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Yuval Harari: os livros de um dos maiores pensadores do século XXI

O especialista em História e autor do best-seller “Sapiens: Uma breve história da humanidade”, Yuval Noah Harari, é um dos palestrantes confirmados da HSM Expo de 2019. Seus livros já alcançaram a marca de 15 milhões de vendas ao redor do mundo, e foram recomendados por grandes nomes da inovação como Bill Gates, Mark Zuckerberg, Barack Obama, e de líderes políticos como Angela Merkel e Emmanuel Macron.

De todas as suas obras, três em especial se destacam: “Sapiens: Uma breve história da humanidade”, “Homo Deus: Uma breve história do amanhã” e seu último lançamento, “21 lições para o século 21”. Abaixo você pode conferir as discussões que cada um desses livros provoca ao leitor e o porquê de serem um verdadeiro sucesso global!

1- Sapiens: Uma breve história da humanidade

O próprio título do livro já deixa algumas pistas sobre o que se trata. Uma das obras mais emblemáticas da atualidade fala sobre a história da humanidade, desde a Idade da Pedra e sua evolução até o século XXI. Em “Sapiens”, Yuval afirma que “O Homo sapiens domina o mundo porque é o único animal que pode acreditar em coisas que existem apenas em sua própria imaginação, como deuses, estados, dinheiro e direitos humanos.” Ele ainda afirma que o capitalismo é uma religião, critica o tratamento de animais na agricultura moderna e relata que apesar de hoje sermos muito mais poderosos que nossos ancestrais, ainda vivemos em busca da felicidade. Um livro provocador e envolvente que, em 2018, vendeu mais de 10 milhões de cópias, foi traduzido para quase 50 idiomas e ainda venceu o prêmio da Biblioteca Nacional da China’s Wenjin Book Award, em 2015.

2- Homo Deus: Uma breve história do amanhã

Após ter falado sobre o passado da humanidade, em “Homo Deus”, Yuval foca no futuro dela. Dando continuidade à sua crença, apresentada em “Sapiens”, de que a humanidade conquistou o mundo por meio de sua habilidade em acreditar em deuses, dinheiro, entre outras coisas, em “Homo Deus”, Yuval discute como as novas tecnologias irão afetar a democracia global, levantando questionamentos com relação à Inteligência Artificial ser capaz de substituir o trabalho humano e sobre quem serão os novos deuses em um mundo impactado pelas transformações digitais. “O livro Homo Deus nos dá um vislumbre dos sonhos e pesadelos que moldarão o século XXI.” A obra foi listada pela Revista Time como um dos dez melhores livros de não ficção de 2017.

3- 21 lições para o século 21

Sua última obra, lançada em 2018, tem como objetivo fazer um balanço entre o que a humanidade conseguiu alcançar até agora e para onde ela está indo. Com foco nos principais acontecimentos que impactaram o mundo de maneira global, Yuval discute nesta obra a disseminação de “Fake News”, a eleição de Donald Trump, a abertura da Europa aos imigrantes, as novas potências econômicas, o cenário climático e a desigualdade social. “O livro se baseia nas ideias exploradas nos dois livros anteriores para tomar o pulso do nosso atual clima global. Desvendando questões políticas, tecnológicas, sociais e existenciais, e destacando como elas impactam a vida cotidiana dos seres humanos em todo o mundo.” A obra recebeu significativa atenção da mídia e teve artigos e resenhas publicadas pelo The New York Times, Financial Times, The Guardian, entre outros.

Você pode aproveitar que Yuval Harari estará na HSM Expo 2019 e garantir sua inscrição!

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Economia da recorrência: você sabe quanto gasta com assinaturas todo mês?

Você sabia que um terço de toda comida produzida no mundo é desperdiçada todos os anos? Pior: que esta quantidade poderá crescer mais de 30% até 2030, como indica o estudo do Boston Consulting Group? Se nada for feito, impressionantes 2,1 bilhões de toneladas irão para o lixo ou, pasmem, 66 toneladas por segundo.

Mudar esta realidade é o propósito da Imperfect Produce, clube de assinatura que entrega periodicamente aos clientes uma caixa contendo alimentos considerados “cosmeticamente imperfeitos” para serem vendidos nas gôndolas dos supermercados. A economia para o consumidor pode chegar a 30% na comparação com as compras feitas no varejo. O valor mensal da assinatura varia de US$ 11 a US$ 25, dependendo do peso da caixa.

A startup de San Francisco é apenas um dos muitos exemplos de um modelo em exponencial expansão desde que os jornais passaram a ser entregues em casa por um custo mensal mais vantajoso do que comprar um exemplar nas bancas todos os dias.

Aqui no Brasil, o mercado leva o nome de “Economia da Recorrência”. Mas pode chamar também de “Subscription Economy”, definição atribuída a Zuora, fornecedora de software para serviços de assinatura, para um formato que está mudando a maneira como consumimos de tudo: de vinhos e cervejas a alimentos orgânicos; de filmes e séries a acessórios de moda e cosméticos.

O setor de entretenimento é um dos que vêm puxando a tendência. Um estudo da Motion Picture Association of America (MPAA), divulgado recentemente, destacou que as assinaturas de streaming cresceram 27% no ano passado em relação a 2017 e ultrapassaram pela primeira vez as de TV a cabo, que registraram queda de 2%.

Para concorrer com a Netflix, a Apple acaba de lançar seu serviço de streaming, o Apple TV+. E analistas já apostam que o próximo passo será comprar a própria Netflix, o que seria um caminho para superar as dificuldades que vem enfrentando com a queda das vendas do iPhone. A Google, por sua vez, também colocou no ar, há poucos dias, o Stadia, que levará os jogos online ao modelo de streaming ainda não praticado pela indústria de games.

A mudança de um modelo de pagamento por produto para um modelo de assinatura é um fenômeno que caiu no gosto do consumidor. De acordo com estudo da McKinsey & Co., este mercado cresceu mais de 100% ao ano entre 2011 e 2016, elevando o faturamento das empresas que praticam este sistema de vendas de US$ 57 milhões para US$ 2,6 bilhões neste período de 5 anos.

E a adesão segue crescente: 15% dos consumidores americanos são assinantes de 1 ou mais serviços; 46% pagam de forma recorrente um serviço de streaming. As mulheres representam 60% das assinantes, mas os homens, provavelmente por conveniência, são mais propensos a assinar pelo menos 3 ou mais serviços.

Segundo o levantamento, os 5 serviços mais populares nos Estados Unidos são: Amazon Subscribe & Save, que oferece milhares de produtos com descontos de até 20%; Dollar Shave Club, pioneira em produtos de higiene para homens, comprada pela Unilever por US$ 1 bilhão; Ipsy, de produtos de beleza para mulheres; Blue Apron, que envia ingredientes e receitas para preparar refeições em casa; e Birchbox, também de cosméticos.

