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RH Ágil: como implementar a transformação digital na sua empresa

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Realizada na última quarta-feira (dia 16), em São Paulo, a última edição do RH Ágil reuniu grandes nomes da área de gestão para discutir metodologias de transformação organizacional. A agenda reuniu profissionais como Luís Lobão, especialista em Gestão pela Qualidade RH Ágil, e Henrique Imberti, Diretor da área de Agilidade Organizacional do Magazine Luiza. Resultado de uma parceria entre a HSM e o GPTW, o projeto tem como objetivo capacitar e inspirar líderes corporativos de todo o país.

Um dos destaques da programação, Lobão apresentou as bases do conceito de organizações ágeis, como customer centricity, tecnologias exponenciais, design organizacional, mindset de liderança, autonomia e propósito. Os conceitos foram introduzidos a partir de uma dinâmica que colocou os participantes como protagonistas de suas próprias carreiras: os profissionais puderam falar sobre seus receios sobre o futuro e sobre os desafios que vivem em suas empresas.

Os aspectos operacionais da transformação digital foram abordados por Imberti, do Magazine Luiza. A estratégia do varejista foi explicada a partir do case da Magalu, processo que tornou a empresa em uma loja digital reconhecida e com mais de 2 milhões de produtos. Entre os pilares para criar e escalar novos canais digitais, o executivo destacou a promoção de uma cultura de autonomia e tolerância ao erro. Em sua opinião, esse tipo de postura deve ser reforçado pelas lideranças – o resto do processo tende a acontecer de maneira orgânica.

A próxima turma acontece em agosto. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do Programa RH Ágil. Não deixe de participar!

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SingularityU Brazil Summit: aprendizados e experiências do primeiro dia do evento

[vc_row][vc_column][vc_text_separator title=””][vc_column_text]A 2ª edição do SingularityU Brazil Summit trouxe uma perspectiva diferente, empolgante e inovadora ao mostrar que é possível apostar no Brasil como uma potência em tecnologias exponenciais para solucionar os maiores problemas do país. Com palestras focadas nos setores de educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, comida, energia, meio ambiente e finanças, o primeiro dia teve como objetivo mostrar aquilo que o país ainda pode melhorar através da tecnologia.

Jeffrey Rogers, palestrante e designer de experiências educacionais interativas, foi quem abriu o evento, mostrando um panorama sobre como o mundo mudou nos últimos anos de forma assustadoramente rápida e como ele continuará se transformando ainda mais no futuro, graças às tecnologias exponenciais.

“Há um papel para cada um de nós. O futuro já está aqui. E o amanhã vai ser sempre muito diferente de hoje”, comentou Rogers.

Começando pela revolução dos smartphones, Jeffrey afirmou que quando foram criados, ninguém tinha ideia do quanto esses dispositivos seriam capazes de mudar a forma como nos comunicamos, nos informamos, ouvimos música e nos comportamos.

Levando a discussão sobre as novas tecnologias mais além, o palestrante comentou sobre o impacto dessas tecnologias em diversas áreas, como na saúde, onde os algoritmos e a inteligência artificial já têm tido um papel essencial no diagnóstico de inúmeras doenças, como o câncer. “Nesse mundo de mudanças aceleradas, temos oportunidades de viver novos desafios”, afirmou ele.

Solucionando os principais desafios do Brasil

No Brasil, saúde e educação ainda são grandes desafios. Em relação à educação, os dados apontam: há cerca de 12 milhões de analfabetos, mais da metade dos adultos entre 25 e 64 anos não concluíram o Ensino Médio, quase 2 milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos estão fora da escola e 6,8 milhões de crianças de 0 a 3 anos estão sem vaga em creche. O que faz parecer que a Educação nunca foi uma prioridade no país.

Mas há esperanças! Em sua palestra, Taddy Blecher mostrou como a educação é uma poderosa aliada para empoderar pessoas e tirá-las da miséria. Ele, que é pioneiro do movimento em prol do ensino universitário gratuito na África do Sul, contou sobre sua experiência ao criar 6 instituições de nível superior de livre acesso e conseguir, por meio delas, que mais de 17.050 sul-africanos desempregados recebessem instrução, encontrassem emprego e passassem da pobreza para a classe média.

Sabendo que hoje, no Brasil, existem cerca de 50 milhões de pessoas na pobreza, Taddy afirmou que a raiz dos problemas de desigualdade é o desenvolvimento humano e que é necessário usar a engenharia humana de forma adequada para solucioná-los.

“Se nossos problemas são causados por humanos, nós humanos podemos resolvê-los”, afirmou Taddy Blecher.

Ainda segundo Taddy, a educação no Brasil não é eficaz porque o nosso sistema está desatualizado. Ela pode ter sido eficaz em uma outra época, mas enfatiza que precisamos treinar humanos para serem humanos. Há uma crise de talentos no mundo, porque precisamos incentivar os jovens a aprender sobre robótica, tecnologia, desenvolvimento de aplicativos e prepará-los para as novas tecnologias que estão chegando. Mas nada disso pode ser feito se faltar uma educação básica de qualidade e o desenvolvimento de capacidades humanas, como a inteligência emocional, por exemplo. “É preciso inovação e comprometimento”, declarou Taddy.

Isso também vale para a área de saúde. Muito já tem sido feito para melhorar vários aspectos neste setor. A tecnologia e a medicina sempre andaram juntas, mas é preciso mais do que apenas novas tecnologias para que a inovação aconteça.

Tiffany Vora, chefe de departamento e vice-diretora de Medicina e Biologia Digital na Singularity University, começou sua palestra afirmando que se você tem um corpo, você precisa se importar com a biologia, porque ela faz parte de quem somos.

“Todos os grandes avanços que estamos vendo agora nas ciências médicas e na biologia devem ser realmente importantes para você. Porque o que vamos ver nos próximos dois anos, cinco anos, dez anos, vinte anos, é que essas tecnologias se tornam partes cada vez mais relevantes de nossas vidas”, comentou Tiffany.

