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As lições do “One World: Together at Home”

O mês de abril se consagrou como o mês dos eventos digitais por todo o mundo. No último final de semana, a OMS organizou com curadoria da cantora americana Lady Gaga o “One World: Together At Home”, transmitido pelas 3 maiores redes de televisão aberta dos Estados Unidos e plataformas de streaming como Amazon Prime, Apple TV e YouTube.

O evento on-line foi visto por mais de 20 milhões de pessoas simultaneamente e arrecadou mais de 120 milhões de dólares para o combate ao coronavírus.

Lady Gaga abriu a noite em grande estilo cantando o sucesso ‘Smile’ de Nat King Cole. A artista e empreendedora bastante conhecida pela sua resiliência, disciplina e atitude foi a grande responsável pela organização dessa empreitada que será reconhecida como o primeiro grande evento digital de escala global.

Ao longo de todo o mês milhares de artistas e empresas têm mudando a forma de se relacionar com seus admiradores, colaboradores e clientes. A quantidade de lives feitas no Instagram e YouTube disparou, da mesma forma que serviços como Zoom, Google Hangouts e Skype também.

Para muitas empresas que ainda estavam relutantes em transferir grande parte de seus treinamentos e reuniões para o digital, a transformação digital ocorreu “na marra”. E a implementação do home office e teletrabalho para seus funcionários aconteceu por todo o globo.

Tanto o grande evento quanto esses movimentos que estamos vendo na mudança de comunicação, principalmente internamente nas empresas, levantam um questionamento: até que ponto os eventos e treinamentos presenciais podem ser substituídos pelos digitais?

Essa é uma pergunta que ainda não tem uma resposta, justamente porque ela será construída ao longo dos próximos meses e anos. Veremos grandes transformações no mundo de eventos corporativos e muitos deles serão migrados para o digital como forma de teste. Apesar de o mundo corporativo já ter se surpreendido com a produtividade do home office ou reuniões online, algo impensável há pouco tempo.

Não há dúvidas que eventos online podem unir uma quantidade muito maior de pessoas com um objetivo em comum, exatamente como foi o caso do One World Together, mas que formatos são necessários para as empresas promoverem eventos de qualidade no meio digital? Como serão essas adaptações? Como engajar seu cliente ou colaborador através de interações online? Como fica o networking? E a e construção de novas competências?

Essas perguntas todas só podem ser respondidas com hipóteses até o momento, até mesmo porque ainda é cedo para conclusões. O ponto é que houve uma ruptura e a mudança está acontecendo. Talvez daqui a alguns anos a frase “sobrevivi a mais uma reunião que poderia ter sido um e-mail” faça tanto sentido quando uma mídia física (CD) hoje. Isso porque vamos aprender, de vez, que podemos sim ter confiança em muitas interações digitais, em seus processos e que elas funcionam. Todo esse processo de evolução e transformação digital diz mais sobre a limitação humana autoimposta inconscientemente do que a limitação tecnológica.

Contudo, não há dúvidas que ver vários artistas talentosos unidos em um único propósito, inclusive com a cena icônica de Charlie Watts do Rolling Stones e sua bateria imaginária ou a Taylor Swift cantando uma música que fez para sua mãe com câncer, em prol de um momento único como este, mostra-nos que a limitação humana é imaginária e pode ser vencida.

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Oportunidade de crescimento longe das capitais já é uma realidade nas startups

É inegável que a concentração da atividade econômica brasileira ainda está nas grandes cidades brasileiras. E no cenário das startups não é diferente. Segundo o último mapeamento, realizado em dezembro de 2019, pela Associação Brasileira de Startups, mais da metade delas está localizada no Sudeste. As oportunidades profissionais nestes grandes centros realmente existem, porém carregam outros desafios não tão animadores, como o trânsito caótico, maior custo de vida e a concorrência acirrada.

Porém, há uma luz no fim do túnel para aqueles que procuram aliar o crescimento profissional com uma boa qualidade de vida: as startups que atuam longe dos centros comerciais. Esse movimento tem sido a grande sacada para quem sempre sonhou, por exemplo, com a possibilidade de trabalhar a menos de um quarteirão da praia ou quem busca uma vida mais “easy going” e fugir dos congestionamentos das grandes cidades.

