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do universo SingularityU

Que tal se deitar num leito para entrar numa cirurgia e deparar com seres humanos e máquinas com enormes braços e instrumentos cirúrgicos, câmeras e sensores, motores e atuadores, sistemas que recebem os braços de um médico que está do outro lado do planeta? Pode parecer muito estranho e é! A ficção científica dessa cena sui generis reflete os avanços tecnológicos feitos há pelo menos 40 anos, mas já visualizado pelos artistas no desenho animado da família Jetsons, criada na década de 1960 e cuja reflexão se baseia na vivência deles no século XXI (mais conhecido como HOJE).

 

Naturalmente foi muito difícil fazer com que o robô faz-tudo Rose desse salto mortal e se mantivesse equilibrado (espere até o final do vídeo para ver quão humano somos nós e como isso se reflete em um monte de aço, plástico e cabos elétricos)… Espere. Se os robôs já conseguem fazer isso, talvez signifique que nossos empregos estão ameaçados mortalmente? Como ganharei meu sustento, alguns se perguntam. Criamos justamente algo que nos matará pouco a pouco? Que futuro é esse?

 

Não há uma resposta óbvia a essa pergunta. As inúmeras soluções criadas pelas pessoas para resolver problemas complexos geraram um sem-número (muito maior até do que os problemas anteriores) de novos problemas, possibilitando a geração de outros e melhores empregos.

 

O caminho é muito longo, mas hoje estamos mais perto de robôs que procuram aprender conosco, o que levará eventualmente à colaboração homem-máquina. Precisaremos aprender a colaborar mais, uma tarefa eminentemente humana. Até porque, não podemos ser ingênuos, os robôs ainda estão em sua infância: não conseguem nem conversar de maneira autônoma entre si, não são capazes de abrir portas facilmente, não podem cruzar uma sala entulhada de objetos, limpar mesas, lavar/secar/dobrar roupas e, se os largarmos numa sala fechada sem um carregador, sua bateria se esvai e eles não sairão dali.

 

 

Há intenso potencial nos próximos anos em praticamente todas as áreas do conhecimento. De carros a frotas, de hospitais a descoberta de drogas, nanorrobôs intracorporais, acompanhantes de pacientes, auxiliadores para carregar peso, vigilância, ufa! Desafio? Melhorar a educação e tornar divertida a aprendizagem tanto para adultos quanto para crianças, pois está na mão das pessoas a chave de seu destino. Por enquanto, aos robôs resta tentar, tentar, até acertar…

2018-04-09