A tecnologia, principalmente no ramo da medicina e da biologia, não só avançou muito e de forma cada vez mais rápida com o passar dos anos, como se tornou incrivelmente barata e acessível. Em 2001, o custo para sequenciar o primeiro genoma era de bilhões. Hoje, essa tecnologia custa cerca de US $ 1.000 dólares. Você deve estar se perguntando qual é a importância de sequenciar seu DNA, não é mesmo? As informações provenientes dessa tecnologia revelam uma série de detalhes sobre o seu organismo, inclusive a probabilidade de você desenvolver algumas doenças crônicas no futuro. Isso é essencial para que você possa tratar a doença antes que ela aconteça.

Outro aspecto importante que as novas tecnologias estão oferecendo é justamente em relação ao tratamento de doenças. Em uma roda de conversa ao lado de Glaucia Alves e José Rubinger, a brasileira Bruna Paese contou sobre o IUBI, um robô que acompanha a rotina de crianças em tratamento de doenças crônicas, como o câncer.

Sabendo que no mundo há cerca de 235 milhões de crianças que sofrem por causa desse tipo de enfermidade e que 55% delas não fazem o tratamento adequado para cuidar dessas enfermidades, o IUBI nasceu com o propósito de ajudar tanto os pais como os médicos a dar continuidade aos tratamentos, de uma maneira que seja divertido para a criança. O robô criado por Bruna funciona com uma inteligência artificial que interage com o paciente, gamifica sua rotina para que ela se engaje no tratamento e faça pequenas mudanças diárias para melhorar sua saúde.

“A educação passa pelo processo de saúde. E a saúde passa pelo processo de educação”, defendeu Bruna.

Educação é a base de tudo


Em qualquer área, a inovação não acontece sem a educação. José Rubinger passou os últimos 10 anos criando tecnologias que pudessem auxiliar o processo de aprendizagem e a inclusão de deficientes físicos na sociedade. Ao abordar este tema, ele mostrou os impactos que a tecnologia tem tido nessa área e o quanto o Brasil está à frente de outros países nesse aspecto.

“No mundo, mais de 3% das pessoas possuem algum tipo de deficiência motora. Entretanto, muitas escolas não estão preparadas para recebê-las”, afirmou José Rubinger.

Outro setor que está sendo impactado pelas novas tecnologias, como impressoras 3D, IoT, inteligência artificial, entre outas, é o de infraestrutura. Apesar de ainda ser um processo lento aqui no Brasil, pois é preciso uma mudança de mindset para a implantação de transformações significativas. Glaucia Alves, engenheira de inovação na Deloitte, esteve presente no evento para falar sobre os desafios que o país enfrenta nesta área.

Segundo ela, as tecnologias como robótica e realidade virtual serão exponenciais se também trabalharmos no desenvolvimento de pessoas, usando-as junto a ferramentas tecnológicas para melhorar os problemas de infraestrutura.

No Brasil, a infraestrutura é considerada um elefante branco. Apesar de contribuir com 6% do PIB mundial, o país investe alto nesse setor, mas sem se preocupar com cuidados ambientais. Os índices de desperdício na construção chegam a 80%.

Glaucia também ressaltou que uma das barreiras em relação à infraestrutura é a falta de pessoas capacitadas para utilizar as tecnologias.

Multiplicando as perspectivas


Com o objetivo de oferecer uma experiência mais dinâmica para o público, na parte da tarde, a arena principal se dividiu em 4. Cada palco focou em um tema específico, apresentando cases de sucesso em que a tecnologia já tem sido aplicada no Brasil para solucionar problemas nas áreas da saúde, segurança pública, educação e infraestrutura.

Na arena de educação, contamos com a presença de Murilo Gun e João Paulo Guerra Barrera. Em um papo animado, Murilo falou sobre a importância da criatividade e de desenvolver essa capacidade para poder lidar com as transformações digitais que impactam o mundo. Já João Paulo, de apenas 8 anos de idade, defendeu que não há idade para aprender e que o aprendizado deve ser contínuo ao longo da vida.

Na área da saúde, Alessandra Zonari apresentou seu projeto, o OneSkin. Por meio da biotecnologia, sua empresa tem como objetivo reverter o envelhecimento. Essa solução só é possível, hoje, graças ao sequenciamento do genoma. Ela acredita que com as novas tecnologias, no futuro, seremos capazes de criar novos modos de envelhecer, com mais saúde e maior qualidade de vida.

Felipe Fontes e Samira Bueno falaram sobre segurança pública. No Brasil, a cada 5 horas acontece um sequestro relâmpago, menos de 8% dos homicídios são resolvidos e a cada 11 minutos uma mulher é estuprada. Com dados preocupantes, o país tem um grande potencial para usar a tecnologia para reverter o cenário atual de segurança pública.

Drones e reconhecimento de imagem já são utilizados na segurança pública de muitas cidades brasileiras. No carnaval deste ano, em Recife, uma pessoa que estava sendo procurada pela polícia foi presa graças a uma câmera com a tecnologia de reconhecimento facial.

Segundo Felipe Fontes, é preciso pensar em como trabalhar na segurança pública de uma maneira que ela consiga antecipar situações emergenciais, evitando que o crime aconteça.

“Uma política de segurança pública eficiente é aquela que não só protege em emergências, mas que também auxilia as pessoas a adotarem hábitos saudáveis e a obterem uma vida mais digna e feliz, de forma sustentável”, afirmou Felipe Fontes.

Outra dificuldade, afirmou Samira Bueno, está em treinar os profissionais para o uso dessas tecnologias. “Hoje, existem inúmeras ferramentas que podem auxiliar no sistema de segurança pública, mas não há treinamento aos profissionais. Isso não resolverá o problema.”

Eduardo Lima, diretor da Avantia Tecnologia e Engenharia, empresa que desenvolve e implanta soluções de análise inteligente de imagens, foi além. Ele defende que o que faz a tecnologia funcionar são as pessoas, e que uma boa solução para a segurança pública do Brasil pode vir de uma rede de compartilhamento de informações.

