fbpx
Tempo de leitura: 2 minutos

Uma fórmula básica nos negócios é que não há retorno se não há investimento. Mas além de infraestrutura e tecnologia, investir em recursos humanos também deve estar entre as prioridades de uma gestão eficaz. O caminho para bons resultados nos negócios inclui um quadro de funcionários dispostos e motivados a dar seu melhor à empresa. E quando o assunto é bem-estar do trabalhador, assuntos pessoais que ultrapassam as delimitações do local de trabalho devem ser levados em consideração.

Um tema que vem recebendo cada vez mais atenção do setor de Recursos Humanos é a saúde financeira do colaborador. Afinal, se a empresa é a principal fonte de renda, então porque não falar sobre finanças pessoais de uma forma que o ajude a lidar bem com o seu dinheiro?

Ao observar que o desempenho dos trabalhadores recebe reflexos de sua saúde financeira, o assunto tomou espaço entre os mais estratégicos na gestão de pessoas. A pesquisa Employee Wellness Survey – 2018, realizada pela consultoria PwC trabalhadores dos Estados Unidos, trouxe alguns números bastante reveladores: 47% dos entrevistados apresentaram sintomas de estresse por causa de problemas financeiros, sendo que 25% deles dizem sofrer distrações no trabalho devido a isso. Já 43% desses trabalhadores afirmaram gastar, no mínimo, três horas do expediente pensando em questões relacionadas às finanças pessoais.

Não estamos falando de descontentamento com o salário – algo quase intrínseco do relacionamento colaborador/empresa –, mas de problemas financeiros sérios que chegam a comprometer o orçamento familiar e pagamento de despesas básicas. Saúde financeira não tem, necessariamente, uma ligação direta com o valor da remuneração e, sim, com a administração do orçamento pessoal.

No Brasil, onde pelo sexto mês seguido o número de famílias endividadas cresceu chegando a 64% em junho de 2019 – maior alta desde 2013, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) – o cenário é de alerta. Não à toa, o principal motivo da dívida dessas famílias é o cartão de crédito (78,8%) que costuma ser o grande vilão de quem não se planeja financeiramente e cai nos juros anuais em torno de 300%.

Segundo a Universidade de Warwick, no Reino Unido, colaboradores felizes são 12% mais produtivos. Por isso, implantar programas de educação financeira para que eles possam lidar melhor com seu dinheiro e até mesmo planejar a aposentadoria é uma ação importante que visa a melhora da qualidade de vida, além de contribuir para que as questões financeiras não afetem seu rendimento e produtividade. Tal orientação pode, inclusive, conter o empréstimo consignado como um dos benefícios oferecidos pela companhia, por possuir taxas mais baixas. Palestras, cursos e divulgação de material formam um programa de educação completo, mas o fundamental é posicionar o RH como um canal direto e aberto ao diálogo também para os problemas pessoais.

É fato que pessoas sem dívidas são mais felizes e colaboradores satisfeitos são três vezes mais criativos e aumentam em 37% as vendas, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. O ganho na qualidade de vida do colaborador é também um ganho para os negócios fazendo com que, no final das contas, quanto mais você se importar com os problemas do seu colaborador fora da empresa, mais ganhos você vai ter dentro.

Receba novidades por e-mail.