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A história quase desconhecida das mulheres negras que trabalhavam na Nasa e revolucionaram seu ambiente de trabalho virou filme e chegou a concorrer ao Oscar em 2017. Apesar de não ter levado nenhuma estatueta, a trama foi amplamente aplaudida e exaltada pela crítica e pelo público.

O drama conta a trajetória de transformação e inovação de três negras que, na época da guerra fria, ajudaram os Estados Unidos a levar o homem para o espaço. O tema central do filme traz a quebra de barreiras que elas enfrentaram bravamente contra o machismo e o preconceito racial daquela época, na década de 1960.

Conhecidas como “computadores humanos”, Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson foram as responsáveis pelos cálculos que levaram o astronauta John Glenn a orbitar em redor da Terra, em 1962. A contribuição de cada uma delas foi fundamental na corrida espacial americana.

É impossível assistir ao filme e não admirar a garra e a força de vontade dessas mulheres em vencer os desafios que encontravam todos os dias no trabalho. Confira três lições inspiradoras que todos deveríamos aprender!

1ª lição: Encontre seu propósito.

Não há nada pior nesta vida do que uma vida sem propósito. É ele que nos impulsiona a seguir em frente e batalhar para obter o melhor sempre. Essas três cientistas tinham propósitos bem claros na vida, por isso conseguiram chegar tão longe.

Mary Jackson, por exemplo, cultivava um amor grandioso pela ciência e tinha como propósito conseguir mudar a vida das pessoas a seu redor. Foi assim que ela se tornou a primeira engenheira mulher da Nasa. Movida por sua paixão, não permitiu que a segregação da época a impedisse de realizar seus sonhos. Mary ganhou na Justiça o direito de ser a primeira mulher negra a cursar pós-graduação na Universidade da Virgínia.

2ª lição: Não desista pelo caminho.

Desafios existem para nos fazer melhores. Por isso, é preciso muita determinação para no meio do caminho não desistir daquilo que se quer. Katherine Johnson teve de lidar com as barreiras do preconceito que ainda estavam enraizadas na sociedade americana na década de 1960. Talento surpreendente em matemática, ela foi convidada a se juntar a uma equipe composta apenas por homens, para ajudar numa pesquisa de voo.

Mesmo que chamando a atenção de seus colegas e supervisores por sua excelência na arte de fazer cálculos, Katherine muitas vezes teve de sair com seu caderno lotado de cálculos, embaixo de chuva, para ir ao banheiro feminino feito para negros que ficava a 40 minutos de distância de onde ela trabalhava. Mas nada disso fez com que Katherine desistisse do trabalho.

3ª lição: Não se intimide pelas mudanças e inovações, aprenda com elas.

Com tantas transformações digitais acontecendo nos dias de hoje, muita gente teme que as mudanças acabem prejudicando seu trabalho, quando, na maioria das vezes, a inovação vem para trazer melhorias. Dorothy Vaughan tinha um dom peculiar para liderança e se tornou a primeira mulher negra supervisora de departamento na Nasa. Como líder, ela incentivava sua equipe a estudar e se atualizar, além de desenvolver o clima de união e confiança entre seus membros. Quando descobriu que um computador da IBM seria implementado para a realização de inúmeros cálculos em fração de segundos, podendo substituir o trabalho de sua equipe, ela não se sentiu ameaçada. Pelo contrário, começou a estudar programação e ensinou seu grupo a fazer o mesmo. Assim, sua equipe estava preparada para lidar com as mudanças que chegaram com a inovação!

O filme ainda mostra como essas mulheres deram um salto enorme na luta pela igualdade de gênero e nos faz perceber que todos os dias também nós precisamos fazer a diferença em nosso ambiente de trabalho.

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