Os negócios inovadores instalados fora dos grandes centros oferecem tudo isso e ainda apresentam um crescimento exponencial com a oferta de bons salários, aliados ao conforto pessoal, um plano de carreira sólido e custo de vida mais barato.

Além desses benefícios acima listados, e que têm se destacado como pontos diferenciais para marcas que levam à sério seu papel de agentes empregadores, essas startups ainda oferecem um ambiente flexível e aberto para novos aprendizados e um clima leve e positivo.

É claro que, como em todo negócio, é preciso ter foco e performance, porém o que a nova geração busca é ter desafios. Imagina fazer parte da história de uma empresa em crescimento acelerado e junto a isso usufruir das oportunidade e ajudar a criar ações que promovam estímulos para cada um(a) dar o melhor de si!

Junto com a mudança de mindset dos candidatos, vemos também um forte e até obrigatório movimento das startups em atuar de forma mais eficiente com a experiência dos colaboradores e consequentemente com a marca empregadora que visa, não somente seus lucros e faturamento, mas entende as necessidades e demandas dos colaboradores e trabalha constantemente para melhorar e surpreender as pessoas com o que realmente elas mais valorizam, muitas vezes fazendo ações bem personalizadas para conquistar perfis e times com necessidades bem distintas. Tudo para que todos possam visualizar o trabalho como uma atividade prazerosa e, consequentemente, mais produtiva.

Portanto, acredite: existem vagas, oportunidades de carreiras e (claro), qualidade de vida além das grandes capitais. Dê uma pesquisada rápida e você poderá concluir que há ótimas alternativas nas startups de cidades menores, muitas vezes elas possuem maior perspectiva de crescimento acelerado do que as startups de centros maiores. Afinal, ir além dos tradicionais principais eixos empresariais também é uma forma de mostrar que você pensa ‘fora da caixa’ e deseja algo “a mais” em sua vida profissional.

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Big Data e RH: a combinação do futuro

A tecnologia encurtou distância, dinamizou e acelerou processos de uma forma nunca vivenciada na área de recursos humanos e o Big Data é uma prova disso.

É cada dia maior o número de ferramentas de análise, softwares, programas e plataformas digitais desenhadas exclusivamente com o objetivo de aumentar a performance de empresas dos mais diversos setores e portes. O Estudo “Global State of Enterprise Analytics 2019”¸ realizado pela empresa MicroStrategy em parceria com a consultoria global Hall & Partner, revela que no Brasil 60% das empresas já usam Data & Analytics para orientar estratégias e realizar mudanças necessárias nos negócios.

Essa pesquisa só reforça o que vivenciamos no mundo empresarial – poucos conceitos têm ganhado mais destaque que o Big Data, nome dado à quantidade de dados gerados a cada segundo na internet. E ainda posso afirmar mais, a análise de todas as informações vem sendo utilizada pelas maiores empresas do mundo para tomada de decisões estratégicas, com resultados surpreendentes.

Segundo o Sólides Report, estudo realizado pela Sólides, plataforma de RH completa com People Analytics e Gestão Comportamental, os clientes que utilizam recursos tecnológicos alcançaram uma rotatividade média de 19,2% contra 41,8% da média nacional, segundo o Rais/CAGED. Esses dados indicam que o cliente Sólides possui um turnover 54% abaixo da média nacional.

A tecnologia quando implementada no RH, mostra que a captação de tantos dados promete também revolucionar a gestão de pessoas e os departamentos de recursos humanos com o objetivo de melhorar os índices de produtividade dos funcionários, fazer contratações mais assertivas, aumentar a retenção de talentos, entre muitas outras possibilidades.

Para entender um pouco mais sobre como é possível usufruir dos benefícios reais dessa ferramenta, listo abaixo as principais vantagens do Big Data Analytics no mercado de RH:

Contratações mais assertivas – Com a utilização da tecnologia, houve uma verdadeira evolução na prospecção de talentos. Por meio da análise de dados, o people analytics, e mapeamento comportamental dos candidatos, é possível contratar mais rapidamente um profissional com fit cultural.

Acompanhamento de performance – Utilizando ferramentas de Big Data Analytics, o setor de RH é capaz de analisar a performance da empresa como um todo e não mais de maneira segmentada, em que cada departamento é avaliado separadamente. Por meio desse tipo de avaliação, as conclusões tornam-se mais certeiras, os insights mais qualificados e a tomada de decisão mais efetiva.

