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Arriscado é não inovar

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Em muitas empresas inovação é sinônimo de risco. Esse fenômeno é comumente visto em organizações que estão trabalhando no limite da sua capacidade operacional, isto é, possuem uma demanda superior àquilo que conseguem ofertar ao mercado, seja por uma dificuldade de crescimento orgânico ou até mesmo por uma estratégia de prestar um serviço diferenciado. Numa organização destas que possui carteira de pedidos pendentes, como justificar a alocação de uma parcela dos (escassos) recursos humanos e financeiros para investir em novas ideias e produtos? Normalmente os acionistas (ou donos) viriam essa estratégia como algo muito arriscado, afinal se é possível faturar mais e mais no negócio atual, por que investir em algo novo com receita duvidosa? Esse raciocínio parece óbvio, senão lógico, exceto por um ponto: o objetivo de qualquer empresa é sua perpetuação futura, não apenas a receita presente. Ao investir todas suas fichas na geração de caixa com base nos produtos atuais a organização pode estar hipotecando seu futuro.

Mas afinal, inovar não é arriscado? A história mostra que não, muito pelo contrário. Grandes e centenárias empresas como DuPont, 3M, GE são exemplos de que a inovação é única receita para a perpetuação de uma organização. A tabela abaixo mostra como algumas mudanças e inovações foram benéficas para algumas empresas enquanto destruíram outras.

imagem 2

São empresas que adotam um processo sistêmico de inovação, conforme definido por Peter Drucker:

Inovação sistêmica consiste na busca por mudanças e numa análise sistemática das oportunidades que essas mudanças podem oferecer para uma inovação social ou econômica.

Essas mudanças podem já ter ocorrido ou ainda estar por acontecer. A grande maioria das inovações de sucesso explora a mudança, senão as criam (exemplo: a mudança introduzida pela invenção do avião criou toda uma nova indústria). O processo sistêmico de inovação pode ser resumido nos seguintes passos:

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Como ilustrado na figura as mudanças surgem no ambiente (ou são provocadas), com base nestas mudanças o empreendedor deve buscar as oportunidades que se abrem com elas, para então desenhar um novo produto ou conceito inovador que vá explorar essa mudança. Para tornar mais concreto este processo, vamos a um exemplo prático. Vamos analisar as seguintes mudanças recentes:

1.       Tendência de as pessoas terem menos tempo disponível para o convívio social nas grandes cidades, devido ao trânsito, excesso de trabalho, etc.

2.       Surgimento da Internet

Com base nessas mudanças alguns empreendedores realizaram uma busca por oportunidades e chegaram num conceito inovador: Redes sociais.

Esse processo, embora óbvio hoje, não era na época e levou anos para que o conceito fosse aceito e ganhasse popularidade. O empreendedor que entendeu a mudança e a converteu em inovação pode ter colhido bons frutos de sua visão.

Grandes inovações como redes sociais ou a invenção do avião não ocorrem todos os dias, a grande maioria das inovações são incrementais e visam melhorar processos atuais ou criar produtos melhores.

Agora retornando ao título do artigo, qual é o problema de uma empresa não inovar? O problema é que os concorrentes dela vão inovar, criando produtos melhores e mais competitivos, prestando um serviço melhor e diferenciado. Certamente seus clientes logo perceberão que esta organização ficou para trás e vão mudar de produto ou serviço, decretando seu fim. Claro que esse argumento não vale para empresas que tenham algum tipo de monopólio de mercado, não por acaso as empresas que detém monopólio geralmente prestam um mau serviço aos seus clientes, mas estes não têm o poder de trocar de fornecedor como gostariam.

Agora será que inovar não é arriscado? E se a inovação não der certo? Vamos a um exemplo de uma indústria onde as empresas dependem essencialmente de inovação para se perpetuar: a indústria farmacêutica. Não existem estatísticas oficiais, mas estima-se que 19 a cada 20 novas drogas desenvolvidas pelos laboratórios não chegam a serem comercializadas. Isso indica um índice de sucesso de apenas 5%. Além disso, o desenvolvimento de uma nova droga pode consumir mais de USD 1 bilhão em pesquisa. Ou seja, um laboratório que busca criar 20 novos produtos num certo período pode “desperdiçar” mais de USD 19 bilhões. Seria mesmo desperdício? A indústria farmacêutica acha que não, caso contrário estaria alocando seu capital em outros investimentos. A grande diferença é que essa indústria se adaptou à constante necessidade de inovação, adotando processos sistêmicos de busca de inovações e novos produtos. O arcabouço regulatório estimulou isso visto que a patente das novas drogas tem uma validade finita, estimulando a busca por novos produtos.

O mesmo processo sistêmico que funciona bem em várias empresas e indústrias pode funcionar na grande maioria das organizações, é uma questão de colocar prioridade no tema, alocar os recursos e se preparar para os fracassos que certamente ocorrerão. Afinal, uma empresa que se preocupa apenas com o presente, não está construindo seu futuro. Esse é o grande risco, e inovar é muito seguro quando comparado a isso.

