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Nas últimas décadas, neurologistas, psicólogos, sociólogos e publicitários finalmente começaram a entender como os hábitos funcionam – e, o mais importante, como podem ser transformados. Embora isoladamente pareçam ter pouca importância, com o tempo eles têm enorme impacto na nossa saúde, produtividade, estabilidade financeira e felicidade.

Após três anos consecutivos na lista de best-sellers do New York Times, o livro “O Poder do Hábito” tornou-se uma das principais referências sobre o tema. A obra também rendeu ao americano Charles Duhigg o Prêmio Pulitzer de Reportagem Explicativa.

Um dos destaques da HSM Expo 2020, Duhigg ganhou notoriedade mundial ao apresentar uma visão fascinante sobre como somos patologicamente comandados pelos nossos hábitos. Sua linha de pesquisa é orientada por um argumento inovador: a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar bem os filhos, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformar hábitos pode gerar bilhões e significar a diferença entre fracasso e sucesso, vida e morte.

Em tempos nos quais as pessoas atravessam a clausura em prol da sobrevivência — e tocam projetos profissionais e pessoais dentro de suas próprias casas —, o escritor nos dá demonstrações práticas sobre como a adoção consciente de hábitos pode ser determinante para nossos sucessos ou fracassos.

Durante sua passagem pelo HSM Leadership Summit, em 2018, Charles compartilhou que passou os últimos anos de sua carre investigando por que algumas empresas conseguem ser mais produtivas do que outras. Em sua opinião, a resposta pode estar nos hábitos dos colaboradores. Assim, o grande desafio que um líder pode encontrar nos dias atuais é saber identificar quais hábitos podem acelerar a produtividade da equipe — e quais podem atrapalhar.

Do micro para o macro – “A cultura organizacional só muda a partir de indivíduos, da mudança individual de cada um de nós”, afirma. Ou seja, é fundamental que as empresas entendam que o engajamento e alinhamento de cada membro da equipe com o propósito da organização é um ponto fundamental para que essa ruptura do mundo como conhecíamos seja superada e até utilizada como mola propulsora para novos êxitos.

Segundo Duhigg, um grande erro que muitas empresas cometem é achar que quanto mais um funcionário está ocupado, mais produtivo ele é. Isso é um equívoco. Nosso cérebro se acostuma com a rotina que criamos, para que em dado momento façamos muitas dessas atividades no automático, sem que seja necessário parar para pensar. Por isso, realizar o maior número de tarefas nova no dia impede sua equipe de ser mais criativa e produtiva.

A pausa que leva ao crescimento – Não há inovação sem que haja uma quebra de paradigmas e transformações de comportamentos a fim de que caminhemos juntos em todo o processo de inovação que o mercado anda acompanhando. Entretanto, mudar um hábito não é fácil, ainda mais para nós que somos seres analógicos vivendo numa era digital. O que os como líderes podem fazer para mudar isso é tentar promover momentos de distração, que quebrem essa rotina, e façam o cérebro trabalhar melhor. Assim como nas receitas gastronômicas, as características profissionais também demandam um tempo de adaptação e descanso para que o crescimento adequado ocorra.

“As pessoas mais produtivas são aquelas que desenvolvem hábitos para reduzir o ritmo e focar em prioridades”, declara o escritor. Como mudar um hábito? Charles explica que ele é construído através de 3 fatores: um gatilho, uma rotina e uma recompensa. A recompensa é o que muda o hábito de uma pessoa. As mais poderosas, que criam hábitos mais fortes, são todas emocionais.

Pessoas movem pessoas – Criar laços emocionais dentro da sua equipe pode ser o melhor caminho para torná-la mais criativa e produtiva. Construir uma relação de confiança entre líderes e colaboradores, mostrar que está tudo bem em falhar, e aprender com os erros são atitudes positivas e transformacionais, que fazem da sua equipe um time bem sucedido.

Líderes ágeis são aqueles que entendem que todos somos humanos, e humanos falham, sentem, ficam tristes e com raiva. Mas de tudo isso sempre há um aprendizado. A inovação é um tiro no escuro, se não estivermos preparados para falhar, nunca iremos aprender a lidar com as mudanças de mercado.

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