Identificação de falhas de processos – Nem sempre esse processo é simples, especialmente quando a origem do problema é bastante sutil e envolve mais de um departamento. Nesses casos, saber onde está o erro para que se possa corrigi-lo pode ser muito demorado. Porém, esse cenário muda completamente quando o RH passa a atrelar a tecnologia em todo o processo, pois as falhas passam a ser identificadas de maneira eficaz, acelerando os processos corretivos e reduzindo o custo operacional.

Identificação de talentos – Por meio de gráficos de desempenho, produtividade e entrega de resultados, possibilitadas pela utilização de plataformas, é possível descobrir as “joias” dentro da companhia, agilizando e otimizando processos de promoção.

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Três livros para entender a nova economia digital

Em um mundo cada vez mais orientado por algoritmos e automatização, a ressignificação do protagonismo humano será definida pela colaboração entre homens e máquinas — e pela nossa habilidade de se adaptar a esse novo cenário. Das grandes mudanças de fluxos econômicos aos desdobramentos psicológicos individuais, conheça três livros para entender os impactos desse movimento na sociedade e no mercado de trabalho.

The Big Nine — Amy Webb
Um dos destaques da Expo 2020, a americana Amy Webb, é considerada uma das principais analistas de tendências do mercado de tecnologia. Em “The Big Nine”, seu livro mais recente, ela volta o radar para a relação entre o mercado de inteligência artificial e os conglomerados digitais. A partir das perspectivas de empresas como Amazon, Google, Facebook, Tencent, Baidu, Alibaba, Microsoft, IBM e Apple, ela aponta os riscos que essa concentração de poder oferece para o futuro da humanidade.

21 Lições para o Século 21 — Yuval Harari
Autor dos best-sellers Sapiens e Homo Deus, o israelense Yuval Harari foi uma das grandes atrações da última edição da HSM Expo, quando se apresentou pela primeira vez no Brasil. A apresentação terá como base os temas abordados em sua obra mais recente: “21 Lições para o Século 21”. O livro fecha a trilogia sobre o passado, presente e futuro da humanidade, trazendo um olhar original e didático sobre os impactos das revoluções tecnológicas na economia e na sociedade.

Sociedade do Cansaço — Byung-Chul Han
Em sociedade do cansaço, o filósofo coreano apresenta uma visão incômoda sobre a pressão que a cultura do desempenho exerce sobre cada indivíduo. A partir do conceito de liberdade coercitiva, ele aponta como nossas escolhas profissionais estão levando a uma autoexploração disfarçada de senso de liberdade.

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Três séries para pensar sobre o futuro

Entre desfiles, bailes e bloquinhos, o Carnaval pode ser um bom momento para atualizar o calendário de séries perdidas. E não faltam boas opções para os fãs de inovação e tecnologia. Veja abaixo três opções para os foliões do bloco do sofá e da televisão.

WESTWORLD
Uma das mais famosas séries da HBO (e uma das preferidas de Elon Musk), Westworld é ambientada em um parque temático do Velho Oeste. O local é povoado por androides de cowboys, índios e fazendeiros e serve como pano de fundo para uma discussão sobre os limites e os desafios éticos da inteligência artificial. A estreia global da terceira temporada está prevista para o dia 15 de março.

YEARS AND YEARS
A história gira em torno da família Lyons, composta por membros de diferentes posições políticas, idades e estilos de vida. A partir desse núcleo central, a série da HBO revela um futuro completamente diferente de outras produções do gênero: um cenário próximo – datado entre os anos 2019 e 2024 – e bastante verossímil em relação ao contexto cultural e político atual.

LOVE, DEATH & ROBOTS
Produzida por David Fincher (Seven e Clube da Luta), Joshua Donen (Gone Girl), Jennifer Miller (Garota Exemplar) e Tim Miller (Deadpool), a série da Netflix reúne 18 episódios independentes, com aproximadamente dez minutos de duração cada. Os temas abordados incluem algumas das principais discussões do mercado de tecnologia atual, como robótica, viagem espacial e realidade virtual.

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Segurança e privacidade de dados: como se preparar para esse desafio

Com o aumento do volume de informações e conexões, a segurança e a privacidade de dados vem se revelando como um dos principais desafios dos próximos anos. Os questionamentos sobre como as informações de consumidores são exploradas tem levado ao crescimento dos investimentos em soluções de cybersecurity e compliance. Movimentos como o 5G e a IoT tendem a inflamar ainda mais esse cenário..