Artigo escrito por João Paulo Batistella – IT Executive at Telefônica | Vivo[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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5 formas de aumentar sua produtividade em 2017

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“Para você ganhar um belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz

[…]

Não precisa

fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta

[…]”

Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade

O poema do mestre itabirano é quase lugar-comum quando o fim de ano se aproxima, mas, como todo mestre, o poeta sabe o que diz. Aproveitamos esse marco temporal para pensar no que podemos melhorar no ano seguinte e é para isso que existe o calendário: para criar espaços de reflexão na rotina. Reunimos aqui cinco dicas para ajudar você a se tornar mais produtivo – e, quem sabe, conseguir assim mais tempo não só para a reflexão como também para o descanso.

1. Use a agenda a seu favor.

A maioria das pessoas usa a agenda para se lembrar de aniversários e eventos, mas isso prejudica o verdadeiro poder de sua agenda de aumentar sua produtividade. Uma estratégia simples que pode funcionar é planejar as principais tarefas de cada dia, criando não apenas uma lista de afazeres para o dia seguinte, mas estabelecendo um horário para as principais atividades que precisam ser realizadas. O ditado “o que se planeja se realiza” é muito verdadeiro. Experimente.

2. Planeje seu dia com antecedência.

Parece algo simples de fazer, mas é surpreendente o número de pessoas que acorda de manhã sem um plano de ação para o dia.  Planejar o dia com antecedência ajuda a descansar na noite anterior, já que você não precisa acordar no meio da noite para tentar se lembrar de tudo que você precisa fazer no dia seguinte. Também ajuda a acordar motivado para enfrentar dia, já que você já sabe exatamente o que tem de fazer, em vez de ponderar e perder um tempo precioso tentando montar um plano.

3. Aperfeiçoe sua rotina matinal.

Uma boa rotina matinal é fundamental para que você leve sua produtividade a outro nível e se planeje para ter um ótimo dia. A forma como começamos nosso dia é um grande indicador de como o resto do nosso dia será. Encontre algo que funcione para você e comece a planejar sua agenda. Alguns exemplos podem ser fazer exercícios, ler um livro motivacional por 15 ou 20 minutos, meditar, dar uma olhada nos objetivos diários e anuais, repassar a agente. E sempre se alimentar bem e com calma, para garantir que o corpo esteja preparado para o dia que começa.

4. Desenvolva um senso de urgência.

A falta de urgência impede muitas pessoas não só de aumentar seus níveis de produtividade, mas também de atingir seu potencial completo e alcançarem seus maiores objetivos e sonhos. Isso não significa passar o tempo todo em estado de alerta, o que é uma receita infalível para o estresse. Significa apenas não adiar tarefas incômodas, a famosa procrastinação. Crie um gatilho que funcione para você, seja escrevendo um lembrete em um caderno ou no bloco de notas do celular, e tente se lembrar constantemente do que você não pode deixar para amanhã.

5. Limite as distrações.

Vivemos em um mundo tão barulhento e cheio de distrações que se você não fizer um esforço intencional para limitar a quantidade de distrações na hora de trabalhar certamente verá sua produtividade cair. Um dia típico para a grande maioria da população consiste em ligar o computador logo de manhã, olhar o Facebook, enviar e-mails, tomar um café, conversar com os colegas de trabalho, e depois trabalhar com muito tédio pelo resto do dia. Diminua os intervalos, limite a conversa com os colegas de trabalho e pare de navegar na internet durante o trabalho. E não deixe de sair para almoçar, fazendo as refeições com calma e aproveitando bem os momentos de pausa.

Assim como nas dicas acima, a palavra-chave também para o poeta é consciência. É assim que ele conclui sua Receita de Ano Novo:

“Para ganhar um Ano Novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.”

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Blog Tecnologia & Inovação

7 aplicativos para um 2017 mais produtivo

[vc_row][vc_column][vc_column_text]O fim do ano está chegando e com ele o planejamento para o ano que vai começar. Elencamos aqui uma lista de sete aplicativos que podem ajudar você, de maneira descomplicada, a administrar suas tarefas e trabalhar com mais produtividade em 2017.

1.      Evernote: O campeão da organização, integra o espaço de trabalho e permite tomar notas, organizar e apresentar ideias de forma sistematizada. Além de ter uma interface amigável, também é fácil de administrar, reunindo notas de aparelhos e sistemas diferentes. Também permite carregar imagens, áudio e vídeo para enriquecer as anotações. Hoje ele também inclui os recursos de um app anterior, chamado Evernote Hello, que permite fotografar cartões de visita para armazenamento e que busca o LinkedIn para encontrar e mapear os contatos. https://evernote.com/intl/pt-br/

2.      Any.do: Tudo que você imaginar que uma agenda poderia reunir, o Any.do reúne. Lembretes, eventos, listas de afazeres, compromissos são alguns dos serviços. Tem ótima integração com o Google Chrome. http://www.any.do/

3.      Smartr Contacts: É o rei dos contatos, integrando dados de equipamentos Apple, Google, Gmail e contas de redes sociais em um só conjunto, com interface amigável e uma experiência absolutamente igual em laptops e smartphones. A empresa foi adquirida pelo Yahoo!, mas ainda é possível baixar o app.

