uma atividade que, além de prazerosa, pode antecipar cenários e afiar suas percepções empresariais para os desafios de amanhã.

Pensando nisso, selecionamos 21 livros que vão enriquecer seu repertório emocional, racional e empreendedor.

“Tarzan Economics: Eight Principles for Pivoting Through Disruption – Will Page (2021)
A sobrevivência a longo prazo nos negócios tem tudo a ver com a adaptação às mudanças. Em “Tarzan Economics”, Will Page, economista-chefe do Spotify, examina oito princípios essenciais para ajudar as empresas a mudar e prosperar durante as interrupções que alteram o jogo.

“The Cult of We: WeWork, Adam Neumann, and the Great Startup Delusion” – Eliot Brown e Maureen Farrell (2021)
Em “The Cult of We”, os repórteres do Wall Street Journal, Eliot Brown e Maureen Farrell, detalham a história interna da WeWork e de seu fundador, Adam Neumann. A ascensão e destruição da WeWork foram alimentadas por personagens díspares em um sistema financeiro cego para seus riscos, incluindo líderes na J.P. Morgan e Goldman Sachs. Por que alguns dos maiores nomes do setor bancário e de capital de risco compraram a propaganda, e o que o futuro reserva para os unicórnios do Vale do Silício?

“Out of Office: The Big Problem and Bigger Promise of Working from Home” – Charlie Warzel e Anne Helen Petersen (2021)
A pandemia inaugurou uma era em que acordos flexíveis de trabalho são possíveis. “Out of Office” combina reportagens inovadoras e as experiências em primeira pessoa dos autores depois que eles decidiram trocar o escritório de Nova York por Montana. O livro descreve o caminho em direção a um novo tipo de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal que pode melhorar nossas vidas e fortalecer nossas comunidades.

“Leadership in Turbulent Times” – Doris Kearns Goodwin (2019)
Esta é uma leitura obrigatória para empreendedores de qualquer ano, mas especialmente 2021. Goodwin explora se líderes nascem ou são feitos e o impacto da adversidade no crescimento da liderança. Ela estuda as experiências dos presidentes dos EUA Abraham Lincoln, Theodore Roosevelt, Franklin D. Roosevelt e Lyndon B. Johnson para dar lições sobre como acolher opiniões opostas e angariar apoio em torno de estratégias alvos.

Uma lição do presidente Lincoln particularmente interessante: todos nós precisamos encontrar tempo e espaço para pensar. Aconteceu muita coisa este ano. Os empreendedores precisam ter certeza de que estão encontrando tempo para pensar sobre o cenário mais amplo, os desafios que precisam resolver e como fazer para que as equipes trabalhem melhor em conjunto. O tempo é incrivelmente valioso, então não se engane. Bloqueie o tempo na sua agenda, dê uma caminhada e tome um pouco de ar fresco. Certifique-se de ter tempo e espaço para pensar.

“Dear Chairman: Boardroom Battles and the Rise of Shareholder Activism” – Jeff Gramm (2016)
Para fundadores de startups com sonhos de abrir o capital, “Dear Chairman” é uma leitura obrigatória. Jeff Gramm mergulha na história das batalhas nas salas de reuniões e no aumento do ativismo dos acionistas no século passado, lembrando aos leitores que os investidores e a administração nem sempre estão alinhados.

Por meio de mergulhos profundos em conflitos cruciais da diretoria nos últimos 100 anos, Gramm fornece uma visão essencial para empresários emergentes sobre como lidar com esses conflitos.

“Digital Body Language: How to Build Trust and Connection, No Matter the Distance – Erica Dhawan (2021)
Dhawan decodifica os novos sinais e pistas que substituíram a linguagem corporal tradicional. O livro ensina a lidar com mal-entendidos diários no mundo atual do trabalho remoto, desde grandes conferências e videoconferências até e-mails diários, textos, mensagens instantâneas e chamadas telefônicas.

