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Ainda é impreciso dizer quanto tempo irá durar essa crise, mas a maioria já prevê meses difíceis pela frente. Dizer que negócios, empresas e, principalmente, pessoas vão passar por desafios é chover no molhado. A questão é: como vai ser daqui para frente? O que temos visto, em paralelo, é que o vírus funcionou como um baita gatilho para acelerar algumas tendências, e a maioria delas envolve transformações culturais, que dependem daquilo que temos de maior valor na nossa sociedade: a diversidade nas pessoas.

Dentre as tendências dos últimos anos, apontadas pelo relatório “A POST-CORONA WORLD – 10 emerging consumer trends that have been radically accelerated by the crisis” (em uma tradução livre “O mundo pós-Corona – 10 tendências de consumo que foram radicalmente impulsionadas pela crise”), da Trend-Watching, podemos encontrar:

●Virtualização geral com o crescimento das experiências e relações virtuais (shows, museus, viagens e reuniões), a fusão de e-commerce e transmissão ao vivo (streaming), automatização de processos (relação homem/robô e IA) e o crescimento dos bens virtuais como símbolos de status. (Nota dos causadores: por favor, lembrem-se sempre da acessibilidade e da comunicação inclusiva)
●Preocupação em estar em ambientes saudáveis;
●Auto-aperfeiçoamento por meio de cursos e contatos online com especialistas e mentores;
●Necessidade de desenvolver habilidades domésticas, por anos negligenciadas;
●Demanda por suporte e ajuda constante para melhora do bem-estar mental;
●Sustentabilidade por meio do compartilhamento de soluções open source;

Todos e todas vão ser desafiados diariamente a serem inovadores, disruptivos, criativos e acima de tudo sensíveis à diversidade humana. E aqui não estamos falando só de grupos que historicamente sofreram (e ainda sofrem com a discriminação), como pessoas com deficiência, negras, indígenas, mulheres, que professam crenças não dominantes onde vivem, ou pessoas do universo LGBTI+. Estamos falando de diversidade de competências, de personalidade, de engajamento, de hábitos, de forma de pensar e de entrega.

No nível organizacional, tanto quem trabalha com gestão estratégica como quem trabalha com as relações humanas, sabe os desafios que é trabalhar mudanças de cultura. Mas com um grande acontecimento, mesmo que externo, tudo muda. Em outras palavras, agora é a hora!

Este é o momento de rever valores, valorizar as pessoas e mudar a cultura. A sociedade urge por adaptações razoáveis. Opa, o que é isso? Adaptações razoáveis? É um conceito razoavelmente conhecido por quem trabalha com diversidade e inclusão, mas ainda pouco difundido e certamente será uma tendência daqui para frente. São soluções de baixo custo com grande impacto na produtividade, com foco nas necessidades e competências de cada pessoa. Prometemos um próximo artigo inteiro sobre o assunto, OK? Mas se quiser aproveitar a quarentena e ir se atualizando, indicamos o livro “Promovendo a diversidade e a inclusão mediante adaptações no local de trabalho“, da Organização Internacional do Trabalho – OIT, lançado em português pela Santa Causa no ano passado.

Esperamos que inspire novas perspectivas nesse momento difícil.

Boa leitura, se cuidem e lavem as mãos!

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