4.      1Password: Todas as suas senhas reunidas e mantidas em segurança, em um só lugar. Gera e administra senhas, podendo ser sincronizado com Dropbox e iCloud. https://1password.com/

5.      Slack: Um app de mensagens para equipes, com recursos bem mais avançados do que os aplicativos mais comuns, de conversa entre pessoas. Categoriza as conversas conforme o projeto e o propósito, ajuda a classificar e qualificar as mensagens e controla os alertas para evitar excessos, além de contar com um sistema de buscas avançados para o conteúdo das mensagens. https://slack.com/

6.      Genius Scan: Um scanner de bolso que permite escanear documentos e exportá-los como JPG ou arquivos PDF de várias páginas. Consegue detectar margens, corta imagens e corrige a perspectiva, mesmo que a foto não seja muito boa. Toda a documentação em seu celular em instantes. Funciona em iPhone e pode ser encontrado na loja da Apple.

7.      Dial4me: Para quem está sempre na estrada, é um app VoIP que facilita a comunicação com a equipe, pois permite fazer ligações internacionais mais baratas, além do envio de mensagens de texto. http://www.dial4me.com.br/

A maioria dos aplicativos já tem versão em português e muitos deles têm uma versão gratuita, mais simples, e outra paga, com funcionalidades mais específicas. Com exceção do Genius Scan, todos também funcionam em sistema iOS e Android.

Já que não podemos mais viver sem o smartphone, é bom aproveitar todos os recursos que estão à nossa disposição para garantir um ano novo mais produtivo.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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Blog Tecnologia & Inovação

O futuro está logo ali

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Várias tendências tecnológicas que antes pareciam ideias saídas da cabeça de roteiristas de filmes de ficção científica estão se tornando parte de nossa realidade – o que não faz parte de nossa vida atual, fará em muito pouco tempo. Áreas como saúde e medicina, transporte, gestão da energia e segurança pública estão entre as que mais serão afetadas.

Como diz o empreendedor e investidor Steve Case em seu livro A terceira onda, cada vez mais o mundo físico e o digital estarão reunidos. Empresas e setor público também precisarão aprender a trabalhar em parceria, pois no futuro os limites entre público e privado serão bem mais tênues:

1. Internet das Coisas

O que é?

A partir de sensores instalados nos objetos e conectados em rede, as “coisas” passam a ser controladas remotamente de maneira fácil e precisa. A Cisco prevê que até 2020 50 bilhões de dispositivos serão conectados à internet por meio de uma rede de sensores sem fio.

Como vai afetar nossa vida?

Pode melhorar serviços públicos, com a integração de dados e prontuários, assim como o monitoramento do clima, de pacientes e do transporte, entre muitos outros. Tem aplicações nas áreas de gestão de infraestrutura, gestão de grids de energia, equipamentos médicos e sistemas de saúde, construção civil, gestão de recursos ambientais, varejo e cadeia de suprimento, comunicações, educação (estatísticas sobre aprendizado), entre outras.

2. Transformação digital e ciência de dados

O que é?

A transformação digital inclui digitalizar a experiência do consumidor, o fluxo de dados, a gestão da cadeia de suprimento, governança, relações com o governo. A ciência de dados é responsável pela interpretação dos dados que produzimos atualmente, a uma velocidade e quantidade nunca vistas. Basicamente falando, é transformar papéis em registros digitais – e extrair informações e conhecimento a partir disso.

Como afeta nossa vida?

Big data e análise de dados estão dando às empresas e aos governos as ferramentas necessárias para desvendar tendências, preferências dos clientes, dados demográficos e muitas outras informações. De forma imediata, as ferramentas podem ajudar setores como atendimento ao cliente, assistência à saúde e serviços financeiros.

3. Inteligência artificial e realidade aumentada

O que são?

Inteligência artificial (IA) é o processamento computadorizado que vai além da programação, permitindo adaptações e reações a demandas específicas e até um tipo de aprendizado, com uma melhoria contínua nas respostas ao longo do tempo. A realidade aumentada interliga os mundos físico e digital por meio de uma interface sensorial gerada por computador, como som, imagem e até cheiro.

Como afetam nossa vida?

As duas tecnologias vão mudar operações nos setores privado e público nos próximos dez anos. A IA pode compreender, diagnosticar e solucionar problemas dos clientes sem estar especificamente programada. A realidade aumentada pode melhorar a experiência de compra, por exemplo, e ser aplicada no turismo, engenharia, arquitetura, entre outras áreas.

4. Supercomputação e computação quântica

O que são?