“Para o problema do trânsito, temos o aplicativo Waze. O que faz ele ser um sucesso não é a tecnologia, são as pessoas. A tecnologia é apenas o meio”, defendeu Eduardo Lima.

Para mudar o futuro, precisamos olhar para o passado


Para encerrar o primeiro dia de SU Brazil Summit com chave de ouro, Pascal Finette promoveu uma forte reflexão sobre aprendermos com o passado para continuar inovando no futuro. O diretor do departamento de Empreendedorismo e Inovação Aberta da Singularity University afirmou que em um mundo se transformando de forma cada vez mais rápida, o amanhã será drasticamente diferente do dia de hoje, porém, o passado é a única coisa que conhecemos e o único ponto de referência com o qual podemos nos relacionar.

Além disso, Pascal fez o público pensar sobre o uso da tecnologia e o quanto precisamos pensar nela como uma grande facilitadora para acabar com grandes problemas da humanidade, como a desnutrição, por exemplo, que mata muitas crianças no mundo todo a cada 8 segundos.

“Eu acho que tudo que nós vimos neste mundo se resume às decisões que estamos tomando. Quão bom nós somos diante das decisões que estamos tomando hoje?” – afirmou Pascal Finette.

E o que ficou de aprendizado é o fato de que as novas tecnologias serão a chave para a resolução de inúmeros problemas, mas que a decisão em abrir a porta parte de cada um. E você, como tem pensado em transformar o futuro?

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HSM Expo 18 | 06 de novembro

Você já parou para pensar se é introvertido, extrovertido ou ambivertido? Como entender sua personalidade, aceitá-la e tirar o melhor de si? A escritora Susan Cain abriu o palco principal da HSM Expo 2018 mostrando técnicas para que os líderes ajudem suas equipes a expandir seus limites. Segundo ela, para os introvertidos é mais difícil participar de trabalhos em grupo, não porque não gostem do grupo, mas porque preferem pensar mais profundamente nos problemas. “Há um mito nas empresas de que a criatividade surge da troca entre grupos, mas cientistas descobriram que as pessoas mais criativas são extrovertidas o suficiente para mostrar suas ideias, mas introvertidos o bastante para aguentar a solidão que uma ideia precisa para ser desenvolvida”, afirmou. Susan ainda complementa que, para uma empresa ser bem-sucedida, é necessário que a equipe seja formada por profissionais tanto introvertidos quanto extrovertidos. E orienta: “No trabalho e na vida pessoal, é importante que ambas personalidades entendam a dinâmica uns dos outros para evitar mal-entendidos. Pelo bem de um projeto no qual você realmente se importa, saia da sua zona de conforto: agende mais reuniões do que gostaria ou invista mais tempo para escrever um relatório importante para os acionistas. Faça isso de maneira estratégica, quando for realmente relevante.”

A palestra seguinte demonstrou como um líder criativo não precisa necessariamente ser expansivo. Ed Catmull, presidente da Pixar e do Walt Disney Animation Studios, apresentou sua palestra sentado e com um bloco de folhas de papel como apoio. Sem PPT, vídeos, nem frases de efeitos. Em uma fala baixa e pausada, contou a história da Pixar, começando pela pergunta que tentava resolver quando fundou a empresa: “Como enfrentar os problemas que nós não conseguimos enxergar?”. Também falou sobre uma série de princípios que usam para estimular a criatividade nas reuniões de brainstorm: pares devem conversar com seus pares, e todos devem ouvir e falar com honestidade. As pessoas mais poderosas na sala não podem começar nenhuma discussão, deve-se focar nas pessoas: elas estão falando o que pensam ou estão guardando seus pensamentos para si? Mas, apesar dessa metodologia, nada pode ser tão previsível: “Os problemas acontecem e nossa criatividade se revela ao decidir como vamos encará-los.” Por fim, Catmul reforçou a importância do erro, algo tão falado no mundo do empreendedorismo: “Sabemos que os erros nos deixam mais fortes, aprendemos isso no passado, mas não sabemos o que vai acontecer no futuro. Um erro só é educativo depois que ele acontece.”

Na sequência, o pesquisador do MIT Caleb Harper falou como a tecnologia está mudando a forma como o mundo se alimenta. “Atingimos a convergência entre a tecnologia e a biologia,” declarou, “as disrupções que estão acontecendo agora vão fundamentar a mudança nas nossas vidas. Pode parecer louco produzir carne a partir de um processo químico, mas é assim que fazemos iogurte e vinho.” Caleb é diretor da iniciativa Open Agriculture (OpenAG), que visa desenvolver plataformas de agricultura em ambientes controlados. “Nós somos escravos do clima. No futuro, vamos ser capazes de digitalizá-lo e pensar: como adaptar uma planta para que seja produzida no deserto? Primeiro você transforma algo físico em algo digital, depois você entende como o digital funciona e tenta implementar essa nova tecnologia no mundo todo. Por exemplo, os alimentos têm cores e intensidades que não vemos a olho nu, e conseguimos diferenciar suas propriedades nutricionais a partir disso.” E isso não é somente plano para futuro ou tema acadêmico. “Empresas de tecnologia estão entrando no mercado da agricultura. A Toshiba, no Japão, já produz mais de mil pés de alface por semana, em hortas verticais em um ambiente controlado. Já a Ferrero foi nossa parceira para fazer uma simulação e prever os melhores lugares para plantar avelãs no hemisfério sul, onde ninguém imaginava que pudessem crescer”, revelou.

Na parte da tarde, o Diretor do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, Dr. Wagner Gattaz, tratou de um tema bem caro ao público, o burnout. “Os sintomas do burnout são parecidos e até coincidentes com os da depressão, mas estão limitados ao ambiente de trabalho. Uma pessoa com burnout pode ser muito ativa em outras áreas de sua vida”, declarou. A síndrome de burnout é caracterizada pelo esgotamento emocional, a despersonalização e a insatisfação pessoal. Os fatores de personalidade que aumentam seu risco são o perfeccionismo, o desejo de ser insubstituível e a sobrecarga de trabalho, até o ponto dele substituir a vida pessoal. Segundo o Dr. Gattaz, os líderes têm papel fundamental para lidar com o problema, caso aconteça a um colaborador: “A depressão não é fraqueza, não é má vontade, é uma doença. Quem tem depressão não precisa de ajuda, precisa de tratamento.”