“You Are What You Risk: The New Art and Science of Navigating an Uncertain World” – Michele Wucker (2021)
Em “You Are What You Risk”, Wucker examina por que evitamos o risco, quando devemos aceitá-lo e como podemos reformular nosso relacionamento com a incerteza e a oportunidade de viver uma vida mais produtiva. Uma oportunidade literária de obter insights, ferramentas e estratégias para fazer melhores escolhas sobre riscos grandes e pequenos.

“Born Standing Up” – Steve Martin (2007)
Quando pensamos em pessoas que incorporam o espírito empreendedor, comediantes e atores normalmente não vêm à mente. Mas em “Born Standing Up”, Steve Martin prova ser um empresário por completo. Em sua autobiografia, Martin conta a história de como ele entrou, e depois saiu, no ramo do stand-up comedy. Começando com seu primeiro emprego na Disney aos dez anos, Martin mostra como ele cresceu sua carreira de shows de mágica em pequena escala para se tornar um dos comediantes mais icônicos da história recente.


Os fundadores de startups podem aprender muito com a jornada de Martin na comédia. Ao longo do livro, você percebe que as chaves para seu sucesso foram um compromisso constante com a excelência, originalidade inabalável e, mais importante, a autoconsciência para saber quando era hora de ir embora.

Inventor Confidential: The Honest Guide to Profitable Inventing– Warren Tuttle e Jeffrey A. Mangus (2021)
Se você tem uma grande ideia ou invenção e deseja monetizá-la, “Inventor Confidential” traz pistas de onde gastar seu dinheiro para maximizar suas chances de sucesso. O livro auxilia na construção de uma visão ampla dos desafios, os sinais de alerta, o protocolo de desenvolvimento e as etapas para chegar ao mercado.

Rethinking Users: The Design Guide to User Ecosystem Thinking – Michael Youngblood, Benjamin J. Chesluk, e Nadeem Haidary (2021)
As noções de relações diretas entre pessoas e produtos não são mais válidas. “Rethinking Users” apresenta uma nova abordagem para entender a natureza da experiência do usuário com um baralho de cartões de persona do usuário e atividades de equipe passo a passo para desbloquear um novo pensamento centrado no usuário.

“Unsliced: How to Stay Whole in the Pizzeria Industry” – Mike Bausch (2020)
Ok, então seu negócio pode não ter muitas semelhanças óbvias com uma pizzaria. Mike Bausch está aqui para mostrar aos empresários leitores que as lições que ele aprendeu vão muito além da cozinha. “Unsliced” analisa como o ambiente acelerado e de alto risco de uma pizzaria é uma excelente metáfora para o mundo dos negócios hoje, ensinando alguns insights importantes que todos os empresários independentes devem saber.

“Love is Free. Guac is Extra.: How Vulnerability, Curiosity, and Empowerment Built An Unstoppable Team” – Monty Moran (2020)
O título provavelmente mostra tudo aqui: Monty Moran fez seu nome como o co-CEO que levou o Chipotle de alguns restaurantes regionais a um fenômeno internacional e em um estilo totalmente seu. O livro detalha a imensa quantidade de cuidado necessária para alcançar essa façanha, começando com as mais de 20.000 conversas que Moran teve com funcionários da Chipotle para ter uma ideia de como a cultura da empresa deveria ser. Ele pode não ser um CEO convencional, mas é exatamente por isso que seu livro é uma leitura obrigatória para os empreendedores de 2021.

“Game of Sales: Lessons Learned Working at Adobe, Amazon, Google, and IBM” – David Perry (2020)
O currículo de David Perry fala por si. Se carreiras em quatro das empresas de tecnologia mais bem-sucedidas do mundo não qualificam alguém para compartilhar sua experiência, nada qualificará! “Game of Sales” explica como as vendas não são um fenômeno mágico, mas um jogo para ser jogado por aqueles que estão mais bem equipados para jogá-lo. Nenhuma empresa sobreviverá em 2021 sem um forte portfólio de vendas, e este livro é uma boa maneira de começar a construir um.

