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Líderes são bem-sucedidos até que falhem. Assumir riscos – e casualmente falhar – é natural da liderança. Um líder eficaz aprende com o fracasso e avança. Entretanto, existem falhas na liderança, não necessariamente associadas à assunção de riscos, mas, sim, às ações ineficazes que são executadas dentro da organização.

De acordo com o livro “What got you here won’t get you there”, de Marshall Goldsmith – eleito o melhor pensador e primeiro treinador executivo do mundo – a maior parte dos programas de desenvolvimento em liderança, foca no que as pessoas devem fazer, e isso está correto. Porém, há uma parte importante e negligenciada: dar atenção ao que o líder faz e ao que não é eficaz. O esforço das empresas para encontrar as razões e causas dessas falhas é indispensável, mas, negligenciá-las retira a capacidade da empresa de buscar novas oportunidades e impede o avanço das organizações.

Neste caso, há alguns hábitos que são praticados por líderes bem-sucedidos, que, nem sempre são eficazes. Dentre eles está o forte desejo de fazer nossa pequena contribuição em todo e qualquer diálogo, agregando valor demais às ações. Iniciar frases com “não”, “mas” ou “no entanto”, o uso excessivo desses qualificadores negativos que secretamente dizem a todos: “Eu estou certo, você está errado”. Outro hábito bastante comum é a necessidade excessiva de ser “eu”, exaltando nossas falhas como virtudes simplesmente porque elas são quem nós somos.

Ainda há a capacidade de recusar-se a expressar arrependimento, a incapacidade de assumir responsabilidade pelas nossas ações, admitir que estamos errados ou reconhecer como nossas ações afetam outros. Também podemos pontuar como um hábito ineficaz em líderes bem-sucedidos a necessidade de vencer a todo custo e em todas as situações – seja isso importante, sem importância ou totalmente irrelevante, querendo sempre ganhar demais. Outros dois hábitos que os colaboradores costumam retratar é a incapacidade de ouvir e a incapacidade de elogiar e recompensar.

Os líderes devem compreender que suas habilidades, conhecimento, experiência e liderança serão continuamente desafiados em um mercado cada vez mais volátil e complexo. A liderança precisa ser adaptável e os hábitos constantemente revisados, para que a organização se mantenha eficaz.

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