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Veja aqui a primeira parte deste texto

O papel do RH na inclusão da diversidade

No painel HR Techs, Frederico Lacerda, Bruno Rodrigues, Jaques Haber, Andrea Schwarz participaram de um debate, com mediação de Ruy Shiozawa, sobre a importância de investir em diversidade dentro das empresas.

Andrea Schwarz se tornou cadeirante em 1998, devido a uma malformação congênita na medula espinhal. Essa vivência a inspirou a se tornar empreendedora social, atuando na área há mais de 20 anos. Sua missão é a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal. No palco, ao lado de seu marido, Jaques Haber, ela ressaltou a importância da representatividade dentro das organizações.

“A diversidade é o novo mindset. Deixar de olhar as pessoas com deficiência e limitações como um número (cotas) e passar a enxergá-las como pessoas.”

Também no palco, Frederico Lacerda, cofundador e CEO da Pin People   plataforma de gestão de Employee Experience e People Analytics   que atua ajudando as organizações a medir e melhorar a experiência de seus colaboradores, destacou que é preciso usar a tecnologia como aliada para melhorar o ambiente e a cultura organizacional. “O desafio é olhar para as pessoas não do ponto de vista da organização, mas sim para a experiência do funcionário dentro deste processo. Usar a tecnologia e análise de dados para conseguir extrair valor e melhorar o ambiente.”

Bruno Rodrigues, que também dividia o palco com os outros palestrantes, falou sobre sua atuação no campo da saúde organizacional. Defendendo que pessoas saudáveis são mais produtivas, ele afirma que “É preciso criar um novo paradigma, segundo o qual a empresa se responsabiliza pela saúde do colaborador. Cuidar dos colaboradores para que a experiência deles seja positiva.”

Nos EUA, 55% dos profissionais sofrem de distúrbio de ansiedade e depressão causados no ambiente de trabalho.

Saúde organizacional: a maior vantagem competitiva

Em entrevista ao vivo por videoconferência, Patrick Lencioni encerrou o HR Conference falando justamente sobre saúde organizacional. “Uma empresa quando não tem um ambiente saudável acaba desenvolvendo problemas éticos, morais e faz com que as pessoas queiram sair dela. Se sua organização não for saudável, ela vai se deteriorar.”

Atualmente, as relações internas   entre colaborador, equipe e liderança   são mais importantes do que os números e o dinheiro. Criar uma cultura que incentive essa conexão entre os funcionários e seus gestores é fácil e poderoso!
Mas, para isso, é preciso uma mudança de mindset da liderança, e o papel do RH é essencial nesse processo! São eles que devem incentivar os líderes a gerar essa saúde organizacional. “Quando o CEO entende que precisa participar disso, ele conta com a ajuda do RH para desenvolver soluções.”

Da parte do RH, é preciso ir até os gestores e ajudá-los a implementar e liderar essa mudança. No final do dia, se isso não levar ao engajamento de seus colaboradores, não funcionará. É necessário se aproximar de seus funcionários, ouvi-los, conhecê-los. Quando seu time percebe que você se interessa por sua vida pessoal tanto quanto pela profissional, gera mais confiança e mostra que o trabalho que ele realiza tem um propósito!

“Sem confiança você não constrói um bom time! E a vulnerabilidade é a base da confiança. Focamos resolver problemas, mas não cuidar das questões pessoais. Você esquece a parte humana. Em período de mudança, é preciso cuidar da parte pessoal de sua equipe, construir essa confiança”, ressalta Lencioni.

Ele ainda afirma que é preciso criar uma relação de clareza nas empresas e que, para construir essa clareza, é necessário que os executivos estejam alinhados ao responder a essas 6 perguntas:

1. Por que existimos?
2. Como nos comportamos?
3. O que fazemos?
4. Como teremos sucesso?
5. O que é mais importante agora?
6. Quem deve fazer o quê?

Se há lacunas ao responder a essas questões, é impossível ser transparente. Lencioni termina falando da importância em confrontar os problemas e saber lidar com o lado humano dos funcionários.

“Eu acho que as pessoas acreditam que a tecnologia vá resolver todos os problemas, mas não vai. Há muitas promessas na tecnologia, mas, se não prestarmos atenção na parte humana, então teremos um problema.”

E para você, qual foi o maior aprendizado que você tirou do HR Conference?

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