Segundo a Lei de Moore, a capacidade de processamento dos chips de computadores dobra a cada dois anos. Chegamos, então, à era da computação quântica, na nuvem. Essa velocidade vai continuar crescendo exponencialmente. A vertiginosidade atual já permite resolver problemas 100 milhões de vezes mais rápido do que sistemas convencionais.

Como afetam nossas vidas?

A supercomputação já trouxe mudanças radicais na física, na nanotecnologia e na ciência dos materiais. Além do aumento na velocidade de processamento, essa nova modalidade também vai facilitar cada vez mais a eletrônica dos materiais vestíveis.

5. Cidades inteligentes

O que são?

A tecnologia já permite integrar transporte, energia, coleta de lixo e tecnologias e serviços de segurança, criando cidades com uma infraestrutura público-privada capaz de desenvolver medidas operacionais para prevenir, mitigar, responder e recuperar a cidade de incidentes cibernéticos, crimes, terrorismo e desastres naturais.

Como afetam nossas vidas?

Segundo a consultoria Frost & Sullivan, o potencial de mercado global combinado das áreas ligadas às cidades inteligentes (transporte, saúde, construção civil, infraestrutura, energia e governança) deve ser de US$ 1,5 trilhão. Além da informatização da saúde e do transporte, o impacto das novas tecnologias sobre a segurança pública, por exemplo, acontecerá por meio de vigilância (sensores químicos, câmeras, drones), leitores de placas de carros, tecnologias não letais, investigação forense etc.

6. Impressão 3D

O que é?

É a produção de objetos tridimensionais em camadas, a partir de programas de computador, em impressoras que utilizam matérias-primas como plástico, grafeno, metais, cerâmica, entre outros.

Como afeta nossas vidas?

A grande vantagem para o governo é que a impressão 3D pode ser customizada, produzida rapidamente, e é econômica. Usando tintas e materiais semicondutores e condutores, impressoras 3D hoje podem imprimir transistores, sensores, circuitos, baterias e telas. As opções são praticamente ilimitadas.

7. Segurança cibernética

O que é?

Está entre as principais despesas dos governos e é a maior prioridade nas pesquisas acadêmicas e de grandes empresas. São softwares que garantem a segurança no funcionamento dos sistemas de computação de empresas, governo e indivíduos.

Como afeta nossas vidas?

Nos Estados Unidos, cerca de 85% da segurança cibernética, que inclui defesa, petróleo e gás, saúde, comunicação, transporte e finanças, pertence ao setor privado e é regulamentado pelo setor público. É o aspecto crucial que mantém toda a tecnologia funcionando, garantindo a privacidade de cidadãos e órgãos governamentais.

Parece que estamos conseguindo cada vez mais compreender a tecnologia, suas aplicações e também suas implicações sociais. Mas com os benefícios vêm os riscos – é preciso acompanhar de perto esse desenvolvimento para garantir a inovação e também a segurança dos indivíduos.

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Cinco ferramentas indispensáveis para a liderança

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É hora de se preparar para os desafios de 2017, aperfeiçoando suas habilidades de liderança com leituras que vão direto ao ponto para desenvolver gestores capazes de enfrentar o ambiente turbulento atual.

Inteligência Emocional 2.0, de Travis Bradberry e Jean Greaves

Os autores criaram um guia didático para promover o autoconhecimento e aumentar as habilidades de inteligência emocional, a partir de estudos de caso da TalentSmart, consultoria que atende mais de 75% das empresas da Fortune 500. Os autores, cofundadores da consultoria que é líder mundial em testes e treinamentos sobre o tema, se aprofundam nas habilidades necessárias para desenvolver habilidades não cognitivas, fundamentais para cargos de liderança.

Inteligencia Emocional

Inteligência Emocional 2.0

Preço: R$ 49,90

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O Código dos Criadores: As seis habilidades essenciais dos grandes empreendedores, de Amy Wilkinson

A partir de uma ampla pesquisa que entrevistou os principais líderes criadores de empresas bem-sucedidas atuais, a autora mapeia as seis habilidades essenciais que devem ser aprendidas, praticadas e transmitidas para que os resultados sejam igualmente positivos.

Entre os entrevistados, estão os fundadores de Linkedin, Ebay, Under Armour, Tesla Motors, SpaceX, Airbnb e PayPal. Segundo a autora, os criadores não nascem com uma habilidade inata de imaginar e construir empresas de US$ 100 milhões. Eles trabalham para isso. Wilkinson traz exemplos reais de que o sucesso está ao alcance de todos.

Codigo dos Criadores

O Código dos Criadores

Preço: R$ 54,90

[/vc_column_text][vc_column_text]Líderes se servem por último, de Simon Sinek

Depois de observar o comportamento de líderes militares que conseguiram alto engajamento e resultados extraordinários de suas equipes, o consagrado autor do livro “Por quê? Como motivar pessoas e equipes a agir” passou a estudar por que apenas algumas pessoas dizem “adoro meu trabalho”.

