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Entrou só para bater o olho em quais são as duas soft skills e já planeja sair? Não tem problema, vou facilitar e resumir em duas palavras minha dica de ouro para você se dar bem no trabalho: seja humano. É isso. Só isso! Na essência mesmo. Faça mais e melhor as coisas que somente os humanos conseguem fazer, sabe?

Não sabe? Bem, se você tem dúvidas, convido você a continuar e reservar uns minutinhos para a seguinte reflexão.

Retomando o raciocínio, se conseguirmos ser cada vez mais humanos e cada vez menos recursos (categoria que nos coloca no mesmo grupo de mesas, cadeiras, dinheiro, computadores, e outros recursos necessários para uma empresa funcionar), tudo ficará mais fácil. Parece simplista, mas percebo que 9 entre 10 problemas que ajudo a resolver em meu dia a dia como RH estão conectados com a diminuição de nossas capacidades humanas.

Por isso, listei a seguir as duas soft skills que, se bem trabalhadas, podem ajudar você a acelerar carreiras e performances corporativas.

EMPATIA

Da divergência entre diretores a problemas com o cliente, a competência empatia costuma ficar de lado. Colocar-se no lugar do outro genuinamente é algo cada vez mais complexo em um mundo onde o indivíduo está cada vez mais no centro das atenções (com suas selfies, redes sociais etc.). Se estivermos focados em nós mesmos, deixamos passar informações importantíssimas sobre o outro, até porque 93% de nossa capacidade de interpretar emoções não tem absolutamente nada que ver com o conteúdo de nossa fala. A forma como captamos o que o outro está sentindo ocorre da seguinte maneira:

-55% por meio da expressão facial e gestual

-38% pela maneira como as palavras são ditas (tom de voz)

-7% o conteúdo

Pois bem. E se 93% não estão em nosso discurso, observar, ouvir atentamente, prestar atenção e, principalmente, colocar-se no lugar do outro é ESSENCIAL. Ter empatia é um incrível diferencial competitivo dos seres humanos em relação às máquinas. Portanto, vamos aproveitar enquanto ainda existe tempo, pois já há gente lá no Vale do Silício ensinando máquinas a reconhecer emoções humanas. Anote aí: “Emotion AI” é o nome do conceito, Affectiva é o nome da empresa e Rana el Kaliouby é o nome da empreendedora que está fazendo isso acontecer. Ainda ouviremos falar muito sobre isso.

SENSEMAKING

Vivemos na era da produção exponencial de dados, mas nossa capacidade de lidar com grandes volumes de informação é limitada. Para não nos afogarmos no tal do data lake, precisamos URGENTEMENTE dar sentido a esse universo de zeros e uns. E nem sou eu quem está falando, hein:

“O sensemaking é uma competência humana, relacionada com nossa capacidade de ler sinais e conseguir lidar com fragmentos de informação, para então conseguir conectar essas coisas e tomar decisões assertivas em um cenário complexo”, Denise Eler, consultora, palestrante e “outsider profissional”.

Denise deu uma palestra no último HSM Leadership Summit e contou sobre a evolução do “mundo maker”, que começou quando nossa espécie passou a fabricar ferramentas e produzir os próprios alimentos (makers); evoluiu para a produção em série com a revolução industrial (serial makers); deu um salto de inteligência com a organização dos dados (data makers); e agora precisa mais do que nunca utilizar uma habilidade que, adivinhem, é essencialmente humana: o sensemaking.

A busca por sentido, que sempre uniu as pessoas em organizações sociais, religiosas ou familiares, invadiu recentemente o mundo corporativo com discussões sobre legado e propósito. Mas não é disso que Denise está falando. No ponto de vista dela, essa capacidade humana de ler sinais e conectar coisas que vão muito além dos dados, é fundamental para tomarmos decisões assertivas em um mundo cada vez mais complexo e ambíguo.

Para fechar

Colocar-se no lugar do outro e dar sentido para as coisas são competências essencialmente humanas, estão dentro de nós e só as precisamos exercitar.

E se você quiser desenvolver essas e outras habilidades, tenho um superconvite para você: que tal ir ao maior evento de gestão na América Latina e ampliar seu repertório ouvindo pessoalmente speakers reconhecidos no mundo todo, incluindo Rana el Kaliouby, da Affectiva? Em 2018, a HSM Expo chega com o tema “multiplique perspectivas” e reunirá em São Paulo milhares de executivos nos dias 5, 6 e 7 de novembro. Nos vemos lá?

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia 

Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam. Técnica em nutrição, pós graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Este ano assumi novos desafios na Gesto, uma scale-up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

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