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Não sou psicóloga, nem administradora, nunca imaginei liderar processos de recrutamento e nem sonhava em realizar grandes projetos de treinamento e desenvolvimento. Caí de paraquedas na área de RH. E não foi uma queda suave. Depois de oito anos dedicados ao “glamour” (e orçamento gordo) do departamento de marketing, assumir a área que ainda é considerada o patinho feio de muitas organizações doeu na alma.

O começo foi difícil, mas descobri um mundo novo, encantador e cheio de oportunidades para profissionais que, assim como eu, vieram de outras áreas e carregam na bagagem três coisas importantíssimas:

  1. Energia para transformar a maneira como as coisas vinham sendo feitas;
  2. Humildade para aprender e se adaptar;
  3. Resiliência para enfrentar as dificuldades e não desistir.

E, mesmo correndo o risco de parecer clichê ou ser simplista demais, resumo em uma única palavra o perfil do líder de RH mais demandado na era digital: o EMPREENDEDOR. Explico.

“Empreendedor é aquele que tira de onde não tem e põe onde não cabe”

Dita por Nizan Guanaes em um evento para empreendedores, essa frase resume bem o papel do líder de RH que realmente deseja transformar a realidade de sua organização. Afinal, quem nunca sofreu com a falta de budget ou resistência do time executivo em mexer em coisas aparentemente simples, como por exemplo uma política de estacionamento? Sendo ele o dono do próprio negócio, o empreendedor não tem a quem culpar caso as coisas não deem certo. E é justamente esse comportamento tão natural de quem empreende, que muitas vezes falta nos profissionais de RH. Até porque, se já há resistência na mudança de uma política, imagina como será:

  • Transformar constantemente a cultura organizacional, acompanhando todas as mudanças do negócio em um mundo VUCA (acrônimo em inglês que significa “vulnerável, incerto, complexo e ambíguo”)?
  • Adotar novas tecnologias para otimizar os subsistemas de RH, impactando a forma de trabalho das lideranças? Big Data, Analytcis, Machine Learning, VR, IoT, entre outras coisas que já são realidade em outras áreas e que agora chegam ao RH para ficar.
  • Adaptar-se para receber as gerações Z, W e outras que virão por aí. As coisas mudam tão rápido, que os “ciclos geracionais” estão cada vez mais curtos e o impacto dentro das organizações ainda é difícil de mensurar.

Torço para que toda essa complexidade (comportamental e tecnológica) do mundo digital faça o líder de RH diariamente tirar de onde não tem e colocar onde não cabe. Assim, com energia, humildade e (muita) resiliência, tenho certeza de que o RH conseguirá se destacar e contribuir de forma cada vez mais relevante dentro das organizações.

E, para quem quiser ampliar essa e outras discussões, deixo aqui um convite. No dia 06 de março de 2018, a HSM realizará o HR Conference, evento que reunirá em São Paulo líderes que buscam catalisar o crescimento de suas empresas ressignificando o papel do RH na era digital.

Te vejo lá?

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia 

Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam. Técnica em nutrição, pós graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Este ano assumi novos desafios na Gesto, uma scale-up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

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