O autor apresenta cases internacionais que comprovam que, em várias partes do mundo, líderes constroem ambientes nos quais as pessoas sentem que fazem parte – e isso faz toda a diferença. Sinek discute a importância e o impacto da realização na motivação profissional, e como líderes e empresas podem se tornar inspiração para seus colaboradores.

O processo acontece a partir da criação de Círculos de Segurança, que resultam em equipes estáveis, adaptadas e confiantes, nas quais todos se sentem à vontade e devotam toda sua energia para crescer e aproveitar oportunidades.

Lideres se servem por ultimo

Líderes se servem por último

Preço: R$ 49,90[/vc_column_text][vc_column_text]Os primeiros 90 dias – Estratégias de sucesso para os novos líderes, de Michael Watkins

Transição de carreira é o tema do livro do especialista Michael Watkins, que criou este guia para gestores de todos os níveis hierárquicos sobre os principais aspectos a serem dominados ao assumir um novo posto dentro da mesma empresa ou em um novo desafio profissional.

O autor estabelece o prazo de 90 dias, que considera crítico para que o novo gestor conquiste a equipe e diga a que veio – e, nesse período, mesmo as pequenas atitudes podem ter um impacto importante para que o novo líder conquiste seu espaço na organização.

O livro é resultado de uma pesquisa realizada durante três anos, financiada pela Divisão de Pesquisas da Harvard Business School, que analisou transições de gestores, visando programas de aceleração nas grandes empresas.


os primeiros 90 dias

Os Primeiros 90 Dias

Preço: R$ 54,90[/vc_column_text][vc_column_text]SEM – Sistema de Estratégia Minimalista: como os 4Es podem tornar a sua vida mais leve e levar a sua empresa ao sucesso, de Rodrigo Rocha

Para o executivo-chefe de marketing do Grupo Amil e autor do livro Rodrigo Rocha, o mundo dos negócios está precisando urgentemente se livrar dos excessos resultantes, principalmente, do fato de a área de vendas ter dominado as organizações nos últimos tempos, demandando cada vez mais produtos e serviços.

É hora de focar na qualidade e simplificar não só os processos como a vida dos clientes – e, para isso, as empresas devem se tornar minimalistas. Mais do que sugerir uma mudança no marketing, ele propõe que a estratégia e a gestão se transformem e permitam ao marketing recuperar seu poder. Quatro Es devem ser aplicados: Elegância (em produtos e serviços), Eficiência (em operação e entrega), Eloquência (em comunicação e marketing) e Êxito (em resultado financeiro e reputação).

SEM

SEM – Sistema de Estratégia Minimalista

Preço: R$ 34,90

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O que aprendi no 3º dia da HSM Expo.

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Meu trabalho é, essencialmente, lidar com o aprendizado o tempo todo. Na HSM, o ambiente cheira a conhecimento a todo momento e estar de frente com grandes pensadores e estudiosos sobre os mais diversos assuntos ligados à gestão de pessoas e empresas é algo comum. Comum, nesse caso, significa recorrente, e não menos extraordinário. Sempre aprendo, mesmo quando já ouvi a mesma palestra repetidas vezes. A cada novo momento, um novo significado é dado ao que ouço. É inevitável: sempre terei o que aprender com Tom Peters, por exemplo, mesmo que seja a centésima vez que o vejo em palco.

No último dia da HSM Expo, tive contato com alguns palestrantes que são destaques em suas áreas. Como disse, o foco no conhecimento é presente no meu dia a dia e poderia parecer algo burocrático ou sem emoção estar perto dessas pessoas como se fosse algo que, com o tempo, “perde a graça”. Jamais!

Fiz um resumo de tudo o que aprendi e que me ajudará a ser mais completo e ter novos insights para resolver problemas:

#1 O líder é como um diretor de cinema: essa afirmação foi feita na abertura do dia por ninguém menos que Tom Peters. Seu jeito simpático e descomplicado de enxergar a gestão de pessoas quase chega a incomodar. Afinal, se é tão simples ser líder, por que precisamos ouvir e ouvir e ouvir essas ideias tão “simples”? Ele próprio diz não se conformar em pegar um avião por tantas horas para falar a um público tão grande que um líder precisa saber ouvir, precisa abrir espaço no set para que seus atores possam atuar, ter uma cultura de gentileza ou que treinar não é gasto, mas sim investimento. Precisamos ouvir porque a simplicidade exige também muita humildade para que seja entendida em sua essência.

#2 Engatinhar antes de sair correndo: Oliver Stone, o renomado cineasta, deixou uma mensagem importante que eu considero essencial em um cenário em que queremos respostas rápidas e soluções instantâneas. Saber das limitações pelo caminho e que existe um processo de aprendizagem a ser percorrido é o primeiro passo para poder ficar de pé e evitar tropeços nas mesmas pedras.