Só mais dois números: nada menos que um terço (!) dos americanos são assinantes da Amazon Prime, segundo estudo do Census Bureau e, ainda segundo a McKinsey & Co., metade dos consumidores são clientes de algum serviço.

Esta é minha definição do serviço Amazon Prime: “você paga para receber algo que AINDA não pediu”. Reflita por um momento e me diga se o conceito não é disruptivo e genial?! O efeito de pagar por algo que AINDA não pediu gera o impulso de consumo que representa mais que o dobro das compras de um consumidor não assinante do serviço da Amazon (US$ 1400 contra US$ 600, conforme mostra o gráfico abaixo).

Não parece um mau negócio, não é mesmo?

A tendência tem uma explicação que está claramente relacionada com o comportamento de consumo das novas gerações. Os jovens estão preferindo usufruir de produtos e serviços temporariamente ao invés de se tornar proprietários de forma permanente. A sensação de posse já não é mais o sonho de consumo, mas sim usar “as a service”.

“É uma nova forma de pensar os negócios. Você precisa saber quantos consumidores consegue atender, adquirir, reter e quanto pode faturar com cada um deles. Precisa ter estas informações com clareza e em tempo real. Mais do que colocar o foco do negócio no produto ou na transação, as empresas da ‘subscription economy’ vivem e morrem por conta da capacidade de servir aos clientes ao longo do tempo. Precificar e embalar nunca foi tão importante. Segundo a Economist, 80% das companhias estão vendo uma mudança em como seus clientes querem acessar e pagar por produtos e serviços e 50% destas mesmas empresas estão mudando seus modelos de precificação”, pontuou em entrevista Tien Tzuo, CEO da Zuora.

Em outras palavras, a “Economia da Recorrência” está umbilicalmente ligada com a Economia baseada em Dados. Quanto mais uma empresa conhece seu cliente, mais ela tem condições de se relacionar com ele por toda a vida.

A Apple sabe que os maníacos pela marca querem sempre ter no bolso a última versão do iPhone e criou o “UpGrade Program”, que garante um aparelho novo todos os anos por uma mensalidade a partir de US$ 37. Ao invés de comprar um carro zero todos os anos, a Unidas oferece o serviço “Unidas Livre” que disponibiliza um automóvel novinho em folha por um plano anual que inclui IPVA e todos os demais impostos, a documentação, seguro e manutenção. A locadora sabe que, no final do dia, o que seu cliente quer é estar sempre circulando com o último modelo.

A General Motors entendeu que o mundo está mudando e lançou a Maven, inicialmente uma locadora de carros, mas que recentemente passou a oferecer também um app para competir com empresas como Uber, Lyft e Cabify, permitindo que os proprietários de veículos GM se tornem motoristas do seu serviço de transporte. A alemã não é mais somente uma montadora. Ela é agora uma empresa de serviços.

Agora feche os olhos e pense em um futuro próximo no qual a mesma GM irá produzir em larga escala seus veículos elétricos autônomos. Você está em casa, no escritório, em qualquer lugar, pega seu smartphone, abre seu aplicativo e chama um carro para te levar onde quiser. O automóvel, que está em circulação ou estacionado no pátio da montadora, chega rapidamente, você escolhe se quer dirigir ou vai deixar a tarefa para o sistema de Inteligência Artificial e pronto. É só desfrutar da sua viagem.

Quando este futuro chegar, o que será do Uber e demais empresas de aplicativo? O que será da Hertz, da Localiza, da Unidas? Por que você continuará precisando do serviço destas empresas? De duas, uma: ou elas irão se unir às montadoras ou elas irão morrer.

A GM tem excelentes motivos para pensar em novos modelos de negócios que irão muito além da fabricação de veículos. Outra pesquisa da McKinsey sobre a indústria automotiva mostrou que entre 2000 e 2013, o índice de jovens nos Estados Unidos com faixa etária de 16 a 24 anos que têm carteira de motorista caiu 76%, enquanto o número de usuários de serviços de compartilhamento de veículos cresceu 30% ao ano entre 2010 e 2015.

“Até 2025, não haverá mais proprietários de carros na maioria das cidades americanas e a maior parte das nossas viagens será feita em carros autônomos. Você terá as melhores opções de transporte com um plano que funciona para você”, escreveu em artigo o presidente e cofundador da Lyft, John Zimmer.

Se seu cliente enxergar valor na sua oferta, há uma boa chance de não hesitar em se tornar um assinante. Uma pesquisa do Waterstone Group mostrou que os consumidores nem mesmo sabem o quanto exatamente gastam com serviços de assinatura mensalmente.

Vale observar também que eles preferem os serviços que surpreendem fazendo a curadoria de produtos e enviando algo que nem mesmo sabem que irão receber – 55% dos assinantes americanos são adeptos desta modalidade, indicou a McKinsey.

Se você pensa em direcionar seu negócio para a economia da recorrência, anote as 3 recomendações de Tien Tzuo:
1)Oriente todos os seus dados para conhecer tudo sobre seu assinante;
2)Foque na experiência do assinante; e
3)Lembre-se que assinaturas são relacionamentos de duas mãos, ou seja, é preciso haver uma clara vantagem para construir com o consumidor um relacionamento de longo prazo.

E no Brasil?

Por aqui, de acordo com a ABCOMM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), temos mais de 800 clubes de assinatura, registrando um crescimento de 167% desde 2014, ano em que havia 300 serviços.


Omarson Costa
é formado em Análise de Sistemas e Marketing, tem MBA e especialização em Direito em Telecomunicações. Em sua carreira, registra passagens em empresas de telecom, meios de pagamento e Internet. Mais informações: omarson.com.br

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A confiança como base do relacionamento nas empresas

Quantas vezes você já ouviu a expressão “A confiança é a base de qualquer relacionamento”? Esse jargão, que durante muito tempo até representou uma piada pronta para os infiéis da ficção – o que vale também para a vida real -, não tem nada de cômico, e representa sim, uma verdade que qualquer organização precisa levar muito a sério.

Estamos falando, em específico, da confiança organizacional, aquela que possibilita que líderes e liderados, colaboradores e parceiros, produzam melhores resultados. No entanto, confiança parece ser um daqueles conceitos tão apreciados e cultuados na teoria, mas que poucos ousam verificar sua existência na prática, afinal, o desafio reside nas palavras de Joelmir Beting: “Na prática, a teoria é outra”.

