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Marcelão
01/12/2010
às 09:10Categorias: competitividade, empreendedorismo, empresas, ensinamentos, estratégia, expoManagement 2010, gestão 2.0, humanização do trabalho, inovação, liderança, marketing, social network, sustentabilidade, trends & insights, ética
ExpoManagement 2010: O que eles disseram
Na última página da revista HSM Management, existe a seção “O que eles dizem sobre”. Trata-se de um conjunto de frases sobre determinado assunto, e que servem como insights para nosso cotidiano. Acho a idéia excelente e sempre a utilizo para reunir, aqui no blog, algumas frases apresentadas pelos palestrantes nos eventos da HSM do qual participo.
Seguem abaixo, algumas das frases que capturei durante a ExpoManagement 2010 realizada de 08 a 10 de novembro:
Jim Collins:
“Quanto maior o sucesso mais aterrorizados ficam os executivos, porque o fracasso sempre pode bater a nossa porta”.
“As empresas parecem saudáveis por fora, com uma imagem de robustez e crescimento, mas já tem dentro delas uma doença, que se detectada precocemente pode ser curada”.
“Não dá para criar uma empresa duradora se tudo gira ao seu redor de líderes isolados que acreditam que toda a base do sucesso de uma organização se deve a ele”.
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Marcelão
23/11/2010
às 09:33Categorias: empresas, estratégia, estudos & pesquisas, expoManagement 2010, gestão 2.0, humanização do trabalho, inovação, internet, liderança, marketing, social network, sustentabilidade, tecnologia, trends & insights
ExpoManagement 2010: reconstruindo nossa visão de mundo
De 08 a 10 de novembro participei do maior evento de gestão da América Latina, a ExpoManagement, organizada pelo grupo HSM. Um evento muito bem organizado, por onde passaram mais de 26 mil pessoas; assistindo as palestras do Auditório Principal, visitando stands ou assistindo as “Rodadas Inspiracionais”, que ocorriam em paralelo às palestras do Auditório Principal.
Se eu pudesse resumir todas as palestras que assisti, diria que há um consenso entre os palestrantes; é preciso reconstruir uma nova visão do mundo, além de rever a forma como convivemos em comunidade. É preciso que todos nós – pessoas, empresas e governos – entendamos sobre a importância de sermos interdependentes um dos outros. Está claro que é necessário rever os modelos: o econômico, o social, o ambiental e os de gestão nas empresas.
John Elkington abriu sua palestra estabelecendo qual seria o tom e o centro do debate de todo o evento. O conceito do “Tripple Botton Line” é relativamente simples, que consiste no equilíbrio entre os 3 “P”: Pessoas, Planeta e Profit (Lucro). Infelizmente, esse equilíbrio ainda não é adotado intensamente pelas empresas, uma vez que existe grande descompasso entre a urgência dos desafios e o empenho delas em enfrentá-los.
Segundo Gavin Neath, vice-presidente Sênior da Unilever, esse problema não se resume às empresas, ele tem relação próxima com os investidores da Bolsa de Valores. Neath afirmou que “Os grandes investidores têm pouquíssimo interesse e nos dão pouquíssimo crédito pelo que fazemos – e não há sinais de que isso possa mudar em breve”. Afirmação respaldada pelas 3 mil maiores empresas de capital aberto do mundo, que acumularam passivo ecossistêmico de US$2,2 trilhões em 2008, equivalente a mais de 30% de seus lucros.
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Adriana Salles Gomes
18/11/2010
às 04:37Categorias: expoManagement 2010, gestão 2.0
Você é um turista de ideias?
Na HSM ExpoManagement 2010, que aconteceu semana passada, o David Ulrich, possivelmente o maior fera de gestão de pessoas da atualidade, dividiu a seguinte dica com a plateia: “quando você estiver no avião, a fim de ficar na sua, e aquela pessoa extrovertida ao seu lado insistir em puxar conversa, abra uma bíblia. O assunto morre rapidinho.”Não é má ideia essa do especialista em RH da Universidade de Michigan que foi influência-chave sobre Jack Welch na General Electric e o é sobre muitos outros líderes empresariais poderosos, mas convenhamos que estava mais para uma daquelas “jokes de script de palestrante”, das que não sobrevive muito tempo na memória. Exatamente como as ideias que a gente “visita como turista”, este sim um dos grandes insights que Ulrich dividiu conosco em sua apresentação.
Você sabe a diferença entre o turista e o viajante, certo? O turista é o que vai a um lugar novo como mero visitante, sem se envolver – não procura interagir com ou deixar-se influenciar por ele; é apenas um cliente querendo que lhe seja fornecida uma “experiência” para contar aos amigos e mostrar em fotografias. O viajante, por sua vez, vive o lugar novo, apropria-se dele; torna-o sua casa temporária e, assim, é transformado por esse lugar, que ele leva de volta consigo de alguma maneira.
