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O terceiro – e último dia – de programação da HSM Expo 2019 foi aberto com a apresentação de Hugh Herr. Líder do grupo de pesquisa de biomecatrônica do MIT, ele compartilhou a trajetória inspiradora que levou à criação da prótese BiOM, desenvolvida após um acidente de alpinismo que levou à amputação de suas pernas. O sistema é equipado com sensores e circuitos que controlam um músculo artificial da panturrilha. A tecnologia faz mais do que devolver a mobilidade às vítimas de amputação: ela pode melhorar o desempenho das pessoas em alguns esportes, por exemplo. “No futuro, a engenharia poderá solucionar problemas de paralisia por meio da tecnologia biônica. Isso permitirá que as pessoas resgatem os movimentos naturais do corpo humano”.

Na segunda palestra do dia Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post, mostrou a importância de redefinir padrões de sucesso. “As organizações finalmente perceberam que o recurso mais importante é o capital humano. Ignorar isso é um risco”, afirma.

Inovação que nasce da escassez
Criatividade, propósito, persistência e inovação foram as palavras-chaves da apresentação de William Kamkwamba. A história do jovem de 13 anos que construiu um moinho de vento para comunidades do Malawi, narrada no filme “O menino que descobriu o vento” foi relembrada pelo próprio protagonista no palco principal da HSM Expo. Além do aprendizado sobre como a inovação pode nascer em cenários de escassez, Kamkwamba deixou como mensagem o poder transformador do conhecimento. “Em Malawi, as pessoas se tornam fazendeiros por falta de opção. Eu não queria ter essa vida para mim, então busquei na educação uma alternativa para outras coisas com a minha vida”, disse.

A chave para o futuro é gerar valor
Em seguida, Fred Gelli, criador marca dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, compartilhou com o público a importância de buscar inspiração na natureza para inovar. “Como a natureza engaja a sua audiência? A natureza não gasta energia em um atributo que o cliente não aprecie”, afirmou.

A programação da tarde ainda contou com uma apresentação de Otto von Sothen, presidente do Grupo Tigre, que descreveu os três pilares que nortearam a jornada de transformação da empresa: estratégia, cultura e propósito. A importância do engajamento de equipes em processos de inovação também foi ressaltada por Sothen.

Ao final do evento, Sean Ellis, considerado o “pai do Growth Hacking”, fechou a programação com um olhar inovador sobre como alcançar o crescimento de forma rápida e disruptiva. O poder do Growth Hacking, em sua visão, vem da união entre análise de dados e foco no cliente. Dois fatores que, provavelmente, se tornem a chave do sucesso de qualquer tipo de organização nos próximos anos. “Entender o que gera valor para os seus clientes é essencial para atingir o crescimento sustentável em qualquer negócio”, afirmou.

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