De fato, o assunto já começa espinhoso, pois para tratarmos da almejada confiança organizacional é preciso aceitar que, possivelmente naquele ambiente, pode estar ocorrendo a sua antítese, ou seja, a falta de confiança e, nesse momento, a grande maioria das pessoas, equipes e organizações se defendem com a seguinte teoria: “Aqui, confiamos uns nos outros…”. Mas, será que é assim tão fácil? Pode até ser simples, mas não tem nada de fácil, afinal, as ações que fortalecem a confiança estão particularmente expressas nos detalhes, e como profetiza o ditado popular: “Deus mora nos detalhes, o diabo também”.

Concordo plenamente com Simon Sinek, que assevera que a confiança não é um conceito ou uma instrução, e não basta dizer “cooperem” para dois colaboradores, nem adianta o líder dizer “confiem em mim” para os liderados, afinal, estamos tratando de um sentimento. Isso mesmo, confiança é um sentimento que se estabelece com a ação, se verticaliza com a prática e cria raízes com o tempo.

O lado positivo da confiança ser um sentimento e não uma instrução ou um conceito, é que ela pode, como sentimento, ser estimulada, e é sobre ações que a estimulam que trato nesse artigo.
Se você, assim como eu, acredita que esse sentimento é realmente capaz de mudar seus resultados, fique comigo mais um pouco e vamos explorar, antes de tudo, onde essa confiança não está presente em ações que podem ser muito corriqueiras no ambiente corporativo.
Não a encontramos nas relações onde o ego coloca os resultados da equipe depois da própria carreira e principalmente no medo de partilhar fraquezas. O resultado dessas ações é muito diferente da confiança que estamos buscando, elas geram arrogância, distanciamento voluntário (por defesa), falta de engajamento, pouco comprometimento e quase nenhuma responsabilização.

Queremos é nos afastar dessas ações pouco produtivas e muito danosas para encontrar o lado positivo da moeda que é criar, verticalizar, institucionalizar a confiança e seus benefícios. Para tanto, proponho algumas ações práticas que vão te ajudar na construção desse caminho:

1- Demonstre com ações o quanto você verdadeiramente se importa com cada pessoa da sua equipe;

2- Dedique tempo para ouvir as pessoas, quais são os sonhos e as aspirações pessoais e profissionais de cada uma delas;

3- Reconheça as habilidades adquiridas por cada um e valorize essas conquistas;

4- Estimule as pessoas a falarem o que sentem e pensam e não a falarem porque desejam alguma determinada reação do outro; isso se chama politicagem e não ajuda em nada;

5- Seja coerente com as suas ações, faça o que diz e diga o que faz;

6- Seus liderados precisam sentir que as ações de cada um, grandes ou pequenas, impactam nos resultados; mostre e valorize os impactos positivos das ações assertivas;

7- Estimule todos a mostrarem suas vulnerabilidades e, se quiser a bala de ouro, comece por você! Não tenha medo, acredite, todos já sabem que você também é falível, assumir suas vulnerabilidades vai abrir um caminho no meio da mata;

8- Deixe muito claro para todos por que a organização existe, quais são seus valores e os comportamentos esperados pelas pessoas da equipe;
9- Seja transparente com os pilares que norteiam suas decisões;

10- Foque nos comportamentos e seja prático nesse projeto chamado Confiança.

Tudo isso pode parecer muito trabalhoso e demandar um tempo inestimável, você está certo, no entanto, não fazê-lo, vai, em algum momento, lhe custar ainda mais tempo e recursos para implementar essas ações. O bom é que você perceberá na prática que essas ações que propus, conversam diretamente umas com as outras, o que vai ajudar muito no desenrolar de todo o processo.

Quer um bom conselho? Comece logo, comece agora, o momento já chegou e ações precedem a coragem. Aprendi no meu trabalho como ator, algo que é a regra de ouro dos meus Workshops Comportamentais: “Ação gera emoção, emoção potencializa conhecimento e conhecimento muda comportamentos”, tudo nessa ordem e sem pular etapas.
Dê logo o primeiro passo. Ele será suficiente? Você sabe que não. Apesar de toda caminhada começar pelo primeiro passo, para dá-lo basta entusiasmo, necessidade ou até um empurrão pelas costas, mas a mudança vem com os passos seguintes e para esses é necessário foco, determinação e pragmatismo.

E se alguém lhe perguntar (o CEO, por exemplo): “Por que vamos destinar recursos para trabalhar esse tema?”
Diga sem medo que “confiança é a base de qualquer relacionamento”. Se brotar um risinho no canto da boca, mostre a tão aclamada pirâmide do não menos reconhecido Patrick Lencioni, sobre as cinco disfunções das equipes.
Falta de atenção aos RESULTADOS
Evitar RESPONSABILIZAR os outros
Falta de COMPROMETIMENTO
Medo de CONFLITOS
Falta de CONFIANÇA
O sorriso insipiente que começou a brotar será substituído pelo franzir da testa e olhos apertados.

Ricardo Vandré, consultor e parceiro HSM.

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RH Ágil: os livros que os profissionais de RH estão lendo

O segundo encontro do RH Ágil aconteceu no dia 23 de abril e contou com um grupo de aproximadamente 45 profissionais de RH. Entre muitos aprendizados, trocas de experiências e insights para se preparar para um futuro que está em constante transformação, os participantes também tiveram a oportunidade de compartilhar um pouco sobre suas vivências e os desafios enfrentados em um mundo cada vez mais ágil.

Sabendo da importância da literatura como forma de aprendizado, durante uma dinâmica de apresentação, cada profissional foi convidado a compartilhar – em um post-it – um livro que estava lendo no momento. Confira abaixo quais foram as obras favoritas citadas por estes profissionais e aproveite para adicionar alguns títulos novos na sua cabeceira!

