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“Onde meus talentos e paixões encontram as necessidades do mundo, lá está meu caminho, meu lugar.” Aristóteles (384 – 322 AC)

Essa frase acima tem me inspirado e ajudado nas reflexões sobre a vida nos últimos 15 anos. Acredito que a única forma de vivermos a plenitude do SER é nos conhecermos profundamente, observando e aprendendo sobre a complexidade e a simplicidade do mundo, e assim nos tornando conscientes sobre a nossa evolução para contribuir com o planeta. Agir fazendo a nossa existência ter sentido, para que deixemos o nosso legado para a humanidade.

Os reais talentos possibilitam que nos expressemos de forma potente, colocando a nossa essência no universo. Com isso, transformamos quem somos em verdadeiras obras, que fazem diferença para pessoas, organizações e sociedades.

Quais são os seus talentos? O que você faz realmente bem?

As verdadeiras paixões expandem o nosso significado sobre o mundo: como interpretamos e internalizamos o mundo, o que ressoa com força dentro de nós e dá sentido à vida. Nossas paixões são como chamas que mantêm o fogo da nossa existência. Sem paixões, a vida não tem brilho, não tem essência.

Quais são as suas paixões? O que você gosta profundamente de fazer?

Quando conseguimos conectar nossos talentos com nossas paixões, a mágica começa a acontecer. O nosso poder pessoal é experimentado com toda a sua força, atraímos as pessoas para perto e estamos conectados com o nosso propósito. Temos a sensação de sermos únicos, de que toda a nossa existência vale a pena, brilhamos intensamente e expressamos a nossa luz no mundo. Nesse momento, temos a chance de fazer com que talentos e paixões se conectem com as necessidades do planeta e, com isso, possamos cooperar para a sua evolução.

Vivemos em tempos desafiadores para a evolução da humanidade. Tempos em que o individual e o coletivo estão em conflito tentando encontrar o seu ponto de convergência e assim, elevar a nossa condição humana para adquirirmos novas capacidades. Muitas vezes esse conflito é completamente desarmônico e pende para o lado do individualismo. Egoísmo, incapacidade de respeitar o outro, solidão, ganância, medo, falta de convivência em grupos, violência e guerra são algumas das características e consequências que podemos observar no mundo atual e no comportamento das pessoas.

São duas forças antagônicas e harmônicas ao mesmo tempo fazendo o que parece ser um cabo de guerra ou a construção de uma lemniscata com infinitas possibilidades. A questão que se apresenta é a seguinte: “Vamos deixar a corda arrebentar e nos dividirmos em dois ou mais mundos e sentirmos as consequências negativas disso?”, ou “Vamos encontrar novas possibilidades, onde a tensão da corda possa inspirar, transformar e experimentar caminhos que nunca foram desbravados? Onde a harmonia entre o individual e o coletivo exista? Onde possamos nos elevar a uma oitava acima experimentando novos tempos e inclusive vivendo novos desafios?”.

Nos tempos atuais, muitas pessoas têm buscado entender e vivenciar o real propósito de suas vidas, o significado e o sentido das suas atividades laborais e o estilo de viver que traga harmonia, equilíbrio, paz e felicidade. A cada dia, mais pessoas têm vivido seus talentos e paixões de forma intensa, muitas vezes transformando-os em trabalho, equilibrando o SER e o TER.

Elas estão buscando tomar as rédeas das suas vidas. Têm buscado ter mais controle sobre seus destinos ou, como se diz, tomar o destino em suas próprias mãos. Parece haver uma busca por aprender a ser individual e ao mesmo tempo coletivo, ser um indivíduo integrado ao todo. Integrado no sentido de, além de atingir a plenitude do ser, contribuir positivamente para a sociedade. O que antes era privilégio de poucos, agora tem sido a busca de muitos. A questão é: “Isso é possível para todos?”

Há uma notável intensificação dos questionamentos com relação às formas e dinâmicas de trabalho. De como encontrar o propósito no que se faz. As empresas têm tido grandes desafios em atrair, reter e motivar talentos, não só das novas gerações, mas também de pessoas experientes. Talvez seja por isso que o fenômeno do empreendedorismo esteja crescendo tanto.

Aproveito para deixar alguns caminhos possíveis que me inspiram na direção de encontrar o próprio propósito e assim viver com significado e plenitude:

1) Desenvolva a sua espiritualidade;
2) Não tenha medo de intuir, mas se torne consciente desse processo e capacidade;
3) Crie e proponha novas possibilidades e cenários, mostre caminhos diferentes, desafie e questione o status quo;
4) Compartilhe experiências e vivências;
5) Seja artista, viva a arte em todas as suas formas e possibilidades, amplie seus horizontes internos e externos;
6) Busque autoconhecimento e autodesenvolvimento e entenda o seu papel no mundo;
7) Aprenda a aprender com o mundo e com as pessoas;
8) Seja proativo, faça as coisas acontecerem, tome o seu destino nas suas mãos, seja líder da sua própria vida;
9) Explore o mundo e as possibilidades da vida, busque novas paixões;
10) Desenvolva seus talentos naturais, cerque-se de pessoas que possam complementá-los e adquira novos em sintonia com as suas paixões;
11) Faça tudo com excelência e humildade;
12) Use os recursos financeiros como meios e não como a finalidade única de sua vida.

Permita-se, entregue-se e integre-se. Temos que deixar que nossos potenciais explodam na nossa cara e na cara do mundo. Temos que desafiar o nosso SER. Não tenhamos medo de saber quem realmente somos. “Se joga!”

Raphael Rodrigues Consultor com foco no desenvolvimento organizacional e humano, cofundador e facilitador do Impulso Emerge e dono da Pharrel Consultoria

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