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O estudo cita que pessoas que nascem com tendência a ser mais criativas são mais atraídas para o empreendedorismo do que para o gerenciamento. A genética pode ser a responsável por isso.

Ao buscar um novo caminho para suas ações, os empreendedores usam mais a criatividade, enquanto os gestores tradicionais se apoiam mais no pensamento lógico. Essa é uma das conclusões a que chegaram pesquisadores suíços e italianos ao mapearem o cérebro de um grupo de empreendedores e outro de gestores para verificar se eles funcionavam de forma diferente.

A pesquisa conduzida em 2014 buscou entender por que isso acontece. Por que empreendedores e gestores usam abordagens cerebrais diferentes para um mesmo problema? Uma das respostas é que as situações que os empreendedores enfrentam são diferentes das que os gestores têm de lidar. Enquanto os primeiros têm muitos novos desafios cotidianamente, os gestores trabalham de forma mais rotineira e previsível. Essa vivência diversa os faz pensar sobre as mesmas situações e abordá-las diferentemente. Afinal, segundo os pesquisadores, o cérebro humano é muito “plástico” e modela-se em função das habilidades e experiências de cada um de nós.

Uma evidência disso, encontrada na pesquisa, é que gestores cujas atividades eram menos rotineiras tinham uma abordagem dos problemas mais similar à dos empreendedores.

Mas há outro aspecto identificado na investigação. Os empreendedores podem abordar o problema de forma mais inovadora porque eles estão muito mais propensos a ativar o lado cerebral conectado à criatividade. O estudo cita que pessoas que nascem com tendência a ser mais criativas são mais atraídas para o empreendedorismo do que para o gerenciamento. A genética pode ser a responsável por isso.

Pesquisa conduzida por Scott Shane, professor da Case Western Reserve University (EUA), com a University of Cyprus, com mais de três mil gêmeos britânicos mostrou que o mesmo fator genético responsável pela criatividade também faz com que as pessoas sejam mais propensas a identificar oportunidades de negócio e fundar uma empresa.

Outro achado da investigação foi constatar que um dos genes que governa o nível de dopamina no cérebro, e que está associado com a tendência de buscar soluções mais criativas, é mais comum entre empreendedores, quando comparado ao restante da população.

Para Shane, as pesquisas acadêmicas têm demonstrado que aspectos biológicos e educacionais exercem importante papel na definição de uma atitude empreendedora e que a tendência é a confirmação da percepção de que os empreendedores realmente estabelecem conexões cerebrais diferentes.

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