• 21 lições para o século XXI – Yuval Harari*
• Sapiens – Yuval Harari*
• Um novo jeito de trabalhar – Laszlo Bock
• A arte da imperfeição – Brené Brown
• A arte de soprar brasas – Leonardo Wolk
• Gestão do Amanhã – Sandro Magaldi, José Salibi Neto
• Eu sou Malala – Malala Yousafzai
• A violência de gênero além das grades – Iara Gonçalves Carrilho
• Se a Disney administrasse seu hospital – Fred Lee
• Propósito – José Roberto Marques
• Personal Branding – Arthur Bender
• Lean Inception – Paulo Caroli
• A internet das coisas – Eduardo Magrani
• Meditação para ocupados – Osho
• O que importa é o resultado – Vicente Falconi
• Prisioneiras – Drauzio VarellaCO
• A Liderança Essencial – Daniel Motta
• A coragem de ser imperfeito – Brené Brown
• Mindset – Carol Dweck
• Felicidade – Eduardo Giannetti
• Do for love – Leticia Mello
• A quinta disciplina – Peter M. Senge
• Plataforma: a revolução da estratégia – Marshall Van Alstyne
• A Lógica do Cisne Negro – Nassim Nicholas Taleb
• Mulheres que correm com os lobos – Clarissa Pinkola Estés
• Sincronicidade – Joseph Jaworski
• Expertise Competitiva – Kelly Palmer e David Blake
• Líder transformador – Flávia Lippi
• Médico de Homens e de Almas – Taylor Caldwell
• Antifrágil – Nassim Nicholas Taleb
• Pensamento e Vida – Chico Xavier
• A Bola de Neve – Alice Schroeder
• Descubra seus pontos fortes – Marcus Buckingham
• Gente de Resultados – Eduardo Ferraz
• Rebeldes têm asas – Rony Meisler
• Vidas Secas – Graciliano Ramos
• Reinventando as organizações – Frederic Laloux
• Um defeito de cor – Ana Maria Gonçalves
• Organizações Exponenciais – Salim Ismail
• A Biologia da Crença – Bruce H. Lipton
• Memórias de um antissemita – Gregor Von Rezzori e Luis S. Krausz

*Yuval Harari, autor dos livros: Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o século XXI estará palestrando na HSM Expo deste ano.

A próxima turma do RH Ágil, será em agosto/19. Programe-se.

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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RH Ágil: Menos High-Tech e mais High-Touch

Nos últimos dias, aconteceu a segunda edição do RH Ágil, uma iniciativa da HSM em parceria com a Great Place to Work, desenvolvido especialmente para preparar os gestores de RH para que sejam a locomotiva dessa transformação digital que já está impactando as organizações e de forma cada vez mais veloz e imprevisível.

O programa conta com metodologias ágeis e mundialmente comprovadas, com o objetivo de desenvolver líderes com um olhar inovador e prático. Assim, proporcionando que os profissionais do RH possam se aprofundar em conteúdos relevantes e inovadores para, estrategicamente, direcionar a transformação nas empresas.

O primeiro dia de imersão contou com a presença e a troca de experiências de: André Bello, Maria Augusta Orofino, Roberto Mosquera e Cauê Oliveira. E todos eles mostraram que a inovação não é sobre tecnologia, mas acima de tudo, sobre pessoas.

É esse fato que faz com que os profissionais do RH sejam os agentes da mudança dentro das organizações atuais. A tecnologia se torna apenas um meio para criar novas ideias e tirá-las do papel. “Organizações são pessoas. Tudo começa nas pessoas!” – afirmou André Bello, ao iniciar sua palestra.

São muitos os medos e receios despertados pelos avanços tecnológicos que serão capazes de mudar ainda mais nosso futuro. A inteligência artificial está cada vez mais poderosa e já faz parte da nossa rotina. Mas como você e sua empresa podem continuar se reinventando – ou ainda, se adaptando – em um mundo cada vez mais ágil e imprevisível?

De todos os aprendizados deste primeiro dia de evento, podemos resumir a transformação digital em três competências essenciais:

Colaboração

Inovação não é sobre as novas tecnologias, é sobre colaboração! Pessoas quando conectadas podem causar uma grande transformação. E toda transformação precisa acontecer primeiro dentro de nós mesmos!

A colaboração será uma das competências mais importantes no futuro. É através dela que sua equipe poderá se tornar mais criativa, produtiva, inovadora, e conseguirá se adaptar aos novos modelos de negócios que surgirão nos próximos anos.

Um bom exemplo disso é a fotografia feita do buraco negro. Você sabe como ela foi tirada? Através de uma rede de radiotelescópios. O buraco negro estava localizado a cerca de 50 milhões de anos-luz da Terra, e um radiotelescópio sozinho – por mais tecnológico que fosse – não seria capaz de captura essa imagem, mas ao combiná-los entre si, criando uma conexão, eles conseguiram alcançar distâncias astronômicas.

Estamos vivendo a era do conhecimento. Se você adotar a lógica da abundância na sua organização, onde o compartilhamento e a troca de experiências possam gerar novas ideias, todos saem ganhando.

Você tem aproveitado o conhecimento de seus colaboradores?

Diversidade

De nada adianta querer promover o aprendizado por meio das experiências de seus colaboradores se não houver diversidade entre eles. A inovação só acontece em pontos de divergência. Assim como nós não conseguimos crescer sozinhos, pois precisamos do apoio e incentivo humano, também não conseguiremos inovar se tivermos pessoas com pensamentos iguais em nossa equipe.

A diversidade se tornou essencial para qualquer empresa, afinal, um time diverso traz ao seu negócio diferentes perspectivas. Isso gera quebra de padrões e estimula seu time a pensar de outras maneiras.

Além disso, já foi comprovado que ambientes corporativos diversos fazem com que as pessoas tenham vontade de permanecer e evoluir. Sem a diversidade, além de não conseguir engajar seus colaboradores, você não consegue criar equipes mais criativas!

Empatia

Muito se fala sobre empatia, mas poucos ainda são aqueles que sabem o que ela significa e a colocam em prática dentro das organizações. A empatia é parte imprescindível para que essas duas habilidades citadas acima aconteçam. Quando se tem um time diverso trabalhando em conjunto por um mesmo objetivo, mas não se tem empatia, ninguém consegue chegar a lugar nenhum.

Diante da complexidade dos mercados atuais e da instabilidade com relação ao futuro, desenvolver a capacidade de ver o mundo a partir da perspectiva dos outros é uma das ferramentas mais importantes dos próximos anos!

A empatia também é importante para melhorar tanto a experiência do colaborador, quanto a experiência do cliente. Afinal, para implementar todas as melhorias necessárias é preciso se colocar no lugar de quem está utilizando seu produto/serviço, ou de quem está trabalhando na sua equipe.

Talvez, o maior desafio para as empresas seja se desfazer de velhos hábitos e comportamentos e desenvolver um mindset ágil que esteja menos preocupado em seguir regras e mais preocupado em inovar com princípios.

E entender que a transformação digital é um reflexo dos novos comportamentos humanos causados pela tecnologia! Você está preparado para ser o agente da mudança na sua organização?

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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Os espaços de trabalho digitais em 2019: flexibilidade e mobilidade continuam em destaque

A tendência de que os locais de trabalho devem ser mais flexíveis e móveis veio para ficar. Trabalhar remotamente – de casa, cafés ou escritórios de clientes – continuará em alta e se tornará cada vez mais viável graças à implantação de sistemas e soluções de voz, dados e videoconferências.

