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A era do engajamento: 5 passos para quem deseja ter uma equipe de alta performance

Se por um lado as tecnologias estão transformando o jeito como nos relacionamos com o mundo, por outro a busca pelo propósito tem se mostrado relevante para quem deseja viver uma vida mais significativa. E dentro das companhias não é diferente: equilibrar a inovação, na era da transformação digital, e o significado do trabalho são desafios diários de qualquer profissional, em especial daqueles que hoje respondem pelo RH.

Nesse novo contexto, processos de seleção e retenção precisam ser urgentemente substituídos por estratégias de atração e engajamento, pois o que faz uma pessoa escolher e se manter em um emprego mudou radicalmente nos últimos anos. Segundo Tracy Maylett, coautor do livro “MAGIC: five keys to unlock the power of employee engagement”, criar e manter uma equipe engajada depende de 5 fatores-chave:

1.Meaning (Significado)
2.Autonomy (Autonomia)
3.Growth (Crescimento)
4.Impact (Impacto)
5.Connections (Conexões)

Mantive a lista em inglês porque as primeiras letras das palavras formam o acrônimo MAGIC e isso realmente facilita a fixação do conteúdo.

Dito isso, vamos entender um pouco melhor, sem deixar de recomendar fortemente a leitura do livro, que é premiado e reconhecido pela crítica internacional.

1. Por que você faz o que você faz? Trocar horas de trabalho por um salário no final do mês não deixou de ser importante, mas de uns tempos para cá, se tornou uma commodity para muitos profissionais. O salário é o que nos traz segurança, mas não é ele, isoladamente, que nos torna profissionais realizados. É por isso que, segundo Tracy, para manter um time engajado é importante que a liderança ajude seus integrantes a enxergarem o significado daquilo que eles estão construindo.

2. Você tem liberdade para definir COMO fazer? O filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin nunca foi tão atual. Afinal, o dano causado por um chefe/trabalho que te diz o tempo todo não só O QUE fazer mas também COMO fazer causa danos irreparáveis. Segundo Tracy, liberdade, limites e responsabilidade com ética são fatores-chave para que o colaborador tenha autonomia para ajustar rotas e trabalhar todo o seu potencial.

3. Como o seu trabalho contribui com o seu crescimento? Aqui ficam de fora os processos “formais” de crescimento, como promoção, cargos, e etc, ok? Isso porque, segundo o autor, mais importante do que um novo cargo é o colaborador experimentar que ele está sendo desafiado e que, de forma contínua, está crescendo com as novas experiências.

4. Como você mede o impacto do seu trabalho? É nisso que mora a diferença entre o faxineiro que limpa o pátio da NASA e aquele que enxerga como o seu trabalho ajuda o homem a ir ao espaço. Exageros à parte, só para pegar carona nessa história famosa do mundo corporativo, o colaborador que não enxerga como a sua parte se conecta com o todo pode perder a motivação promovida pelos itens anteriores. Ele pode ter um porquê, autonomia, sentir-se desafiado, mas se não perceber como o seu resultado traz impacto para o grupo, o engajamento não se sustenta.

5. Qual a sua conexão com esse grupo? Para promover o engajamento de um time, o sentimento de pertencimento é um dos mais poderosos, pois mantém seus integrantes trabalhando por um objetivo comum. Equipes no mundo corporativo funcionam exatamente como voluntários em projetos sociais: quando nos sentimos parte e compartilhamos valores e crenças, tendemos a dar mais de nós mesmos em prol de um grupo e de uma causa. Acredito que esse é o fator-chave mais difícil de construir porque não depende do indivíduo, e sim de um grupo. É por isso que a liderança tem um papel fundamental por ser a COLA que une todos esses pontos.

Que saber mais? Tracy Maylett estará no Brasil no dia 19 de março de 2019 no HR Conference, evento promovido pela HSM, e certamente terá muito mais cases e experiências para compartilhar. Te vejo lá?

Gabrielle Teco Head of Marketing & People at GESTO
Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam: de alimentação saudável a empreendedorismo, pois essa diversidade me instiga e diz muito sobre mim. Técnica em nutrição, pós graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Desde 2017 assumi novos desafios na GESTO, uma scale up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

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