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A retirada da contagem de likes no Instagram deu o que falar entre os usuários da rede social. De um lado, marcas e influenciadores preocupados com estratégias de monetização e relatórios de análise de métricas. Do outro, uma parcela de seguidores que sentiu um certo alívio por não precisar mais angariar coraçõezinhos na plataforma. A medida foi implantada em sete países: Canadá, Austrália, Brasil, Irlanda, Itália, Japão e Nova Zelândia.

A posição oficial do Facebook é que a iniciativa tem como objetivo oferecer uma nova experiência aos usuários da plataforma, na qual o conteúdo e as conexões sejam mais importantes do que a troca de likes. No mundo acadêmico, alguns especialistas acreditam que a ação possa trazer benefícios para a saúde mental das pessoas. É o caso de um estudo recente realizado pela Universidade da Pensilvânia, que relacionou a redução do tempo em redes sociais à diminuição dos níveis de estresse, ansiedade e depressão.

Outra pesquisa, feita pela Universidade de York, no Canadá, constatou os efeitos negativos que fotos de pessoas “esteticamente perfeitas” exercem na autoestima de jovens mulheres. Além da insatisfação com as próprias aparências, as entrevistadas também relacionaram o uso excessivo de redes sociais à queda da qualidade do sono.

Na opinião de Jean Twenge, psicóloga americana e autora do livro “iGen”, os movimentos tecnológicos e culturais da última década criaram uma geração que não sabe mais se relacionar fora da internet. Esse traço de comportamento seria responsável por uma crescente sensação de isolamento, servindo de gatilho para outros distúrbios mentais e sociais.

A vida hiperconectada é um caminho sem volta. As redes sociais são apenas um dos muitos agentes desse momento de transformação (para o melhor e para o pior). Nesse sentido, a eliminação dos likes talvez possa servir como um bom teste para avaliar os impactos desses canais em nossa saúde mental e abrir caminho para novas dinâmicas de relacionamento digital.

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