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A evolução tecnológica resultou em um mundo cada vez mais acelerado – e, na opinião de algumas pessoas, cada vez mais insano. Em meio a uma economia que precisa continuar girando em alta velocidade, estamos perdendo horas preciosas de sono. Os defensores dessa tese incluem Matt Walker, professor de neurociência e psicologia da Universidade da Califórnia. Em entrevista à BBC, Walker aponta indícios que ligam a privação de descanso a doenças como obesidade, diabetes e depressão.

O desequilíbrio entre produtividade e horas de sono é o ponto central de “24/7: capitalismo tardio e os fins do sono”, livro de Jonathan Crary, professor da Universidade de Columbia. A obra é baseada numa crítica à economia que explora o uso de novas tecnologias para manter o mercado funcionando 24 horas por dia, 7 dias por semana. Nesse cenário, o sono surge como a última barreira para controlar a expansão capitalista desenfreada.

Na visão de Crary, a indústria passou a cultivar uma filosofia que liga a produtividade e o sucesso ao excesso de trabalho. Algumas empresas já estão tentando reverter essa mentalidade, mas ainda há uma cultura muito forte a ser superada. Responder e-mails e resolver problemas pelo celular na cama, é apenas um exemplo de como ainda confundimos eficiência com atitudes que apenas geram redução de nossa capacidade de concentração e aumentam nossos níveis de estresse.

Obviamente, a tecnologia é uma grande aliada na otimização de processos. Os benefícios da revolução digital no ambiente de trabalho são evidentes. O que 24/7 traz, na verdade, é mostrar como a internet e as redes sociais podem acabar consumindo mais o nosso tempo do que pensamos. Os riscos de distúrbios mentais ocasionadas pelo uso excessivo de tecnologia são outro alerta presente na obra. Uma reflexão importante para que a sociedade não se torne refém de suas próprias inovações.

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