E se a sobrecarga de trabalho pode aumentar o risco de burnout, o que dizer de quem, além disso, não tem as habilidades necessárias para realizar suas tarefas com excelência? David Blake, fundador da Degreed e especialista em inovação no ensino superior e no aprendizado contínuo, trouxe dados alarmantes sobre a educação e o mercado de trabalho no Brasil. Segundo ele, em 2030, seremos os líderes no ranking dos países que terão vagas de emprego sobrando porque não haverá pessoas com as habilidades necessárias para preenchê-las. “Antes, se você precisasse se especializar, ia até o RH pedir um treinamento. Hoje os colaboradores vão até o YouTube”, afirmou. Para resolver esse problema, Blade diz que as empresas devem desenvolver uma cultura de aprendizado que empodere seus colaboradores a aprender aquilo que é importante para atingir seus objetivos. Mas adverte: “O treinamento deve ser personalizado. Seus gerentes não têm as mesmas habilidades e dificuldades, isso tem que ser feito em um nível pessoal.”

Treinamento também foi um dos temas da apresentação de Luiza e Fred Trajano, mãe e filho à frente do Magazine Luiza. É assim que eles estão fazendo uma grande transformação digital, digitalizando seus processos de venda, colaboradores, consumidores e até outras empresas, que fazem vendas através de sua plataforma. “Quem não inventar o futuro vai ser engolido por ele”, declarou Fred. “Ninguém é obrigado a crescer, mas se você quiser crescer tem que pagar o preço por isso!”, acrescentou Luiza. Entre várias histórias sobre a empresa, deixaram claro a importância de se manter a cultura (“Não tem que estar na parede, mas nas atitudes.”), errar da maneira correta (“Errar a gente erra todos os dias, o importante é direcionar esse erro e aprender rápido.”) e inovar sempre (“O Silicon Valley não tem o monopólio da inovação”). Luiza saiu do palco deixando uma mensagem de esperança: “O que eu mais desejo hoje é que o Brasil encontre seu caminho. Não podemos aceitar o desnível social da população. Se o Brasil vai bem, as empresas vão bem.” E saiu aplaudida de pé pelas quase 5 mil pessoas presentes na plateia.

A programação do dia foi encerrada por Don Tapscott, uma das maiores autoridades mundiais sobre blockchain, um assunto do qual muito escutamos falar, mas que poucos entendem. Ao menos na plateia, 60% responderam uma pesquisa dizendo que não sabiam quase nada sobre o tema. Para Tapscott, isso é compreensível. “Em 1994 quase ninguém usava ou sabia do que se tratava a internet. Com o blockchain, estamos vendo essa história acontecer novamente”, afirmou. Ele explicou que é uma tecnologia praticamente impossível de hackear. E para facilitar o entendimento, fez uma analogia inesperada: “O blockchain é como um nugget. Se alguém quiser hackear um nugget, precisa transformá-lo de volta num frango.” Em seguida, apresentou diversas aplicações para tecnologia, que muitos conhecem apenas pelo Bitcoin. Desde enviar dinheiro de um país para o outro de maneira segura até a comunicação entre aparelhos elétricos em nossas casas, como a geladeira e a torradeira. Também reforçou a segurança e como o blockchain pode ajudar na questão da privacidade, que, para ele, é a base da liberdade: “Sua personalidade virtual sabe mais sobre você do que você mesmo. Onde você esteve, o que comprou, o que comeu há um ano. O problema é que você não é o dono do seu “eu” virtual. Em breve, você será dono dos seus dados e irá poder escolher quem terá acesso a eles.” Parece impossível? Para Tapscott, “o futuro não deve ser profetizado, mas sim conquistado. A integridade é a base da confiança. E confiança é a expectativa de que o outro vai agir com integridade, que vai fazer a coisa certa.”

Um dia longo, com uma extensa programação que tratou de introvertidos, criatividade, agricultura, depressão, educação, varejo e blockchain. Mas esse é um dos princípios da HSM Expo: quanto mais expostos a ideias e pessoas com visões diferentes, mais expandida torna-se nossa percepção. Mesmo.

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HSM Expo 2018 | 05 de novembro

“Esteja aberto ao novo, esteja aberto ao diferente, esteja aberto a novas perspectivas.” Assim Guilherme Soarez, CEO da HSM, abriu a HSM Expo 2018, que começou hoje e vai até quarta-feira no Transamérica Expo, em São Paulo.

O objetivo do evento é multiplicar perspectivas, e o primeiro palestrante do palco principal, Insights, trouxe uma nova visão sobre o que é negociar em tempos desafiadores. Um dos maiores negociadores do planeta, conhecido por mediar acordos de paz, como o da Colômbia com as FARC, o antropólogo e escritor William Ury mostrou como aplicar sua experiência de negociação de guerra na gestão de empresas. Para ele, para se conseguir uma boa negociação é preciso manter o foco, entender o que está em jogo, ouvir o outro e entender sua perspectiva, saber dizer não quando necessário e construir uma “ponte” para levar o outro para onde você quer. “Geralmente vemos as negociações como um braço de ferro. Mas talvez o maior poder que temos como negociadores é mudar o jogo: de um confronto para ver quem vai ganhar para uma alternativa que seja boa para todos. Tornar o impossível, possível.”

Peter Diamandis, co-fundador da Singularity University, mostrou avanços na tecnologia que podemos esperar para os próximos anos em várias áreas: desde carros e helicópteros autônomos, passando por robôs-avatares que permitem que você esteja em mais de um lugar ao mesmo tempo, até inovações que tornarão tão comum uma pessoa atingir os 100 anos como hoje é chegar aos 60. Seu ponto é: apesar do noticiário negativo, o mundo está cada vez melhor. “Uma criança numa favela com um celular tem acesso a milhões de dólares em conhecimento, em livros, em vídeos, em fotografias. Todas essas coisas são de graça. Isso é democratizar o acesso à educação, à saúde.”

