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Sandro Magaldi
22/11/2011
às 06:28Categorias: Sem categoria
Ensinando o que não se sabe
O atual ambiente de negócios caracteriza-se por alta dose de incerteza. Os modelos até então vigentes têm caído por terra um a um em um efeito dominó. O que ocorre no mundo corporativo, na realidade, é reflexo das mudanças que caracterizam a sociedade contemporânea.Nos negócios, um dos reflexos dessa incerteza é a complexidade em preparar adequadamente as pessoas para operarem com êxito perante aos novos desafios que se sucedem diariamente. Essa é uma das faces muitas vezes negligenciada ou esquecida do já popular “Apagão de Talentos” que caracteriza nosso país ainda hoje (mesmo com a tal da crise global batendo em nossa porta).
As organizações e todos os atores do sistema corporativo (escolas de negócios, consultorias, governo etc) deveriam refletir com mais consequência sobre esse desafio. O modelo atual em ensino de gestão é inadequado, pois se caracteriza pelo desenvolvimento de programas e proposições que tem como foco principal o ensino de questões fechadas, as tradicionais “receitas de bolo”. Seguindo um padrão tradicional opta-se por oferecer um contexto onde as respostas já seguem um modelo pré-formatado.
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Sandro Magaldi
31/10/2011
às 12:26Categorias: Sem categoria
Como é complexo ser simples!
As coisas mais simples na vida são as mais belas: o sorriso de uma criança, o pôr do sol, uma revoada de pássaros e assim por diante. Nos negócios não é diferente.Uma das maiores ambições que um executivo pode ter é pautar suas ações pela simplicidade. Não me refiro aqui a ser simplório, reduzindo as coisas a uma visão simplista, mas sim à complexidade extrema de ser profundamente simples. Foi essa pauta que sempre orientou ações de líderes vencedores no Brasil e no mundo como Samuel Klein nas Casas Bahia, Sam Walton no WalMart ou o lendário Peter Drucker entre tantos outros.
O problema é que muitas vezes confundimos profundidade com complicação. Nossos clientes buscam soluções adequadas às suas necessidades. Isso não significa que essas soluções devam ser complexas e difíceis de serem decifradas. A complexidade, na realidade, reside no processo de desenvolver as proposições de valor ao cliente e não, necessariamente, na proposição em si. O segredo está em transformar uma solução complexa em algo simples, facilmente percebido.
Esse foi o desafio que pautou Steve Jobs na Apple. A simplicidade extraordinária do iPod, do iPhone e, finalmente, do iPad são espetaculares e seguem uma linha que se iniciou nos primórdios da Apple com os Macs. Quando a organização conseguiu comunicar adequadamente o poder dessa simplicidade aos clientes, o resultado foi avassalador.
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Sandro Magaldi
11/01/2010
às 20:36Categorias: Sem categoria
A relação do Fernando Pessoa com seu planejamento profissional
Sempre que começa o ano é natural que nos dediquemos à reflexão sobre nossos planos futuros. Curioso é que podemos (e devemos) fazer isso em qualquer época do ano, porém o início de um novo ciclo inspira as tradicionais deliberações de ano novo.
Justamente estava pensando nisso quando caiu em minhas mãos um pensamento brilhante de Fernando Pessoa a respeito de mudança:
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma de nosso corpo e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia – e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre às margens de nós mesmos”
É lugar comum falar sobre mudança, porém é incrível a dificuldade que todos nós, seres humanos, temos em mudar e a tendência para permanecermos em nossa zona de conforto. (mais…)
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Sandro Magaldi
12/06/2009
às 11:26Categorias: Sem categoria
O RH orientado para o negócio e o Presidente orientado a pessoas
Na semana passada contribuímos na promoção de um evento destinado a executivos de RH com o Hospital Albert Einstein. Nesse encontro, que teve a palestra do professor Jeffrey Pfeffer, uma das discussões que veio à tona foi a imperativa necessidade dos executivos da área terem uma apurada visão de negócios não restringindo seu escopo de atuação a uma ação tática. Nesse momento, Wagner Brunini, Diretor de RH da Basf, que compunha uma das mesas de debates comentou uma experiência muito interessante que mexeu com a platéia. Ele recordou um evento que participou cujos palestrantes eram presidentes. Um dos palestrantes fez esse mesmo comentário: “Vocês, executivos de RH, devem ter uma boa visão do negócio”. Foi quando Brunini pediu a palavra e disse: “Com todo respeito que merece sua visão gostaria de fazer uma observação: nós conhecemos do negócio. Na realidade, são vocês, presidentes, que deveriam aprimorar sua visão sobre Pessoas”. Interessante as duas percepções, não é? Parece que faz parte daquelas questões onde nenhuma das partes tem razão, mas sim razões que reforçam suas crenças…
