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A partir dos pontos levantados em uma pesquisa realizada com mais de 700 profissionais, elaborei um resumo com dicas práticas para o líder que deseja obter comprometimento e alto desempenho de seus Millenials:

Trate cada membro da equipe como uma pessoa única: descubra seus talentos, aproveite o potencial da diversidade, seja de etnia, necessidades especiais, orientação sexual, classes sociais, gênero, cultura para trazer soluções não convencionais aos problemas.

Estimule cada um individualmente a questionar o status quo: a pensar em soluções não convencionais, a não se conformar com a forma como as coisas são feitas. Desafie as pessoas a encontrar novas formas de fazer as coisas, isso é percebido como oportunidade de desenvolvimento, gera inovação e é altamente valorizado por esse público.

Promova a autonomia com responsabilidade: e seja o exemplo da postura de “dor de dono” que quer ver em suas equipes. O telefone tocou na outra mesa e não tem ninguém para atender? O problema é de qualquer um que possa atender, inclusive você. Se tiver interesse em se aprofundar sobre o tema, leia o artigo disponível no link https://lnkd.in/d4NfXSP.

Crie significado, não se limite a passar uma visão otimista e instigante sobre o futuro: ou demonstrar o entusiasmo sobre os desafios – isto não é suficiente para gerar mais comprometimento. Crie um significado especial inspirando um senso de missão coletiva. Por exemplo, se atua na área de RH qual o propósito da área? Capitanear a transformação digital da empresa? Ser o guardião da cultura desejada? Formar futuros dirigentes da empresa? Acelerar a carreira das pessoas?

Para inspirar, o líder precisa criar uma estória ou imagem que possa ser facilmente articulada e lembrada, conectando o trabalho de cada um a um propósito maior da organização, seu papel no mundo. Esqueça frases feitas com palavras como “agregar valor” que não inspiram ninguém. 😉 Busque dentro se si uma conexão profunda a uma causa, um propósito que o conduz e pelo qual seria capaz de abrir mão de outras coisas se necessário.

Cuide da sua integridade: as ações falam mais alto do que as palavras. Seja um exemplo de retidão ética e peça feedback específico sobre como outros percebem a coerência do que você diz e o que pratica. Compartilhe as suas crenças e valores explicando o porquê das suas decisões e mostrando seu jeito de pensar por meio de storytelling. Se você tenta esconder suas emoções, elas acabam transbordando nas suas iterações de outras formas. Por exemplo, se você esconde a raiva, ela acaba virando sarcasmo, caras e bocas, emails sem reposta e outras formas de agressividade ativa ou passiva. Procure aceitar as emoções e encontrar formas de expressá-las sem causar dano.

Desapegue (também conhecida como filosofia OLX): Mostre que suas decisões são tomadas para o benefício maior da organização, ainda que possam ser difíceis ou não resultem necessariamente em ganhos pessoais imediatos. Claro, é sempre bom poder sair bem na foto e preservar o emprego. A questão aqui é não deixar o excesso de marketing pessoal prejudicar a sustentabilidade das suas entregas no médio e longo prazos.

Delegue, não delargue: Se a equipe sabe o que tem que ser feito e está motivada para fazê-lo delegue, acompanhando os indicadores e apoie somente quando necessário. Evite os dois pecados capitais que alguns líderes ainda cometem: microgereciar ou delargar e abandonar;.

Combata a cultura do face time: Se a política organizacional permitir, apoie e reconheça quem usa efetivamente as políticas de home office e os arranjos flexíveis de trabalho. Lembro-me de uma colega de firma que trabalhava nos EUA e estava super feliz e comprometida por conta de ter a possibilidade de trabalhar part-time durante alguns meses de baixa no trabalho e poder se dedicar a outro interesse, atuar em peça na Broadway! Não tenho dúvida que ela era mais produtiva e comprometida com a empresa por conta disso.

Concluindo, tenho a convicção de que qualquer líder é capaz de aprender a utilizar diferentes estratégias efetivas de liderança, inclusive as que não lhe são tão familiares. Espero que estas constatações de pesquisa sejam úteis para provocar reflexões para os que lideram os jovens da Geração Y em organizações.

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