Uma pesquisa recente realizada pela Ricoh (Economy Of The People) descobriu que funcionários consideram o acesso imediato às suas informações o benefício mais importante que a tecnologia traz para os locais de trabalho. O fácil acesso aos dados resulta em decisões rápidas, precisas e eficazes, onde quer que estejam.

Nesse contexto, sugiro que as companhias apostem nas seguintes tendências e adequem seus espaços de trabalho digitais ao que vai prevalecer em 2019:

1) Interação de voz e vídeo: Atualmente, os colaboradores se adequam às novas tecnologias cada vez mais rápido. Inevitavelmente, elas influenciam a forma como nos comunicamos e colaboramos. Mas, por outro lado, algumas coisas não devem ser modificadas. Por exemplo: a relevância da comunicação não verbal nas reuniões de trabalho, como a linguagem corporal, as expressões faciais, o contato visual e a postura.

Portanto, as videoconferências e as chamadas de vídeo vão continuar sendo cada vez mais frequentes, seja qual for nossa função ou linha de negócio. As chamadas de vídeo melhoram a retenção de informações, além de serem uma experiência sensorial mais rica e, como resultado, permanece na memória por mais tempo.

2) Design centrado em pessoas determinando as decisões no local de trabalho: quando as empresas pensam em seu futuro, devem dar prioridade aos espaços de trabalho, aos processos e às tecnologias que vão ajudá-las ao longo do caminho. No entanto, são as pessoas que devem estar no centro do planejamento, como peças fundamentais para esse movimento.

Assim, apenas considerando, avaliando e planejando os requisitos de seus colaboradores é possível projetar um local de trabalho adequado, aplicar os processos corretos e, finalmente, implementar a tecnologia adequada. Sem dúvida, as necessidades dos profissionais devem estar em primeiro lugar!

A já mencionada pesquisa da Ricoh descobriu ainda que, apesar de 98% dos funcionários estarem animados com a introdução de novas tecnologias, um terço não se sente capaz de aproveitar ao máximo as soluções básicas, como o Microsoft Office, a impressão e o PC.

3) Aplicativos X Hardware: Para aumentar a flexibilidade e a mobilidade, as soluções devem ser construídas em torno do conteúdo e agregar valor. Os elementos mais importantes são a solução e o aplicativo, não o hardware. Uma área de aplicativos emergentes inclui aqueles que ajudam a realizar reuniões mais eficazes, chamados de “assistentes de reunião”. O Gartner estima que, em 2022, 40% das reuniões serão realizadas através de assistentes virtuais e análises avançadas.

4) Busca por redução de custos: Estamos em tempos incertos. Os resultados dos acordos comerciais globais ainda não estão claros e o panorama político é imprevisível. Como resultado, empresas de todos os tamanhos vão buscar a redução dos custos e um retorno claro e rápido aos investimentos. Nesse cenário, podemos ver um aumento nas ofertas “as a service”. Como exemplo, temos os espaços de trabalho colaborativos, onde as organizações alugam o local por tempo determinado, retirando a necessidade de um maior investimento financeiro e otimizando o tempo que seria gasto nas burocracias do processo de compra.

5) A Inteligência Artificial (finalmente) no local de trabalho: Haverá mais atenção e consciência em torno da inteligência artificial e da realidade virtual. Já estamos observando isso no ambiente de atendimento ao cliente com bots e soluções de autosserviço. As empresas terão uma necessidade cada vez maior de falar ou interagir com a tecnologia antes de interagir com um ser humano. No entanto, não vão perdoar erros, o que significa que a IA deve ser programada e desenvolvida cuidadosamente em função do usuário final e suas necessidades. Essas novas soluções serão cada vez mais acessíveis e vão oferecer um rápido retorno sobre o investimento.

Por fim, os colaboradores estão ansiosos para adotar novas tecnologias que aumentem a produtividade e a colaboração entre eles. Isso significa que as empresas e organizações devem garantir uma sólida infraestrutura para capacitar sua força de trabalho digital e, assim, aumentar a produtividade, a colaboração entre equipes e clientes, além de obter acesso seguro às informações sem comprometê-las.

Marcelo Szabo Gerente de Produto da Ricoh América Latina. A RICOH é uma empresa global de tecnologia que, há mais de 80 anos, tem transformado a maneira como as pessoas trabalham. Sob o lema: imagine. change (imagine. mude), a RICOH continua a capacitar empresas e pessoas por meio de tecnologias e serviços que inspiram a inovação, melhoram a sustentabilidade e impulsionam o crescimento. Essas tecnologias incluem sistemas de gestão de documentos, serviços de TI, soluções de impressão comercial, sistemas de comunicação visual, câmeras digitais e sistemas industriais.

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Como ter uma postura empreendedora?

Empreendedor é aquele que lidera através do exemplo, é quem busca soluções fora do convencional, é quem puxa a responsabilidade para si e dá resultados expressivos.

Este termo é muito relacionado a pessoas que iniciam negócios, mas também existem milhares de empreendedores internos nas mais diversas organizações. E te garanto que esse, em qualquer um dos dois casos, é o profissional do futuro.

Desde 2016, venho lidando diretamente com empreendedores que estão em busca dos seus sonhos, e lidando com líderes, gestores e vendedores de alta performance que buscam ter uma postura cada vez mais empreendedora dentro das suas organizações, e que encontram uma série de dificuldades para inovar, assumir riscos e se destacar no mercado.

Por essa razão, desenvolvi 4 passos para que você consiga potencializar o seu processo de evolução e alcançar cada vez mais rápido os resultados que sempre sonhou.

Vamos começar?

1º PASSO – Inovação

No último mês de trabalho, descreva qual foi a última vez que você ousou sair da rotina e inovar em alguma das suas funções. Eu sempre uso essa reflexão em minhas palestras e workshops, e tenho me deparado com níveis de mais de 90% de profissionais que não inovaram ou ousaram sequer uma vez no último mês, em nenhuma das tarefas que desempenha.

Se você também não inovou, você não está sozinho nesse barco. Tenha calma, pois sempre podemos melhorar. Para identificar pontos de melhoria e inovação nas suas funções, faça uma lista detalhada de todas as suas atividades. Quais são as tarefas que você faz todos os dias e que você sente que precisam ser melhoradas? Reflita e depois trace uma estratégia para inovar e aumentar sua performance.

Inovar nada mais é do que pensar fora do padrão, fugir da rotina, buscando novas e melhores opções para fazer o que deve ser feito. O mercado está cada vez mais dinâmico, então, ou você inova ou está fora!

2º PASSO – Sentimento de dono

Qual foi a última vez que você resolveu problemas, tomando a rédea da situação e assumindo os riscos calculados pela sua decisão?

