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No mundo pós-internet, a economia vem assumindo novas facetas – todas elas tendo o ser humano em seu centro. Mas os termos vão surgindo e nem sempre damos conta de entender bem do que se está falando. Será que existe diferença entre economia compartilhada, colaborativa e circular? Vamos ver do que ser tratam esses três Cs.

Economia compartilhada ou colaborativa

Nesse caso, os dois termos realmente indicam a mesma coisa. A escassez de recursos e a preocupação com o consumo excessivo e com o meio ambiente têm feito com que as pessoas se preocupem em compartilhar recursos já existentes. A posse perdeu espaço para a experiência – um pouco do que aconteceu, por exemplo, na indústria fonográfica: em vez de comprar CDs, você baixa gratuitamente e investe para assistir ao show ao vivo, uma experiência muito mais completa.

Assim surgiram os aplicativos que ajudam pessoas físicas a compartilhar recursos ociosos entre si, como é o caso dos colchões infláveis do Airbnb ou dos carros do Uber. As maiores iniciativas de economia compartilhada são as que utilizam os recursos da tecnologia e das redes sociais para estabelecer contatos em grande escala. A grande mudança é a disponibilidade de mais dados sobre pessoas e coisas, o que permite que bens físicos sejam consumidos como serviços.

Por trás dessa ideia, está a possibilidade de reduzir o desperdício, aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais, combater o consumismo e até reduzir a desigualdade social. Ainda restam dúvidas de que esse movimento realmente entregará o que promete, desafiando inclusive regulamentações e sistemas tributários. A resistência dos taxistas ao Uber trará mudanças na legislação? O maior interesse público está sendo considerado? De uma certa forma, essas novas plataformas desmobilizam setores consolidados, e isso sempre tem consequências para uma grande quantidade de pessoas – mas é justamente nas brechas que surge a inovação, certo?

Economia circular

Também conhecida como cradle-to-cradle (ou do berço ao berço), pensa a economia como um ciclo de desenvolvimento que procura otimizar ao máximo o uso de recursos naturais, criando produtos mais duráveis e de melhor qualidade, para reduzir o consumo. No ciclo, também os resíduos resultantes não só da produção como do descarte dos produtos são pensados desde o início, para garantir a mínima produção de lixo. Reciclagem, reuso e redução do uso da energia também fazem parte do processo. É a combinação da máxima eficiência com a redução extrema de desperdícios e de resíduos.

E que lições as empresas podem tirar desses novos modelos?

– Transforme seu produto em serviço.
– Melhore seu processo e garanta menor desperdício.
– Analise o ciclo todo de seu produto, prevendo possibilidades de reciclagem em toda a cadeia.
– Aproxime quem quer vender de quem quer comprar.
– Melhore seu pós-venda e ofereça conserto e manutenção.
– Crie seu próprio modelo de negócio.

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