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Hoje fui jantar com minha esposa e de propósito deixei o celular em casa. Sabe o que aconteceu?

Confesso que no começo senti falta, bati a mão no bolso algumas vezes, pois lembrava que tinha de resolver algumas questões, fazer algum tipo de pesquisa, telefonemas etc.

Depois de algum tempo, parei de pensar no celular e…

  1. tivemos um jantar maravilhoso;
  2. colocamos a conversa em dia;
  3. rimos muito;
  4. passeamos pelo shopping;
  5. e nos divertimos!

Fiquei longe do celular por quase 5 horas e, quando voltei para casa, notei que havia algumas mensagens, nenhuma delas urgente.

Conclusão: vale muito a pena desconectar-se do celular algumas horas por dia e conectar-se com a família. Pense nisso! (acesse o post aqui.)

Esse foi o post que escrevi no LinkedIn duas semanas atrás. Texto simples, nada excepcional, certo? Pois é, sinceramente não esperava tamanha repercussão.

Até o momento em que escrevo este artigo, o post mencionado teve mais de 6.800 curtidas, 250 comentários e quase 300.000 visualizações.

E isso não parou por aí. Ele chegou ao Reino Unido e o Global CTO do DailyMail Online e do Metro.Co.Uk traduziu esse post para o inglês e o divulgou entre seus mais de 120.000 seguidores.

Eu não tenho ideia de quantas pessoas foram impactadas por ele, tão pouco a quais partes do mundo ele chegou.

O que realmente aconteceu?

Confesso que fiquei alguns dias pensando e querendo entender por que um texto simples viralizou.

Não escrevi nada demais, só descrevi um acontecimento e alertei para o fato de que o celular muitas vezes compete com a atenção que devemos dar às pessoas que amamos.

Talvez o filme traga uma explicação

Dias mais tarde assisti ao filme “Um homem de família” (link do trailer: https://youtu.be/4JIVnE0ZKJ0) e que me fez pensar a respeito e talvez entender o que de fato acontecera.

A trama desse filme envolve o dia a dia de executivos, headhunters, mostra o drama de pessoas desempregadas e mostra também o “trabalho árduo” de uma mãe de família, o qual por muitas vezes não é valorizado. Vale a pena assistir!

O protagonista desse filme é um headhunter que não dá atenção a ninguém, na verdade, só pensa em sua promoção e passa quase 24h por dia “plugado” em seu celular.

Ele só se dá conta de que está afastado da esposa e dos filhos quando acontece um drama familiar. (Fique tranquilo, não vou contar a história do filme…)

Então comecei a pensar que a viralização do post fora devido ao fato de que, de certa forma, consegui retratar a vida de milhares, talvez milhões de profissionais, que, para proverem o sustento de suas respectivas famílias, deixam passar o principal, ou seja, a própria família.

Aquilo que era para ajudar começou a atrapalhar

Basta olhar a sua volta. Acredito que não passa um minuto sequer sem que você enxergue alguém falando ou digitando ao celular.

Isso já se tornou “epidemia”, pois essas cenas deixaram de acontecer apenas no ambiente de trabalho, elas estão presentes nos lares, nos restaurantes, dentro de transportes públicos, e até mesmo nas ruas.

Posso apostar que algumas vezes você deixou de falar com a pessoa a sua frente, mas atendeu a uma chamada no celular.

Mas o que está ruim pode piorar…

Veja o absurdo!

Conversando com um amigo há alguns dias, ele me contou algo que me deixou estarrecido. Ele disse que na cidade de Bodegraven, na Holanda, instalaram faixas de pedestre luminosas que mudam de cor conforme o sinal de trânsito.

Sabe por quê?

Pasme! Tudo isso para ajudar pessoas distraídas no celular a atravessar as ruas com segurança, pois as luzes foram desenvolvidas para alertar quem está de cabeça baixa olhando para o smartphone e desatento à sinalização.

Então comecei a realmente acreditar que o post, mesmo sem tal pretensão, conversou com uma multidão e trouxe uma bela reflexão.

Comecei a mudar

Desde então estou um pouco mais atento a essa questão e tenho me esforçado para mudar esse hábito, mas ainda estou longe de ser um exemplo.

Espero sinceramente que este artigo o provoque e lhe traga também algum tipo de reflexão sobre o assunto, pois, com pequenas alterações nesse tipo de hábito, todos ganham.

Sucesso!

Sobre o autor: Alexandre Silva  

Administrador focado em ajudar empresas a se tornar cada vez mais competitivas no mercado. Pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV, com forte experiência em Gestão Empresarial. Escritor, empreendedor e consultor no LinkedIn. Atualmente trabalha como diretor de novos negócios na Silbec Corretora de Seguros e no escritório Silva & Ferreira Gestão Empresarial.

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