Ulrich insinuou (ou terá afirmado com todas as letras, números e exclamações?) que as empresas não costumam proporcionar a seus funcionários a oportunidade de ser viajantes de ideias; apenas turistas. Esticando a metáfora, os treinamentos praticados seriam equivalentes a ônibus de excursão da CVC. Para Ulrich, as empresas terão mais competitividade e gerarão mais lucros se os treinamentos passarem a ser do tipo que faz diferença, o que inclui abrir janelas para que os funcionários tenham experiências de vida significativas.
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Daniel Domeneghetti
17/11/2010
às 12:47Categorias: expoManagement 2010, sustentabilidade
Sustentabilidade: Trazendo o futuro a valor presente
Na semana passada tive a oportunidade de palestrar na Expo Management 2010, onde falei sobre o Valor da Sustentabilidade.
Abaixo um artigo recente em que coloco alguns conceitos que utilizei na palestra:
Andrew W. Savitz, autor de “A Empresa Sustentável”, define sustentabilidade como a arte de fazer negócios num mundo interdependente. Para ele, como para John Elkington e tantos outros, a empresa sustentável de verdade gera lucro ao mesmo tempo em que protege o meio-ambiente e melhora a vida das pessoas com quem mantém relações.
Não existe empresa bem sucedida em sociedade falida. Lucratividade, competitividade e produtividade não podem estar dissociadas da sustentabilidade, principalmente no meio empresarial. Com este novo mind-set, o conceito de sustentabilidade se tornará cada vez mais valorizado pela sociedade e se transformará num modelo para as empresas agregarem maior valor aos seus acionistas, principalmente no longo prazo. Sim… no longo prazo.
Temos dito que o mercado de capitais – Wall Street em sua máxima expressão – precisa aprender a recompensar o crescimento duradouro, em vez de apenas superar as expectativas para o próximo trimestre (a famigerada ditadura do próximo quarter).
Essa mudança de “jeito de ser”, de forma mais integral, levará tempo, mas acontecerá, porque é lógica e necessária. No fundo, todos reconhecemos e tememos, em maior o menor grau, as ameaças do que temos plantado nos últimos 100 anos. No fundo, todos ainda queremos viver juntos no planeta Terra durante muito tempo e, para que ele exista ao longo do tempo – pelo menos de forma habitável, teremos de mudar nossa visão de mundo e práticas de quotidiano, inclusive de pensar e fazer negócios.
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Marcelão
16/11/2010
às 17:53Categorias: ensinamentos, estratégia, expoManagement 2010, gestão 2.0, inovação, liderança
Gestão 2.0: 10 lições de liderança de Sir Terry Leahy
Durante a ExpoManagement 2010, conversei com Beto Toledo, Diretor de Mídias on-line da Young&Rubicam, e chegamos a conclusão que as palestras que não são realizadas pelos grandes gurus são as que mais nos surpreendem. Pois nossa expectativa em relação a elas é baixa e porquê você sempre encontra documentação farta sobre as teses dos grandes gurus pela Internet.
Uma das palestras que se encaixam dentro dessa premissa foi a apresentada por Sir Terry Leahy, CEO da gigantesca e bem-sucedida rede britânica de supermercados Tesco ,que atua pelo mundo com mais de duas mil lojas, e mais de trezentos e cinquenta mil funcionários. Éa maior rede de super-mercados do Reino Unido e a terceira do mundo. Durante seus dez anos no comando, os lucros da Tesco subiram de US$1,08 bilhão para mais de US$ 3 bilhões ao ano; suas vendas agora superam US$68,7 bilhões e o preço de suas ações quase dobrou.
Em sua palestra, Sir Terry Leahy apresentou 10 lições de liderança que eu apresento abaixo com meus comentários:
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Alessandra Assad
11/11/2010
às 18:33Categorias: competitividade, executivos, expoManagement 2010, gestão, liderança
Líder contra a crise: lições de Carlos Ghosn

Durante a palestra ministrada ontem na ExpoManagement, Carlos Ghosn (CEO da Renault-Nissan) ressaltou que para se ter sucesso frente a crises é essencial não adiar as decisões duras que têm de ser tomadas em tempos difíceis, porque o adiamento apenas leva à piora dos problemas. Ghosn enfatizou que a liderança precisa se fazer presente nas boas e más épocas. E chama a atenção, que para enfrentar uma crise, o líder precisa ter em mente de forma intensa e obsessiva os seguintes passos:1 – Seja objetivo e deixar as emoções de lado. Fique lúcido.
2 – Construa uma visão clara e que possa ser compreendida. Compartilhe.
3 – Estabeleça um número pequeno de objetivos. Foque neles e conquiste-os.
