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Líder do grupo de pesquisa de biomecatrônica do MIT, o americano Hugh Herr perdeu as duas pernas durante um acidente de alpinismo. A notícia de que nunca mais poderia voltar a praticar o esporte serviu como motivação para que ele começasse uma série de pesquisas para recuperar o que parecia impossível por meio da robótica.

O trabalho desenvolvido por Herr resultou na criação da prótese BiOM. Baseado em um sistema de sensores e circuitos que controlam um músculo artificial da panturrilha, o modelo oferece uma experiência mais confortável aos usuários, resultando em movimentos mais naturais.

A prótese criada por Herr fez mais do que possibilitar a sua volta ao alpinismo: ela melhorou seu desempenho durante a escalada. “Rapidamente atingi um nível superior ao que tinha antes do acidente. Ou seja, a minha performance ficou melhor com as próteses do que com as minhas pernas biológicas”, afirmou em uma entrevista ao EuroNews.

O sucesso da pesquisa levou à criação da BionX Medical Technologies. Fundada em 2011, a empresa tem como objetivo desenvolver soluções biônicas para melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência ou problemas de mobilidade.

O sistema desenvolvido pela Bionx tem como diferencial uma tecnologia capaz de prever movimentos a partir da força que o usuário exerce sobre a prótese. O próximo passo é estabelecer uma conexão com o sistema nervoso. O avanço permitirá que o usuário “sinta” as pernas biônicas. “Estamos constantemente cercados de mensagens sobre como a tecnologia está nos prejudicando: poluição, armas nucleares e assim por diante… Acredito que me tornei um exemplo oposto dessa tendência”, diz.

Hugh Herr estará no palco principal da HSM Expo ’19, onde contará detalhes sobre a inovação por trás das suas pernas robóticas. Garanta sua inscrição no site oficial do evento.

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