“Pinot Rocks: A Winding Journey Through Intense Elegance” – Michael Browne (2020)
Seguir sua paixão, viver seus sonhos e escolher aventuras são elementos-chave do bom empreendedorismo, e todas as coisas nas quais o autor Michael Browne é um verdadeiro especialista. “Pinot Rocks” é uma parte memoir de uma vida decadente e outra parte um guia genuíno para tornar sua vida o que você quiser que seja. Não são pautas que todos os empreendedores poderiam fazer uma atualização para esse ano?

“Trustworthy: How the Smartest Brands Beat Cynicism and Bridge the Trust Gap” – Margot Bloomstein (2021)
Os profissionais de marketing precisam de uma nova estratégia nesta era cínica para inspirar confiança e ajudar os consumidores a tomarem decisões seguras. Essa dinâmica alimenta uma ampla gama de organizações de alto desempenho, incluindo Airbnb, Zoom, o Federal Bureau of Investigation dos EUA, conferências TED e The New York Times. Em “Trustworthy”, Margot Bloomstein mostra como empregar táticas concretas para ajudar sua marca a ganhar confiança, respeito, lealdade e levar seu público do cinismo à esperança.

“Assemble the Tribe: Believe in Your Value. Find Belonging. Be Different” – Leah J M Dean (2020)
Não há maneira fácil de ser uma mulher empreendedora, e ninguém sabe disso melhor do que Leah J M Dean. “Assemble the Tribe” é um grito de guerra para cada mulher que já se sentiu isolada, derrotada ou desassistida no mundo dos negócios. Criar fortes alianças empreendedoras será a chave para permanecer resiliente no futuro, e este livro ajudará nisso.

“Skip the Line: The 10,000 Experiments Rule and Other Surprising Advice for Reaching Your Goals – James Altucher (2021)
Em “Skip the Line”, o empresário James Altucher oferece uma nova mentalidade e várias técnicas para perseguir suas paixões e realizar seus sonhos. O livro propõe maneiras de deixar que seus interesses guiem seu aprendizado, tempo e recursos; alterando sua visão de mudanças e crises.

“Working Backwards: Insights, Stories, and Secrets from Inside Amazon” – Colin Bryar e Bill Carr (2021)
De autoria de dois ex-executivos seniores da Amazon, “Working Backwards” é uma visão interna dos princípios e práticas que impulsionam o império da Amazon. Os autores detalham todas as 14 regras de liderança da gigante norte-americana e revelam como elas direcionam a tomada de decisões em todos os níveis.

“The Art of Selling Your Business: Winning Strategies & Secret Hacks for Exiting on Top” – John Warrillow (2021)
O apresentador do podcast “Built to Sell Radio”, John Warrillow completa sua trilogia sobre a construção de uma empresa com “The Art of Selling Your Business”. Com base em entrevistas com centenas de empreendedores, este guia prático o ajudará a avaliar seu negócio, determinar o melhor momento para vender, criar uma guerra de lances, posicionar sua empresa para atrair compradores, maximizar um preço e aperfeiçoar sua negociação.

“The Introvert’s Edge to Networking” – Matthew Pollard (2021)
Você não precisa ser um auto-promotor implacável para ser um networker de sucesso. Em “The Introvert’s Edge to Networking”, Matthew Pollard mostra que os introvertidos são os melhores networkers quando armados com um plano que os permite ser autênticos. Baseando-se em mais de uma década de pesquisa e exemplos de trabalho real, este guia fornece um projeto prático para redes introvertidas.

“The Five Tool Negotiator: The Complete Guide to Bargaining Success” – Russell Korobkin (2021)
“The Five Tool Negotiator” é um guia para qualquer pessoa ansiosa melhorar suas habilidades de negociação, em cinco tópicos que todos nós podemos utilizar: Análise da Zona de Negociação, Persuasão, Projeto de Negociação, Poder e Normas de Equidade. Domínio das habilidades críticas de negociação para todos os níveis de uma transação.

