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Por incrível que pareça, a escola não nos ensina a aprender por conta própria, a descobrir que somos capazes de aprender sobre qualquer coisa que nos interesse. Aprendemos o que está no plano de aula, a matéria que é dada na sala, revista nos livros e lições de casa e cobrada nas provas. Claro que precisamos aprender determinadas coisas como português, matemática e ciências sociais, e a escola cumpre papel fundamental nesse aspecto. Porém, aprender algo determinado por uma ementa e descobrir que somos capazes de aprender o que quisermos são coisas bem diferentes.

Fui extremamente impactado por um caso que ouvi numa palestra. O palestrante era o Roman Romancini, Vice-Presidente Regional da Salesforce e um dos primeiros brasileiros a chegar ao cume do Everest e voltar para contar a história. Na palestra, ele conta que era uma criança extremamente agitada. Um dia, seu pai colocou duas enciclopédias na frente dele e disse “todo o conhecimento da humanidade está contido nesses livros”.

Muitos de nós já ganhamos uma enciclopédia na infância, mas poucos receberam uma provocação como essa. O então menino Roman descobriu ali que o potencial do aprendizado é ilimitado, que podemos sonhar com o que quisermos e, com a devida determinação, somos capazes de alcançar o que quisermos. Na letra “E”, ainda criança ele se encantou com o Everest, e, em 2019 – décadas depois – , fincou nossa bandeira no cume e voltou para casa com segurança.

É extremamente empoderador entender essa dinâmica entre o aprendizado e a construção da nossa realidade. Compreender que nossa capacidade de aprender é ilimitada nos mostra que somos capazes de realizar qualquer coisa desde que estejamos dispostos a fazer o que for necessário para “chegar lá”. Da mesma forma, podemos ter alcançado o objetivo que for na vida, se acreditarmos que chegamos no topo, num ponto onde não é mais possível evoluir, perdemos nossa capacidade de de dar um próximo passo, e teremos entrado numa cinzenta zona de conforto.
Nos identificarmos com a posição de aprendiz muda a nossa perspectiva.

Viver dessa premissa nos faz perceber que qualquer coisa pode ser aprendida, desde que estejamos dispostos. Nos estimula a não abdicar da busca constante pelo conhecimento e nos faz enxergar que todas as situações cotidianas podem se tornar oportunidades de aprendizado. Encontros, bate-papos despretensiosos e curiosidades frugais passam a ser melhor aproveitadas com esta mentalidade. E assim passamos a arriscar mais, a viver experiências mais prazerosas e significativas Dessa forma, paramos de nos limitar e de deixar de fazer algo que temos vontade por acreditar que não somos capazes.

É neste contexto que naturalmente nasce o hábito de explorar o conceito do microaprendizado. Percebemos que o aprendizado tem o poder de transformar nossas vidas e dessa forma passamos a aproveitar pequenas brechas de tempo para investir no nosso desenvolvimento. Seja utilizando pequenas brechas da rotina para ler algumas páginas de uma obra literária ou consumindo conteúdos curtos, como as notícias do dia, podcasts ou o resumo de um livro.

A humildade de entender que nunca teremos todo o conhecimento existente, mas que podemos focar no que nos interessa e aprender sobre o que quer que seja, desde que estejamos dispostos e determinados, é engrandecedor. Perceber que nossa capacidade de aprender não tem limites é algo muito poderoso. A razão é simples: ao tomarmos consciência de que somos capazes de aprender qualquer coisa, seja cozinhar um macarrão, aprender a surfar ou gerir uma empresa, entendemos que nosso potencial também é ilimitado. Basta nos mantermos humildes para aprender e determinados para realizar nossos sonhos.

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