#3 Lute pelo seu direito de ser romântico: Pode ser que a dúvida sobre um dia as máquinas serem capazes de pensar seja menos incômoda do que a provocação levantada durante a palestra de Tim Leberecht: será que nós, seres humanos, seremos capazes de continuar sentindo? A ideia de perfeição, erro zero, métricas, análises, maximização, otimização e “numericismos” dá a impressão de que viramos máquinas inteligentes, mas que têm perdido a emoção. O expert em marketing levanta a bandeira do romantismo nos negócios como forma de diferenciação e inovação. Um discurso inspirador para românticos e até para muitos céticos.

#4 Um carro novo de novo e de novo: Já imaginou se a cada duas semanas você precisasse criar um produto novo vencedor? É isso o que acontece na Fórmula 1, e o diretor técnico da McLaren, Eric Boullier, contou como é possível vencer tantos desafios oferecidos no automobilismo. Ter parcerias e foco direto em resolução de problemas e inovação é a chave. Afinal, reconstruir um carro novo a cada duas semanas só é possível quando existe um processo muito funcional e assertivo.

#5 O mundo em que vivemos é resultado de atitudes de pessoas corajosas: Flávio Augusto, fundador da WiseUp e um dos maiores empreendedores do país não tem dúvida disso. Visão, coragem e competência são os ingredientes básicos para trazer recompensas que quase todos nós buscamos em nossa vida profissional: recompensa financeira, realização e liberdade. E de coragem ele entende, afinal, fundou uma rede de escolas de inglês sem nem saber falar o idioma, mas, mesmo com um cenário tão desfavorável no país para o desenvolvimento de um empreendimento, Flávio Augusto mostrou que sua história é inspiradora e que as recompensas do sucesso são o que motivam tantas pessoas a encararem esse desafio.

#6 Toda crise passa: Ricardo Amorim mostrou que o otimismo é uma questão de análise e histórico! Gráficos, números e projeções inspiraram e deixaram grande parte da plateia aliviada e, claro, ansiosa por dias melhores na nossa economia.

#7 O crescimento não ético é passageiro: a máxima de que pessoas honestas têm amigos e as desonestas têm cúmplices também funciona para exemplificar o que a falta de ética pode fazer com empresas. O historiador Leandro Karnal divertiu e mostrou com quantos valores se faz uma empresa ética. Para os negócios, decidir ser ético passou a ser indispensável para a competitividade. As pessoas rejeitam àquelas que agem de forma ruim com pessoas, meio ambiente e demais stakeholders.

#8 Estratégia como uma escolha e não como algo planejado: se sua estratégia tem mais de cinco páginas, é possível que você tenha um problema aí! Roger Martin simplifica e mostra que a estratégia pode ser descomplicada quando você entende que analisar o passado é importante, mas que ficar preso a ele pode limitar. Uma estratégia é a resposta a cinco perguntas com respostas conectadas: “A que eu aspiro? ”, “Onde quero jogar? ”, “Como vou jogar? ”, “Que capacidade tenho?” e ”De que sistemas de gerenciamento preciso? ”.

Já estou na expectativa da HSM Expo 2017 para ver o conhecimento em ebulição e poder continuar respirando aprendizagem com grandes mestres e pessoas inspiradoras. Nomes como Ram Charan, Adam Grant, Joanna Barsh, Chip Conley e Michael Phelps já estão confirmados e não tenho dúvidas de que será mais um grande evento. Obrigado a todos que fizeram a HSM Expo 2016 ser mais um marco na nossa história. Espero você em 2017 para continuarmos junto nossa trajetória rumo ao futuro que ferve.

Autor: Guilherme Soarez, CEO HSM Educação Executiva.

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O poder do questionamento. Como um simples “porquê” pode mudar tudo

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Tenho uma filha de aproximadamente 3 anos e sempre digo que aprendo mais com ela do que o contrário. A última lição que minha pequena princesa tem me ensinado é a magia do questionamento como forma de confrontar ideias e aumentar sua base de conhecimento. As crianças começam a realizar questionamentos a partir dos 2 anos de idade como uma forma de ampliar seu conhecimento sobre o mundo novo em que vivem. Para a mente de uma criança tudo é aceitável, mas de uma coisa ela não abre mão: entender a razão das coisas. Essa é a maneira que elas possuem de entender como as coisas funcionam e começar sua preparação para a vida adulta. Alguns pais sentem-se extremamente pressionados nesta fase, em particular para explicar temas mais polêmicos ou comportamentos não convencionais. Não vou entrar aqui no mérito do que é certo ou errado um pai fazer nesta fase porque não é esse o objetivo do artigo, mas gostaria de chamar a atenção do leitor sobre como durante nossa vida deixamos de fazer coisas que até uma criança sabe que é importante: questionar.

Quando ficamos adultos, diferentemente das crianças, passamos a encarar os fatos como simples verdades e deixamos de questioná-los. Outro dia minha filha me perguntou por que ficou de noite e lhe respondi que estava de noite porque o sol tinha ido descansar. Imediatamente ela já quis saber por que ele foi descansar e a conversa foi longe… Nenhum adulto questiona mais porque temos dia e noite, ou sol e a lua. São verdades que assumimos, e são assim e ponto final.