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A influência sem precedentes dos diretores de Recursos Humanos

Segundo um robusto relatório da PWC que traz os principais insights para a área de Recursos Humanos em 2021, os CHROs (Chief Human Resources Officers) estão assumindo um papel sem precedentes: o de bússola moral das organizações. Os diretores dessa área estão liderando as empresas nas questões mais urgentes do dia, desde abordar a segurança e a qualificação dos funcionários até a resolução de questões complexas como saúde mental e intolerância racial. Com as organizações enfrentando novos desafios, incluindo uma onda crescente de infecções por COVID-19, os heads de RH precisarão estar em sintonia com os líderes de outras unidades de negócios. E isso pode não ser fácil.

Para que avancem em sua agenda de pessoal e para que os líderes de negócios acelerem a recuperação da organização, precisarão trabalhar coletivamente as expectativas e prioridades. Os diretores de Recursos Humanos têm a oportunidade de alavancar essa influência recém-descoberta dentro das organizações para se tornarem parceiros estratégicos e ajudarem outros líderes a entenderem as necessidades e desejos da força de trabalho. Eles também precisarão de líderes em toda a organização para lidar com as necessidades imediatas, como abordar a saúde mental e praticar a liderança inclusiva para unir uma força de trabalho dividida, enquanto também se preparam para desafios de longo prazo, como mudanças de políticas e gerenciamento de um local de trabalho híbrido.

Principais descobertas
108 diretores de Recursos Humanos da Fortune 1000 (lista anual da Revista Fortune com as mil maiores corporações dos Estados Unidos por receita total em seus respectivos anos fiscais), juntamente com outros executivos C-Level, opinaram sobre questões relacionadas a políticas na PwC Pulse, realizada em novembro de 2020.

Na pesquisa, os líderes de RH também compartilharam suas perspectivas sobre outras questões importantes, incluindo o bem-estar dos funcionários, qualificação e uma ambiciosa agenda para 2021. E trazemos os principais pontos abaixo:

Os maiores desafios para os diretores de Recursos Humanos em 2021: saúde mental e injustiça racial
O surto de COVID-19. Uma economia instável. Agitação social no enfrentamento do racismo sistêmico. Eleições. Esses fatores de estresse – e dezenas de outros que surgiram em 2020 – estão afetando a força de trabalho, minando a produtividade e deixando os funcionários tensos e ansiosos. A pesquisa Workforce Pulse de novembro descobriu que a capacidade de ser produtivo e fazer o melhor trabalho foi afetada por fatores como sentir-se fisicamente inseguro no trabalho devido ao COVID-19, falta de inclusão, estresse e ansiedade.

Essas são questões delicadas, mas os CHROs reconhecem que enfrentá-las é importante para a sociedade e também fundamental para os negócios. Por exemplo, 36% dos CHROs veem as questões relacionadas à desigualdade racial e justiça social como a principal preocupação com relação à operação no ambiente de negócios atual. Para avançar em direção à igualdade racial, os executivos planejam aumentar a diversidade e o treinamento de inclusão para os funcionários (52%) e criar novas oportunidades para que os colaboradores conversem sobre questões sociais difíceis (41%). Além disso, 71% também planeja fazer mudanças em seus relatórios de capital humano, como igualdade de remuneração.

Para abordar o bem-estar dos funcionários, 84% dos CHROs planejam implantar suporte adicional para a saúde mental – algo que os funcionários consideram crítico. Embora a grande maioria dos CFOs (84%) diga que sua empresa está lidando com a saúde mental com sucesso, os funcionários discordam. A pesquisa Workforce Pulse descobriu que apenas 31% dos funcionários concordam plenamente que sua empresa abordou com sucesso o bem-estar dos funcionários, incluindo saúde mental.

