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O mês de abril se consagrou como o mês dos eventos digitais por todo o mundo. No último final de semana, a OMS organizou com curadoria da cantora americana Lady Gaga o “One World: Together At Home”, transmitido pelas 3 maiores redes de televisão aberta dos Estados Unidos e plataformas de streaming como Amazon Prime, Apple TV e YouTube.

O evento on-line foi visto por mais de 20 milhões de pessoas simultaneamente e arrecadou mais de 120 milhões de dólares para o combate ao coronavírus.

Lady Gaga abriu a noite em grande estilo cantando o sucesso ‘Smile’ de Nat King Cole. A artista e empreendedora bastante conhecida pela sua resiliência, disciplina e atitude foi a grande responsável pela organização dessa empreitada que será reconhecida como o primeiro grande evento digital de escala global.

Ao longo de todo o mês milhares de artistas e empresas têm mudando a forma de se relacionar com seus admiradores, colaboradores e clientes. A quantidade de lives feitas no Instagram e YouTube disparou, da mesma forma que serviços como Zoom, Google Hangouts e Skype também.

Para muitas empresas que ainda estavam relutantes em transferir grande parte de seus treinamentos e reuniões para o digital, a transformação digital ocorreu “na marra”. E a implementação do home office e teletrabalho para seus funcionários aconteceu por todo o globo.

Tanto o grande evento quanto esses movimentos que estamos vendo na mudança de comunicação, principalmente internamente nas empresas, levantam um questionamento: até que ponto os eventos e treinamentos presenciais podem ser substituídos pelos digitais?

Essa é uma pergunta que ainda não tem uma resposta, justamente porque ela será construída ao longo dos próximos meses e anos. Veremos grandes transformações no mundo de eventos corporativos e muitos deles serão migrados para o digital como forma de teste. Apesar de o mundo corporativo já ter se surpreendido com a produtividade do home office ou reuniões online, algo impensável há pouco tempo.

Não há dúvidas que eventos online podem unir uma quantidade muito maior de pessoas com um objetivo em comum, exatamente como foi o caso do One World Together, mas que formatos são necessários para as empresas promoverem eventos de qualidade no meio digital? Como serão essas adaptações? Como engajar seu cliente ou colaborador através de interações online? Como fica o networking? E a e construção de novas competências?

Essas perguntas todas só podem ser respondidas com hipóteses até o momento, até mesmo porque ainda é cedo para conclusões. O ponto é que houve uma ruptura e a mudança está acontecendo. Talvez daqui a alguns anos a frase “sobrevivi a mais uma reunião que poderia ter sido um e-mail” faça tanto sentido quando uma mídia física (CD) hoje. Isso porque vamos aprender, de vez, que podemos sim ter confiança em muitas interações digitais, em seus processos e que elas funcionam. Todo esse processo de evolução e transformação digital diz mais sobre a limitação humana autoimposta inconscientemente do que a limitação tecnológica.

Contudo, não há dúvidas que ver vários artistas talentosos unidos em um único propósito, inclusive com a cena icônica de Charlie Watts do Rolling Stones e sua bateria imaginária ou a Taylor Swift cantando uma música que fez para sua mãe com câncer, em prol de um momento único como este, mostra-nos que a limitação humana é imaginária e pode ser vencida.

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