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Inícios de ano lançam novos ciclos de reflexões sobre o que os próximos meses reservam para nossas vidas, profissões e organizações em que trabalhamos. É fato que muita coisa mudou nos últimos cinco anos, especialmente em nossa economia brasileira que, depois de um tenebroso período de estagnação, demonstra sinais importantes de recuperação, ainda que lentamente.

A perspectiva, portanto, é de mais otimismo, com uma expectativa de crescimento econômico que não víamos desde o biênio 2012-13. De acordo com recentes dados do Caged, em 2019 houve uma variação positiva de 1,68% no saldo de empregos, e tudo nos leva a crer que, em 2020, essa tendência de aumento do número de contratos de trabalho com carteira assinada deve se manter, o que implica em mais processos de recrutamento, seleção, integração e maior necessidade de atrair e, principalmente, reter talentos.

No mais recente estudo realizado pela GOintegro sobre o employee experience na América Latina, vemos que 75% dos líderes de RH consideram entre importante e extremamente importante cuidar da experiência do colaborador. Apesar disso, apenas 33% das empresas têm uma estratégia formal para essa área de trabalho. Quando perguntados especificamente sobre quais benefícios a gestão do “employee experience” promove, os profissionais indicam melhoria da cultura e ambiente de trabalho, aumento do comprometimento dos colaboradores e maior retenção de talentos.

Entretanto, os desafios nesse sentido também são significativos: mais da metade das empresas que participaram do estudo indicam que a falta de orçamento, o pouco compromisso da alta liderança e o desconhecimento do que pode ser feito de maneira concreta as impedem de avançar mais rápido em suas estratégias voltadas à melhorar a experiência dos colaboradores no ambiente de trabalho.

Para 2020, veremos uma onda ainda maior de ações relacionadas ao employee experience, com empresas implementando novos programas, provedores lançando novas ideias e novas tecnologias, e colaboradores também demandando essas ações. Ao mesmo tempo, fica uma lição de casa para os responsáveis por esses programas, que é garantir que as iniciativas tenham alinhamento com os propósitos da organização e dos colaboradores, e garantir constantemente a disseminação de informações e o engajamento da liderança.

Pessoalmente, no início de um novo clclo, costumo fazer um balanço sobre quais são as coisas que quero seguir fazendo no ciclo que se inicia, e quais são aquelas que quero mudar. Como líder, sinto que passamos por alguns anos em que tivemos que transmitir calma, segurança e ter muita resiliência. Para 2020, as empresas que querem aproveitar essa oportunidade de crescimento deverão inspirar seus colaboradores com muita energia, criatividade e incentivo a colaboração, promovendo um ambiente de trabalho de confiança, inclusão e dinamismo. Boa sorte a todos nós!

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