Há uma urgência clara para que os CHROs ajudem outros líderes a compreender o estresse que os funcionários estão enfrentando enquanto navegam no trabalho e na vida durante uma pandemia e como isso pode estar afetando sua produtividade, motivação e moral. Compartilhar dados de opinião dos funcionários pode ajudar a ilustrar o problema e dar aos líderes mais informações sobre o que os funcionários precisam e como os líderes podem ajudar a fornecer mais suporte.

Confiantes sobre as perspectivas de crescimento, os heads de RH planejam acelerar a qualificação
Há otimismo entre os executivos de Recursos Humanos, segundo a pesquisa. O sentimento vem das expectativas quanto às fontes de crescimento que são significativas para as empresas, incluindo crescimento orgânico no mercado doméstico (63%), novos produtos e serviços (57%) e mercados internacionais (56%). Eles também parecem confiantes na criação de empregos, refletida pelos 76% dos CHROs que já estão planejando a competição por talentos à medida que a recuperação econômica aparece.

Como parte da agenda de crescimento, é fundamental que os diretores de Recursos Humanos tenham planos em vigor para melhorar as habilidades dos funcionários, desenvolver novas habilidades e requalificar os funcionários conforme os empregos e a tecnologia mudam. Mais da metade (58%) dos CHROs dizem que planejam implementar iniciativas de qualificação na ausência ou atraso de um estímulo econômico federal para indivíduos; outros 33% estão considerando um plano de melhoria de qualificação ou têm um plano em vigor, mas ainda não o iniciaram.

Além disso, à medida que as empresas continuam a acelerar suas transformações digitais e os setores reinventam a forma como fazem negócios com base nas preferências do consumidor e normas sociais, elas precisarão contratar, integrar, requalificar e reconectar funcionários. Os CHROs precisarão permanecer alinhados com outros líderes de negócios na estratégia da força de trabalho.

Os líderes de RH também terão que se reconciliar com outros líderes no nível certo de alocação de recursos para a força de trabalho. Cerca de metade dos CFOs (52%) espera alterar as alocações de recursos para investimentos na força de trabalho em 2021. Mas muito mais – 79% – dos CHROs esperam um aumento. Isso pode ser porque antecipam mudanças significativas nas necessidades da força de trabalho, como benefícios adicionais (como suporte de saúde mental), ou porque preveem mais contratações.

Há uma desconexão entre as necessidades e desejos dos CHROs por recursos e o que a organização será capaz de financiar ao priorizar todas as necessidades de negócios em um ambiente restrito. Os executivos de RH precisarão reconciliar as diferenças com os CFOs e o resto do C-suite.

Ainda há trabalho a ser feito para resolver a questão da segurança dos funcionários
As preocupações de que uma onda crescente de infecções por COVID-19 possa fechar empresas está no topo da lista de preocupações tanto dos CHROs quanto de outros líderes. Mas enquanto esses líderes estão confiantes de que podem manter os funcionários seguros, seja porque eles modificaram o layout de seu local de trabalho físico para permitir o distanciamento social ou por causa de outras medidas, os funcionários não concordam. Apenas 19% dos CHROs dizem estar preocupados com a falta de confiança dos funcionários em sua capacidade de mantê-los seguros, mas quase metade dos funcionários (48%) dizem que se sentem forçados a sacrificar sua segurança pessoal para permanecer empregados, de acordo com a Workforce Pulse Survey.

Os heads de RH podem ajudar a lidar com os temores dos funcionários, aumentando a comunicação sobre o que a empresa está fazendo para ajudar a proteger as pessoas. Medidas como apenas trazer pessoas para o escritório seletivamente e implementar protocolos claros de saúde e segurança também podem ajudar. Além disso, é importante tentar entender as limitações individuais de saúde das pessoas, como um funcionário que tem medo de expor um membro da família vulnerável ao vírus, e trabalhar para fazer as acomodações adequadas. Em termos de obtenção de financiamento para fornecer mais suporte, os CHROs precisarão trabalhar com os CFOs e outros líderes para ajudá-los a compreender a urgência e o sentimento dos funcionários que impulsionam a necessidade de suporte adicional aos funcionários.