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Sandro Magaldi
29/10/2008
às 10:33Categorias: Sem categoria
Nossa incapacidade de realizar previsões (e mesmo assim insistimos…)

Muito tem se falado sobre Nassim Taleb (inclusive aqui), autor do livro “A Lógica do Cisne Negro“. Porém, é importante reforçar a atualidade assustadora dessa obra. É espantoso como a tese desse autor é adequada a atual turbulência global. Um dos conselhos de Taleb que mais me chamou a atenção é o de que não devemos mais ler jornais e suas previsões. Isso porque elas tendem a não estar fundamentadas em bases sólidas. Como exemplo, Taleb cita um caso que ocorreu nos Estados Unidos em dezembro de 2003 quando Saddam Husseim foi capturado. Às 13h01 a manchete da Bloomberg News era: “Títulos do Tesouro dos EUA sobem; captura de Husseim pode não conter o terrorismo“. Em seguida os mesmo títulos inverteram o viés de alta. Às 13h31 o mesmo veículo publicou outra manchete: “Títulos do Tesouro dos EUA caem; captura de Husseim aumenta a atração de recursos de risco“. Ou seja, a mesma causa gerou dois efeitos antagônicos. Está evidente que os dois fatos não podem estar relacionados, mas no afã de se encontrar uma razão plausível, a agência de notícias cravou sua visão da realidade. Qualquer semelhança com o que está ocorrendo certamente não é mera coincidência. A leitura desse livro, em minha opinião, é obrigatória. A tempo, Nassim Taleb estará no dia 12 de novembro na ExpoManagement…
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Sandro Magaldi
09/04/2008
às 01:30Categorias: Sem categoria
“Atualmente no Brasil tem muita gente estudando, mas poucas gente aprendendo”
Encontrei essa frase em um artigo de autoria do professor José de Souza Martins que li no Domingo passado no Caderno Aliás do Estadão. Confesso que mais do que conteúdo do artigo (muito bom, by the way), o que me chamou mesmo a atenção foi essa frase. Não por coincidência, nas últimas semanas temos sido bombardeados por informações a respeito do nível educacional no país que se por um lado mostram que nunca houve tanta gente no país estudando formalmente (para usar o termo preferido do presidente Lula), por outro mostram que os índices qualitativos de aprendizagem no Brasil continuam alcançando níveis dramáticos. É evidente que não podemos desprezar a importância da inserção de tantas pessoas nos meios formais de educação, porém, da mesma forma, cabe uma reflexão mais profunda sobre os caminhos do tema para nosso futuro. Essa é uma questão fundamental para a evolução dos negócios no país e, conseqüente, crescimento da nação. Cada vez mais a detenção de ativos físicos não garante o êxito de uma organização. Essa vantagem de outrora foi substituída por aquilo que o imortal Peter Drucker já preconizava quando estabeleceu as bases para a nova “sociedade do conhecimento”: o Capital Intelectual da organização. Ou seja, o conjunto de conhecimento presente em uma organização vale muito mais, ou tem um potencial de riqueza muito superior, do que a soma de seus ativos físicos. Isso sim garante uma vantagem competitiva sustentável nos dias atuais. Ou você acha que o Google vale o que vale devido aos servidores que possui em seu parque instalado? Assim, discutir a educação básica no Brasil não deve estar circunscrito exclusivamente a esfera pública. Quer concordemos ou não essa discussão fará cada vez mais a diferença em nossos negócios. Afinal, só conseguimos sair do truque das frases de efeito quando aprofundarmos nossa reflexão sobre o ambiente em que estamos inseridos gerando ação prática. -
Sandro Magaldi
19/02/2008
às 14:12Categorias: Sem categoria
Vamos exercitar a “escutatória”!
Nesse final de semana caiu em minhas mãos um texto muito interessante de Rubem Alves com o título “Escutatório”. Para quem não conhece, Rubem Alves é um dos pensadores brasileiros mais sérios quando o assunto é educação (é autor de diversos livros sobre o tema, além de ser articulista da Folha de S.Paulo).
Nesse texto o autor menciona que conhece uma série de cursos de oratória, mas que nunca conheceu nenhum sobre escutatória. Escutatória pode ser traduzido como a arte de ouvir. E ouvir não significa apenas ficar em silêncio quando o outro fala. Segundo o autor, “não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio de dentro”.
Esse texto tem tudo a ver com o mercado corporativo já que a velocidade das coisas faz com que, muitas vezes, nos esqueçamos do básico: colocar-se no lugar de nosso interlocutor respeitando suas palavras e opinião.
Vale à pena dar uma lida nesse texto (acesse aqui) e refletir sobre as nossas relações em um mundo que se caracteriza por uma profusão de estímulos que nos levam a uma velocidade às vezes descompassada com o respeito ao próximo.