No Brasil, a discussão deverá ganhar força com a implantação da LGPD, que entrará em vigor a partir de agosto. Em entrevista ao HSM Experience, Leandro Bissoli, sócio do PG Advogados, revelou alguns dos principais impactos nas organizações do país – e os desafios para se adequar às novas regras.

A entrevista com o advogado está na disponível no HSM Experience. Você está pronto para enfrentar esse desafio?

Por Natália Fazenda

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Blockchain: 4 bons motivos para aprender a trabalhar com essa nova tecnologia

Em tempos de crise política, o brasileiro vem aprendendo a questionar a forma como são feitos os negócios, de onde vêm os recursos para executá-los e qual é o nível de transparência. Sendo assim, não é à toa que uma tecnologia como o Blockchain chame a atenção e ganhe status de ferramenta capaz de reinventar novos caminhos em diversos setores da economia.

Sem dúvida, o Blockchain é uma das invenções mais geniais dos últimos tempos. Ele chegou para permitir que a informação digital seja distribuída, e não copiada, o que garante muito mais segurança e confiabilidade, com inúmeras possibilidades de utilização.

Porém, uma das grandes dificuldades é a falta de mão de obra qualificada no Brasil. Muitos projetos acabam não saindo do papel por falta de profissionais qualificados – e de investimento também. “O Blockchain já existe há algum tempo, mas muitos profissionais ainda não se deram conta da transformação que ele representa”, afirma Henrique Leite, fundador da GOBlockchain, empresa de tecnologia especializada em Blockchain e plataformas DLT.
Henrique lista quatro bons motivos pelos quais vale a pena trabalhar com essa tecnologia:

Mais oportunidades para empreender

O Blockchain é uma espécie de livro que registra transações, sendo que todos podem vê-lo, mas ninguém pode alterá-lo. Embora seja algo simples, é inovador, porque suas transações são continuamente verificadas e armazenadas na rede, que por sua vez são conectadas aos blocos anteriores, criando uma cadeia. Cada bloco deve se referir ao bloco anterior para ser válido.

Esta estrutura evita de forma permanente que alguém altere o livro contábil básico. Para roubar qualquer valor, seria necessário alterar a metade de toda a cadeia mais um, e assim mudar o consenso da rede. A partir daqui, é possível compreender como é possível reinventar muitos modelos de negócios utilizando a tecnologia Blockchain.

Um exemplo de empreendedorismo nesse setor é a Digital Asset, que está em Nova York nos Estados Unidos. Em recente entrevista à revista Bloomberg Market, a CEO da empresa, Blythe Masters, diz que a empresa está projetando um software que permitirá aos bancos, investidores e demais participantes do mercado, utilizar Blockchain para mudar a maneira de negociar empréstimos, títulos e outros ativos.

Entrar em um mercado onde não existe mão de obra suficiente

Muitas grandes empresas já estão usando o Blockchain para conceber e desenvolver produtos e serviços. Ainda que haja desconfiança frente à tanta inovação, empresas como a Microsoft e a bolsas de valores já estão investindo.

Um exemplo é a BMW, que está utilizando Blockchain a fim de garantir que as baterias para seus carros elétricos contenham apenas o cobalto obtido livre de mão de obra infantil, o chamado “cobalto limpo”. Cerca de 65% do mineral existente no mundo é fornecido pela República Democrática do Congo, onde sabe-se que 25% da extração ocorre em minerações artesanais não regulamentadas, daí a preocupação da montadora.

No Brasil, as empresas estudam formas de se beneficiar do Blockchain, mas ainda esbarram na falta de profissionais qualificados para pensar soluções com a tecnologia.

Estímulo à economia colaborativa

Este é o tipo de economia em que bens e serviços são obtidos de forma compartilhada. Por exemplo, em vez de comprar um objeto que será usado apenas uma vez, você opta por alugá-lo em um aplicativo de celular. E muitas iniciativas de compartilhamento não se baseiam apenas no empréstimo ou no aluguel, mas também na troca.

A partir daí, imagine como o Blockchain pode ser uma poderosa ferramenta para garantir confiabilidade nessas transações, por meio de contratos inteligentes e executando ações, desde que as condições sejam atendidas.