Muitas empresas usam a expressão “sentimento de dono” para motivar e engajar colaboradores, mas você já parou para pensar sobre o que isso realmente significa? Ser dono é ser responsável pelos resultados, pelas pessoas, pelos processos e pelo futuro da organização.

Depois dessa explicação, você acha que tem esse sentimento de dono?

Conheço diversos empreendedores que, mesmo sendo donos de seus negócios, continuam agindo e pensando como se ainda tivessem que responder a um chefe. Se esse é o seu caso, precisamos conversar seriamente sobre este assunto e sobre o seu mindset.

3º PASSO – Execução

Todas as vezes que uso essa expressão em meus treinamentos, as pessoas ficam com uma cara de que não estão entendendo muito bem o que estou falando.

“Como assim, soberba? Soberba é ruim, não é?”

Se é ruim, eu não sei. Mas para quem deseja alcançar outro patamar de desempenho e obter uma postura empreendedora definitiva, há a necessidade de uma execução soberba, ou seja, acima da média, entregando mais do que o esperado, superando expectativas e sempre surpreendendo seu cliente de maneira positiva.

4º PASSO – Ação Constante

Neste último passo, não vou gastar muito tempo, pois ele é autoexplicativo.

O sucesso e os resultados esperados não vêm através da motivação, e sim através do compromisso! Tenha o compromisso constante de agir de maneira consciente e assertiva em direção às suas metas, mapeie dificuldades e diminua riscos.

Empreendedores de sucesso estão sempre em ação.

Vinicius Lopes, Treinador Comportamental e formado em Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Pós-graduado em Psicologia Positiva e Master Coach certificado pelo Instituto Brasileiro de Coaching. Conta com diversas formações na área comercial, técnicas de negociação avançada e PNL.

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7 competências de um líder de sucesso

“Todo líder deve ser flexível, podendo inclusive mudar de opinião”

“Todo líder deve estar aberto e receptivo às tentativas de inovação, mesmo sabendo que isso pode ocasionar erros.”

O que essas duas afirmações têm em comum? Responda a primeira coisa que vier à sua mente!

Elas têm em comum o seguinte aspecto: se o líder tem essas duas características marcantes em sua condução, ele incentiva o aprendizado e o crescimento contínuo de sua equipe; se não as tem, provavelmente é um líder ultrapassado e com conceitos antigos e inadequados para os dias atuais.

Admitir erros nunca foi e nunca será uma tarefa das mais fáceis, mas posso afirmar que o líder que consegue lidar de maneira mais equilibrada com os erros, tem uma maior vantagem competitiva sobre outras empresas que não aplicam o mesmo conceito.

Para assegurar e encorajar essa postura de aprendizado e evolução dentro de sua equipe, os líderes devem garantir, de todas as maneiras, que estão abertos e sempre dispostos a aprender e mudar.

Na maioria dos casos, onde vemos que empresas, empreendedores e organizações conseguiram implementar mudanças que trouxeram grandes frutos, foram mudanças que surgiram após algum tipo de fracasso que ocorreu na própria organização ou com algum player do mercado, ou seja, na maioria das vezes, o resultado não tão bom é essencial para o aprendizado.

2 – Gerar conexão e pertencimento

Não preciso nem dizer que nós, humanos, somos uma espécie altamente sociável. Claro que uns mais, outros menos, mas afirmo com convicção que nascemos com a necessidade básica de pertencer aos mais diversos grupos sociais, seja no seu ambiente de trabalho, familiar, onde pratica algum hobby ou em qualquer outro lugar.

E onde você, como líder, consegue imaginar que pode potencializar seus resultados sabendo dessa informação?

Líderes que se comunicam abertamente, com frequência e que conseguem, de alguma maneira, criar sentimentos positivos em sua equipe conseguem construir uma base muito forte para a conexão e a interação entre seus colaboradores.

Sabemos hoje, através de estudos liderados pela Psicologia Positiva, que um profissional satisfeito e feliz pode render até 40% mais em seu trabalho e, se ele tiver um grande amigo dentro do ambiente de trabalho, pode render até 30% mais, ou seja, é cientificamente comprovado que gerar conexão e um senso de pertencimento na sua equipe irá alavancar seus resultados.

Dica de ouro:

Identifique de maneira singular que medidas podem ser tomadas para estabelecer conexão, como por exemplo:
• Sorrir
• Chamar a pessoa pelo nome
• Lembrar de seus interesses
• Perguntar sobre os membros de sua família

E se por acaso você é líder de uma equipe muito grande, e não consiga ter um contato diário com todos, foque sua atenção nos formadores de opinião, que serão seus embaixadores quando precisar desenvolver algum novo projeto ou mudança estratégica.

3 – Senso de ética e clareza

Nossa terceira competência combina dois atributos que costumo ouvir muito quando estou aplicando algum treinamento dentro das organizações. Liderados exigem ética de seus líderes, assim como a comunicação de expectativas e cobranças de forma clara e objetiva.

Juntas, essas competências têm a capacidade de criar um ambiente seguro e de alta confiança para todos. Afinal, a equipe é o reflexo do seu líder, não é verdade?

Portanto, se você conseguir manter seus padrões éticos claros, e comunicar suas metas e exigências de maneira objetiva, tenha certeza que seus colaboradores sentirão a confiança necessária para honrar todas as regras durante o processo.

4 – Inteligência emocional

Existe uma teoria, do escritor americano Stephen Covey, que vai de encontro ao que hoje chamamos de Inteligência Emocional.

Covey deu o nome de 90/10 para essa teoria. Ela nos ensina, basicamente, que 10% do que acontece com todos no decorrer de suas vidas realmente são obra do acaso ou do destino, mas que 90% de tudo o que acontece com cada um está diretamente relacionado às atitudes e aos comportamentos que temos quando somos impactados pelos 10% que não temos controle.

Ou seja, temos um alto nível de responsabilidade em relação a tudo o que acontece conosco. Trazendo isso para o ambiente de trabalho, quero te fazer algumas perguntas:

Alguma vez você já tomou alguma decisão precipitada por estar desequilibrado? Suponhamos que algo que te marcou de forma negativa no passado acontecesse novamente agora, você teria uma reação diferente? Qual seria essa reação?

O que estou tentando te dizer é o seguinte: você não tem como controlar todos os problemas que acontecem com você, mas pode, de maneira consciente, melhorar a maneira como reage a eles.

Ter sabedoria e autonomia, mesmo que de forma parcial, sobre seus sentimentos faz parte do processo de amadurecimento da inteligência emocional e, com toda certeza, isso te ajudará a potencializar seus resultados.