Os líderes de RH estarão no centro do planejamento de retorno ao escritório e da criação de uma atmosfera de trabalho híbrida. Eles também serão uma parte fundamental para ajudar outros líderes a definir a necessidade de um futuro imobiliário, embora as empresas pareçam divididas sobre o que isso pode parecer a longo prazo. Enquanto 7% dos diretores de operações (COOs) disseram esperar que o espaço total de seus escritórios diminua em pelo menos 25% nos próximos três anos, 5% dizem que esperam um aumento de pelo menos 25%.

Os CHROs estão preparados para desempenhar um papel maior na abordagem dos problemas sociais
Os heads de Recursos Humanos parecem prontos para assumir a liderança na ajuda a resolver os problemas da força de trabalho mais do que suas próprias organizações.

A experiência e o conhecimento adquiridos ao ajudar a liderar questões como bem-estar, moral, produtividade, proteção de empregos, qualificação e outras questões colocam os líderes de RH em um papel primordial para ajudar a influenciar os legisladores e trabalhar com eles em soluções sustentáveis ​​para o país. Isso inclui abordar questões como o desenvolvimento de habilidades e mobilidade, créditos fiscais, requalificação, desenvolvimento da força de trabalho e estímulo para proteger empregos.

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Blog Estratégia & execução

O legado de 2020 (e como se preparar para 2021)

O ano de 2020 foi cheio de desafios e antecipação de diversas tendências tecnológicas para as empresas e para seus colaboradores. Sem dúvida, um dos anos mais atípicos dos últimos tempos que finaliza sem que nos deixe com saudades, mas repleto de aprendizados e mudança de mindset.

Mas, o que aprendemos com todas essas transformações e como se preparar para a chegada de 2021? Posso garantir, que o papel do líder, sempre tão discutido por especialistas em gestão e RH, mudou para sempre. Assim como a importância da comunicação e a empatia, que com certeza foram as habilidades mais postas à prova e que influenciaram o ritmo das equipes.

O próximo ano será o xeque-mate sobre o papel dos líderes dentro das corporações. 2021 cobrará todos esses novos aprendizados e tendências apresentadas em 2020. O trabalho com equipes multidisciplinares, autonomia, gestão transparente e feedbacks, serão palavras de ordem no próximo ano. A partir de agora, as lideranças precisarão estar mais próximas aos seus times, conhecendo e estimulando as principais habilidades e desafios de cada um. Por isso, o conceito accountability deve estar na ponta da língua dos gestores e empresas.

Empatia é outro conceito que deve permear no ano que vem, mas com certeza deve ser um aprendizado para a vida. O ato de se colocar no lugar do outro e demonstrar interesse genuíno nos anseios do próximo, nunca foi tão discutido. E preocupações em entender as reais necessidades, aflições e angústias foi entendido dentro e fora do ambiente corporativo. Finalizamos esse ano mostrando para as companhias que a vida pessoal dos colaboradores é tão importante e um influenciador potente no desenvolvimento profissional de cada um.

A relação dos colaboradores com o digital também sofreu profundas mudanças. Está mais claro do que nunca que só entender as funções básicas não é mais possível. As pessoas foram obrigadas a entender como a tecnologia influencia as relações e como ela pode ser uma ferramenta poderosa no desenvolvimento e crescimento tanto de pessoas como de empresas.

Voltar não será mais possível, e arrisco a dizer que ainda bem que não será. 2020 possibilitou antecipar mudanças que talvez demorariam anos para sair do papel. E, principalmente, nos mostrou que é possível sempre mudar de caminho, seja para frente, para o lado e até mesmo para trás. Talvez esse seja o maior legado deste ano. 2021, ainda é um mistério, mas porque não começar a se preparar agora?

Paulo Lira é coordenador e supervisor acadêmico da HSM University