fbpx
Tempo de leitura: 3 minutos

Depois de um dia de muito aprendizado e oportunidades para solucionar alguns dos maiores problemas do Brasil por meio das tecnologias exponenciais, o segundo dia do SingularityU Brazil Summit teve como principal objetivo mostrar que o país tem muito potencial quando se trata de setores como comida, meio ambiente, finanças e energia.

Para a abertura do último dia do evento, a primeira palestra trouxe uma perspectiva inspiradora sobre o futuro. Jason Silva, futurista e apresentador da série “Brain Games”, declarou que mesmo vivendo num mundo exponencial, nosso pensamento ainda funciona de maneira linear.

Citando o poder da tecnologia e todas as transformações que impactaram o mundo nas últimas décadas, como o smartphone, o sequenciamento genético e a nanotecnologia, Jason Silva instigou o público a expandir a mente por meio da experiência Awe, conhecida também como momentos de uma profunda admiração.
Quando você vive esses momentos de deslumbramento e admiração, sua mente se alonga. É quase como um exercício para o cérebro, essencial para desenvolver as novas habilidades que o futuro irá exigir de nós.

“A tecnologia é um desdobramento da mente”, comentou Jason Silva.

Mas tão importante quanto cuidar da nossa mente é também cuidar da maneira como nos alimentamos. David Hunt – cofundador da Cainthus, empresa que utiliza inteligência artificial na criação de gado –, levantou um questionamento pertinente para os dias de hoje: “Podemos alimentar todas as pessoas do mundo de maneira sustentável e sem estragar o meio ambiente?”.

A crise de alimentos é uma realidade no mundo. Há muita gente morrendo de fome, mas há também muitas pessoas obesas, como é o caso de 15% da população brasileira. Esses dados mostram que o cuidado com o alimento que consumimos é tão importante para o meio ambiente quanto para a nossa saúde. Entretanto, o maior desafio que este setor enfrenta é produzir alimentos nutritivos, que sejam acessíveis, baratos e ainda sustentáveis.

“Os humanos são os únicos animais que produzem coisas que eles não querem reciclar.” – provocou David Hunt.

Apesar das dificuldades, David Hunt acredita que a digitalização das fazendas pode ser um bom começo para revolucionar essa área. O uso de drones e robôs, já utilizado por alguns agricultores ao redor do mundo, pode ajudar – e muito – a reduzir os custos e aumentar a produtividade.
“As fazendas continuam sendo muito caras; com as tecnologias exponenciais, elas podem ficar mais baratas.” – afirmou David Hunt.

Além disso, a inteligência artificial pode ser usada para entender a produção global de agricultura. Segundo Nathana Sharma, professora da Singularity University, a IA pode auxiliar na construção de sistemas capazes de identificar os tipos de plantação que estão sendo produzidos em cada região.

Inovação que mudou o mundo.

Nathana também defende que a IA é a tecnologia que irá mudar o mundo tanto quanto a eletricidade mudou, nas últimas décadas, todas as indústrias. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade Mackenzie, até 2030, a inteligência artificial poderá gerar 13 trilhões de dólares em valor de negócios. “A IA pode desbloquear novos valores e identificar coisas que os humanos não conseguem.” – afirmou Nathana O’Brien Sharma.

É inegável o quanto a inteligência artificial tem transformado vários setores e feito cada vez mais parte do nosso dia a dia. Os varejistas já estão usando IA para gerenciar fluxos de clientes, as redes sociais também fazem uso dessa tecnologia para reconhecer seu rosto através das fotos que você posta. Da saúde à educação, a IA tem auxiliado a tornar os processos mais acessíveis e rápidos. “A IA estará no coração do desenvolvimento de muitas novas tecnologias, no futuro.” – defendeu Nathana O’Brien.

Mas ainda há um receio muito grande que, no futuro, ela seja capaz de substituir algumas profissões. Porém, Nathana acredita que isso seja um mito. Para ela, os humanos ainda têm um papel fundamental em qualquer função, e os avanços tecnológicos são a oportunidade de ajudá-los a trabalhar melhor!

Energia e seu impacto ambiental

Para provar que a tecnologia veio para somar, Augusto Terra, Renata Puchala e Luciana Watari se juntaram numa roda de conversa para falar sobre as inovações da área de energia e comida. Graças às novas tecnologias, hoje é possível criar soluções eficientes e ainda sustentáveis, como é o caso da energia gerada através do hidrogênio que, segundo Luciana Watari, é uma energia mais limpa e que contribui para atingir a meta global de redução de CO2 da atmosfera.
Felipe Braga, que também apresentou o painel sobre energia, defendeu que ela é um dos 10 desafios que precisamos enfrentar nas próximas décadas, e que se não começarmos a nos preocupar com isso agora, iremos sofrer as consequências num futuro bem próximo.
“Hoje, atingimos o maior nível de CO2 na atmosfera e esse efeito é devastador para o planeta! Se a gente continuar produzindo energia da forma como produzimos hoje, nós vamos conhecer o inferno daqui a 20 anos.” – afirmou Felipe.

Para terminar, John Hagel, copresidente do Center for the Edge da Deloitte, deixou o público refletir sobre como a pressão do mundo ágil faz com que a gente esqueça de pensar a longo prazo, e o quanto é importante questionar sobre o que será relevante para o mercado não só daqui a 5 anos, mas principalmente daqui a 20 ou 30 anos.
Além disso, ele insistiu que apesar de vivermos num mundo cada vez mais robótico e digital, olhar para dentro, para nossas emoções, ainda é nossa maior força para lidar com todos esses desafios que o futuro vai nos trazer!

Receba novidades por e-mail.