5 – Comprometimento e Execução

Eu diria que é praticamente impossível uma pessoa que deixa tarefas para a última hora e não consegue pensar nos resultados chegar ao topo em sua carreira. Muitas vezes, é extremamente complicado manter seu desempenho consistente, porque isso exige clareza total e absoluta sobre seus objetivos, o que para muitos é extremamente difícil.

Posso te afirmar que uma maneira de facilitar esse processo é justamente quando você enxerga no trabalho, na sua função, um meio para atingir um fim que te dê prazer e satisfação, e assim é mais fácil ter comprometimento. Se você não está cumprindo seus prazos com a eficiência e a rapidez que são necessárias, reavalie o que te impede de se envolver com aquela tarefa de maneira mais profunda e consistente.

Aplique o mesmo comprometimento para tudo na vida. Não se atrase para encontros e cumpra sua palavra, fazendo disso um hábito regular em sua vida. Como qualquer hábito, o senso de urgência funciona melhor quando entra na rotina de maneira natural.

6 – Relacionamento e Networking

Saber trabalhar em equipe, em busca de um objetivo comum, é requisito básico, não importa a sua posição atual. Se você não faz ideia de como o que você fala pode ser recebido pelos outros, tenho uma notícia para te dar: com certeza, isso é um é mau sinal para o bom desenvolvimento da sua carreira.

Quem tem uma boa capacidade de relacionamento não faz discriminação e trata todos os membros da organização do mesmo modo, do estagiário ao presidente, mantendo uma relação de respeito, atenção e empatia. Se você não está convencido sobre isso, pense também que as posições podem rapidamente se inverter, pois vivemos em um mercado altamente dinâmico. É de suma importância perceber o impacto que suas ações e seus comportamentos causam nas pessoas, e não buscar somente que o seu desejo prevaleça a todo momento.

Networking não está ligado diretamente a quantas pessoas estratégicas você conhece ou se coleciona cartões, mas quantas dessas pessoas reconhecem em você um profissional que realmente pode fazer a diferença.

7 – Propósito e Missão

Em qualquer área de atuação, é de suma importância ter clareza do que a equipe está buscando, entender com perfeição e de forma detalhada qual é o resultado ideal que estão buscando é muito importante para elevar os níveis de engajamento da empresa.

Podemos imaginar que a empresa é um barco e que cada colaborador pode pegar seu remo e forçar para que a embarcação vá para um lado diferente. Portanto, a função de um líder de sucesso é fazer com que todos entendam a missão e qual é o resultado que todos devem alcançar, fazendo com que todos remem para o mesmo lado.

Vinicius Lopes, Treinador Comportamental e formado em Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Pós-graduado em Psicologia Positiva e Master Coach certificado pelo Instituto Brasileiro de Coaching. Conta com diversas formações na área comercial, técnicas de negociação avançada e PNL.

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Google Stadia e o futuro dos games

A Google já domina a pesquisa na web, os navegadores, os anúncios, o sistema operacional de smartphones e agora parece que chegou para dominar um outro mercado: o de games. Há cerca de um mês, a empresa anunciou seu novo produto, o Google Stadia, uma plataforma de streaming de jogos eletrônicos.

Mas o que essa gigante de tecnologia – que já tem dominância garantida em vários setores do mercado digital – quer ao se arriscar neste novo universo e como isso poderá afetar a indústria nos próximos anos?

No Brasil, o mercado de games ocupa o 3º lugar mundial em número de jogadores, ultrapassando o número de 60 milhões de pessoas, movimentando cerca de US$ 1,3 bilhão. Até 2022, estima-se que os jogos por celulares gerem aproximadamente US$ 878 milhões de receita, os de PCs, US$ 534 milhões, e os consoles serão responsáveis por US$ 269 milhões.

Apesar de ter sido anunciado que o Google Stadia será lançado neste ano apenas nos países da América do Norte e da Europa, os brasileiros já demonstram grande interesse e curiosidade em testar a plataforma.

Benefícios e Diferenciais

Talvez um dos grandes diferenciais do Stadia seja a versatilidade de poder jogar de qualquer tela. A plataforma combina uma boa infraestrutura e uma conexão com a internet razoável que faz com que o uso de PCs ou consoles se tornem obsoletos.

O Stadia vai funcionar em desktops, laptops, smartphones, tablets, e até na sua TV, via Chromecast. Além disso, também será viável alternar entre dispositivos, caso inicie um jogo no seu televisor e deseje continuar mais tarde em seu smartphone.

Integração com YouTube e Google Assistente
Outra vantagem interessante do Google Stadia é a sua integração com o YouTube, uma das maiores plataformas de vídeos online do mundo, que é movida por vídeos de jogos. Essa integração pode dar ainda mais relevância para esse nicho dentro do YouTube e, ainda, tornará possível que um usuário que esteja assistindo a um vídeo sobre determinado jogo, possa acessá-lo pelo próprio YouTube, facilitando ainda mais o seu acesso.

Além disso, de acordo com a Google, os usuários do Stadia poderão pedir ajuda ao Google Assistente em um ponto difícil durante um videogame. O Assistente do Google detectará automaticamente onde o jogador está no jogo e exibirá o vídeo mais relevante do YouTube para ajudá-lo.

Uso da banda larga e a internet no Brasil

A acessibilidade, sem dúvida, é a maior promessa e o maior benefício que o Google Stadia pode oferecer para seus gamers. Entretanto, para garantir um serviço de qualidade e poder jogar de qualquer lugar e em qualquer dispositivo é preciso ter uma boa estrutura de banda larga.

A internet de alta velocidade melhorou bastante nos últimos anos, porém, é preciso levar em consideração que, ainda hoje, nem todo mundo tem acesso a uma banda larga de qualidade, o que pode dificultar o acesso para algumas pessoas de determinados países, como o Brasil, por exemplo.

De acordo com a Google, sua plataforma utiliza 25 Mbps da internet. No entanto, de acordo com um relatório feito em 2018, por uma empresa britânica, a velocidade média global de banda larga está entre 9,10 Mbps. No Brasil, a média é de 18,5 Mbps, o que deixa o país em 71º lugar no mundo quando o assunto é velocidade da internet.

Todos esses dados podem não ser relevantes para a Google, atualmente, pois o Stadia será lançado apenas nos EUA, Canadá, Reino Unido e Europa, onde a média de todos esses países está na faixa de 20 a 25 Mbps, de acordo com o mesmo relatório, o que provavelmente não irá impactar no desempenho dos jogos.

Ainda assim, se a empresa tem como objetivo conquistar outros mercados, e o Brasil estiver entre eles, a velocidade média da internet deve ser levada em consideração.

