fbpx
Tempo de leitura: 1 minuto

Recentemente, a Netflix lançou em seu catálogo o documentário “Privacidade Hackeada”. O filme mostra os bastidores do escândalo que envolveu a Cambridge Analytica, o Facebook e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.

O caso obteve atenção mundial ao revelar que a empresa britânica utilizava dados pessoais de usuários do Facebook para traçar perfis psicográficos da população americana – e criar anúncios segmentados para grupos de indecisos. Essa prática teria exercido uma influência decisiva na corrida eleitoral americana (e em outros países).

O documentário acompanha a saga de David Carroll, professor da Parsons School of Design, em Nova York, que decide brigar na justiça por seus dados. Ao descobrir que suas informações (junto com a de mais de 50 milhões de usuários) foram utilizadas para influenciar as eleições, ele recorre a lei do Reino Unido para obter seus dados de volta.

A história também segue a jornada de Carole Cadwalladr, jornalista do The Guardian, que investigou e tornou público o escândalo, e da ex-funcionária da Cambridge Analytica, Brittany Kaiser, que compareceu ao parlamento inglês para denunciar todo o esquema.

O saldo final é de conhecimento público: além de perder cerca de US $ 50 bilhões em valor de mercado, o Facebook passou por uma das mais graves crises de imagem de sua história e foi condenado a pagar uma multa de US $ 5 bilhões por expor dados de terceiros.

A pressão da opinião pública levou Mark Zuckerberg a se comprometer com uma série de mudanças na política de privacidade da rede social (os resultados ainda não convenceram boa parte do mercado). A Cambridge Analytica, por sua vez, encerrou seus serviços em maio do ano passado.

Mais do que um alerta aos usuários de plataformas digitais, “Privacidade Hackeada” reforça os perigos de uma afirmação que já se tornou uma máxima do mundo digital: quando o serviço é de graça, os dados do consumidor costumam ser o produto final.

Receba novidades por e-mail.