A manhã terminou com a palestra de Jeanne Bliss, uma das maiores autoridades em relacionamento com o consumidor e autora de diversos livros sobre liderança centrada no cliente e transformação de negócios. “Pensamos cada vez mais na experiência do cliente, mas acabamos transformando-os em dados de planilhas, em pontos vermelhos e verdes, não pensamos em como melhorar suas vidas”, afirmou. Para resolver esse problema, ela detalhou as cinco regras que desenhou para uma boa experiência do consumidor: valorizar e gerenciar os clientes como ativos de sua empresa; focar na experiência; construir a jornada do cliente alinhada à sua história de vida; ter proatividade para oferecer experiência, confiabilidade e inovação; garantir que a liderança entenda sua responsabilidade e criar uma cultura única de melhoria da experiência do cliente para toda a empresa.

Como pensar em previdência quando os idosos são cada vez mais saudáveis e ativos? A discussão sobre a longevidade abriu a programação da tarde e foi liderada pelo empreendedor social Marcel Fukayama, que conversou com Layla Vallias, do Hype60+, e com Sérgio Serapião, do Movimento LAB60+. “Enquanto milhões debatem a forma de lidar com os millennials, o planeta envelhece. A discussão sobre a longevidade ainda é muito embrionária no Brasil. Mas mais que discutir, é preciso fazer, porque já está acontecendo”, afirmou Layla, que também apresentou dados de uma pesquisa inédita sobre essa faixa etária no Brasil. Já Sérgio se focou em como integrá-los ao mercado de trabalho: “Quando passamos a viver mais, não podemos achar que idosos só viajam e aproveitem a vida. Hoje eles estão cada vez mais em casa, isolados e deprimidos. O que fazer com esses anos que ganhamos? Acredito que temos que criar uma segunda etapa de vida ativa depois que envelhecemos.”

Na seqüência, o jornalista André Trigueiro falou sobre outra grande mudança de paradigma. “Os jovens estão se conscientizando em relação à carne que comem, ao tipo de mão de obra que produz a comida que estão ingerindo e a roupa que estão usando, e assim, transformando o comportamento dos futuros consumidores.” Segundo ele, essa é uma maneira de se combater o “ecocídio”, quando vemos todos os indícios de que temos um grande problema de sustentabilidade, mas não fazemos nada em relação a isso: “É como se nos aproximássemos do iceberg e a rota do Titanic não fosse modificada.” Em sua palestra, citou ainda a importância do Acordo de Paris, a economia de baixo carbono e os rumos que o Brasil pode tomar a partir do próximo ano em relação à agricultura sustentável: “Existem 150 grandes fundos de investimento no mundo investindo na produção de alimentos e eles não querem aplicar seu capital em países que não produzem proteína animal ou grãos de forma ética.”

Se o que o mundo pede é inovação, três brasileiros com bastante experiência no assunto vieram falar sobre como fazer isso, na prática. “Você pode empreender dentro das empresas, não necessariamente precisa criar uma empresa sua”, começou Priscilla Erthal, da aceleradora de negócios Organica. E como criar uma empresa de sucesso? “A gente espera a ideia chegar para poder empreender. Mas ideias são hipóteses de coisas que podem funcionar. As pessoas valorizam muito a ideia inicial, mas as melhores ideias são as que acontecem durante a execução do projeto”, explicou Pedro Waengertner, da Aceleratech. “Não é que startup dá errado, se tiver dinheiro e gente inteligente, uma hora o negócio vai funcionar. O problema é que às vezes o dinheiro acaba antes disso”, completou Tallis Gomes, criador do Easy Taxi.

E para terminar o dia, Marshall Van Alstyne, professor da Boston University e pesquisador de Economia Digital no MIT, falou sobre como as plataformas estão revolucionando as estratégias empresariais. “Sete das dez empresas mais valiosas do mundo atualmente são empresas de plataformas. Na economia de escala das plataformas, um usuário cria valor para a empresa trazendo outro usuário, que cria valor ao trazer outro usuário. O Instagram, por exemplo, foi vendido por um bilhão de dólares não pelas contribuições de seus 13 funcionários, mas as de seus 30 milhões de usuários”, afirmou. Uma plataforma de sucesso, segundo ele, precisa ter arquitetura aberta e regras de governança que estimulem as interações. “O grande erro é querer controlar demais em vez de abrir o ecossistema.”

Em seu primeiro dia, a HSM Expo 2018 cumpriu a promessa de trazer diferentes perspectivas para problemas que desafiam o Brasil e o mundo. Os líderes e empreendedores presentes terão mais dois dias para pensar, crescer e ampliar seu conhecimento. E se você também quiser multiplicar suas perspectivas, sugerimos começar refletindo sobre essa fala de Peter Diamandis: “Estamos vivendo o período mais extraordinário da história da humanidade. Cada um de nós tem acesso a mais conhecimento, mais dinheiro, do que em qualquer outra época. A questão é: o que você quer fazer com tudo isso?”

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Coolhunting: tudo o que você precisa saber sobre a profissão que antecipa tendências

