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Já falamos neste texto sobre o porquê de o país oriental ter conquistado seu espaço no cenário global de negócios. A China e sua ascensão econômica em um período de tempo de 40 anos colocou a nação como uma das potências econômicas mais relevantes do mundo nos últimos tempos. E isso parece ser só o começo!

Depois de muito tempo sendo percebida como o país da imitação, atualmente a China sai na frente quando se trata de inovação em tecnologia, concorrendo de igual para igual com os EUA. A empresa chinesa Huawei chegou a conquistar, no ano passado, a segunda posição em vendas mundiais de smartphones, ultrapassando a Apple.

Entretanto o pioneirismo chinês não é de hoje. Com um impacto imensurável no desenvolvimento da civilização, o filósofo inglês Francis Bacon chegou a escrever como essas invenções transformaram o mundo:

“Impressão, pólvora e bússola: estas três mudaram toda a face e o estado das coisas em todo o mundo; a primeira na literatura, a segunda na guerra, a terceira na navegação; de onde se seguiram inúmeras mudanças, tanto que nenhum império, nenhuma seita, nenhuma estrela parece ter exercido maior poder e influência nos assuntos humanos do que essas descobertas mecânicas.”

Apesar disso, a China, por muitos anos, deixou de investir na área de ciências e tecnologia por ser visto como algo trivial ou restrito a um número limitado de aplicações práticas. Em contrapartida, com a morte do líder Mao Tsé-Tung, em 1976, o país colocou ciência e a tecnologia como uma das Quatro Modernizações, se tornando hoje o maior produtor mundial de artigos científicos.

Segundo o pesquisador Luiz Ricardo Cavalcante, da divisão de estudos setoriais do Ipea, os investimentos chineses em pesquisa e desenvolvimento tecnológico passaram de cerca de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2000 para 1,44% em 2008, aproximadamente U$ 63 bilhões.

Liderança tecnológica Chinesa

Graças ao alto investimento em pesquisas nessa área, o gigante asiático parece ter voltado à disputa pelo título de liderança quando o assunto é inovação e tecnologia. Do uso de inteligência artificial como apresentador de noticiário de TV aos supostos primeiros bebês geneticamente modificados, a sede da China por pioneirismo pode chocar e trazer controvérsias do ponto de vista ético, porém, não deixam de fazer com que ela saia na frente de outros países na área tecnológica.

Prova disso é que, enquanto as principais empresas de tecnologia do mundo então preocupadas em criar o primeiro computador quântico – capaz de quebrar a criptografia que protege as informações digitais e colocando em risco bilhões de dólares gastos em comércio eletrônico – a China está correndo atrás da liderança no desenvolvimento da criptografia quântica, colocando pesquisas quânticas como prioridade no governo.

“A China tem uma estratégia muito deliberada para possuir essa tecnologia. Se acharmos que podemos esperar cinco ou dez anos antes de saltar sobre esta inovação, será tarde demais.” Afirmou Duncan Earl, presidente e diretor de tecnologia da Qubitekk, uma empresa que está explorando a criptografia quântica, ao The New York Times.

Centro de alta tecnologia e inovação

Segundo a Forbes, 5 das 10 empresas mais ricas do mundo de 2018 são chinesas. Além disso, a China tem seu próprio Vale do Silício, com vários polos de inovação espalhados pelas cidades chinesas atraindo empreendedores e startups que estão em busca da última tendência em inovação.

“Muitas vezes, encontro pessoas no Vale do Silício que ainda pensam que tudo o que a China pode fazer é clonar suas ideias, mas isso é contrário. Agora vejo mais empresas ocidentais copiando a China ”, afirma Rui Ma, um investidor que trabalha entre a China e o Vale do Silício, em entrevista à Revista Wired.

Uma das cidades mais importantes do país, Shenzhen, marca as transformações que a China sofreu nos últimos 40 anos. De vila de pescadores, a cidade se transformou em um centro global de manufatura, se tornando um dos principais polos financeiros, culturais e administrativos do governo chinês atual.

Vale destacar que o PIB da cidade – apenas de Shenzhen – em 2017, foi de U$ 338 Bi, maior do que o PIB de países como Irlanda e Dinamarca.

Além disso, a cidade é também sede das maiores empresas de inovação chinesas como Huawei e a gigante da internet Tencent, ganhando o apelido de “Vale do Silício do Hardware”. Sem contar que 90% dos eletrônicos do mundo são fabricados por lá, incluindo televisão e telefones celulares.

Em 2014, o então presidente Barack Obama destacou em um de seus discursos que “a nação que apostar tudo na inovação hoje será o dono da economia mundial de amanhã”.

Olhando para o cenário mundial, parece que ele nunca esteve tão certo!

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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