4 – Motive as pessoas e mostre como isso pode ajudá-las a atingir os objetivos.
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Leandro Ogalha
10/11/2010
às 18:00Categorias: empreendedorismo, expoManagement 2010, inovação, internet, palestrantes
A Geração Y na Expo Management

Este ano a Expo Management se reinventou. Estou dizendo isso por percepção própria e pelos comentários dos visitantes. O que mais representa esta mudança são os auditórios temáticos da feira, que em paralelo ao auditório principal, trazem grandes nomes do mercado para falar sobre sustentabilidade, inovação, criatividade e Geração Y. Desta forma a HSM se posiciona como um centro de inteligência aberto para pessoas que buscam conhecimentos diversos e amplos, além do nível CEO.
Como exemplo, são as rodadas inspiracionais da Estação de Conhecimento da Geração Y, que somente hoje apresentou grandes nomes do mercado. Vejam suas citações:
“É fato que a gente vê esses jovens talentos chegando com uma boa bagagem, seja através dos diplomas, cursos ou demais experiências que acumularam, mas é preciso um pouco mais de respeito e humildade pelos funcionários que estão ali há mais tempo”. João Dornellas (Nestlé) se referindo ao imediatismo da Geração Y.
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Alessandra Assad
10/11/2010
às 13:04Categorias: competitividade, empreendedorismo, empresas, eventos, expoManagement 2010, gestão
Miopia na Gestão
Considerando o poder que tem a inovação em gestão de gerar um desempenho superior ao de empresas da mesma categoria, é estranho que tão poucas possuam um processo bem aprimorado para inovação contínua. Gary Hamel afirmou em sua palestra hoje de manhã na ExpoManagement que atualmente, todo CEO afirma que é um campeão de inovações. E em seguida questionou: “Então por que o grande ponto cego quando se trata de inovação em gestão?”.
Hamel acredita que há três explicações possíveis:
- A maior parte dos gestores não se vê como inventores. À diferença de tecnólogos, profissionais de marketing, e mais recentemente, estrategistas, a inovação não é fundamental na definição de gerente comum. Na maioria das empresas, os gerentes são selecionados, treinados e recompensados por sua capacidade de produzir mais das mesmas atividades, e com maior eficiência. Ninguém espera que os gerentes sejam inovadores. Ao contrário, espera-se que eles transformem as idéias de outros profissionais em crescimento e lucro. -
Adriana Salles Gomes
10/11/2010
às 12:25Categorias: expoManagement 2010
C.K. Prahalad por Gary Hamel – homenagem da HSM Expo 2010

Ontem eu chorei durante a HSM ExpoManagement. Isso não chega a ser uma novidade para quem me conhece. Já chorei antes, na palestra de Nando Parrado (Expo 2005). Na de Viviane Senna (Expo 2006). Na de João Carlos Martins (Expo 2007). Na Expo 2003 chorei várias vezes, até com Michael Porter e Frederick Reichheld, mas estava grávida então, e o choro não conta tanto. Mas ontem chorei ao ouvir Gary Hamel falando de C.K. Prahalad, que faleceu este ano.
Hamel, visivelmente emocionado (não fui só eu!), contou como começou sua relação com Prahalad com uma “briga”: ele, estudante de doutorado, Prahalad, professor recém-contratado, e os dois discutiram apaixonadamente logo na primeira aula, por algum assunto de que Hamel nem se lembra mais. “Acho que ali, naquela paixão, já estava escrito que trabalharíamos juntos por mais de 20 anos.”
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Alessandra Assad
10/11/2010
às 12:25Categorias: empresas, expoManagement 2010, gestão
Por que você deveria assumir o desafio de reinventar a gestão?
Gary Hamel respondeu hoje em sua palestra na ExpoManagement defendendo que a inovação em gestão compensa. “Quando comparada a outros tipos de inovação, ela tem um poder inigualável de produzir mudanças radicais e duradouras em vantagem competitiva”. Embora a inovação operacional contemple os processos de negócios de uma empresa, a inovação em gestão visa aos processos de gestão de uma empresa: as fórmulas e rotinas que determinam como o trabalho de gestão é realizado diariamente. Simplificando: os processos de gestão são as “engrenagens” que transformam os princípios de gestão na prática diária. Mesmo em uma organização de tamanho médio, é impossível mudar o quê e o como da gestão sem mudar os processos que governam este trabalho.
A conclusão é que os avanços importantes na prática de gestão normalmente provocam mudanças significativas na posição competitiva e geralmente conferem uma vantagem duradoura para as empresas pioneiras. Isso destaca o papel decisivo que a inovação em gestão não raro desempenha para ajudar empresas a construir vantagens permanentes. Aliás, segundo Gary Hamel nenhum outro fator parece ter sido mais fundamental para manter o sucesso competitivo de longo prazo.






