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Certa vez, o ex-presidente dos EUA disse em uma publicação do The New York Times: “A abundância nos mostra que, embora as notícias sejam realmente ruins no mundo de hoje, as linhas de tendência são muito boas. A extrema pobreza está em baixa. Os cuidados com a saúde estão melhorando globalmente. Há desenvolvimentos agora que me fazem acreditar que poderemos fazer o que fizemos nos anos 90, que é usar os desenvolvimentos tecnológicos para criar mais empregos do que perdemos ”.

De fato, hoje, já vivemos em um mundo onde pesquisadores tem contado com o uso da tecnologia para solucionar problemas de saúde, comida, infraestrutura, segurança pública e outros problemas que ainda afetam a sociedade. Segundo Felicia Jackson, em matéria da Forbes, afirma que os últimos avanços tecnológicos tem o poder de transformar nosso futuro, ainda que a maior preocupação seja com as mudanças climáticas.

A Masdar, Future Energy Company (Companhia de Energia do Futuro) de Abu Dhabi, em parceria com o jornal The National e a Cúpula Mundial de Energia do Futuro na Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi (ADSW) lançaram um novo relatório ‘O Futuro da Sustentabilidade’, que destaca como inovações tão diferentes quanto a captura de carbono e armazenamento de energia, impressão 3D, inteligência artificial (IA) e análise de dados podem acelerar a transição global para um mundo sustentável e de baixo carbono.

Técnica de resfriamento da Terra

Mas de todas as mudanças climáticas talvez a mais perigosa seja o aquecimento global. Como detê-lo? A geoengenharia solar pode ser a resposta! Cientistas de Harvard iniciaram pesquisas nesta área com o objetivo de tentar reduzir os efeitos do aquecimento global. A Geoengenharia Solar se baseia num conjunto de tecnologias emergentes que podem manipular o meio ambiente e compensar parcialmente alguns dos impactos da mudança climática.

Conhecida como injeção de aerossol estratosférico (SAI), esse sistema tem como objetivo pulverizar carbonato de cálcio a 20 km de distância acima da superfície da Terra, como forma de compensar os impactos de nossas contínuas emissões de gases do efeito estufa. A ideia surgiu a partir de evidências científicas que demonstraram que as partículas expelidas pelos vulcões podem resultar no arrefecimento da temperatura em um grau.

De acordo com a publicação da Nature Magazine, cientistas já testemunharam o princípio desta ação. Em 1991, o Monte Pinatubo entrou em erupção nas Filipinas e liberou cerca de 20 milhões de toneladas de dióxido de enxofre na estratosfera. A erupção criou uma neblina de partículas de sulfato que resfriou o planeta em cerca de 0,5 ° C. A temperatura média da Terra chegou a retornar, por cerca de 18 meses, ao que era antes da chegada da máquina a vapor.

Ainda segundo os cientistas, a estratosfera foi escolhida porque as partículas liberadas nesta camada podem espalhar-se pelo globo e permanecer nela durante dois anos. A intenção por trás da teoria é que estas partículas, se colocadas estrategicamente e regularmente em ambos os hemisférios, sejam capazes de criar um manto uniforme de proteção contra os efeitos do sol.

Investimento pode custar barato

Embora seja ainda um procedimento incerto e ambicioso, Gernot Wagner, da Universidade de Harvard, afirma que o experimento é possível e acima de tudo, ainda pode sair barato. “Seria incrivelmente barato, em uma média de cerca de US$ 2 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano”. Comparado ao valor que se gasta atualmente investindo em tecnologias verdes – cerca de US $ 500 bilhões – o teste pode de fato valer a pena.

O projeto que leva o nome de Scopex e está sendo financiado por Bill Gates e outros bilionários americanos, tem previsão para que os testes comecem ainda esse ano, em pequena escala. David Keith, professor de Física Aplicada em Harvard, lidera a investigação, que ganha força perante a necessidade de não deixar o termômetro subir mais do que dois graus até ao final deste século (sendo que já subiu um).

“Infelizmente, a mudança climática é terrível o suficiente para que tenhamos que considerar uma ação drástica”, disse Matthew Watson, da Universidade de Bristol. “Alguns argumentam contra a pesquisa dessas ideias, mas pessoalmente acho que isso é um erro. Pode chegar um momento, num futuro não tão distante, onde seria imoral não intervir ”.

Riscos e receios

O problema é que nenhum teste de pequena escala conseguirá antecipar o impacto real da geoengenharia solar, podendo ocasionar graves consequências como secas e danos às plantações.

Por isso, muitos grupos ambientais estão se opondo à essa técnica, garantindo que pode ser uma distração da única solução permanente para o aquecimento global, que é a conscientização e redução das emissões de gases do efeito de estufa.

A geoengenharia solar, em particular, pode ajudar de alguma forma, mas não diminuir a emissão desses gases na atmosfera, entretanto, pode significar um complemento importante para um momento no futuro de extrema urgência

2019-02-06