Possibilidade de disruptura com práticas já existentes

Graças aos contratos inteligentes, a necessidade de moderação por uma terceira parte pode ser drasticamente reduzida ou eliminada. Ao automatizar o que anteriormente exigia intermediários, muitos serviços podem ser oferecidos por um custo menor. Essa mudança será disruptiva para muitas indústrias, principalmente para aquelas com potencial para o comércio no modelo P2P (peer-to-peer).

GOBlockchain startup brasileira de tecnologia que nasceu em 2017 com o objetivo de impactar positivamente o ecossistema de Blockchain, atendendo uma nova demanda. Sua gestão é realizada de acordo com a filosofia de colaboração, consenso e transparência. A organização conta com três frentes de negócios. A primeira delas é a GOSolutions, focada em serviços de consultoria e cursos in company. Já a segunda é a GOLabs, cujo foco é a criação de produtos. E a terceira é a GOEducation, cuja missão é formar e capacitar profissionais em Blockchain por meio de cursos, workshops, meetups, entre outras atividades.

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Chinnovation: o pioneirismo tecnológico que fez da China o novo centro de inovação

Já falamos neste texto sobre o porquê de o país oriental ter conquistado seu espaço no cenário global de negócios. A China e sua ascensão econômica em um período de tempo de 40 anos colocou a nação como uma das potências econômicas mais relevantes do mundo nos últimos tempos. E isso parece ser só o começo!

Depois de muito tempo sendo percebida como o país da imitação, atualmente a China sai na frente quando se trata de inovação em tecnologia, concorrendo de igual para igual com os EUA. A empresa chinesa Huawei chegou a conquistar, no ano passado, a segunda posição em vendas mundiais de smartphones, ultrapassando a Apple.

Entretanto o pioneirismo chinês não é de hoje. Com um impacto imensurável no desenvolvimento da civilização, o filósofo inglês Francis Bacon chegou a escrever como essas invenções transformaram o mundo:

“Impressão, pólvora e bússola: estas três mudaram toda a face e o estado das coisas em todo o mundo; a primeira na literatura, a segunda na guerra, a terceira na navegação; de onde se seguiram inúmeras mudanças, tanto que nenhum império, nenhuma seita, nenhuma estrela parece ter exercido maior poder e influência nos assuntos humanos do que essas descobertas mecânicas.”

Apesar disso, a China, por muitos anos, deixou de investir na área de ciências e tecnologia por ser visto como algo trivial ou restrito a um número limitado de aplicações práticas. Em contrapartida, com a morte do líder Mao Tsé-Tung, em 1976, o país colocou ciência e a tecnologia como uma das Quatro Modernizações, se tornando hoje o maior produtor mundial de artigos científicos.

Segundo o pesquisador Luiz Ricardo Cavalcante, da divisão de estudos setoriais do Ipea, os investimentos chineses em pesquisa e desenvolvimento tecnológico passaram de cerca de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2000 para 1,44% em 2008, aproximadamente U$ 63 bilhões.

Liderança tecnológica Chinesa

Graças ao alto investimento em pesquisas nessa área, o gigante asiático parece ter voltado à disputa pelo título de liderança quando o assunto é inovação e tecnologia. Do uso de inteligência artificial como apresentador de noticiário de TV aos supostos primeiros bebês geneticamente modificados, a sede da China por pioneirismo pode chocar e trazer controvérsias do ponto de vista ético, porém, não deixam de fazer com que ela saia na frente de outros países na área tecnológica.

Prova disso é que, enquanto as principais empresas de tecnologia do mundo então preocupadas em criar o primeiro computador quântico – capaz de quebrar a criptografia que protege as informações digitais e colocando em risco bilhões de dólares gastos em comércio eletrônico – a China está correndo atrás da liderança no desenvolvimento da criptografia quântica, colocando pesquisas quânticas como prioridade no governo.

“A China tem uma estratégia muito deliberada para possuir essa tecnologia. Se acharmos que podemos esperar cinco ou dez anos antes de saltar sobre esta inovação, será tarde demais.” Afirmou Duncan Earl, presidente e diretor de tecnologia da Qubitekk, uma empresa que está explorando a criptografia quântica, ao The New York Times.

Centro de alta tecnologia e inovação

Segundo a Forbes, 5 das 10 empresas mais ricas do mundo de 2018 são chinesas. Além disso, a China tem seu próprio Vale do Silício, com vários polos de inovação espalhados pelas cidades chinesas atraindo empreendedores e startups que estão em busca da última tendência em inovação.