Diferentemente do mundo da astronomia ou da física, no mundo dos negócios algumas verdades precisam ser questionadas para que se encontre a rota da inovação. Uma das formas de questionamento mais produtiva que já experimentei é a de buscar entender o “porquê” das coisas, tal como minha filha de 3 anos sabe fazer melhor do que eu. Equipes que questionam e procuram entender a razão por trás de suas atividades produzem resultados superiores. Com questionamento aqui não defendo que as pessoas devem sempre compreender e concordar com as razões que as levam a realizar determinadas atividades. Isso seria tentar instituir uma democracia corporativa, algo que poderia ser visto como utópico na grande maioria das organizações. O que eu defendo é que as pessoas busquem sempre entender a razão que motiva a realização de sua atividade. Com isso ela poderá sempre aprimorar seu trabalho para ir de encontro às expectativas do real propósito dele (mesmo que não concorde com ele). Por exemplo, eu já vi gestores solicitando aos seus funcionários trabalhos com o seguinte descritivo via e-mail: “realize uma apresentação sobre o produto xyz”. Neste exemplo o gestor falhou na comunicação por simplesmente não explicar a razão pela qual ele precisa desta apresentação, além do que o canal e-mail não é o ideal para este tipo de solicitação. No caso deste exemplo o que normalmente ocorre é a seguinte cadeia de eventos:

1.    Gestor solicita apresentação.

2.     Funcionário realiza o trabalho.

3.     Gestor recebe o trabalho.

4.     Gestor não gosta do trabalho e solicita revisão.

Os passos de 2 a 4 se repetem então de maneira indefinida até que se chegue ao propósito ou até que o tempo se esgote.

Quem não está fazendo o certo neste exemplo? Eu creio que ambos! Normalmente as pessoas tendem a culpar o gestor por não ter explicado corretamente ao funcionário o que pretendia, o que é perfeitamente justo. Mas, se o funcionário não estava em posse das informações necessárias para realizar um bom trabalho, por que não fez um conjunto de questões para guiar melhor suas atividades? Vergonha, receio, orgulho? Seja qual for a resposta, o fato é que o trabalho realizado não foi bom, e achar o melhor culpado não muda o resultado da equação.

Um hábito que eu incorporei a minha rotina quando alguém da equipe vem me falar algo é sempre questionar a razão. Se o cliente solicitou algo, eu imediatamente pergunto ao portador da mensagem: por que ele solicitou isso? Se a pessoa antes não sabia, passará a saber e, com essa informação, atuará melhor para atender ao cliente, pois agora entende o propósito. Além disso, esse constante questionamento que faço estimula uma cultura de entender o que há por detrás de cada entrega, tarefa ou compromisso. As pessoas já sabem que eu vou fazer essa “incômoda” pergunta, por isso se prepararam para ela. Depois de um tempo nem preciso mais fazer a pergunta, pois entender sempre o propósito das coisas passou a fazer parte da cultura. Não é fácil, não é simples, mas vale muito a pena pelos resultados superiores que você poderá entregar. Inclusive eu acredito que a cultura do questionamento seja uma pré-condição para inovar.

A grande mensagem que eu queria passar com este post é: você já sabe como fazer, você já fez quando era criança, então nunca pare de questionar. Ser ou não apenas uma engrenagem da máquina corporativa depende muito mais de você do que de qualquer outra coisa. A inovação não surge normalmente de grandes ideias que as pessoas têm de repente, ela surge de pessoas que questionam, entendem e não se conformam em fazer algo de um jeito se há outra forma melhor de fazê-lo.

Artigo escrito por João Paulo Batistella – IT Executive at Telefônica | Vivo

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Millennials, nem tão empreendedores assim

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Um estudo publicado no início de 2016 pelo US Small Business Administration (SBA), órgão governamental norte-americano voltado ao incentivo à pequena empresa, mostrou que o índice de empreendedorismo dos jovens da geração Millennials – que nasceram entre 1982 a 1999 e tornaram-se adultos no milênio seguinte – é menor do que nas gerações anteriores. Em 2014, menos de 2% dos Millennials se dizia autoempregado, em comparação a 7,6% da Geração X e 8,3% dos Baby Boomers.

A pesquisa, conduzida pelo pesquisador da SBA Daniel Wilmoth, explica que essas diferenças refletem principalmente a juventude dos Millennials e o relacionamento positivo entre idade e empreendedorismo entre os mais jovens. O crescimento com a idade na proporção em que cada geração se denomina autoempregado tem sido mais lenta para os Millennials também.

Parece estranho ler sobre isso em um mundo em que pessoas como Mark Zuckerberg e outros Millennials constroem impérios ainda muito jovens, mas os números da pesquisa (leia) demonstram inclusive que o ritmo de entrada dos jovens em novos negócios também é mais lento.

A pesquisa lembra que isso pode ter impactos futuros negativos para a criação de empregos e para a inovação, e não explica exatamente as razões para esse movimento. O que o estudo suscita, porém, é outra pergunta: por que esses jovens que realmente decidem empreender são tão bem-sucedidos?