Concorrência e desafios

A Microsoft e a Amazon já anunciaram que também terão suas próprias plataformas de streaming de games. Em um encontro de jornalistas, no começo deste ano, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, deu detalhes sobre o Projeto xCloud, que tem o mesmo objetivo do Google Stadia. Mas parece que o grande diferencial da marca será o uso da banda larga. Com o intuito de alcançar um público ainda mais amplo, a ideia é que o xCloud funcione a 10mbps, o que o torna mais acessível do que o Google Stadia.

Outro ponto que tem sido especulado, além das previsões de que essas novas plataformas poderão acabar com os consoles ou jogos de PC no futuro, é de como funcionará a assinatura e que jogos serão compatíveis com o serviço. Afinal, a maioria dos jogos feitos para PC não são compatíveis com o Google Stadia.

Ao mesmo tempo, a Google já anunciou que está construindo um estúdio para produzir jogos originais. Isso significa que haverá alguns jogos exclusivos da plataforma, intensificando assim a demanda por ofertas de conteúdo e distribuição. Esta é uma boa notícia para os editores e desenvolvedores, pois provavelmente mais conteúdo será produzido, movimentando ainda mais esse mercado. Tanto a Google, quanto a Microsoft e a Amazon estão prontas para investir pesadamente a fim de garantir catálogos cada vez mais atraentes e atrair mais usuários.

O futuro dos games ainda é uma estrada nebulosa, mas não se pode negar que essa nova plataforma ainda irá gerar muitas novas ideias, incentivando essa indústria a inovar e ser mais ousada.

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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O esgotamento mental causado pela busca desenfreada pelo sucesso

Obter sucesso na carreira – e com ele, alcançar também a estabilidade financeira – é o que todo jovem almeja quando começa a pensar no futuro. E se antes já havia uma pressão da sociedade para que isso acontecesse, ultimamente, com a geração Millennial, essa pressão parece ser ainda mais forte.

Dados apontam que os Millennials se sentem mais pressionados do que as outras gerações a serem bem-sucedidos e 67% deles afirmam que sentem uma pressão “extrema” para que tenham sucesso na carreira. Tudo isso pode ser reflexo de uma sociedade que os define como fracassados caso não se tornem artistas de sucesso, empreendedores ou CEOs de startups até os 25 anos.

Mas a busca desenfreada para alcançar o êxito em sua profissão é uma preocupação da maioria das pessoas, independente de cargo ou geração. Você pode estar trilhando um caminho para conseguir uma promoção ou enfrentando desafios para que seu negócio dê bons resultados, mas uma coisa é certa: sempre existirá uma pressão sobre você dizendo que precisa fazer mais!

Isso sem contar com a cultura organizacional de muitas empresas – que está caindo em desuso, mas ainda existe – que associa longas jornadas de trabalho e outras práticas tóxicas ao sucesso. Trabalhar o dobro pode até te garantir bons resultados, mas pode também custar sua saúde mental. Será que vale a pena pagar esse preço?

O esgotamento que pode acabar com sua saúde mental

A saúde mental tem sido um dos temas mais debatidos nos últimos tempos, seja na internet – por meio de notícias ou nas redes sociais – ou dentro do seu ambiente de trabalho. Todos têm falado as mesmas coisas e buscado alternativas para manter a mente sã e salva.

Não é à toa que muitas empresas, hoje, invistam em mindfulness, e algumas estão até colocando psicólogos à disposição de seus funcionários para que eles tenham um momento de terapia durante o expediente quando precisarem.

Apesar de defenderem que mindfulness e outras técnicas de meditação trazem bem-estar, reduzem o estresse e ajudam a melhorar a concentração e a produtividade de seus funcionários, a discussão em torno da saúde mental é mais profunda e tem muito a ver com saúde organizacional. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é líder mundial em transtornos de ansiedade e ocupa o quinto lugar em taxas de depressão.

As causas podem ser provocadas por vários fatores, entretanto, estudos apontam que um deles pode ser associado ao esgotamento e ao estresse gerados em um ambiente de trabalho tóxico, que também conhecemos como Síndrome de Burnout.

Ressignificar o sucesso promove a saúde e o bem-estar

No Brasil, cerca de 32% dos profissionais sofrem com estresse e esgotamento nas organizações. Em 2017, a Previdência Social apontou que os transtornos mentais ficaram entre as 10 principais causas que têm afastado muitos trabalhadores de seus cargos. Episódios depressivos geraram 43,3 mil afastamentos e transtornos ansiosos também apareceram na lista, na 15ª posição.

A busca pelo sucesso – seja para alcançá-lo ou mantê-lo – pode fazer com que você deixe sua saúde de lado e acabe sofrendo alguns desses transtornos. Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post, CEO da Thrive Global e autora de 15 livros, alcançou o sucesso na sua carreira e se viu vítima dele.

Ela, que foi eleita pela Revista Time como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo, afirma que a cultura de que devemos trabalhar demais para progredir tornou-se um problema global e hoje luta para mudar esse mindset dentro das empresas, mostrando que o bem-estar de seus funcionários pode ser a maior vantagem competitiva do futuro.

“Agora temos muitas evidências, e muitos dados, que mostram que quando estamos esgotados, não tomamos as melhores decisões. Não operamos do lado mais sábio de nós mesmos e muitos líderes estão começando a perceber isso”, afirmou Huffington em entrevista.

Em 2007, Arianna teve um colapso causado pela exaustão, quando desmaiou em sua própria mesa e acordou sobre uma poça de sangue e com a maçã do rosto quebrada. Foi aí que ela percebeu que algo estava errado. Após passar por essa experiência traumática, resolveu escrever dois livros, Thrive e The Sleep Revolution, baseados em pesquisas científicas que constatam que o bem-estar cria pessoas para serem bem-sucedidas. E Huffington está determinada a usar a ciência e os dados para provar seu ponto de vista:

“Quais são os gatilhos de estresse que levam a problemas maiores como doenças cardíacas e diabetes? Setenta e cinco por cento dos custos e problemas de saúde são causados por doenças relacionadas ao estresse e que poderiam ser evitadas. Isso é enorme se você olhar para o fato de que a maioria das empresas têm custos crescentes com saúde. É por isso que é importante medir o impacto que estão tendo.”

Huffington ainda afirma que “quando cuidamos de nós mesmos, somos mais eficazes, somos mais criativos e temos mais sucesso em uma definição ampla da palavra”. Talvez o grande desafio para as próximas gerações seja a construção de uma nova cultura que tire o foco dessa luta desesperada cujo objetivo é o alcance de dinheiro e poder, ressignificando a definição do sucesso para algo que traga prosperidade, e que tenha como principal objetivo estimular uma vida saudável, que abra as portas para mais significado, propósito, alegria, paz e bem-estar.

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM