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Uma técnica utilizada por quem monta quebra-cabeças, daqueles de milhares de peças, é começar encontrando os cantos e as partes retas, que formam as laterais da imagem. É nessa fase que o empreendedor Phil Libin gosta de trabalhar: a tarefa de montar o “miolo” ele deixa para pessoas especializadas em gestão.

Foi por isso que Libin deixou o cargo de CEO da empresa que criou – a Evernote – e decidiu seguir adiante. Empresa que desenvolve aplicativos para a organização no trabalho, que integram celulares, computadores e outros aparelhos para que todas as informações necessárias estejam sempre à mão, a Evernote recebeu cerca de US$ 250 milhões em aportes de capital e associou-se à marcas estratégicas como Telefónica, Moleskine, Samsung e Post-it. Com valuation acima de US$ 1 bilhão em 2012, os aplicativos da Evernote contam hoje com mais de 100 milhões de usuários.

Mas esse empreendedor serial perdeu o interesse pela empresa quando ela começou a crescer. Disposto a começar um novo quebra-cabeças, Phil Libin se tornou sócio da General Catalyst Partners, firma de investimentos que atua no desenvolvimento de startups voltadas a uma segunda onda de aplicativos, os chamados “bots”, diminutivo de robôs. Especialistas garantem que, em pouco tempo, os bots serão capazes de ler e escrever mensagens como um usuário humano. A partir de uma certa programação, eles podem realizar ações automáticas, como encomendar o jantar em um horário determinado ou estabelecer conversas e transações.

Essa é a aposta de Libin: os bots como uma evolução dos aplicativos, especialmente os de mensagens, e como assistentes virtuais, uma evolução da Siri, da Appel. Em alguns casos, são programas que se autoescrevem na hora para responder às perguntas do usuário.

Segundo o site TechCrunch, “a estrutura dos bots, ao lado de mensagens inteligentes, permite a replicação de virtualmente qualquer site ou app na plataforma. Quase qualquer transação ou fluxo de trabalho pode ser mapeado para a estrutura de mensagem”. Uma das vantagens é que os bots aliviam os celulares da quantidade de aplicativos rodando ao mesmo tempo, já que rodam na nuvem. Além disso, enviam uma mensagem quando precisamos saber ou reagir a algo ou, ao contrário, permanecer invisíveis.

Depois de empreender e investir em mais de 40 empresas – tendo começado aos 17 anos – Libin é uma das vozes mais inovadoras do movimento atual de startups. Graduado em Ciências da Computação pela Boston University, hoje ele está interessado em ideias de startups que criam experiências do usuário excepcionais para colocar em prática projetos importantes.

Nota do Editor: Phil Libin é um dos nomes internacionais que estarão presentes na HSM ExpoManagement 2016, que acontece em São Paulo de 7 a 9 de novembro. Para saber mais sobre o evento clique aqui.

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