Para muitos antropólogos e investidores, a explicação é fato de que todos eles têm um propósito. E isso se combina ainda com algumas características da própria geração, que foi criada com a certeza de que poderia ser e fazer o que quisesse.

Os negócios que surgem dessa fórmula realmente são muito diferentes das antigas empresas de cimento e tijolos. Além dos novos arranjos profissionais proporcionados pela tecnologia, como o trabalho à distância e novas formas de colaboração, muitas empresas já trazem em si o propósito de fazer a diferença para o mundo.

Uma matéria interessante do The Huffington Post, publicada em 2014 (leia) elenca oito empresas que impressionavam tanto o consumidor como o investidor.

Entre elas, uma empresa que incentiva pequenos produtores locais e distribui seus produtos, entregando-os em domicílio; outra que empodera artistas e outros participantes da economia criativa e ainda doa parte de seus recursos para uma aceleradora de negócios na Faixa de Gaza; outra que se dispôs a resolver os problemas de saneamento básico nas favelas do Quênia; e por aí vai.

Talvez os novos Millennials não sejam tão empreendedores quanto aparentam em número, mas, em termos de criatividade, com certeza estão deixando sua marca. E se os números mostram que eles ainda têm presença forte no mercado de trabalho convencional, nada melhor do que aproveitar essa energia e essa criatividade em prol do propósito de sua empresa.

Nota do editor: Márcio Fernandes, CEO da empresa de energia Elektro, eleita cinco vezes consecutivas a Melhor Empresa para Trabalhar no Brasil pelas pesquisas Great Place to Work e Você S/A, estará na nova HSM Expo de 7 a 9 de novembro.

Sabia mais: http://ow.ly/cuRM304oB7p

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Quando é hora de reestruturar uma empresa

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Em algum momento, todas as empresas enfrentam a necessidade de se adaptar e reestruturar os sistemas, processos e até equipes existentes. Identificar rapidamente essa necessidade tem tudo a ver com a trajetória de crescimento da empresa – é um marco fundamental que muitas vezes determina o antes e o depois das empresas que se mantêm sólidas por mais tempo.
Para o pesquisador Stuart Gilson, da Harvard Business School, a empresa precisa saber exatamente quais são os seus problemas para então desenvolver um plano de reestruturação. Em seu livro “Lessons of Reestructuring” [lições de reestruturação, sem tradução em português] ele explica que muitas empresas demoram demais para reconhecer a necessidade de se reestruturar, quando poucas opções restam e salvar a empresa pode ser mais difícil.
Mas nem sempre as reestruturações são resultado de uma crise financeira profunda, explica o professor em seu livro, a partir dos diversos estudos de caso com os quais trabalhou. Em alguns casos, a empresa estabeleceu uma mudança radical para gerar mais envolvimento nos colaboradores. Em outro, era a própria cultura da empresa já previa um constante questionamento das estruturas, e em algum momento isso resultou em uma modificação da estratégia.
Cada empresa precisa estar atenta para seus processos e resultados, a fim de detectar cedo a necessidade de um processo de reestruturação. Algumas dicas fornecidas pelo autor do livro e por outros consultores podem trazer insights importantes:
– Os lucros pararam de crescer. Se o negócio historicamente vinha apresentando um crescimento e margens de lucro consistentes, quando elas começam a cair em um período relativamente longo de tempo, há um problema. Está na hora de rever as despesas e os balanços.
– A rotatividade aumentou. Não se trata apenas de colaboradores, mas também de clientes. As duas coisas exigem um acompanhamento constante.
O velho sistema não funciona mais. Os processos que funcionavam quando sua empresa tinha dez colaboradores não são os mesmos que serão necessários quando você tiver 50. Isso não significa que precisam se tornar mais complexos, e sim o contrário.
– Os colaboradores estão sobrecarregados e a ineficiência é clara. Ineficiência tem a ver com processos superados e sobrecarga de trabalho tem a ver com ineficiência. Não significa, na verdade, que é necessário contratar mais gente, e sim que os processos precisam ser revistos.
– O setor de negócios está evoluindo. Se você está trabalhando exatamente da mesma forma como trabalhava há dez anos, provavelmente está ficando para trás. A tecnologia evolui. O setor muda. A economia se altera. Mudanças econômicas por exemplo podem aumentar seus custos. É preciso, portanto, prestar atenção o tempo todo no que está acontecendo em sua área de atuação e no mundo à sua volta.
Observar alguns desses sinais mês a mês não significa necessariamente que é hora de fazer uma mudança drástica. Mas se esses problemas acontecem ao longo dos anos, provavelmente chegou o momento de se adaptar e voltar aos trilhos.

Nota do editor: Uma das maiores autoridades brasileiras em reestruturação de empresas, Claudio Galeazzi estará presente na HSM Expo, de 7 a 9 de novembro, no ExpoTransamérica, em São Paulo.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]