“Muitas vezes, encontro pessoas no Vale do Silício que ainda pensam que tudo o que a China pode fazer é clonar suas ideias, mas isso é contrário. Agora vejo mais empresas ocidentais copiando a China ”, afirma Rui Ma, um investidor que trabalha entre a China e o Vale do Silício, em entrevista à Revista Wired.

Uma das cidades mais importantes do país, Shenzhen, marca as transformações que a China sofreu nos últimos 40 anos. De vila de pescadores, a cidade se transformou em um centro global de manufatura, se tornando um dos principais polos financeiros, culturais e administrativos do governo chinês atual.

Vale destacar que o PIB da cidade – apenas de Shenzhen – em 2017, foi de U$ 338 Bi, maior do que o PIB de países como Irlanda e Dinamarca.

Além disso, a cidade é também sede das maiores empresas de inovação chinesas como Huawei e a gigante da internet Tencent, ganhando o apelido de “Vale do Silício do Hardware”. Sem contar que 90% dos eletrônicos do mundo são fabricados por lá, incluindo televisão e telefones celulares.

Em 2014, o então presidente Barack Obama destacou em um de seus discursos que “a nação que apostar tudo na inovação hoje será o dono da economia mundial de amanhã”.

Olhando para o cenário mundial, parece que ele nunca esteve tão certo!

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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Plataformas de Streaming: as produções originais para você assistir nas férias

Plataformas de streaming mudaram a forma de consumir filmes e séries, além disso, atualmente, estes serviços são os que mais estão consumindo a banda larga dos usuários mundialmente, é o que revela um estudo divulgado pela Sandvine.

Todo esse crescimento exponencial fez emergir novas plataformas, oferecendo ao usuário uma maior gama de conteúdos e uma infinidade de novas opções de serviços. Entretanto, em um mar de tanta variedade, como saber qual plataforma deve ganhar sua audiência e valer sua assinatura mensal para que você não tenha que gastar seu dinheiro com todas?

Fica realmente difícil escolher! Mas para te ajudar neste mês de férias a dar uma variada no seu cardápio de séries para maratonar, a gente elegeu uma produção de cada nova plataforma que está surgindo no Brasil a fim de mostrar o que tem de incrível em cada uma delas. Confira!

Plataforma: Amazon Prime
Série: American Gods

No Brasil desde 2016, a plataforma de streaming da Amazon tem investido cada vez mais em produções originais e feito um bom trabalho. Neste último ano, alguns títulos como “The Marvelous Mrs. Maisel” chegou a levar dois Globos de Ouro, provando que a empresa tem muito potencial.

American Gods, é uma série inspirada na obra do escritor Neil Gaiman. Uma boa ficção, onde a trama se desenvolve de forma interessante em torno de uma batalha entre os “velhos deuses” – seres bíblicos e mitológicos – e o “novos deuses”, representados pelo dinheiro, tecnologia, celebridades, entre outros. Ambientada nos tempos atuais, a história tem como centro o personagem principal Shadow Moon, um ex-vigarista que agora serve como segurança do Sr. Wednesday, um dos velhos deuses que está na Terra com a missão de reunir forças para lutar contra as novas entidades.

Plataforma: HBO GO
Série: Sharp Objects

Reunindo todos os conteúdos originais da emissora – Game of Thrones, Big Littles Lies, Wetsworld – a HBO também criou sua própria plataforma de streaming para concorrer no mercado. Contendo suas produções mais aclamadas pelo público, o serviço ainda inclui filmes que fazem parte dos estúdios subsidiários à Time Warner, produções da Warner Bros. e New Line Cinema.

O suspense psicológico Sharp Objects é o tipo de série boa e curta que se você quiser consegue maratonar tudo em um dia. Baseada no romance de Gillian Flynn, conta a história da repórter Camille Preaker, que retorna à sua cidade natal para cobrir os assassinatos de duas meninas, tendo que revisitar traumas do passado que a deixam emocionalmente perturbada.

Plataforma: GloboPlay
Série: Assédio

Aproveitando a curva de ascensão do streaming no Brasil, quem não quis ficar de fora do mercado foi a emissora Globo. Lançando séries originais para sua plataforma – que até então só contava com conteúdos que eram exibidos anteriormente na TV aberta – em 2018, a empresa atualizou seu catálogo com séries adquiridas de outras empresas, como The Good Doctor, da Sony Pictures, além da proposta de investir cada vez mais em produções exclusivas.

