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Open Banking: por que foi adiado e quais os impactos?


No mês passado, o Banco Central alterou a data de início da Fase 2 do Open Banking para o dia 16 de agosto. De acordo com o comunicado da autarquia federal, o adiamento se deve ao pedido formal da estrutura de governança do BC, formado por representantes de bancos e fintechs responsáveis pelo “manual” do compartilhamento de dados.

A adoção do open banking é obrigatória para instituições financeiras classificadas pelo Banco Central como S1 e S2, o que inclui, grosso modo, os bancos grandes e médios.

De acordo com o jornal Valor Econômico, as falhas de verificação foram observadas na estrutura do open banking como um todo, e não em instituições específicas. E a tarefa de adequação se mostrou mais penosa para bancos, dada a quantidade de dados que têm para compartilhar. Ainda assim, o adiamento contou com a anuência das fintechs, para quem a adoção é mais simples.

O que ocorre na segunda fase? As instituições financeiras começam a abrir o acesso, mediante autorização dos clientes, de dados cadastrais, conta corrente, cartão de crédito e operações de crédito a seus pares. Por causa da complexidade, o processo de implementação é realizado gradativamente.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) classificou o adiamento como um “processo natural dentro de uma infraestrutura dessa complexidade e magnitude”. Já a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) avaliou a decisão do BC como uma mudança correta.

Surge um protagonista – Com uma base de 55 milhões de usuários, a empresa de tecnologia e plataforma de pagamentos PicPay anunciou a compra de um dos precursores na área de compartilhamento de dados no Brasil, a plataforma de gestão financeira com 6 milhões de usuários, Guiabolso.

Em nota no blog da empresa, o CEO do PicPay, José Antonio Batista, revelou que a aquisição visa posicionar o PicPay como protagonista do open banking, além de acelerar sua operação de marketplace financeiro, que já conta com cartão, crédito pessoal e empréstimo entre pessoas.

A fintech Guiabolso desenvolveu profundo expertise em inteligência de dados e foi precursora do movimento que está acontecendo agora com a chegada do open banking. Com a operação, o PicPay também passa a ser detentor de todo esse domínio tecnológico, de inteligência de dados e de execução do open banking.

Além disso, o Guiabolso conta com um marketplace financeiro consolidado, com mais de dez parceiros e nomes como Creditas, BV, Digio, Icatu e Órama. Assim, o PicPay aumenta seu leque de parceiros na distribuição de cartões, empréstimos, seguros e investimentos, com grande potencial de escala por meio da oferta desses produtos a seus mais de 55 milhões de usuários cadastrados.