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Normalmente, quando as pessoas pensam em ensino à distância, é comum que logo imaginem aulas gravadas em vídeos, materiais em PPT e às vezes aquela visita mensal ao professor responsável, certo? Porém, o mundo tem passado por muitas transformações tecnológicas e é essencial que as jornadas de aprendizado sejam revisitadas para que fiquem mais atrativas e engajem efetivamente os estudantes, principalmente se levarmos em consideração que as novas gerações têm uma relação bem diferente com a maneira de aprender com a tecnologia.

Os nascidos a partir de 2010, ou geração Alpha como são conhecidos, por exemplo, são nativos digitais. Aliás, o uso do smartphone para esse grupo de pessoas foi algo natural como andar. Sendo assim, não é mais possível utilizar com eles os mesmos recursos que antes eram utilizados pelas antigas gerações.

Uma pesquisa realizada pelo Canal Gloob, canal por assinatura da Globoplay, em parceria com a Play Conteúdo Inteligente, empresa de pesquisa e conteúdo, mostrou que esse novo grupo anseia por novidades. Dessa maneira, acontecerão muitas mudanças nas relações sociais e, principalmente, um aumento no surgimento de inovações tecnológicas para atendê-los. Além disso, os brinquedos para essas crianças precisam ter foco na experiência e no conteúdo e não mais na estética.

Em relação aos estudos não seria diferente, né? Para eles, o mais importante é aprender, se comprometendo muito mais com o conhecimento do que com diplomas. Até porque eles entendem que o mercado de trabalho também mudou e as exigências são diferentes. Se antes, era preciso estar formado para ingressar ter um emprego, hoje isso não é mais essencial desde que se tenha conhecimento de fato.

Além disso, o relatório “Emprego dos Sonhos?”, apresentado pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, durante o Fórum Econômico Mundial, revelou que, atualmente, os jovens do mundo todo passam mais anos estudando do que qualquer outra geração anterior e, mesmo assim, tem grande dificuldade em encontrar um emprego e conciliar o que é aprendido na escola com o que se é exigido no ambiente profissional. Tais dados nos mostram o quanto a metodologia de ensino tem que se atualizar para oferecer aquilo que as próximas gerações realmente necessitam.

Sendo assim, como deixar o aprendizado ainda mais atraente e “engajante”? Para mim, a resposta está na mistura de diversas tecnologias e muita personalização, afinal, cada um adquire conhecimento a sua maneira. Em vez de ficarmos focados em apresentações de Power Point, vídeos, aulas presenciais mensais, por que não fazer dessa experiência o mais interessante possível, reunindo vários elementos tecnológicos para entregar conteúdos relevantes em diferentes formatos?

Podemos usar um mix de tecnologias diferentes, por exemplo, a realidade virtual que dará ao estudante a sensação de que o material que ele está tendo acesso em realidade ou então, realidade aumentada, que une o mundo virtual ao real e proporciona uma interação capaz de entusiasmar os estudantes. Para que tudo fique ainda mais interessante, vale adicionar a gamificação, que nada mais é que uso da dinâmica dos jogos para ensinar; microlerning, um formato de estudo online e de curta duração onde os cursos são mais focados e com atividades mais rápidas; chatbots, um programa que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas; entre muitas outras opções.

Todos esses recursos podem auxiliar para que a jornada de aprendizado possa fluir de maneira ainda mais eficaz do que somente por meio de vídeo aulas, apresentações e provas de múltipla escolha. O mais importante é pensar diferente do convencional para alcançar a atenção desses estudantes de maneira efetiva.

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