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Você ainda tem Facebook? Se tem, ainda o usa com frequência? Se você respondeu “sim” para essas duas perguntas, talvez você faça parte, em breve, de uma minoria. No último ano, a popularidade desta rede social – que um dia já dominou a internet – tem caído consideravelmente, por diversos fatores. Uma pesquisa feita pelo Pew Research Center aponta que 44% dos usuários entre 18 e 29 anos excluíram sua conta na rede social no ano passado.

Um dos fatores que influenciaram esse comportamento, principalmente entre o público jovem, são as recentes polêmicas envolvendo a segurança e a privacidade de dados da empresa. O escândalo da Cambridge Analytica é um deles. Cerca de 50 milhões de usuários do Facebook tiveram suas informações privadas expostas e esses dados teriam sido utilizados em um sistema com a finalidade de traçar a personalidade dos eleitores americanos e influenciar seu comportamento.

Mas esse tipo de problema relacionado à segurança e à privacidade de dados continua acontecendo, e cada vez com mais frequência. Recentemente, mais de 540 milhões de dados do Facebook ficaram expostos em servidores da Amazon, na nuvem, sem qualquer tipo de senha para protegê-los.

Apesar dos esforços da empresa em melhorar as configurações de privacidade da rede social, outros motivos também têm influenciado a tomada de decisão dos usuários em deixar o Facebook. Além da preocupação com a segurança de seus dados, os usuários que deletaram seus perfis acreditam que essa ação afetou diretamente seu bem-estar e estilo de vida.

Um relatório feito por pesquisadores da Universidade de Nova York e da Universidade de Stanford analisou o que aconteceu com as pessoas que desativaram suas contas. O resultado dessa pesquisa mostrou que elas, além de se tornarem mais felizes, também tinham mais tempo livre para a realização de outras tarefas (cerca de 1 hora a mais por dia).

“A desativação dessas contas causou pequenas melhorias, porém significativas, impactando no bem-estar e, em particular, na felicidade e satisfação com a vida, reduzindo sintomas de depressão e ansiedade”, concluíram os cientistas.

Outras pessoas ainda relataram que acabaram tomando a decisão de sair do Facebook porque não viam mais propósito em estar naquela plataforma e não achavam que o conteúdo compartilhado por lá era relevante e confiável.

No entanto, o Facebook ainda é, apesar de todas as suas falhas, um meio importante para as pessoas se manterem conectadas a amigos e familiares, bem como uma fonte de informação, comunidade e entretenimento, especialmente para aqueles que são socialmente isolados. Mas esses resultados também deixam claro que as desvantagens são reais e podem aumentar com o passar dos anos.

Algumas marcas e empresas também estão preferindo usar outras redes sociais para engajar seu público-alvo, e o motivo – além de todos esses problemas – é o seu algoritmo. A cada ano, o Facebook tem reduzido sistematicamente o alcance de suas publicações. Em 2012, eles restringiram o alcance orgânico para cerca de 16%. No final de 2013, essa porcentagem caiu ainda mais. Um estudo recente da Ogilvy aponta que, hoje em dia, apenas 2% dos fãs de uma marca realmente veem seus posts, e muitos profissionais de marketing presumem que em breve esse número chegará a zero. Isso significa que se você quiser que sua marca tenha mais visibilidade dentro do Facebook, terá que pagar cada vez mais por isso.

Mas além do engajamento, para as empresas que se mostram preocupadas em trabalhar com um impacto positivo e propósito, ter presença em uma plataforma com tantos problemas de segurança e privacidade talvez passe a ser um problema daqui para a frente.

De qualquer forma, o Facebook ainda tem usuários demais para declarar seu fim, embora num futuro cada vez mais instável, sua morte como rede social possa acontecer da noite para o dia.

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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