As tendências são o que movem o mercado em busca de inovação. Mas você sabia que existe uma profissão especializada em prever o que irá virar moda e marcar o espírito de uma época?
O termo Coolhunting surgiu na década de 90, hoje é utilizado para definir o profissional que antecipa tendências. Com a rapidez com que o mundo está se transformando hoje em dia, o mercado tem dado cada vez mais importância a essa profissão que já virou a queridinha de quem quer ingressar principalmente no mundo da moda.
Se engana quem pensa que falar sobre tendências é algo importante apenas nesse mercado, empresas de marketing já estão contratando Coolhunters para completarem suas equipes a fim de usar suas habilidades na criação de ideias inovadoras e sair na frente da concorrência.
A PANTONE® é um exemplo prático do impacto que essas tendências têm no mundo hoje em dia. Conhecida mundialmente como a linguagem padrão de comunicação no processo de gerenciamento de cores, a marca apresenta ao mundo, sempre no mês de dezembro, a cor do próximo ano, que irá influenciar o mercado da moda, publicidade, decoração, entre outros.
Essa cor simbólica é definida através de um conjunto de comportamentos que refletem a cultura global do próximo ano, e sua escolha é feita a partir de um estudo profundo e analítico sobre a sociedade atual.
Mas você deve estar se perguntando o que de fato um Coolhunter faz? Na prática, por mais “cool” que pareça essa profissão, é um trabalho bem árduo. Os caçadores de tendência precisam ter um olhar crítico e atento a tudo, principalmente com relação ao comportamento humano.
Sabina Deweik, do instituto de pesquisas de tendências de consumo Future Concept Lab, trabalha há 12 anos na área. Formada em Jornalismo e com 2 mestrados, um em comunicação da moda e outro em semiótica, ela explica que uma das principais responsabilidades do Coolhunter é entender os sinais que anunciam o que está por vir.
“Coolhunting é antes de mais nada um método válido para captar os sinais emergentes da sociedade, interpretá-los e gerar insights de inovação. Como as pessoas se comportam, quais são suas preferências culturais ou de consumo, quais são as novidades nas cidades, diferentes formatos de varejo, comunicação, atendimento, são todos temas de estudo.” – afirma Sabina.
Afinal, antever o futuro não é uma tarefa fácil. Os sinais podem ser encontrados em qualquer lugar, a qualquer hora. Por isso, a maioria das pessoas que trabalham nessa profissão obrigatoriamente viajam muito, estão sempre em contato com diversas culturas, tentando identificar os desejos, necessidades e aspirações da população, com o objetivo de levantar hipóteses sobre esses hábitos.
Acima de qualquer coisa, o Coolhunter é aquele que tem o senso crítico para analisar os cenários e tentar prever entre as variáveis econômicas, tecnológicas, culturais, políticas e ambientais o que vai se concretizar no futuro. Ao mesmo tempo, esse profissional também precisa ser intuitivo para obter insights certeiros com base em tudo aquilo que observou no mundo.
Por isso, diante da velocidade com que as tecnologias andam mudando o mundo, apostar nesse profissional no planejamento estratégico de uma empresa é uma boa oportunidade de promover a inovação dentro do seu negócio.

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Visões do Futuro: Máquinas e Sêniores

Dando continuidade a nossa série sobre visões do futuro, em que buscamos debater as tendências de mercado e liderança dos próximos anos, o assunto de hoje é mais tecnológico. Se você perdeu a primeira parte sobre liderança com propósito, pode ler aqui.

Nos tempos atuais, com as tecnologias ágeis e a inteligência artificial conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, fica difícil falar de futuro sem citar o receio que a maioria das pessoas tem de ver seu ofício ser substituído por uma máquina.

E precisamos ser sinceros: essa é uma realidade não muito difícil de acontecer. Entretanto, não é preciso temer o futuro, mas sim se adaptar às transformações que ele causará.

MÁQUINA VERSUS INTELECTO

Toda inovação acontece de uma necessidade humana e serve para facilitar processos. Desde a criação da roda, ao longo dos séculos, muitas profissões que exigiam grande esforço físico perderam espaço para as máquinas.

Paralelamente à disrupção provocada na sociedade por esse processo de substituição de mão de obra por máquinas, outras profissões surgiram para suprir as novas demandas de mercado e obrigaram muitos a se especializar nessas novas áreas.

Em consequência disso, hoje vemos uma gama de colaboradores com habilidades em várias áreas e isso é o grande diferencial do profissional do futuro: o intelecto.

A inteligência artificial pode ter avançado muito, porém ela ainda não consegue substituir o cérebro humano. As máquinas até agregam ao ambiente corporativo, mas cogitar que as pessoas serão substituídas por elas é um equívoco.

LONGEVIDADE NO TRABALHO

Você espera viver por quantos anos? Pesquisas têm apontado que a expectativa de vida da população tende a aumentar mais nos próximos anos. Nossos avôs chegaram a viver muito mais do que imaginavam na época em que nasceram. Nossos pais também, que poderão chegar tranquilamente aos 80 anos, lúcidos e com saúde.

É claro que tecnologia e ciência puderam contribuir bastante para melhorar o estilo de vida das pessoas, afetando diretamente a expectativa das últimas gerações. Esse processo só tende a continuar.

Além disso, o preconceito etário vai ficar no passado. Sérgio Serapião, líder do movimento LAB 60+, acredita que nas próximas décadas os líderes mais preparados para enfrentar os desafios corporativos serão os profissionais seniores.

Devido à experiência adquirida por tantos anos de carreira e pela oportunidade de terem passado por várias transformações digitais, colaboradores na faixa etária mais elevada dominarão o mercado.

Já existem plataformas e novos modelos de negócio voltados para pessoas acima dos 70 anos, que se sentem realizadas ao serem úteis e poderem compartilhar suas experiências, ao mesmo tempo em que aprendem novas habilidades com os jovens.

CARREIRAS CURTAS

Todas essas transformações também estão mudando o mindset anterior: de construir uma carreira de 20 anos numa mesma empresa. Hoje os jovens profissionais não esperam ficar mais de cinco anos numa mesma organização. A nova geração de profissionais pretende construir várias carreiras curtas.

Esse novo mindset também é reflexo de um mundo em constante mudança, que torna a maioria dos profissionais inquietos e com certa sede de querer sempre mais: mais conhecimento e novas experiências.

O que cabe às organizações é acompanhar as reviravoltas do mercado e criar um ambiente inovador que cative seu colaborador e o faça perceber que ainda vale a pena fazer parte delas.

Área de Conteúdo HSM.

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5 apps que podem te auxiliar a alcançar o Mindfulness!

Agilidade é uma das características mais presentes no mundo hoje. Fruto dos avanços tecnológicos, que criou uma geração acostumada a rapidez com que as coisas acontecem, hoje, no mundo corporativo, essa habilidade pode mais atrapalhar a produtividade do que ajudar.