Lançada exclusivamente para assinantes do Globoplay, a série Assédio mostra uma rede de mulheres que se forma para denunciar uma série de abusos sexuais cometidos por um médico bem-sucedido e respeitado: Roger Sadala, interpretado pelo ator Antônio Calloni.

Tem série para todos os gostos, agora é só escolher a sua favorita!

Natália Fazenda
Área de conteúdo HSM

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Mulheres na tecnologia: como elas estão promovendo inovação nessa área

Mulheres na tecnologia: como elas estão promovendo inovação nessa área

Tecnologia, computadores, videogames e todo esse universo foi, durante muitos anos, retratado como coisa de homem nerd. Entretanto, assim como nas empresas em geral, as mulheres estão alcançando a liderança e ganhando cada vez mais espaço na área da tecnologia, mostrando que inteligência artificial, robôs e realidade virtual também são coisas de mulher!

Peter Diamandis, cofundador e presidente-executivo da Singularity University, afirma que “Precisamos de mais mulheres na tecnologia! Em 2012, elas representavam apenas 26% da força de trabalho em computação, de 3.816.000 ocupações relacionadas à área. Naquele ano, apenas 18% dos estudantes de ciências da computação eram mulheres”.

Mas esse cenário parece estar mudando, e para melhor. Na verdade, as mulheres já têm feito a diferença no ramo tecnológico há muito tempo — vide o exemplo das três cientistas que foram as responsáveis por ajudar a colocar o primeiro homem na Lua —, porém, se antes elas não recebiam a visibilidade que mereciam por seu trabalho bem-feito, hoje elas estão sendo cada vez mais valorizadas, além de estarem à frente de criações incríveis e inovadoras.

No início deste ano, a revista Forbes publicou uma lista com as seis mulheres mais poderosas no setor de tecnologia. Entre elas se destacam:

Sheryl Sandberg: chefe operacional do Facebook desde 2008, é a primeira mulher a ocupar esse cargo na empresa e ajudou a aumentar drasticamente as receitas na rede social. Antes disso, Sandberg foi VP de Vendas Globais e Operações Online do Google.

“As mulheres subestimam sistematicamente suas habilidades. Você tem de acreditar que merece estar ali, que é boa o suficiente para isso, para ter o sucesso que deseja. Se você não tomar a iniciativa e o fizer, outros não farão por você”, afirma Sandberg.

Susan Wojcicki: atual diretora-executiva do YouTube. No Google, ela trabalhou no desenvolvimento de ferramentas de sucesso, como o Google Imagens e o Google Books. Além de conduzir projetos como o AdWords, DoubleClick, Google Analytics e AdSense. O último se tornou a segunda maior fonte de receita do Google. Foi Susan quem propôs ao Conselho do Google que a empresa deveria comprar o YouTube.

“Embora precisemos de mais mulheres para se formar com títulos técnicos, sempre gosto de lembrar às mulheres que você não precisa ter formação em ciência ou tecnologia para construir uma carreira em tecnologia”, declara Susan Wojcicki.

Ginni Rometty: a primeira diretora-executiva da IBM. Rometty é cientista da computação e se destacou ao investir em soluções de análise e armazenamento na nuvem, o que compensou as perdas que a empresa vinha tendo com a venda de licenças mais tradicionais.

“Uma das coisas mais importantes para qualquer líder é nunca deixar ninguém definir quem você é. Você define quem é. Eu nunca penso em mim como uma mulher CEO desta empresa. Eu penso em mim como administradora de uma grande instituição”, diz Rometty.

Além de todos esses grandes nomes, que podem servir de inspiração para quem pensa em ingressar no mundo da tecnologia, não podemos deixar de citar Rana el Kaliouby, a cientista que em 2018 entrou para a lista dos jovens mais influentes nos negócios, do ranking elaborado pela revista Fortune. Rana é a responsável por desenvolver uma inteligência artificial emocional, para que as máquinas consigam reconhecer as emoções faciais humanas e aprendam um jeito novo de interagir com as pessoas.

Por fim, a inclusão da mulher nas áreas de ciência e tecnologia é imprescindível para que inovações como essas aconteçam e transformem o mundo para melhor!

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