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Vamos pular aquela discussão se o RH da sua empresa é estratégico ou não, ok? Esse tema ficou velho e, pela minha experiência, o cenário só muda quando as coisas passam a ser vistas por uma nova perspectiva (tanto pelo RH quanto pelo CEO). Portanto, vamos falar de novas perspectivas, como as trazidas por Patrick Lencioni, eleito como um “dos dez novos gurus que você precisa conhecer” pela revista Fortune e que, em breve, estará no Brasil. Com seu livro “A maior de todas as vantagens”, Lencioni afirma que “a maior vantagem que uma empresa pode obter é ignorada pela maioria dos líderes, embora ela seja simples, gratuita e disponível para qualquer um que a queira”. E eu acrescento: muitas vezes o líder de RH tem consciência e compreende essa vantagem, mas não sabe o que fazer com isso. Chega de suspense, vamos entender.

Segundo o autor, a saúde organizacional é a vantagem que as empresas deveriam investir para se diferenciar e atingir seus objetivos estratégicos. E de tão simples, chega a intimidar líderes que, no íntimo, acreditam que são “muito sofisticados, muito ocupados e muito analíticos para se preocuparem com isso. Em outras palavras, acham que esse tipo de coisa está abaixo deles”. Lencioni defende a ideia de que uma organização saudável investe energia em 4 disciplinas:

1.Montar e manter uma equipe de liderança coesa
2.Criar clareza organizacional
3.Comunicar repetidamente a clareza organizacional
4.Reforçar a clareza organizacional através dos sistemas humanos

Para compreender profundamente cada um desses tópicos sugiro fortemente a leitura do livro, que é rico e cheio de exemplos. Mas, para não perder o gancho prometido no título do artigo, quero te contar o porquê eu acredito que essa vantagem está nas mãos do RH.
Se você é profissional de Recursos Humanos, certamente já recebeu pedidos de treinamento para as lideranças ou de workshops de comunicação. Sim ou não? Pois bem. Muitas vezes esses pedidos chegam como uma tentativa de resolver um problema que não é de ordem prática, apesar dos cursos sempre ajudarem no engajamento momentâneo das pessoas. O que normalmente está “por trás” desses pedidos são coisas do tipo:

•Excesso de politicagem, que faz as lideranças perderem o foco;
•Há várias empresas dentro de uma mesma empresa. As áreas falam línguas diferentes e a comunicação não flui;
•Não há confiança, portanto não há conflitos e nem melhores soluções;
•As áreas não se comunicam adequadamente e os processos levam mais tempo do que deveriam para serem concluídos.

Esses são apenas alguns exemplos de problemas vivenciados pelas empresas e que, apesar do impacto direto em sua saúde organizacional, são difíceis de mensurar. E é nesse momento que o RH pode (e deve) assumir a liderança, sendo a área responsável por trazer mais saúde para o ambiente empresarial. Para isso, é preciso sair da posição de “contratante de cursos e consultorias” e discutir com o CEO o que de fato resolverá o problema da organização.

A boa notícia é que, segundo Patrick Lencioni, a solução é mais simples do que se imagina e, na minha opinião, o RH já possui as competências necessárias para ajudar a empresa avançar. De qualquer forma, como Lencioni estará no HR Conference, evento da HSM que acontecerá em 19 de março de 2019, aproveitarei para beber direto da fonte. Te vejo lá?

Gabrielle Teco Head of Marketing & People at GESTO.
Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam: de alimentação saudável a empreendedorismo, pois essa diversidade me instiga e diz muito sobre mim. Técnica em nutrição, pós graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Desde 2017 assumi novos desafios na GESTO, uma scale up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

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