Por isso, o tema Mindfulness tem sido tão abordado nas empresas ultimamente como forma de colaborar para maior produtividade de uma equipe e alcançar, não só um ambiente mais confortável para a inovação, como também a alta performance.

A meditação é uma das técnicas mais conhecidas de desacelerar sua mente e conseguir se concentrar melhor, mas há também outras formas de desestressar. Nenhuma delas é fácil, e a maioria exige muita concentração, prática e disciplina. Porém, alguns aplicativos podem te ajudar nessa luta interior consigo mesmo. Veja essa lista abaixo com 5 apps que podem te auxiliar a alcançar o Mindfulness!

1- Headspace
Pra começar, um dos aplicativos mais populares de meditação para quem procura algo que ajude a descansar a mente de todo o estresse e a correria do dia a dia. Criado por um monge budista inglês, o Headspace, permite criar sessões de meditação de até 10 minutos. Seu único defeito é não ser gratuito, mas vale a pena o investimento.

2- Insight Timer
Para quem não quer gastar dinheiro com aplicativos, o Insight Timer pode ser a melhor opção. Ele apresenta mais de 4.000 meditações guiadas de mais de 1.000 professores parceiros, com temas sobre: autocompaixão, natureza e estresse. Além disso, também contém palestras, podcasts e se você busca uma meditação mais silenciosa, pode configurar o temporizador e meditar ao som de ruídos ambiente.

3- Calm
Esse também é outro aplicativo de meditação com o propósito de te deixar mais calmo. Apesar de conter uma seleção de meditação em menor número que os apps acima, Calm apresenta um diferencial que os outros não oferecem: “histórias de dormir” para relaxamento noturno. São 4 histórias para adultos que têm dificuldade de pegar no sono, que vão desde ficção científica a paisagens cênicas.

4- Breathe2Relax
A crise de ansiedade é uma das doenças que mais afetam os jovens e adultos atualmente. Por isso, a proposta desse aplicativo é auxiliar no estresse e ansiedade do dia-a-dia com exercícios de respiração. Graças a essa técnica, você aprende a controlar situações de estresse, ansiedade, emoções negativas e melhora o seu bem-estar.

5- Aura
Para aqueles que adoram um aplicativo moderno e tecnológico, Aura utiliza a Inteligência Artificial para recomendar qual a meditação mais indicada dependendo do seu estado de espírito. Através de algumas perguntas, a IA propõe uma meditação guiada de 3 minutos mais assertiva ao usuário, com o objetivo de melhorar o estresse de sua rotina.

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A era da Gestão do Relacionamento baseada no Customer Experience

A Gestão do Relacionamento com Clientes, seja por canais presenciais ou a distância (remoto), está sendo profundamente modificada por diversas metodologias, como Customer Experience, Customer Journey Mapping, Marketing Digital, Mobile First, Net Promoter Score, One Stop Shop e Novo Modelo de Relacionamento.

Soma-se a essas mudanças a acelerada revolução dos consumidores, que cada vez mais utilizam menos o telefone para adquirir produtos ou receber serviços, e preferem se comunicar por aplicativos de mensagens instantâneas e redes sociais, levando empresas na maioria dos países a repensar seus negócios e a se transformar em Omnichannel Organizations.

O mundo vive uma era sem precedentes, na qual a união entre a Gestão do Relacionamento do Cliente e o Customer Experience está modificando o trabalho de milhões de pessoas globalmente, nos mais variados níveis da organização, desde CEOs até o time operacional, impondo-lhes o imperativo de adquirir novas competências, metodologias e ferramentas de trabalho.

Empresas e carreiras estão em transição para esse novo modelo e buscam incessantemente informações confiáveis para compreender, implantar e operar tais mudanças.

Customer Experience não é uma mecânica, tão pouco uma filosofia. Embora o mercado trate o tema como algo conceitual, esse conceito é — acima de tudo — uma estratégia empresarial com a finalidade de dirigir inteligência, pessoas, tecnologia, processos e investimentos para o planejamento, implantação e controle de inciativas que proporcionarão aos clientes experiências tão gratificantes que serão capazes de sensibilizá-los para continuarem “ligados” racional e emocionalmente à empresa fornecedora. Esse é o princípio de toda inciativa de lealdade na atualidade.

Mapear a Jornada do Cliente é uma experiência que vem conquistando cada vez mais adeptos no mundo inteiro. Desde que comecei a utilizar esse método, já consegui estimular diversas empresas, por meio de workshops, treinamentos e consultoria, a empreender transformações importantes para encantar e fidelizar seus clientes, além de fazê-las economizar muito dinheiro.

Contudo, será preciso modificar a cultura da empresa para que as mudanças tenham êxito.

Transformar uma empresa que é mais orientada ao produto, para que ela se torne genuinamente uma Customer Oriented ou, como também chamamos, customer centric organization, é um projeto que deve ter início com um profundo diagnóstico para, em seguida, ser proposto um novo modelo de atendimento e de relacionamento com clientes.

Trata-se de uma estratégia para ser colocada em prática por meio de metodologias e ferramentas para elevar a experiência do cliente durante todos os pontos de contato, presenciais ou remotos.

Aproveito para apresentar para você meu novo livro: Gestão do Relacionamento e Customer Experience, publicado recentemente pelo Grupo Gen/Atlas, em que trago estratégias, métodos e muitas dicas sobre como tornar a empresa Omnichannel, além de analisar Customer Journey Mapping, Customer Success, Marketing de Relacionamento, CRM e Programas de Lealdade.

Roberto Madruga é consultor, escritor e professor da HSM.

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3 eventos sobre inovação e tecnologia para você curtir em outubro

Ufa! Setembro passou voando! Para começar bem outubro, nada melhor do que saber os eventos relevantes que chegarão a São Paulo nesse mês. Assim você se organiza para não perder nenhuma programação.
Em outubro, muita coisa interessante vai rolar pela capital paulista. Selecionamos três eventos sobre tecnologia e inovação para você curtir e ter a oportunidade de viver novas experiências e adquirir outras perspectivas sobre o mercado. Confira!

