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Se antigamente o acesso à informação era limitado, hoje em dia o problema é justamente o oposto. Temos acesso irrestrito e em tempo real a um volume de conteúdo que nunca seremos capazes de consumir, mesmo que passássemos toda a vida dedicada apenas a essa tarefa. Além disso, vivemos na era da atenção rara, onde convivemos com distrações a todo o momento e manter o foco se torna um grande desafio.

Dentro desse contexto, precisamos ter bastante clareza da trilha de aprendizado que nos propomos a seguir. Este caminho é fundamental para atingirmos um determinado objetivo, seja profissional, pessoal ou puramente filosófico. De outra forma, o que naturalmente tende a acontecer é nos perdermos em meio às distrações. E o pior: podemos perder o ritmo e o hábito do aprendizado ao sentirmos que estamos sem rumo certo ou que não estamos evoluindo.

Então, como estruturar a própria trilha de aprendizado baseada nos seus interesses e objetivos de vida? Como saber selecionar o que aprender e não se perder em meio à infinidade de distrações que acabam minando nosso tempo? Infelizmente, o aprendizado por conta própria ainda não é difundido na escola ou mesmo no ensino superior, por isso precisamos “aprender a aprender” por conta própria, o que pode ser bastante desafiador.

Vivendo todos os dias o desafio de empreender em um negócio que vem crescendo em ritmo acelerado, eu me sinto sempre defasado quanto ao que deveria saber. O desafio é permanecer aprendendo e evoluindo constantemente, sabendo priorizar o que vai trazer mais impacto e sem me desesperar com o que ainda não sei. Até porque a verdade é que quanto mais eu aprender e evoluir, mais aprendizado e evolução serão necessários. Que assim seja.

Em termos práticos, o que tem funcionado bastante bem na minha rotina é definir objetivos, entender o que é necessário para que eles sejam alcançados e praticar uma “engenharia reversa”, quebrando os objetivos maiores numa linha temporal e, então, definindo minhas prioridades de trabalho e aprendizado. Funciona assim:

1. Definir os objetivos de médio prazo: pode destrinchar o desafio de um ano e dividi-lo por trimestre ou um trimestre que será dividido em 7 turnos;

2. Entender as inerências: o que é fundamental para que o objetivo seja cumprido? O que não pode deixar de acontecer para que o plano seja bem sucedido? Quais são as expectativas dos envolvidos com a realização deste plano que começa a se formar?

3. Engenharia reversa: visualizar o objetivo concluído e estruturar uma linha do tempo “de trás para frente”, dividida em blocos. Uma sugestão é dividir o planejamento em sete tempos, onde o “tempo 7” é o objetivo concluído com sucesso.

Como as inerências são tudo o que é fundamental para que o objetivo seja concluído, são elas que vão compor cada bloco de tempo. A ideia da engenharia reversa é entender em que tempo cada uma delas deve ser cumprida para que o plano se desdobre da forma mais fluida possível. Vale ressaltar que todas as inerências devem ser cumpridas nessa linha do tempo.

4. Definição de aprendizados: Agora já temos mais clareza sobre como nosso objetivo será alcançado, sabemos o que precisamos fazer para que ele seja concluído e definimos a linha do tempo ideal para isto. Neste ponto, vamos perceber que, na maioria das vezes, não sabemos tudo o que precisamos para que o plano seja bem sucedido. É aqui que entendemos o gap de aprendizado que precisa ser suprido.

Graças à linha do tempo, temos certa clareza sobre como priorizar o que precisamos aprender. Uma dica importante aqui é retornar às necessidades que o projeto impõe e também à linha do tempo, formalizando o que precisa ser aprendido como inerência e contemplando esse aprendizado na linha do tempo. Com isso, temos tudo pronto para estruturar nossa trilha de aprendizado.

Por fim, agora que já sabemos o que aprender, o desafio passa a ser como. A própria internet é uma ferramenta magnífica, quando sabemos exatamente o que estamos procurando. Procure entender quem são as referências naquilo que você deseja, busque se conectar com pessoas que já passaram pelos mesmos desafios e talvez pela mesma trilha de aprendizado.

Valide as referências que encontrar com mentores e, o principal, beba dessa fonte. Abra os desafios e absorva o ponto de vista dos mentores. Entenda como eles observam os obstáculos e análise como reagiriam no seu lugar. Depois de absorver o conteúdo das diversas fontes, tire as suas conclusões e parta pra ação. Depois comece tudo de novo.

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