Brasil Game Show (BGS)
Em sua 11ª edição, uma das maiores feiras de games no mundo reúne as principais empresas do setor para apresentar as inovações que impactarão o mercado de PC, mobile, realidade virtual, entre outros. Para os amantes de games, o BGS é ótima oportunidade de conhecer quais serão os próximos lançamentos em jogos, além de ocasião para testar de perto algumas novidades.
Quando? De 10 a 14 de outubro
Onde? Expo Center Norte — Rua José Bernardo Pinto, 333; Vila Guilherme, São Paulo
Mais informações: http://www.brasilgameshow.com.br

Futurecom
Um dos maiores e mais importantes eventos de tecnologia e telecomunicação na América Latina completa 20 anos com uma edição ainda mais especial.
O Futurecom, considerado uma das principais plataformas B2B das TICs para troca de informações e atualização sobre novas tendências de negócios, apresenta neste ano, além de assuntos como hiperconectividade, inteligência artificial e blockchain, as novas cadeias de valor e outros formatos de negócios que receberão maior notoriedade com a Economia 4.0.
Quando? De 15 a 18 de outubro
Onde? São Paulo Expo — Rodovia dos Imigrantes, km 1,5
Mais informações: https://www.futurecom.com.br/pt/home.html

Welcome Tomorrow
O instituto Parar realizará o Welcome Tomorrow Mobility Conference (WTM18). Serão três dias com várias experiências de imersão em assuntos sobre o impacto das tecnologias de mobilidade no mundo.
Com palestras e workshops, speakers nacionais e internacionais promoverão reflexões sobre como a mobilidade afetará o futuro da saúde, educação, construção civil, tecnologia, modais, gestão de frotas, logística, cidades e trabalho.
Entre os temas debatidos, estarão: veículos elétricos e autônomos, coworking e economia compartilhada, smart cities, relações corporativas, entre outros.
Quando? Dias 29, 30 e 31 de outubro
Onde? WTC Events Center — Av. das Nações Unidas, 12551; Brooklin Novo, São Paulo
Mais informações: https://wtmconference.com.br/

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20 anos de Google: a globalização da informação

Em setembro de 1998, em uma garagem na Califórnia, nasceu o buscador de pesquisas que mais causou disrupção nos últimos anos: o Google. Tudo começou com um projeto de pesquisa de doutorado apresentado pelos estudantes Larry Page e Sergey Brin, na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Aposto que ninguém, nem mesmo a dupla, chegou a cogitar que, em apenas duas décadas, essa ferramenta fosse causar tantas transformações no mundo.

Muita gente, sobretudo os millennials, viu esse “bebê” nascer! É provável que a maioria deles aprendeu sobre sua funcionalidade em uma aula de informática no colégio, direto naqueles computadores de tubo. Mas, para quem estava acostumado a fazer pesquisas em enciclopédias, o Google era de fato algo do futuro.

Na época, já existiam outros mecanismos de busca com a mesma utilidade. Quem se lembra do “Cadê?” ou do “Altavista”? A concorrência era acirrada, mas foi só o Google chegar para eliminá-los completamente. Hoje, a ferramenta é o verdadeiro “sabe-tudo” da internet, sua importância é tão grande que não há nada que não consiga ser rastreado pelo buscador. É aquele ditado: se não tiver no Google, é porque não existe!

Com a missão declarada desde o início de “organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”, a empresa conseguiu se tornar única no mercado. Mas qual foi o diferencial que fez com que ela chegasse por último e derrubasse todos seus concorrentes?

Tudo começou com seu incrível algoritmo inteligente, o PageRank, que determinava a relevância de um site por seu número de páginas e sua importância, conectados ao site original. Esse mecanismo, bem diferente dos utilizados pelos outros buscadores, conseguia entregar sempre a melhor resposta para quem fazia qualquer tipo de pesquisa.

É claro que tudo começou com buscas na internet, mas hoje Google é uma das empresas mais valiosas do mundo. Avaliada em US$ 120,9 bilhões no mercado, ela só perde para Apple e Amazon, e continua crescendo a cada ano.

“Nesses 20 anos, o Google evoluiu com a nuvem, mobilidade e ajudou a formar uma sociedade mais inclusiva e informada. Ele foi de um buscador para um assistente e se tornou o pilar para a transformação das organizações”, afirma Fabio Coelho, presidente do Google Brasil.

Como mecanismo de busca, pode ser que o Google tenha mudado muito pouco e apenas aprimorado uma e outra função, entretanto, como ferramenta que colabora para a inovação, antecipou inúmeras tendências, investindo e adquirindo várias empresas que mudaram a maneira de se comunicar na internet, como é o caso da rede social Orkut — uma das pioneiras de mais sucesso na internet — e da plataforma de vídeos online YouTube.

Além disso, desenvolveu vários serviços e softwares que facilitaram tanto a vida das pessoas que hoje ninguém mais se imagina vivendo sem eles. É o caso do Gmail, Maps, Google Drive, Chrome. Isso sem contar os dispositivos Chromecast, Google Glass e Google Home, que, apesar de novos no mercado, já estão transformando os hábitos de muitas pessoas.

Outro setor que sofreu grande impacto com a chegada da internet e, em consequência, do Google, foi o marketing digital. Segundo o Google Annual Report de fevereiro de 2018, 99% da receita da empresa é derivada de seus programas de publicidade. Todas as inovações implementadas no mercado de publicidade online trouxeram inúmeras transformações para os profissionais da área e fez do Google um dos maiores agentes do mercado.

Com a tecnologia DoubleClick, é possível determinar os interesses dos usuários e direcionar as propagandas que são relevantes para eles, e com isso a maneira de fazer marketing online mudou completamente o hábito do consumidor. Graças às ferramentas Analytics, AdWords e AdSense, ganhar dinheiro com anúncios é muito mais prático, barato e assertivo.

Hoje, com 20 anos e oito plataformas — Busca, Android, Chrome, YouTube, Maps, Play Store, Gmail e Drive —, a empresa ainda lidera inúmeros projetos de tecnologia e inovação, com o intuito de seguir transformando o mundo por meio da acessibilidade e informação.

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